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I'VE GOT TO FIND MY BABY!

Flashback (CD - FTD, 2004)

Título:
Flashback
Selo:
FTD [FTD 034]
Formato:
CD
Número de faixas:
25
Duração:
69:00
Tipo de álbum:
Disco comum
Vinculado a:
Discografia FTD
Ano:
2004
Gravação:
10 de janeiro de 1956 a 11 de junho de 1958
Lançamento:
Abril de 2004
Singles:
---

Flashback é o trigésimo quarto CD da FTD. Ele contém 25 takes alternativos até então inéditos de canções gravadas entre 1956 e 1958, além de um livreto com fotos também inéditas dessas sessões e seus bastidores. O CD está atualmente fora de catálogo na gravadora.

Depois de mais de um ano de sucessos regionais que ocasionalmente alcançavam as paradas nacionais, a maior gravadora do momento simplesmente não poderia perder a chance de ter em seu quadro de artistas aquele que ainda era um estranho jovem de aparência, voz e comportamento caipira. Fechando acordo com o Sun Studio em 21 de novembro de 1955, a imagem e a música de Elvis Presley passavam oficialmente a pertencer à RCA Victor, um evento que não ficou desapercebido pela mídia e trouxe mudanças drásticas para o cantor. Agora, pouco mais de um mês o separava da melhor fase de sua carreira e do período de dois anos e meio em que realmente seria digno do título "Rei do Rock".

Elvis fez suas primeiras gravações para a RCA em 10 de janeiro de 1956, já no que se tornaria o lendário Studio B de Nashville. Alguns dos maiores sucessos de sua carreira futura (Blue Suede Shoes, I Got a Woman e Heartbreak Hotel) seriam capturados neste momento mágico que permitiu a ascensão de Elvis ao posto de Rei do Rock. De fato, o single "Heartbreak Hotel / I Was the One", lançado em 27 de janeiro, marcando a venda do primeiro material do cantor pela RCA, chegou ao primeiro lugar em vendas ainda na pré-venda e alcançou o topo de quase todas as paradas estadunidenses e canadenses. Seu álbum de estreia pela RCA, "Elvis Presley", repetiria o feito em seu lançamento, dois meses depois. Todo o material produzido e lançado em 1956, seja em single, EP ou LP, bateria recordes de vendas e chegaria ao topo das paradas, sendo os maiores exemplos os singles "Don't Be Cruel / Hound Dog" e "Love Me Tender / Any Way You Want Me", e o LP "Elvis".

Não à toa, 1957 não seria diferente. Com Elvis já consolidado na RCA e em sua carreira no cinema, o sucesso só ganhava proporções cada vez maiores e seu nome se espalhava pelo mundo rapidamente. Todos os singles e ambos LPs daquele ano, "Loving You" e "Elvis' Christmas Album", além dos EPs "(There'll Be) Peace In the Valley (For Me)" e "Jailhouse Rock" alcançaram o topo das paradas no mundo todo e alavancaram ainda mais a fama do garoto de Memphis. Os próximos dois anos veriam Elvis servindo ao exército dos EUA na Alemanha, mas seu sucesso continuaria intacto. Novos álbuns e as primeiras compilações de sucessos começaram a povoar o mercado e as vendas ainda batiam recordes, mostrando que nem sua ausência momentânea era capaz de abalar os alicerces criados em conjunto com a RCA e o Coronel Parker.

Quase 50 anos depois dessas lendárias sessões de gravação, a FTD lança material inédito delas em um de seus primeiros trabalhos que ofereciam uma experiência audiovisual imersiva. Enquanto nossos ouvidos se deliciam com as inéditas, nossos olhos têm o mesmo prazer ao percorrer as 125 páginas do livreto que acompanha o lançamento, cheio de fotos inéditas e perfeitamente preservadas daquele momento único no tempo - os 30 meses em que Elvis realmente viveu o título de Rei do Rock.

 Abaixo segue a resenha do conteúdo disponibilizado no CD.
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- 1. Heartbreak Hotel (Takes 5 [2nd Part] & 4 [5th Part): Começando pelo single de maior sucesso de 1956, a FTD traz um áudio cristalino de partes do trabalho que já eram consideradas perdidas. Elvis interpreta a canção com a mesma leveza e assertividade do Master (Take 7), apesar de alguns erros quase imperceptíveis na letra. Os acordes finais são um pouco diferentes. 

- 2. Money Honey (Take 10) [Intro only]: A única seção sobrevivente do take 10, com apenas 20 segundos de duração.

- 3. I'm Counting On You (Takes 1a, 1b & unknown): Uma versão quase acústica da segunda música do LP "Elvis Presley" se segue. Como os takes 1 e 2 são apenas false starts, a rendição completa ouvida após eles é de um take desconhecido, podendo ser o de número 12. Com relação ao andamento, não há muitas diferenças para com o Master (Take 17).

- 4. I Was the One (Take 7a, Unedited): Completamente novo e recentemente descoberto à época, é a primeira parte do take que obteria o Single Master (Take 7b). A instrumentação mais leve traz uma nova atmosfera à música, deixando-a soar quase como um take acústico.

- 5. Lawdy Miss Clawdy (Takes 11 & 12): Logo de início o pianista Shorty Long erra a nota e o take é interrompido. O take 12 se segue de forma completa e sem erros, sendo o último da música naquela sessão, mas, sem melhoras perceptíveis, o Master foi o Take 10.

- 6. Shake, Rattle and Roll (Takes 3, 5, 6 & 7): Elvis não está preparado para sua entrada e pede desculpas pela interrupção do take. No próximo, ele se esquece da letra e ri de forma a demonstrar seu desconforto. Novamente, Elvis está inseguro e aborta a gravação no take 6. O sétimo take sai como planejado, mas ainda precisando de algumas correções, apesar de trazer um solo de piano que ficaria perfeito no Master (Take 12b).

- 7. I Want You, I Need You, I Love You (Take 3): Bem mais lenta do que a versão do Master (um splice dos takes 14 e 17), ainda traz a banda tentando se achar e alguns erros são perfeitamente audíveis. Se a velocidade da execução não fosse aumentada, talvez este clássico nunca tivesse chegado aos número um nas paradas.

- 8. Rip it Up (Takes 10, 11, 12 & 16)A última música deste CD a ter sido gravada em 1956 foi usada como faixa de abertura do segundo e último LP daquele ano, "Elvis". Apesar do número avançado do take, Elvis e a banda ainda estão tentando achar seu ritmo. "O que está acontecendo?", o cantor pergunta ao abortar o take 12. A banda se desencontra no solo do próximo take, mas Elvis já tem sua parte trabalhada. Tirando o fato da falta do sonoro "yeah!" que o Rei do Rock grita durante o solo, a versão não é muito diferente do Master (Take 19).

- 9. Loving You [Slow] (Takes 2 & 3): As gravações de 1957 iniciam com os trabalhos para a trilha sonora de maior sucesso daquele ano. Ouvir Elvis ensaiando à capella é um deleite, assim como a versão apresentada no take 3, que prioriza a voz e a harmônica.
  
- 10. I Need Your Love Tonight (Takes 12 & 13): Por algum motivo a FTD resolveu não continuar o trabalho em ordem cronológica, pulando para as gravações de junho de 1958. O take 12 inicia e os óbvios erros da banda levam a uma interrupção brusca na execução, o que arranca risos sarcásticos de Elvis. No take seguinte, tudo vai mais ou menos como o planejado, mas o Master (Take 18) ainda estava longe.

- 11. A Big Hunk O' Love (Take 2): Risos intensos indicam que a sessão estava produzindo o que era esperado. Esta é a única música gravada em 1958 a ter apenas 4 takes e todos completos, mas mesmo assim o Master seria levantado a partir de um splice dos takes 3 e 4. Pela excelência deste take 2, vê-se claramente que este seria um sucesso de vendas.

- 12. Ain't That Loving You Baby (Take 8): Um take rápido, apenas para brincar e tentar superar o já obtido Master (Take 4). Apesar disso, este Master acabou sendo descartado por motivos desconhecidos e um novo foi montado com um dos mais intrincados splices de qualquer música de Elvis, usando partes dos takes 1, 8, 9, 10 e 11. No final do take 8, Elvis dá uma gostosa gargalhada quando a gravação desmorona.

- 13. (Now and Then There's) A Fool Such as I (Takes 4 & 5): No início do take 4, Elvis pede a Steve Sholes que ponha mais eco em seu microfone (ainda havia a tentativas de recriar o som do Sun Studio), mas o cantor não está pronto quando a banda começa a tocar e a gravação é interrompida. O take 5 decorre normalmente, com Elvis usando alguns truques vocais e notas levemente diferentes do que ouviríamos no Master (Take 9).

- 14. I Got Stung (Takes 4, 5, 6, 7 & 8): Através dos takes, nota-se que a música estava causando problemas tanto para Elvis quanto para a banda. Quando não era Elvis que perdia a entrada ou ficava rouco, era a banda que se perdia na execução. No fim, dos 23 takes gravados, 16 tiveram problemas. Elvis e a banda se acertam no take 8, mas ele ainda tem uma execução muito rápida que seria diminuída aos poucos até o que se ouve no Master (Take 23).

- 15. That's When Your Heartaches Begin (Remake, Take 1): De volta a 1957, Elvis tenta recriar a primeira canção que gravou em sua vida, em 18 de junho de 1953 na Memphis Recording Services, que no ano seguinte se tornaria o Sun Studio. Este primeiro take é uma reprodução quase fiel daquela ocasião, com Elvis utilizando as mesmas técnicas vocais e com adição de backing vocals e um piano leve. Porém, a RCA optaria pela versão apresentada no Master (um splice dos takes 7 e 14) e lançada como lado B do single para "All Shok Up".

- 16. It Is No Secret (What God Can Do) (Take 5): O clássico Gospel que fez parte do EP "(There'll Be) Peace In the Valley (For Me)" de 1957 é executado sem muitas diferenças para com o Master (Take 13).

- 17. Blueberry Hill (Take 3): Um dos maiores sucessos de Fats Domino, a música recebe uma nova roupagem. O blues permanece e é ainda mais presente, com um piano que responde e reforça a voz de Elvis. A execução é um pouco mais lenta do que a do Master (Take 9) presente no LP "Loving You".

- 18. Have I Told You Lately That I Love You (Takes 6 & 7): Outra música do álbum "Loving You", traz dois takes até então inéditos. A execução é quase idêntica à do Master (Take 15).

- 19. Is it So Strange (Takes 8 & 9): Com execução levemente mais lenta do que a do Master (Take 12), traz Elvis errando a entrada e tentando corrigir, tendo que abortar o take quando percebe não estar tendo sucesso. O take 9 é completo, mas ainda há um pouco de dúvida na voz de Elvis.

- 20. Loving You (Main Title Version, Take 6): Uma versão bastante agradável da canção de abertura do filme "Loving You", com Elvis utilizando vocais bastante diferentes do Master (Take 21).

- 21. Loving You (Main Title Version, Take 12): O que ouvimos aqui já é bastante próximo ao Master, mais ainda com vocais diferentes por parte de Elvis.

- 22. Treat Me Nice (First Version, 2003 Takes 1, 2 & 3): Ouvindo a harmonia e a qualidade acústica desta versão, é de se perguntar o por quê de o Master ter sido obtido apenas em um remake mais tarde.

- 23. Young and Beautiful (Take 6): Outro take excelente e muito bonito, porém um pouco mais lento do que o Master (Take 22). É um take da versão da música para o LP.

- 24. I Want to Be Free (Take 11): A versão aqui é a que aparece na cena do show na prisão em "Loving You", um tanto diferente do Master (um splice dos takes 12 e 13)  que ouvimos no LP.

- 25. Don't Leave Me Now (Takes 7 & 8): Segunda versão para a canção, teve dois Masters escolhidos (Take 18 e Take 21), mas acabou não sendo usada.
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VÍDEO (CD FTD COMPLETO)

Elvis Recorded Live On Stage In Memphis [20/03/74] (CD - FTD, 2004)

Título:
Elvis Recorded Live On Stage In Memphis
Selo:
FTD [FTD 033]
Formato:
CD
Número de faixas:
25
Duração:
69:00
Tipo de álbum:
Concerto
Vinculado a:
Discografia oficial; Elvis as Recorded Live On Stage In Memphis, 1974 / Discografia FTD
Ano:
1974 (original) / 2004 (FTD)
Gravação:
20 de março de 1974 
Lançamento:
7 de julho de 1974 (original) / Março de 2004 (FTD)
Singles:
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Elvis Recorded Live On Stage In Memphis é o trigésimo terceiro CD da FTD. Ele contém o concerto completo de 20 de março de 1974 em Memphis, que marcou o retorno dos shows de Elvis à cidade depois de 13 anos, lançado parcialmente em um LP único de mesmo título em 1974. O CD ainda está no catálogo na gravadora.

Com o sucesso do "Aloha from Hawaii" já completando um ano e sem muitos singles e LPs no topo das paradas, a RCA se preocupava com o futuro comercial de seu artista de maior prestígio. O final de 1973 havia sido um período na vida de Elvis cheio de conflitos com o Hilton Hotel, de arroubos de raiva por causa de seu divórcio e de shows duvidosos, embora nada pudesse ser comparado ao que viria em setembro de 1974. Parker também havia tido rusgas com seu protegido, especialmente no que dizia respeito aos Hilton, e o clima era de total distanciamento entre agente e agenciado depois que o Coronel vendera todo o catálogo pré-1973 de Elvis para a RCA sem o conhecimento do cantor.

Tendo estado em estúdio somente duas vezes em 1973 e com boa parte das gravações já lançadas em agosto do mesmo ano, no LP "Raised On Rock", a RCA, que investia somente em singles e relançamentos no início de 1974, sentia que a demanda do público por mais material novo de Elvis começava a afetar as vendas. Como o cantor faria seus primeiros shows em Memphis desde fevereiro de 1961, surgia a oportunidade perfeita de lançar um disco com uma dessas apresentações, ainda mais pelo fato de que as mudanças no repertório de Elvis desde o "Aloha" vinham agradando o público. O Coronel, que à época só sabia falar em controlar gastos, milagrosamente concordou com a ideia.

A RCA levou seu melhor equipamento para o Mid-South Coliseum de Memphis e gravou cinco shows nos dias 16, 17 e 20 de março de 1974. Em todos os dias o local estava abarrotado com 12.300 pessoas ansiosas para ver Elvis e o cantor deu o seu melhor. Porém, foi sem dúvida a apresentação de 20 de março, que encerrava aquela turnê, a que mais chamou a atenção da gravadora. Elvis estava mais solto, brincando bastante com a plateia e cantando clássicos como "Trying to Get to You" e "Lawdy Miss Clawdy" com uma voz poderosa e tão cristalina quanto a das gravações originais. Era imperativo que o show completo fosse lançado em um LP duplo, mas isso deveria passar pelo Coronel antes. Justificando uma "necessária contenção de gastos", Parker bateu o pé: o disco só sairia se fosse composto de apenas um LP.

A gravadora se viu frente a um trabalho quase irrealizável: dos 70 minutos daquela apresentação, pelo menos 25 precisavam ser cortados. A solução foi escolher somente o que seria bem vindo pelo público, como novas canções, clássicos indeléveis e uma ou outra música que pudesse ser de interesse por um motivo ou outro. "Also Sprach Zarathustra" e diálogos entre músicas foram as primeiras coisas deletadas, seguidos faixas que estiveram presentes em outros álbuns ao vivo e filmes, mais especificamente no "Elvis On Tour" e "Aloha". Restaram 15 músicas relativamente inéditas ou que não poderiam ficar de fora de nenhum disco, as quais milagrosamente corriam por exatos 43 minutos e não necessitavam e nenhum outro trabalho por parte da RCA a não ser a edição final, que ainda cortou parte do "Closing Vamp".

Em seu lançamento em 7 de julho de 1974, o LP alcançou o Top 40 da Billboard 200 na categoria Country, marca que só seria repetida novamente pelo disco "Moody Blue" em 1977, e a versão de "How Great Thou Art" presente no álbum rendeu a Elvis seu terceiro e último Grammy. O LP recebeu o certificado de Ouro em 15 de julho de 1999 pela RIAA. A RCA relançou o disco em vinil em 1977 e em CD pela primeira vez em 1990. As faixas cortadas da edição original só seriam ouvidas 30 anos depois, no lançamento do show completo pela FTD em março de 2004. Em 2014 a Sony lançou sua Legacy Edition em CD duplo, com o concerto inteiro no primeiro disco e a apresentação completa de dois dias antes em Richmond, Virginia, além de ensaios até então inéditos de agosto de 1974, no segundo.

 Abaixo segue a resenha do conteúdo disponibilizado no CD.
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- 1. Also Sprach Zarathustra (20/03/74 - inédita): A fanfarra que abrira todos os shows desde 1971 faz os fãs começarem a ficar eufóricos.

- 2. See See Rider (20/03/74 - LP original): Elvis adentra o palco do Mid-South Coliseum meros 5 segundos após a introdução. Enquanto a plateia vibra, uma das melhores versões da música é rendida pelo cantor com uma voz forte e intensa.

- 3. I Got a Woman / Amen (20/03/74 - LP original): "Muito obrigado. Boa noite!" Logo de início, Elvis brinca com as fãs na beira do palco: "Você chamou, querida?" As tentativas de iniciar a música seguinte são interrompidas e ele se atrapalha: "Me deem uma 'chancth'... Chance... C-H-A-N-C-T-H'". A conhecida rotina "well, well, well" começa e uma fã grita alto, o que Elvis responde: "Ela está mais alta do que eu, mas eu tenho o microfone..." A versão é rápida e bem ritmada, um tanto diferente para a época. Ainda não há a rotina do striptease, mas os dive bombs de JD já estão lá. Após o primeiro, Elvis brinca: "Isso foi mediano, mediano. Você pode fazer melhor, JD. Você é mais baixo que isso... Quer dizer, sua voz é mais baixa que isso." O segundo dive bomb leva a um final espetacular. Diferente da versão do LP, que corta parte da performance de "Amen", aqui ela aparece em sua totalidade.

4. Love Me (20/03/74 - LP original): "Muito obrigado. Boa tarde, senhoras e senhores! Esperamos que gostem do nosso show nesta tarde". Uma fã pede para que Elvis se vire (havia cadeiras em torno de quase todo o palco): "Querida, eu vou me virar o quanto puder, mas vou ficar tonto e cair do palco". Em seguida, ele se dirige a Duke Bardwell e, sem motivo (é de conhecimento público que Elvis tinha algo contra o estilo de Duke), lhe dá um fora: "Duke... Não estou falando com você, Duke, só matando tempo para poder beber água." Após temos uma rendição bastante leve do clássico de 1956, com Elvis distribuindo lenços e beijos para as fãs.

- 5. Trying to Get to You (20/03/74 - LP original): "Esses binóculos parecem com um monte de sapos", observa. A música começa e já mostra que a potência vocal de Elvis não havia diminuído desde a gravação original, em 1955. Nota alta após nota alta, o cantor surpreende e anima a plateia.

- 6. All Shook Up (20/03/74 - inédita): Cortada do LP original para poupar tempo e por ter uma versão ao vivo vendida recentemente em "Elvis as Recorded at Madison Square Garden", a música é rendida rapidamente enquanto Elvis volta a entregar lenços.

- 7. Steamroller Blues (20/03/74 - inédita): Cortada por ter feito parte do LP "Aloha from Hawaii" e ter sido lançada como single alguns meses antes, esta é uma das que mereciam ter ficado no álbum original. A animação de Elvis é evidente e o mix é bem mais cheio do que o ouvido no "Aloha".

- 8. Teddy Bear / Don't Be Cruel (20/03/74 - inédita)De volta aos lenços e beijos, Elvis faz uma rápida e bem conhecida rendição do medley presente desde 1971.

- 9. Love Me Tender (20/03/74 - inédita): .Depois da poderosa edição da canção no "Elvis On Tour", a RCA sentiu que não era necessário deixá-la no LP. e fato, não havia novidade na rendição e Elvis apenas continuava entregando presentes aos fãs.

- 10. Medley (20/03/74 - LP original): Existindo em vários formatos, este medley apareceu já em 1969 apenas com "Long Tall Sally" e "Whole Lot-ta Shakin' Goin' On". Outras músicas foram sendo adicionadas a ele até que chegou a sua versão mais longa em 1974, contando também com "Mama Don't Dance", "Flip, Flop and Fly", "Jailhouse Rock" e "Hound Dog". Além de animar o público, era uma forma de Elvis interpretar rapidamente aqueles clássicos que já se faziam cansativos.

- 11. Fever (20/03/74 - inédita): Entendendo que nenhuma versão superaria a do "Aloha", o que é um tanto discutível, a RCA decidiu deixar esta rendição de fora do disco original. As fãs realmente vão à loucura com os movimentos pélvicos de Elvis e uma grita tanto que o faz brincar: "Querida, não faça isso aqui! Espere até o fim do show!". Com esta e outras reações, é inteligível o porquê de a gravadora decidir por cortá-la: Elvis estava se divertindo demais para os padrões familiares.

- 12. Polk Salad Annie (20/03/74 - inédita): Esta é uma verdadeira pena que tenha ficado de fora. Primeiro, porque é uma rendição suprema com solo e a demonstração de golpes de karatê estendidos; depois, porque é uma das primeiras versões com os arranjos que se tornariam comuns a partir de 1975. Incrivelmente, Elvis não soa nada cansado após a finalização.

- 13. Why Me, Lord? (20/03/74 - LP original): "Gostaria de pedir a JD Sumner e os Stamps para cantarem uma das minhas canções preferidas... Why Me, Lord?" A plateia ouve em silêncio enquanto JD faz sua parte, explodindo em aplausos quando Elvis entra. Embora o Gospel seja algo diferente em um show de rock, o público sempre adorou essas demonstrações religiosas na voz de Elvis.

- 14. How Great Thou Art (20/03/74 - LP original): "Gostaria de cantar uma das minhas canções Gospel favoritas, que também traz os Stamps... How Great Thou Art" A pérola do show é rendida com verdadeira adoração e silêncio admirador da plateia. Após a reprise da última estrofe, o público aplaude efusivamente a versão que daria a Elvis o seu último Grammy.


- 15. Suspicious Minds (20/03/74 - inédita)Bastante melhor do que a versão do "Aloha", a música anuncia a chegada da parte final da apresentação. O mix apropriado e a voz mais clara de Elvis dão um toque especial à rendição, o que legitima a reação da plateia.

- 16. Introductions by Elvis (20/03/74 - inédita): "Gostaria de apresentar a vocês os membros do meu grupo, antes de irmos em frente." Elvis apresenta as Sweet Inspirations, Jd Sumner e os Stamps, Kathy Westmoreland, James Burton, John Wilkinson, Ronnie Tutt, Duke Bardwell, Glen Hardin, Charlie Hodge, o grupo Voice, Joe Guercio e sua orquestra. Em seguida, o cantor agradece a todos os membros da equipe de produção e da RCA.

- 17. Blueberry Hill / I Can't Stop Loving You (20/03/74 - LP original): Depois de três minutos de apresentações, Elvis vai direto a um clássico de 1957 e o emenda a uma das canções mais pedidas desde 1969. O medley agrada os fãs e fica claro que aquela tinha sido uma escolha de Elvis devido a sua alegria durante a rendição.

- 18. Help Me (20/03/74 - LP original): Nova no repertório, a música havia sido gravada nas sessões de dezembro de 1973 e ainda não estava disponível para compra. A plateia parece absorver a seriedade da canção, transformando lentamente a euforia em silêncio.

- 19. An American Trilogy (20/03/74 - LP original): Alguns clássicos, principalmente quando eles rendem muito em suas vendas, precisam ser mantidos mesmo que apareçam frequentemente em outros trabalhos, e é isso o que temos aqui. O medley que reflete uma parte da história dos EUA não poderia ficar de fora e Elvis o rende com total maestria para o fascínio dos fãs.

- 20. Let Me Be There (20/03/74 - LP original): Sucesso na voz de Olivia Newton-John, a música havia entrado para o repertório em janeiro daquele ano. Uma das melhores versões de Elvis, ela seria usada para compor o LP "Moody Blue" em 1977.

- 21. My Baby Left Me (20/03/74 - LP original): É estranho ter Elvis em Memphis pela primeira vez em 13 anos e não existir uma rendição de "That's All Right" em algum momento, mas "My Baby Left Me" faz bastante justiça aos tempos do Sun Studio. Cheia de funk, a rendição levanta os fãs e traz o famoso "dee-dee-dee-dee" como um easter egg alusivo a "That's All Right" em meio à canção.

- 22. Lawdy Miss Clawdy (20/03/74 - LP original): Uma gema rara pouquíssimas vezes interpretada em sua totalidade, a música tem um gostoso backing vocal em tom Gospel das Sweet Inspirations e uma batida deliciosa.

- 23. Funny How Time Slips Away (20/03/74 - inédita): "Agora que vocês nos viram, gostaria de acender as luzes da casa e dar uma olhada em vocês." A música presente de forma esporádica desde 1969 se tornaria um momento quase sempre presente nas apresentações de 1974 a 1976 e, para o desânimo dos fãs, anunciaria a iminência do fim do show ao mesmo tempo que proporcionaria mais uma oportunidade para Elvis entregar lenços e beijos.

- 24. Can't Help Falling In Love (20/03/74 - LP original): Antes de partir para o encerramento do show, Elvis se dirige à plateia com um agradecimento sincero: "Sempre disseram que uma pessoa não pode votar a sua cidade natal, mas vocês provaram que isso está completamente errado e realmente fizeram valer à pena" Com a resposta positiva da plateia, a última música é iniciada. Entre gritos eufóricos das fãs que procuravam conseguir um último aceno, beijo ou lenço de Elvis, a rendição é uma das melhores daquele ano.

- 25. Closing Vamp  (20/03/74 - LP original / inédita): Embora tenha uma parte audível no LP original, a fanfarra aparece completa aqui pela primeira vez.
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VÍDEO (LP ORIGINAL COMPLETO)

The Impossible Dream [28/01/71 DS] (CD - FTD, 2004)

Título:
The Impossible Dream
Selo:
FTD [FTD 032]
Formato:
CD
Número de faixas:
25
Duração:
60:00
Tipo de álbum:
Concerto
Vinculado a:
Discografia FTD
Ano:
2004
Gravação:
26 a 29 de janeiro de 1971 
Lançamento:
Fevereiro de 2004
Singles:
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The Impossible Dream é o trigésimo segundo CD da FTD. Ele contém o show de 28 de janeiro de 1971 DS em Las Vegas de forma parcial, adicionado de bônus dos dias 26, 27 e 29 do mesmo mês e ano, para criar uma apresentação única. O CD está atualmente fora de catálogo na gravadora.

Embora nunca tivesse lançado material ao vivo de 1971, a FTD tinha preocupação em não repetir materiais de outras produtoras e bootlegs, ao mesmo tempo que sentia a necessidade de trazer alguns momentos em áudios melhores do que os disponíveis. As fitas que não exibiam estragos eram as mesmas que outras gravadoras tinham vendido e relançar este mesmo material poderia ser um fracasso comercial. Havia o show de 27/01/71 MS, que já fora vendido no bootleg "All Things Are Possible" em 1995; havia a apresentação de 28/01/71 MS, vendida em "Lean, Mean & Kickin' Butt", de 1996; neles, e em algumas compilações, haviam faixas já muito comercializadas, o que reduziria em muito o interesse do público. Havia também a possibilidade de desagradar parte dos fãs e críticos, os quais julgavam que, por uma série de coisas, incluindo a ordem da direção do International Hotel para que Elvis mantivesse a duração de seus shows abaixo de uma hora, a quarta temporada do cantor em Las Vegas não trazia grandes e memoráveis momentos entre as apresentações corridas e quase sem diálogos.

Mesmo assim, a FTD resolveu se arriscar e lançar o até então inédito show das 20:15 de 28 de janeiro de 1971. A fita tinha várias partes danificadas, as quais foram substituídas pelas mesmas músicas retiradas do soundboard também danificado da apresentação de abertura da temporada, em 26 de janeiro, o que acabou por nos dar a oportunidade de ouvir a primeira vez em que "Also Sprach Zarathustra" abria um show. Com edições, foi criado um show completo com apenas 37 minutos de duração, o que seria mal visto em um lançamento. Para contornar isso, a gravadora resolveu presentear os fãs com mais 23 minutos de extras de shows de 26/01/71 OS, que inclui a última vez em que "Can't Help Falling In Love" seria ouvida naquela temporada, 27/01/71 MS e 29/01/71 DS.

 Abaixo segue a resenha do conteúdo disponibilizado no CD.
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- 1. Also Sprach Zarathustra (26/01/71 OS): A fanfarra que abriria todos os shows, exceto um (19/08/74 OS), dali até 26 de junho de 1977 é ouvida pela primeira vez.

- 2. That's All Right (26/01/71 OS): Uma poderosa versão anima o público, apesar da microfonia no início (o que leva a uma reclamação de Elvis entre os versos iniciais da canção).

- 3. You Don't Have to Say You Love Me (28/01/71 DS): A primeira faixa do então recém descoberto soundboard do show das 20:15 de 28 de janeiro de 1971 se apresenta. O som é definitivamente menos cheio do que o das duas faixas anteriores e a versão da canção parece ser feita às pressas, acabando em menos de dois minutos, em observação ao pedido da direção do hotel. Elvis apenas agradece no final.

- 4. Love Me Tender (28/01/71 DS): "A primeira canção de um filme meu, que fiz em 1956, é assim", anuncia. Uma rendição bastante leve, com Elvis distribuindo os já costumeiros lenços e beijos para as fãs. Charlie Hodge avisa o cantor que a música seguinte seria "There Goes My Everything" e Elvis responde: "There Goes My... Não quero cantar essa."

- 5. Sweet Caroline (28/01/71 DS): "Ok, Sweet Caroline." A música começa em um tempo bem mais rápido do que o normal e é interrompida logo no início: "É assim que fazemos aqui! Se eu não gosto, paramos no meio dela." Antes de recomeçar, Elvis pede desculpas a James Burton. A segunda tentativa é curta, mas bem sucedida e uma boa versão para o período.

- 6. You've Lost That Lovin' Feelin' (28/01/71 DS): Talvez uma das melhores performances do show, traz Elvis realmente se conectando com uma canção pela primeira vez naquela noite. Mesmo assim, ele pede o fim da rendição depois de apenas dois minutos e meio, quando ela geralmente dura mais de quatro. Isso, em parte, mostra como Elvis estava incomodado com o pedido da direção do hotel.

- 7. Polk Salad Annie (28/01/71 DS): Em 1969 e 1970 a canção costumava ter pelo menos 4 minutos, o que nos deixa bastante decepcionados ao ouvir aqui uma versão truncada de meros dois minutos e meio que também vem sem a história que a introduzia. Ao invés de soar descontraído, Elvis parece desanimado com os cortes.

- 8. Band Introductions I (28/01/71 DS): Elvis apresenta o grupo The Imperials, The Sweet Inspirations e James Burton.

- 9. Johnny B. Goode (26/01/71 OS): James exibe suas habilidades tocando "Johnny B. Goode", que aqui é substituída pela versão muito mais animada de 26 de janeiro de 1971 por problemas na fita.

- 10. Band Introductions II (28/01/71 DS): Elvis apresenta John Wilkinson, Ronnie Tutt, Jerry Scheff, Glen Hardin, Charlie Hodge, Joe Guercio e sua orquestra. Kathy Westmoreland está presente, mas é esquecida por Elvis.

- 11. Something (28/01/71 DS): Outra candidata a uma das melhores rendições do show, traz Elvis sentindo a melodia e entregando uma versão sólida que só é abalada, mesmo que quase imperceptivelmente, por sua risada no final. O cantor apresenta Kathy Westmoreland.

- 12. Release Me / Love Me (28/01/71 DS): Elvis para a apresentação para tomar um pouco de Gatorade e ler a lista de músicas do show, passando por "I Can't Stop Loving You" e escolhendo "Please, Release Me". Depois de fazer um trocadilho com a letra para mexer com Charlie ("eu não tenho nada a ver se o Charlie é gay"), Elvis parece se perder e passa a procurar a entrada correta na canção. Ao acabá-la, ele sinaliza que vai cantar "Love Me", mas abandona a rendição depois de apenas duas linhas.

- 13. Blue Suede Shoes (28/01/71 DS): Decidindo cantar "Blue Suede Shoes", Elvis ri intensamente no início e encerra a rendição depois de apenas três estrofes e menos de um minuto. Elvis tenta explicar o que a plateia está vendo incrédula: "Sabem... O que é engraçado... Esse pessoal aqui não sabe realmente o que eu vou fazer a seguir... Duzentas músicas, sabem?"

- 14. Hound Dog (28/01/71 DS): "You ain't... You ain't!" ecoa pelo salão e arranca risadas de todos. Durante o solo de James Burton, Elvis nota que a luz continua nele e reclama: "Tire a luz de mim! Não estou fazendo nada, droga!"


- 15. It's Now or Never (28/01/71 DS): É a primeira vez que Elvis rende a canção gravada em 1960 e a versão não é ruim, apesar de alguns trocadilhos com a letra no início.

- 16. Suspicious Minds (28/01/71 DS): Nas circunstância do show, "Suspicious Minds" realmente deve ter sido uma fantástica e bem vinda rendição. O problema é que, por danos na fita, o áudio da performance é muito pobre e não conseguimos apreciá-la verdadeiramente em todo seu esplendor.

- 17. The Impossible Dream / Closing Vamp (28/01/71 DS): "Obrigado. Vocês são uma excelente plateia, senhoras e senhores. Obrigado!" Como de costume naquela temporada, Elvis abandonou "Can't Help Faling In Love" depois da apresentação de 26/01/71 OS e todos os shows foram encerrados com "The Impossible Dream" (inclusive o de 26/01/71 OS - leia mais abaixo). A versão é emocionante e Elvis usa todo seu potencial na rendição, fazendo com que esta seja sem sombra de dúvidas a melhor performance da noite. Um pedacinho da "Closing Vamp" é ouvida no fim.

- 18. Mystery Train / Tiger Man (26/01/71 OS): Investindo em bônus para elevar o tempo de execução do trabalho, a FTD nos traz rendições que destacam o quanto decepcionante foi o show que acabamos de ouvir. Esta versão do famoso medley é dinâmica, forte e ritmada, mostrando a verdadeira energia de Elvis no show de abertura da temporada. "Obrigado! Boa noite, senhoras e senhores, meu nome é Johnny Cash!", brinca.

- 19. There Goes My Everything (27/01/71 MS): Elvis anuncia que cantará uma música de seu novo álbum country, rindo logo no início. A versão é consistente e bastante aproveitável, com Elvis advertindo Ronnie Tutt para que siga seus movimentos e rindo com Charlie Hodge durante a execução.

- 20. Make the World Go Away (27/01/71 MS): Elvis está de bom humor e é isso que a versão passa. Sua interpretação é magnífica e a guitarra de James Burton brilha nesta que é a penúltima rendição da canção (a última se daria em 08/08/73 MS).

- 21. Love Me (27/01/71 MS): Elvis faz vários false starts e ri com os músicos antes de entrar na música para valer. É o momento dos beijos e lenços.

- 22. Only Believe (27/01/71 MS): Disponível anteriormente apenas em bootlegs, essa é uma verdadeira joia por ter sido rendida somente nesta ocasião. Elvis está inspirado e os backing vocals acompanham na medida certa.

- 23. How Great Thou Art (27/01/71 MS): Uma das músicas mais adoradas por Elvis, adicionada a seu show em novembro de 1970, é rendida de forma um pouco tumultuada. Logo no início, Elvis para e repreende o iluminador: "Ponha luz no palco ou eu vou cair, seu tolo! Se eles não iluminarem o palco, vou cair em cima dessas mesas e vou ser processado pela vida toda." A música é reiniciada, mas o cantor parece ter perdido o feeling, brincando e rindo durante a rendição. "Espero que não se ofendam com minhas brincadeiras, mas é o que fazemos para nos mantermos interessados."

- 24. Snowbird (29/01/71 DS): Elvis se dirige à plateia: "Vocês gostam daquela música, 'Snowbird'? Nós não sabemos ela, mas se vocês gostam..." Com a resposta positiva, ele brinca com a banda: "Alguém sabe ela? Como começa, como termina, qual é o meio dela? O resto eu sei." Depois de pedir um banquinho para sentar e finalmente iniciar a rendição, Elvis a interrompe: "Está muito lento, não vou conseguir... Esse pássaro não está voando... Ele é mais rápido, sabe?". Ao reiniciar, ele acena: "É assim que ele voa!". A fita tem algumas distorções, mas nada que tire a espontaneidade e maravilha dessa primeira versão ao vivo.

- 25. Can't Help Falling In Love (26/01/71 OS): Embora fosse terminar seus shows com "The Impossible Dream" durante toda aquela temporada, Elvis cantou "Can't Help Falling In Love" no concerto de abertura em homenagem a Hal Wallis, diretor de "Blue Hawaii", que estava na plateia. A diferença é que a rendição se deu em meio ao show, e não no final.
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VÍDEO (CD FTD COMPLETO)

So High - Nashville Outtakes 1966-68 (CD - FTD, 2004)

Título:
So High - Nashville Outtakes 1966-68
Selo:
FTD [FTD 031]
Formato:
CD
Número de faixas:
25
Duração:
74:00
Tipo de álbum:
Disco comum
Vinculado a:
Discografia FTD
Ano:
2004
Gravação:
25, 26 e 28 de maio; e 12 de junho de 1966 / 10 a 12 de setembro de 1967 / 15 a 17 de janeiro de 1968 
Lançamento:
Janeiro de 2004
Singles:
---

So High - Nashville Outtakes 1966-68 é o trigésimo primeiro CD da FTD. Ele contém 25 takes alternativos de canções gravados entre 1966 e 1968 no RCA Studio B em Nashville.  O CD está atualmente fora de catálogo na gravadora.

Originalmente, as faixas deste CD foram gravadas durante as sessões que redefiniram Elvis através dos últimos dois anos antes de retornar aos palcos. Como o cantor estava desiludido com Hollywood e cada vez mais irritado com as músicas sem sentido com que era obrigado a trabalhar para as intermináveis trilhas sonoras lançadas uma atrás da outra, o Coronel e a RCA haviam decidido deixar que Elvis gravasse algumas músicas de seu gosto no intuito de acalmar o artista e daí surgiram alguns dos melhores momentos de sua discografia.

Entre 25 e 28 de maio de 1966, Elvis trabalhou nas músicas para o LP Gospel "How Great Thou Art". Durante as sessões para o disco, surgiram oportunidades de encaixar faixas de outros estilos e o cantor não perdeu tempo. Logo no primeiro dia, "Down In the Alley" e "Tomorrow Is a Long Time" encerraram a sessão; elas seriam adicionadas como faixas extras no LP de "Spinout", em novembro daquele ano. O dia 26 produziu a belíssima primeira versão de "Love Letters", lançada em single no mês seguinte, e a rara "Beyond the Reef", que só chegou aos ouvidos do público na caixa "Elvis Aron Presley", em 1980. A terceira e última sessão, no dia 28, produziu apenas duas canções: "Come What May", lado A do single que continha "Love Letters", e "Fools Fall In Love", vendido como lado B do single "Indescribable Blue" em janeiro de 1967.

Embora as sessões citadas acima tenham nos dado o LP "HowGreat Thou Art", foram os dias 10 e 11 de setembro de 1967 que produziram mais faixas avulsas que mostraram as mudanças musicas pelas quais Elvis estava passando. "Big Boss Man" e "You Don't Know Me" seriam lançadas em single cerca de quinze dias depois, enquanto "Guitar Man" , "Singing Tree" e "Just Call Me Lonesome" figurariam como faixas extras no LP de "Clambake", em outubro do mesmo ano; "Mine", a única faixa restante do dia 10, seria um dos extras do disco "Speedway", de maio de 1968. Do dia 11, "Hi-Heel Sneakers" seria vendida como o lado B do relançamento de "Guitar Man", dessa vez como single, em janeiro de 1968, enquanto "We Call On Him" e "You'll Never Walk Alone" seriam lançadas dois meses depois como singles.

Por último, as sessões de 15 a 17 de janeiro de 1968 já provavam que Elvis tinha mudado de estilo e procurava ser mais pop. Dessas sessões, "Stay Away" e "U.S. Male" foram lançadas em fevereiro do mesmo ano como singles, "Goin' Home" figuraria como extra no LP "Speedway" e "Too Much Monkey Business" seria lançada como uma das faixas do disco promocional de outubro de 1968 "Singer Presents Elvis Singing Flaming Star And Others", que seria revendido em março de 1969 como o primeiro disco de budget de Elvis pela RCA Camden, renomeado para "Elvis Sings Flaming Star".

Infelizmente, por desatenção ou puro desinteresse, a RCA não pensou em lançar essas faixas em LPs próprios, sem canções de trilhas sonoras, os quais certamente reavivariam a carreira de Elvis muito antes de seu retorno aos palcos. Ficou a cargo da FTD, quase 40 anos depois, criar uma apresentação que nos deixasse avaliar o que seria um disco oficial com estas músicas negligenciadas.

 Abaixo segue a resenha do conteúdo disponibilizado no CD.
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  • "Where Could I Go But to the Lord", gravada no final da sessão do dia 27 para 28 de maio de 1966, não aparece por ter somente um take completo, que, por consequência, se tornou o Master (Take 2).
  • "Fools Fall In Love", que finalizou a sessão de 28 de maio de 1966, é omitida por ter somente um take alternativo (take 4, já lançado pela FTD à época) além do Master (Take 5).


- 1. Run On (Take 6): Lançado anteriormente em mono, aqui o take vem em estéreo e é fascinante. Além deste e do Master (Take 7), só existe outro take completo, o qual a FTD já havia lançado em "Easter Special". Quanto aos outtakes incompletos, é bem provável que eles nunca sejam lançados oficialmente. A única mudança significante para com a versão do Master é a linha adicional que Elvis canta no final.

- 2. Stand By Me (Take 2): Aqui temos uma confusão da FTD. As informações do CD dão conta de que este é o take 7, quando na verdade é o 2. Para piorar, a gravadora havia incluído o verdadeiro 7 em "Easter Special" e anunciado como sendo o take 2. Apesar de ser uma canção que toca o coração e este take ser mais do que perfeito, podemos ouvir Elvis virando as páginas de seu livreto com as letras logo no início, o que inutilizou a gravação. O take também é um pouco mais lento do que o Master (Take 11).

- 3. Down In the Alley (Take 6): São quatro horas da manhã do dia 26 de maio de 1966 e Elvis havia gravado faixas para "How Great Thou Art" desde as dez horas da noite passada. Como havia sido arranjado com o Coronel e a RCA, Elvis tinha o direito de gravar algumas canções não-trilha sonora de seu gosto e pela primeira vez ele podia se soltar e relaxar com um blues. Embora não tenha muitas diferenças para com o Master (Take 9), o sax de Boots Randolph aparece mais proeminente no mix, assim como a harmônica de Charlie McCoy, e o clássico final com o rufar de tambores não é usado.

- 4. Tomorrow Is a Long Time (Take 2): Às seis horas da manhã do dia 26 de maio de 1966 Elvis fecha a sessão com um dos sucessos de Bob Dylan. O novo mix apresentado aqui valoriza as guitarras e traz mais claridade aos vocais de Elvis, enquanto o take em si ainda soa como uma jam session apenas para descontrair e não é tão elaborado quanto o Master (Take 3) com overdubs. Às sete da manhã, Elvis parte para seu hotel.

- 5. Love Letters (Take 8): São dez da noite daquele mesmo dia e uma nova sessão inicia com a música que se tornaria um clássico. Não há muito o que se falar sobre o take, uma vez que ele é exatamente igual ao Master (Take 9).

- 6. So High (Take 1): Já entrando na madrugada do dia 27, Elvis começa a trabalhar em mais faixas para "How Great Thou Art". Como sempre, os primeiros takes não decepcionam e surpreendem. Felton Jarvis autoriza: "Deixem rolar!". O resultado é uma versão mais crua e mais lenta do que a do Master (Take 4), com todos batendo palmas e com uma verdadeira atmosfera das igrejas negras que Elvis tanto adorava.

- 7. By and By (Take 9): Quase nada diferente do Master (Take 10), traz Elvis quase rindo no último verso.

- 8. Somebody Bigger Than You and I (Take 11): Com uma nova sessão iniciada às 7 da noite do dia 27, Elvis começa a trabalhar uma das faixas Gospel que mais lhe trouxeram problemas. Onze takes depois, o cantor ainda encontrava dificuldades em atingir uma nota alta em particular. O Master seria construído unindo partes do Take 16 ao Take 6 WP, trabalhando mais tarde naquele dia.

- 9. Without Him (Take 1): Gospel era o refúgio de Elvis e aqui podemos ouvir que ele está muito leve e de bom humor logo no início. Não fosse por pequenos erros na letra e o rangido dos sapatos de Elvis em partes da gravação, este take poderia muito bem ter sido usado no lugar do Master (Take 12), que só se diferencia por ter um tempo mais rápido e um arranjo de bateria que só havia sido adicionado no take 8.

- 10. If the Lord Wasn't Walking By My Side (Take 6): Fechando as faixas gravadas em maio de 1966 temos um take pós-Master (Take 5) que é um verdadeiro presente. A sessão havia começado às 7 da noite do dia anterior, mas às 3 da manhã de 28 de maio de 1966 Elvis ainda estava empolgado com as faixas Gospel que gravava. Aqui podemos ouvi-lo estalando os dedos em várias partes e notamos a empolgação dos backing vocals.

- 11. Come What May (Take 2): Gravada logo no início da sessão do dia 28, às 7 da noite, este take é uma verdadeira gema rara por ser em estéreo. Até 2000 não haviam takes em estéreo dela e o único lançado até então havia sido o Master (Take 8) em "Long Lonely Highway" da FTD.

- 12. I'll Remember You (Vocal Overdub, Take 2): Em 12 de junho de 1966 Elvis retornou ao RCA Studio B para fazer overdubs. Aqui ele coloca sua voz na trilha gravada dois dias antes e cria uma versão encantadora, com a harmônica e a guitarra mais altas no mix. É uma pena que a RCA tenha feito uma edição tão ruim no Master (um splice dos take 3 e 1 dos overdubs) lançado como bônus em "Spinout".

- 13. Guitar Man (Take 9): Mais de um ano depois, em 10 de setembro de 1967, Elvis retorna ao Studio B e tem Jerry Reed, compositor da música em questão, tocando violão como convidado especial. O feel da gravação é de total diversão e de uma jam session, evidenciada pela forma com que Elvis espontaneamente adiciona parte da canção "What'd I Say", de Ray Charles, ao fim da gravação, embora Felton corte o take precocemente (ela aparece completa no take 10, no entanto). Em partes, o take soa melhor do que o Master (Take 12).

- 14. Mine (Take 4): A FTD recorre a um take já lançado em vários outros trabalhos. A razão disso é que, além deste, somente outros 4 possuem a voz de Elvis, todos incessantemente vendidos anteriormente. Como este foi o menos comercializado, a gravadora decidiu melhorar um pouco o áudio e o mix, deixando-o com um arranjo menos dramático e com a guitarra acústica mais presente do que o Master (obtido juntando o Take 1 do Vocal Overdub ao Take 21 do Instrumental Track).


- 15. Singing Tree (Remake, Takes 1 & 3): Assim como ocorrera com "Mine", Elvis precisou trabalhar muito nesta música para obter um resultado satisfatório. Como nenhum dos 13 takes da madrugada de 10 para 11 de setembro de 1967 eram passáveis, a solução foi colocar a voz de Elvis em overdub já no amanhecer do dia 12. Aqui, Elvis cantarola entre os versos, o que quase inutilizou o take. O Master seria obtido juntando o Take 5 do Vocal Overdub ao Take 13 do Instrumental Track.

- 16. Just Call Me Lonesome (Takes 3 & 4): Às quatro da manhã de 11 de setembro de 1967 Elvis inicia os trabalhos na última música daquela sessão, que havia começado às 6 da tarde do dia anterior. É interessante notar que este é outro take pós-Master (Take 1) e que o take soa quase totalmente diferente dele. Elvis está testando um novo arranjo, o qual funciona bem até que os músicos deslizem um pouco antes do último verso. Ambos takes eram inéditos até então.

- 17. Hi-Heel Sneakers (Take 5): É o início da sessão do dia 11 para 12 e Elvis está de muito bom humor, mesmo que seja apenas seis da tarde e os quatro primeiros takes tenham sido apenas false starts. Tanto o cantor quanto os músicos soam leves e descontraídos neste take, que era inédito até então, produzindo quase que uma jam session. Elvis bate palmas e cantarola junto com a banda por quase 5 minutos neste take quase perfeito, enquanto o Master (um splice do Take 8) seria editado para pobres 2 minutos e 47 segundos.

- 18. You Don't Know Me (Remake, Take 2): Outro take inédito à época, a tentativa de melhorar os trabalhos na música feitos no dia anterior traz resultados positivos. Mesmo assim, a RCA resolveu criar o Master usando um splice do take 1 com o último acorde do take 2.

- 19. We Call On Him (Take 2): Na noite de 11 de setembro de 1967 Elvis trabalharia em duas canções que se tornariam singles de sucesso menos de um ano depois. Esta, um Gospel bonito e subestimado, produziria 9 takes até que Elvis se satisfizesse e escolhesse o último como Master.

- 20. You'll Never Walk Alone (Take 1): Continuando a noite, Elvis grava um sucesso de 1945 que era relembrado mesmo mais de vinte anos depois. Tocando piano, o cantor faz com que a banda e os backing vocals trabalhem bastante para acompanhá-lo. Na metade do take, Elvis pára e recomeça a canção imediatamente e é esta segunda parte que seria usada em um splice com parte do take 8 para criar o Master ouvido no lado B do single de "We Call On Him".

- 21. Jam Session: Um momento de descontração que acontece entre takes de "Stay Away", já nas sessões de janeiro de 1968. Este yodel é intitulado "Muleskinner Blues".

- 22. Stay Away (Take 6): Lançado anteriormente em mono, aqui ouvimos o take em estéreo pela primeira vez. Aparte deste e do Master (Take 15), nenhum outro take completo havia sido lançado até então. É interessante ouvir Elvis  batendo as mãos nas coxas em diversas partes.

- 23. U. S. Male (Take 11): Outro take em estéreo que só existia em mono até então. Elvis realmente se deixa levar pela canção e demonstra fascínio especial pelo chickin' pickin' que o compositor Jerry Reed faz em seu violão. Não à toa este seria o single de maior sucesso para Elvis em dois anos, alcançando a 28ª posição nas paradas.

- 24. Too Much Monkey Business (Takes 4 & 10): Trabalhando com Jerry Reed e Bob Moore na noite de 15 de janeiro de 1968, Elvis recria o sucesso de Chuck Berry. É refrescante e divertido ouvir Elvis brincar com os músicos antes do take 4 e comentar sobre algumas canções com Jerry Reed, além de rir e se divertir com os trocadilhos que faz com a letra, e depois entregar uma versão limpa e mais contundente do que o Master (Take 5) no take 10. Elvis definitivamente estava em outro mundo naquele dia!

- 25. Goin' Home (Take 29): Às cinco horas da manhã de 16 de janeiro de 1968 Elvis está no 29º take desta música e não há nada mais o que fazer para melhorá-la (o que ele já havia expressado no take 17). Mesmo assim, o Master seria o Take 30.
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