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Att.,
Diego Mantese.

I'VE GOT TO FIND MY BABY!

Fame and Fortune (CD - FTD, 2002)

Título:
Fame and Fortune
Selo:
FTD [FTD 016]
Formato:
CD
Número de faixas:
27
Duração:
73:00
Tipo de álbum:
Disco comum
Vinculado a:
Discografia FTD
Ano:
2002
Gravação:
20 e 21 de março; 3 e 4 de abril; 30 e 31 de outubro de 1960
12 e 13 de março de 1961
Lançamento:
4 de abril de 2002
Singles:
---


Fame and Fortune é o décimo sexto lançamento da FTD. Ele continua o festival de coletâneas da gravadora, dessa vez trazendo gravações feitas no RCA Studio B em Nashville, Tennesee, entre 1960 e 1961.

Assim como em "Silver Screen Stereo", o áudio do CD é o verdadeiro must have do produto, além, claro, das faixas muito bem escolhidas. Com Elvis precisando provar que dois anos no exército não o haviam enfraquecido musicalmente, os discos da época, "Elvis Is Back!" e "His Hand In Mine", mais proeminentemente, conseguiram passar o recado. Assim como com o CD citado acima, a FTD só peca em não disponibilizar um livreto, o que até faz sentido dados os outros lançamentos específicos do período que tiveram grandes quantidades de fotos disponibilizadas.

Abaixo segue a resenha do material disponibilizado no CD.
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- 1. Make Me Know It (Take 11) [20/03/60]: A primeira música do primeiro lançamento de Elvis após o exército, "Elvis Is Back!", de 1960, inicia o CD e o false start nos permite saber que, mais uma vez, vamos poder espionar de perto a banda trabalhando.

- 2. Soldier Boy (Take 7) [20/03/60]: Uma versão encantadora e relaxada. Começando com Floyd Cramer fazendo uma corrida no piano e Elvis, com óbvio humor, dizendo: "Ei, eu gosto disso!". Elvis parece muito relaxado com a música nesta joia.

- 3. Stuck On You (Take 1) [21/03/60]: Outro divertido false start e com um mix de áudio dinâmico traz o lado A do single de maior sucesso no ano de 1960. O vocal de Elvis está fabulosamente à frente, o que torna esta versão realmente brilhante. Este é de fato algo sobre o qual Elvis se queixou na época, preferindo se misturar com a banda.

- 4. Fame and Fortune (Take 5) [21/03/60]: O lado B do single citado acima é um destaque absoluto. Scotty ainda não havia pensado nos riffs conhecidos com sua guitarra, mas esta versão passa uma sensação mais leve do que a do Master final, chegando a ser sublime.

- 5. Like A Baby (Take 4) [03/04/60]: De volta a "Elvis Is Back!", um grande blues com uma mistura de áudio fabulosa. Também é um bom lembrete de quanto Elvis se superava com o passar do tempo, já que o próximo take seria o Master.

- 6. It's Now or Never (Takes 2 & 3) [03/04/60]: Outro single de sucesso em 1960 é uma surpresa que se inicia com um take 2 bagunçado, mas com Elvis colocando mais emoção do que no take 1 (presente no CD "Long Lonely Highway" da gravadora). A percussão é misturada um pouco mais alta e fica muito perto do feel do Master, mas, logo antes do fim, a banda perde o tempo. Uma verdadeira delícia!

- 7. Girl Of My Best Friend (Take 3) [04/04/60]: Uma outra joia de descoberta das sessões de "Elvis Is Back!", uma vez que soa tão diferente do Master que todos conhecemos. Tomado em um tempo muito mais lento (as palavras não se encaixam), realmente demonstra como Elvis e a banda criaram obras-primas a partir das demos originais com as quais começaram.

- 8. Dirty, Dirty Feeling (Take 1) [04/04/60]: Um dos menores clássicos de Leiber e Stoller, com o bônus adicional de alguns fracassos e a banda interagindo, é ótimo de ouvir. O take 1 não tem o break instrumental do Master, mas tem o violão mais alto no mix. Esta é uma outra música que foi lançada em qualidade terrível antes, mas aqui soa muito bem.

- 9. Thrill Of My Love (Take 1) [04/04/60]: Uma mudança de humor quando Elvis entra em um balanço Gospel é outro deleite. Um excelente começo com a voz de Elvis lindamente clara em uma versão que poderia ser considerada melhor do que o Master.

- 10. Such a Night (Take 1) [04/04/60]: Esta é uma surpresa, já que parece tão diferente da versão maliciosa sempre considerada estranhamente fraca. A banda ainda parece insegura sobre onde estão indo com aquilo, mas aqui o mix é dinâmico com a bateria cristalina conduzindo a música. Não foi o Master, mas é um deleite fabuloso para todos e demonstra o quanto uma mistura de áudio cuidadosa pode mudar completamente a sensação de uma música.

- 11. Girl Next Door Went A-Walkin' (Takes 1, 2 & 3) [04/04/60]: Uma pequena música que Elvis gravou como um favor para Scotty. No entanto, este é mais um destaque, pois com as 3 tentativas aqui apresentadas, observamos a banda no trabalho e eles estão se divertindo! O som de Elvis dizendo "segura!" à medida que a música desmorona é uma coisa brilhante.

- 12. Milky White Way (Takes 4 & 5) [30/10/60]: A sessão para "His Hand In Mine" começa com Millie Kirkham discutindo como deveriam fazer os backing vocals tirar 4 barras, mas Elvis gosta do ritmo. "Esse é um bom tempo", ele diz. Se você ouvir o take 3, poderá ver como Elvis decidiu acelerar o tempo, adicionando um balanço Gospel muito melhor para a melodia final.

- 13. His Hand In Mine (Takes 4 & 5) [30/10/60]: O Master foi montado a partir das mesmas 2 tomadas, mas a mistura aqui é muito diferente, deslocando os Jordanaires para o canal da direita e criando uma  harmonia muito mais satisfatória de suas vozes com Elvis.

- 14. He Knows Just What I Need (Takes 6 & 7) [30/10/60]: O trabalho de Elvis e de sua banda é notável e muito dinâmico nestes takes que mostram uma progressão agradável.

- 15. Surrender (Take 2) [30/10/60]: Este foi o single número 1 registrado nesta sessão, mas Elvis estava tendo problemas para obter o acabamento vocal perfeitamente poderoso. Aqui você pode observar o final original onde Elvis desliza no final dinâmico. Frustrado com seu fracasso, o cantor dos Jordanaires, Ray Walker, explicou uma nova técnica de respiração para Elvis, que então passou a gravar o clássico que todos conhecemos.

- 16. In My Father's House (Take 7) [31/10/60]: Uma versão de puro sentimento religioso.

- 17. Joshua Fit The Battle (Take 2) [31/10/60]: Esta música demonstra o quão claras são essas misturas, mas por isso, eles perderam essa espontaneidade fabulosa que fez do take 1 (presente no CD "Easter Special" da gravadora) uma versão tão brilhante.

- 18. I'm Gonna Walk Dem Golden Stairs (Take 5) [31/10/60]: A harmonia entre Elvis, a banda e backing vocals é bastante audível aqui. Este é um dos takes que certamente explicam como e por que o disco "His Hand In Mine" foi um sucesso.

- 19. Working On the Building (Take 1) [31/10/60]: 7h de manhã, depois de trabalhar a noite toda, e estamos ouvindo o grupo novamente na borda criativa. "Hey Bill, eu tenho a introdução", anuncia Hank Garland antes que a tomada se desintegre imediatamente. "Ei, isso pareceu muito bom, devíamos ter mantido", brinca Elvis. Este primeiro take tem essa grande sensação espontânea, Elvis aplaude durante a canção e deixa os Jordanaires conduzirem os refrões. Elvis tosse no final, mas isso é outro deleite.

20. I'm Comin' Home (Take 4) [12/03/61]: As faixas finais deste CD são de 12 e 13 de março de 1961, onde Elvis gravou 12 músicas em apenas uma noite, que gerou o LP "Something For Everybody" de 1961. O take é bastante interessante, com a bateria e a guitarra bem mais à frente do que no Master.

21. Gently (Takes 1 & 2) [12/03/61]: Essas versões iniciais são simplesmente lindas. Dennis Ferrante produziu um mix muito diferente dos Jordanaires, dando-lhes uma maior separação que, juntamente com a excelente qualidade de áudio, ajuda a mostrar a maravilhosa mistura de seus vocais com os de Elvis.

22. In Your Arms (Take 1) [12/03/61]: Uma balada gostosa, traz o mix perfeito entre a voz de Elvis e as respostas dos Jordanaires. O solo de saxofone soa mais claro do que nunca.

23. It's a Sin (Take 2) [12/03/61]: Com o piano mais pronunciado de Floyd Cramer e a guitarra melodiosa de Scotty Moore, este é um dos takes mais deliciosas desta canção, o qual certamente deveria ter ganho pelo menos o status de Master Alternativo.

24. Starting Today (Take 2) [13/03/61]: Uma versão não muito diferente do Master, traz Elvis deslizando suavemente pela letra.

25. Sentimental Me (Take 1) [13/03/61]: Mais uma ótima primeira vez. A sensação é muito mais leve do que no Master e o final é atingido de uma maneira deliciosa. Esta foi quase uma obra-prima "one take".

26. Judy (Take 1) [13/03/61]: Por fim, esta joia recebe uma versão adequada. O violão de Hank Garland dominaria o mix final, mas aqui Elvis quer jogar. Em uma sensação semelhante à da sessão de "Shoppin' Around", Elvis está tocando seu violão de forma magistral. Sua técnica é muito áspera e alta no mix - dando uma sensação agradável de versão unplugged.

27. Put the Blame On Me (Takes 1 & 2) [13/03/61]: A canção que teria um papel importante no filme "Tickle Me" de 1965 é ouvida aqui em suas primeiras tentativas. Elvis não está à vontade com a letra e não consegue atingir algumas notas mais altas, mas se diverte com o que consegue fazer. O take 2 finalmente sai de uma maneira aceitável, embora Elvis fosse dizer algo bem diferente.
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VÍDEO (CD COMPLETO)
(clique no vídeo e depois em "assista a este vídeo no Youtube")

It's Midnight (CD - FTD, 2002)

Título:
It's Midnight
Selo:
FTD [FTD 015]
Formato:
CD
Número de faixas:
26
Duração:
79:30
Tipo de álbum:
Concerto
Vinculado a:
Discografia FTD
Ano:
2001
Gravação:
24 de agosto de 1974 MS / 29 de agosto de 1974 DS
Lançamento:
12 de novembro de 2001
Singles:
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It's Midnight é o décimo quinto trabalho da gravadora Follow That Dream (FTD). Ele contém o show parcial de 24 de agosto de 1974 MS em Las Vegas, adicionado de faixas de 29 de agosto de 1974 DS, também em Vegas, para uma experiência completa. O CD está atualmente fora de catálogo na gravadora.

A situação pessoal de Elvis em 1974, principalmente após março, era um tanto delicada. Sem gravar durante o ano todo, ele via sua carreira atual definhar enquanto os velhos clássicos já não conseguiam mais segurá-lo nas paradas, apesar de ainda serem bastante sólidos. Suas mudanças repentinas de humor deixavam todos pisando em ovos e suas apresentações eram inconstantes, podendo ocorrer de forma dinâmica e feliz ou lenta e raivosa.

O que quer que se passasse pela cabeça de Elvis naquele momento o estava afetando de maneira profunda, principalmente a partir de julho daquele ano. Suas apresentações tornaram-se palco de longos discursos sobre jóias e caratê que só faziam sentido e tinham importância para ele; fãs que insistiam em pedir velhas canções que ele já não queria cantar ou que gritavam demais eram xingados, embora Elvis sempre dissesse ser brincadeira. Tudo se agravaria em setembro, quando ele faria os shows mais polêmicos de sua carreira (a exemplo das apresentações dos dias 2, 27 e 28 daquele mês), mas agosto ainda teria apresentações bastante aproveitáveis.

Abaixo segue a resenha do conteúdo disponibilizado no CD.
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- 1. See See Rider [24/08/74 MS]: Como de costume à época, "Also Sprach Zarathustra" tinha deixado de ser gravada há tempos e aqui entramos na apresentação já com Elvis no palco e se preparando para assumir o microfone. A versão tem alguns toques diferentes e se percebe um Elvis que definitivamente tinha vindo para agradar.

- 2 . I Got  a Woman / Amen [24/08/74 MS]: "Muito obrigado. Noite... Noite? Noite!", brinca antes de começar sua conhecida rotina do "well, well, well...". "Foi para isso que vieram, para ouvir 'well, well, well'???", diz antes de deslanchar em uma rápida e deliciosa versão que termina já direto na rotina do striptease e leva aos dive bombs de JD. A finalização da canção vem após a então nova rotina de brincar com JD sobre sua voz.

- 3. Love Me [24/08/74 MS]: Elvis se apresenta dizendo "muito obrigado, senhoras e senhores, meu nome é Fats Domino!" e leva todos às gargalhadas. Depois de fãs pedirem para ele ir ao mezanino, Elvis diz que está proibido de ir lá, mas que por ele "colocaria uma corda e iria até aí feito o Tarzan, mas eles não deixam." A versão da canção é padrão e traz Elvis, como de costume, distribuindo lenços e beijos.

- 4. If You Love Me (Let Me Know) [24/08/74 MS]: Adicionada ao repertório cinco dias antes, o sucesso de Olivia Newton-John animava a plateia e se tornaria parte fixa das apresentações até 1977. Ainda há uma certa formalidade na rendição, uma certa dureza, mas em breve ela já seria interpretada como nos acostumamos a ouvir.

- 5. It's Midnight [24/08/74 MS]: "Esta canção é nova, deve sair em duas ou três semanas... Espero que gostem, se chama 'It's Midnight'", Elvis introduz uma de suas mais novas gravações, também adicionada ao repertório há apenas cinco dias. A versão é sólida, com a voz de Elvis tomando conta de todos os lugares corretos. Claro, nenhuma rendição se compararia à que viria no show da meia-noite de 2 de setembro.

- 6. Big Boss Man [24/08/74 MS]: Presente nas apresentações desde fevereiro de 1973, a canção chegou a ser usada como abertura do show de 19/08/74, mas acabou retirada da posição por motivos ainda não conhecidos. Uma das preferidas de Elvis, passou a ser usada para demonstrar sua frustração em algumas ocasiões ou para passar recados a seus desafetos e, mais frequentemente, para mostrar quem ainda mandava naquilo tudo.

- 7. Fever [24/08/74 MS]: Presente desde 5 de agosto de 1972, era a canção em que Elvis mais sensualizava. Os movimentos pélvicos hipnotizam uma plateia que quase não emite sons tamanha a excitação e só se percebe o público quando o cantor dá alguma risada, sinalizando, provavelmente, algum comentário ou gesto impróprio de alguma garota afoita.

- 8. Love Me Tender [24/08/74 MS]: Embora Elvis tenha apresentado um desagrado com a canção em diversas ocasiões ela é uma das que mais permaneceu em seu repertório, aparecendo 496 vezes entre 1956 e 1977. Iniciando o medley dos anos 1950, ela começa a esquentar a plateia para os sucessos que viriam e as mulheres se animam com a sequência de beijos e entrega de lenços.

- 9. All Shook Up [24/08/74 MS]: Outro sucesso do início da carreira de Elvis, esteve presente desde 1957 e até abriu apresentações em 1970. Como de costume, a sessão de beijos e lenços continua e a plateia reage à altura.

- 10. The Wonder of You [24/08/74 MS]: "Se você não recebeu um beijo ou seja lá o que for, espere um pouco que logo conseguirá", Elvis acalma a plateia. Rara desde 1970, a canção seria bastante usada em 1974 e 1975. A versão ouvida aqui está abaixo da média, mas pode-se perdoar isso por ser uma das primeiras rendições em quase dois anos.

- 11. I'm Leavin' [24/08/74 MS]: Gravada em 1971, a canção esteve presente nos shows de forma esporádica naquele ano e mais frequentemente em 1973 e 1974. Elvis gostava da música e a rendição ouvida aqui se assemelha muito à do Master lançado.

- 12. Softly As I Leave You [24/08/74 MS]: Nova no repertório, era recitada por Elvis enquanto Sherrill Nielsen a cantava ao fundo. A canção criava um momento de silêncio e introspecção nas apresentações em que era rendida, sendo a mais notável a de 13/12/75 DS.

- 13. Spanish Eyes [24/08/74 MS]: Presente desde janeiro de 1974, era outro momento aproveitado para demonstrar a técnica de Sherrill Nielsen, que aqui faz o já famoso dueto com Elvis pela última vez. A batida latina anima Elvis, que grita "arriba!" durante o solo de trompete no meio da canção. "Obrigado, senhoras e senhores. Faz um tempo, mas quase acertamos a letra", diz Elvis se referindo ao fato de que a canção já não era interpretada desde maio.

- 14. Hound Dog [24/08/74]: "Ok, quero falar sério por um momento. É só isso...", brinca. Elvis começa esta versão como as de 1972, usando sua rotina "well, well, well" para animar o público antes de se lançar em uma rendição de puro rock com toques de funk e psicodelismo ao final.

- 15. You Gave Me a Mountain [24/08/74 MS]: Um clássico desde 1972, a canção era sempre bem interpretada por Elvis.

- 16. Polk Salad Annie [24/08/74 MS]: Completando 5 anos no repertório fixo, a canção já não era parecida com as versões iniciais e começava a apresentar batidas que seriam ouvidas nas rendições dali em diante. De fato, a batida mais rápida beneficiava Elvis e seus movimentos de caratê, e por isso era necessária esta mudança no tempo.

- 17. Introduções [24/08/74 MS]: Elvis toma algum tempo para apresentar à plateia "as horríveis estátuas de anjo" do showroom do Hilton, contando também que duas noites antes havia vindo com seus amigos e as pintado de preto. Como de costume, Elvis apresenta os membros de sua banda - The Sweet Inspirations (chamando-as de The Crew Cuts), JD Sumner & The Stamps Quartet (de forma individual), Kathy Westmoreland, James Burton, John Wilkinson, Ronnie Tutt, Duke Bardwell, Charlie Hodge, o grupo Voice, o maestro Joe Guercio e sua orquestra; a banda e orquestra não fazem solos. Finalizando, Elvis apresenta a atriz e cantora Vikki Carr à plateia.

- 18. If You Talk In Your Sleep [24/08/74 MS]: Uma das gemas negligenciadas dos anos 1970, se encaixa bem com o momento atual da vida de Elvis e é excelente para rendições ao vivo. Elvis está solto, curtindo o momento e cantando o que sempre quis - suas novas gravações. A fita do dia 24 de agosto acaba aqui.

- 19. Why Me Lord [29/08/74 DS]: Podemos notar um Elvis já mais ácido, com a proximidade dos eventos de 2 de setembro. Enquanto JD tenta fazer bonito, o cantor faz de tudo para que seu homem forte caia na risada - e consegue.

- 20. Teddy Bear / Don't Be Cruel [29/08/74 DS]: É hora do famoso medley e todos sabem o que vem por aí - beijos e lenços.

- 21. How Great Thou Art [29/08/74 DS]: Se havia um momento em que Elvis nunca ria, brincava ou se mostrava irritado, era durante a rendição deste clássico Gospel que lhe rendeu um Grammy em 1967. Sua voz é ouvida forte e clara durante toda a versão e se torna um deleite aos ouvidos e à alma.

- 22. Let Me Be There [29/08/74 DS]: Outro sucesso de Olivia Newton-John, parece animar muito a Elvis. Suas notas vocais se encaixam perfeitamente à canção e ele até tenta alguns novos truques vocais próximo ao fim e durante a reprise da última estrofe.

- 23. Elvis Fala [29/08/74 DS]: "Gostaria de fazer algo diferente aqui. É para meu pai, Levante-se, pai". Após apresentar Vernon, a fita é cortada, mas ao que se sabe Elvis falou da adoração que sei pai tinha por uma canção.

- 24. Early Morning Rain [29/08/74 DS]: E a canção é uma das que aparece na edição para a TV do "Aloha From Hawaii", o famoso concerto via satélite de 1973.A versão aqui começa com um corte que omite toda a primeira estrofe e tem um tempo bem mais rápido do que nos acostumaríamos a ouvir. "Há quanto tempo estamos aqui?", pergunta; Charlie responde "uma hora e vinte". "Uma hora e vinte? Eles [os Hilton] não gostam que eu fique mais de 55, 58 minutos", comenta.

- 25. Hawaiian Wedding Song [29/08/74 DS]: "Mas enfim... Quem viu 'Blue Hawaii' aqui? A canção mais pedida daquele filme é a 'Hawaiian Wedding Song'". O que se segue é uma versão padrão, mas mais melódica e próxima ao Master de 1961 - embora sem as partes em 'Ōlelo Hawai'i.

- 26. Can't Help Falling In Love [29/08/74 DS]: "Já estamos aqui há muito tempo, mas... Na outra noite fiquei doente - quase todos ficamos - e eu não gosto de faltar em shows, só faltei em uns seis na minha vida. O cara que se voluntariou a me substituir está aqui, é o Bill Cosby." Depois de uma breve explicação sobre sua jumpsuit e os anéis que está usando, Elvis agradece à plateia dizendo "vocês pagaram por eles, é isso." A já famosa canção anunciava o óbvio - Elvis havia terminado sua apresentação.
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VÍDEO (CD COMPLETO)

Silver Screen Stereo (CD - FTD, 2001)

Título:
Silver Screen Stereo
Selo:
FTD [FTD 014]
Formato:
CD
Número de faixas:
26
Duração:
71:30
Tipo de álbum:
Disco comum
Vinculado a:
Discografia FTD
Ano:
2001
Gravação:
1957 a 1968
Lançamento:
18 de novembro de 2001
Singles:
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Silver Screen Stereo foi apenas o décimo quarto CD lançado pela Follow That Dream (FTD) no longínquo ano de 2001. Recheado de takes alternativos de canções gravadas para trilhas sonoras de diversos filmes entre 1957 e 1968, o trabalho se propõe a ser um "Out In Hollywood Volume 2", por assim dizer, trazendo faixas com a mais alta qualidade de áudio possível e raridades que ficaram por anos fora do alcance dos fãs.

Em termos de conteúdo, o único pecado da FTD foi não disponibilizar um livreto junto ao CD. Porém, é compreensível que a gravadora tenha feito isso, uma vez que o material abrange um espaço de 10 anos e outros trabalhos da época, como "Ester Special", já havia trazido muitas fotos e raridades que não seriam bem vindas se repetidas em lançamentos próximos.

Abaixo segue a resenha do material disponibilizado no CD.
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- 1. Loving You (Fast Version - Take 14) [14/02/57]: O CD começa em 1957 com a trilha de "Loving You" e uma versão que se tornou rara depois da caixa da RCA em 1992, a qual ganha novos acordes aqui e soa mais brilhante. A bateria e o piano são notáveis acima de todos os instrumentos, o que parece ser extremamente certo para o ritmo.

- 2. Jailhouse Rock (Take 5) [30/04/57]: Novamente notamos a bateria e o piano bastante presentes, com ênfase na guitarra de Scotty Moore para a canção-título de "Jailhouse Rock". A voz de Elvis ainda está esquentando, mas seu alcance é excelente.

- 3. Don't Leave Me Now (Takes 16, 17 e 18) [23/02/57]: Elvis produz uma versão excelente da canção, a qual nos deixa pensando se esta não deveria ter sido vendida ao invés do single original.

- 4. Tonight Is So Right For Love (Takes 1 e 2) [27/04/60]: Pulamos para 1960 e Elvis entrega uma versão sólida da música usada na versão americana do filme "G. I. Blues" (na Europa a canção foi substituída por "Tonight's All Right For Love" devido a questões de direitos autorais).

- 5. Frankfort Special (Take 13 - Master, Unused) [27/04/60]: O ritmo bem mais acelerado do que a versão do filme ou do Master é um toque bem vindo neste take.

- 6. Doin' the Best I Can (Take 3) [27/04/60]: Mais lenta que o Master, a versão é melodiosa e cheia de novos instrumentos. Até certo ponto, esta deveria ser a que aparece no filme ou mesmo no LP.

- 7. Shoppin' Around (Take 1) [27/04/60]: É apenas a primeira tentativa, mas Elvis já produz um clássico em que a bateria dita o ritmo da música e encanta.

- 8. Summer Kisses, Winter Tears (Takes 8 & 9) [09/08/60]: Representando os ritmos indígenas e o filme "Flaming Star" de 1960, a percussão é trazida para a frente dos outros instrumentos. A clareza do áudio é magnífica.

- 9. In My Way (Take 1) [07/11/60]: Uma versão bastante melodiosa para este clássico da trilha sonora de "Wild In the Country", de 1961.

- 10. Hawaiian Wedding Song (Take 1) [22/03/61]: Talvez sejamos apaixonados por primeiros takes, mas novamente temos a impressão de que esta bem poderia ser a versão do filme "Blue Hawaii", também de 1961. Elvis pronuncia o ‘Ōlelo Hawai'i de forma magistral.

- 11. Island of Love (Takes 7 & 8) [22/03/61]: Esta é uma adição bem vinda, pois aqui recebemos essas tomadas pela primeira vez em estéreo. Elvis parece muito mais descontraído do que no Master (Take 13) e muito mais relaxado.

- 12. Angel (Take 2) [02/07/61]:  Pulando para "Follow That Dream" em 1962,  esta é uma música bonita, mas sem novidades, pois todas as tomadas foram lançadas antes, em estéreo, em bootlegs, e em qualidades de som inferiores.

- 13. I Got Lucky (Master Alternativo - M5) [27/10/61]: Ainda em 1962, a canção presente em "Kid Galahad" é cantada mais lentamente do que no Master (Take MX 2) e Elvis não canta o terceiro verso, tornando-a muito mais curta. Elvis quase tropeça na letra, e você pode ouvi-lo rir. Isso também é lançado aqui pela primeira vez em estéreo.

- 14. Home Is Where the Heart Is (Takes 13 & 14) [26/10/61]:  Elvis tropeçando na primeira linha da música, também ouvido aqui pela primeira vez em estéreo. Esta tomada é cantada um pouco mais devagar do que no Master (Take 21), mas é tão boa quanto.

- 15. Riding The Rainbow (Take 1) [26/10/61]: Elvis canta uma linha errada e percebe imediatamente, mas ele termina o take mesmo assim. Os backing vocals parecem sofrer um pouco para acompanhar, mas novamente esta é outra versão lançada pela primeira vez em estéreo.

- 16. The Bullfighter Was A Lady (Master Alternativo - Take 6)  [22/01/63]: Esta é a versão ouvida no filme "Fun In Acapulco", de 1963, e tem um arranjo e tempo completamente diferentes do Master. Há de se notar que todos os outros títulos da trilha sonora (exceto "I Think I'm Gonna Like It Here") são idênticos à versão do Master presente no LP do filme, mas essa é completamente diferente e lançada aqui pela primeira vez.

- 17. I Think I'm Gonna Like It Here (Master Alternativo - Take 1) [22/01/63]: Novamente, ela é muito diferente da versão Master.

- 18. Viva Las Vegas (Takes 1 & 2) [10/07/63]: Finalmente, recebemos algumas novas tomadas da canção-título do filme "Viva Las Vegas" de 1964, e chegamos a uma verdadeira joia. O take 1 é fantástico e quando se escuta a introdução é impossível acreditar que seja a mesma música que todos conhecemos. Com os mais simples dos apoios e cantada em um ritmo muito mais lento, realmente parece uma música completamente diferente. Realmente seria ótimo que Elvis tivesse terminado essa tomada, mas ele estava tendo problemas com a letra neste ritmo. O take 2 usa o mesmo arranjo e tempo do Master.

- 19. The Lady Loves Me  (Take 9) [11/07/63]: Bastante semelhante ao Master (Take 10), esta tomada foi lançada em 2000 no mais novo CD de Ann-Margret.

- 20. You're The Boss (Take 3) [11/07/63]:  Também lançada no CD de Ann-Margret, realmente soa bastante diferente do Master, já que é cantada de forma mais descontraída. O que é incrível sobre a canção é que, por muitos anos, a RCA negou que essa música tenha sido gravada. Então, obter uma tomada alternativa dela é fantástico.

- 21. Today, Tomorrow and Forever (Takes 3 & 4) [11/07/63]: O que realmente recebemos é o Master (Take 4) com um false start. Este mix traz as maracas e a guitarra mais à frente, o que faz a música parecer um pouco diferente.

- 22. C'mon Everybody (Takes 1, 2 & 3 - Master Alternativo) - As versões soam um pouco diferentes do Master (Take 5), pois são cantadas um pouco mais devagar e de forma muito mais relaxada. Elvis precisa pedir para ouvir a bateria quando precisa assobiar em uma parte da música, para não perder o tempo correto. Aqui também há um excelente final em ritmo de blues que emociona ao ouvir.

- 23. Kissin 'Cousins ​​(Hillbilly Overdub) [13/08/63]: Bastante divertida de ouvir por si só, este é o vocal que foi adicionado a "Kissin 'Cousins" ​​para fazer parecer um dueto com dois Elvis na trilha do filme homônimo de 1964.

- 24. There Is So Much World to See (Master Alternativo - Take 1) [28/06/66]: Pulando para "Double Trouble" em 1967, esta canção foi lançada pela primeira vez em bootleg, mas foi retirada de um velho acetato. Por muito tempo se pensou que esta versão só existia em tal formato e que as fitas da sessão nunca foram entregues à RCA pela MGM, mas é ótimo que elas já tenham sido encontradas (ou entregues).

- 25. Clambake (Take 11 - incluindo reprise - Take 1) [23/02/67]:  Uma versão da canção-título do filme homônimo de 1967, é ótima de se ouvir, principalmente porque Elvis morre de rir no estúdio e começa a cantar uma música diferente e a dizer palavrões, mostrando seu lado humano que a RCA tentou esconder por tantas décadas.

- 26. Almost (Take 11) [24/10/68]: Ouvida no filme "The Trouble With Girls", não soa muito diferente da versão Master (Take 31), mas ainda é uma ótima adição a este CD.
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VÍDEO (CD COMPLETO)

Memphis Sessions (CD - FTD, 2001)

Título:
Memphis Sessions
Selo:
FTD [FTD 013]
Formato:
CD
Número de faixas:
20
Duração:
74:00
Tipo de álbum:
Disco comum
Vinculado a:
Discografia FTD
Ano:
2001
Gravação:
13, 14, 21, 22 e 23 de janeiro / 17 a 22 de fevereiro de 1969
Lançamento:
7 de outubro de 2001
Singles:
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Memphis Sessions é o décimo terceiro trabalho da gravadora Follow That Dream (FTD). Ele contém 20 takes inéditos gravados em janeiro e fevereiro de 1969 nas lendárias sessões no American Sound Studio de Memphis, que geraram dois LPs e diversos singles de extremo sucesso. O CD está atualmente fora de catálogo na gravadora.

Quando Elvis retornou aos palcos, no especial de 1968, tudo em sua vida estava indo de bem a melhor. Ele havia se casado, tinha uma filha linda, suas gravações mais recentes estavam bem colocadas nas paradas e seus filmes tinham roteiros melhores do que praticamente todos os anteriores. Isso criou uma onda de otimismo a seu redor que levou o Coronel a considerar que era hora de deixar seu "cofre" retornar oficial e exclusivamente ao meio que lhe consagrou nos anos 1950.

Antes disso, Elvis se lançou em um número de sessões de gravação no início de 1969 no American Sound Studio, em Memphis, que definiram de uma vez por todas a sua imagem e seu novo ritmo, mais puxado ao Country. Quando o single "In the Ghetto" chegou às lojas em 15 de abril daquele ano, o sucesso estrondoso fez ver que o Rei do Rock estava no caminho certo. O LP "From Elvis In Memphis" chegou 45 dias depois ao mercado e alcançou o nº 1 das paradas sem esforço, consolidando ainda mais a ideia de que a mudança de Elvis tinha sido muito bem vinda.

O sucesso arrebatador se seguiu com singles como "Suspicious Minds" e "Don't Cry Daddy", saídos das sessões de janeiro de 1969, e "Kentucky Rain", de fevereiro, além do disco duplo "From Memphis to Vegas / From Vegas to Memphis", que trazia no LP "Back In Memphis" praticamente todas as gravações restantes do American Sound Studio, com algumas poucas sendo guardadas para lançamentos que ocorreriam até meados de 1970. Naquele momento, não havia o que parasse a ascensão do Rei do Rock.

Abaixo segue a resenha do conteúdo disponibilizado no CD.
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- 1. After Loving You (Take 3) [18/02/69]: "Alguém mais precisa ir ao banheiro? Porque eu vou levantar minha bunda do piano", diz Elvis em tom de brincadeira antes de se acomodar em seu banquinho atrás do microfone. Ele realmente havia tocado piano nos dois takes anteriores, mas sentiu que sua voz não estava fluindo como deveria e passou a incumbência para Glen Hardin. Depois de um false start, Elvis se lança em uma versão bastante sólida que é atrapalhada apenas por algumas risadas que ele dá, provavelmente por causa de alguma brincadeira, próximo ao fim do take que é muito parecido com o Master (Take 4).

- 2. Stranger In My Own Hometown (Take 1 - Undubbed Master) [17/02/69]: Mais um entre tantos exemplos de que Elvis podia alcançar a perfeição sem esforço quando queria, esta canção foi gravada em apenas um take. O que temos aqui é a versão de estúdio antes de se tornar Master, sem cortes e sem overdubs, inédita em lançamento oficial.

- 3. In the Ghetto (Take 11) [20/02/69]: Outra marca de Elvis era trabalhar cada canção até alcançar a perfeição ou pelo menos chegar perto do que ele considerava perfeito. "In the Ghetto" tem incríveis 22 takes até chegar ao Master e aqui ouvimos Elvis na metade de seu trabalho, tentando aperfeiçoar seu vocal. Por sua mensagem e boa recepção, a canção fez parte do repertório ao vivo de Elvis de 1969 a 1971, às vezes em um medley com "Walk a Mile In My Shoes" ou "Don't Cry Daddy".

- 4. Suspicious Minds (Ensaio + Take 6) [23/01/69]: O hit do ano é trabalhado com afinco por Elvis, que testa junto a sua banda a melhor harmonia entre sua voz e os instrumentos. Dois false starts comprovam a preocupação com a excelência e lançam os músicos em um incrível take 6 que já tem toques do que seria o Master (Take 8), somente superado pelas versões ao vivo de 1969 a 1975.

- 5. Any Day Now (Take 2) [21/02/69]: Depois de discussões técnicas, Elvis faz uma versão com vocal bastante diferente do que ouvimos no Master (Take 6), talvez ainda procurando as notas certas. Neste take o órgão de Bobby Emmons está mais presente e a bateria realmente comanda a rendição.

- 6. Only the Strong Survive (Take 22) [20/02/69]: Após 21 takes sem conseguir atingir o que queria, Elvis faz mais um e seu trabalho é incrível. Com a ajuda de apenas quatro instrumentos, ele preenche sozinho qualquer ponto instável e demonstra uma enorme técnica vocal. Mesmo assim, o Master só viria no Take 29.

- 7. Wearin' That Loved On Look (Takes 3 & 10) [14/01/69]: Nota-se logo de começo uma presença muito maior do órgão e do piano, mas Elvis desafina e cai na gargalhada nos primeiros segundos. Em meio à descontração, ele canta trechos de "A Little Less Conversation". De fato, o primeiro take sério é o que se segue, de número 10, pois do primeiro ao nono houveram apenas false starts. Embora Elvis desafine em alguns momentos, o instrumental ficou talvez até melhor do que se ouve no Master (Take 15).

- 8. Do You Know Who I Am? (Take 1) [19/02/69]: Um primeiro take bastante suave, tem toques de romantismo que poderiam ter sido mantidos sem prejuízos no Master (Take 7). Novamente, uma leve desafinada de Elvis coloca o take entre os inutilizáveis (é importante lembrar que fevereiro ainda é inverno nos EUA, o que pode ter prejudicado sua voz um pouco).

- 9. And the Grass Won't Pay No Mind (Take 6 - Undubbed Master) [18/02/69]: Embora a FTD tenha editado um pouco das conversas antes do false start, este ainda é um take inédito na forma undubbed em lançamento oficial.

- 10. You'll Think of Me (Take 14) [14/01/69]: Uma take sólido, traz Elvis experimentando notas e approaches diferentes durante a rendição. A citara está muito mais presente do que no Master (Take 23).

- 11. Power of My Love (Take 6) [18/02/69]: A harmonia dos instrumentos enquanto Elvis se prepara soa como o prenúncio de um grande take de alguma canção Gospel, e talvez por isso mesmo ele cantarole um trecho de "Amen". Alguns instrumentos aparecem mais do que no Master (Take 7), mas nada de muito diferente, apenas fantástico.

- 12. This Is the Story (Takes 1 & 2 - Undubbed Master) [13/01/69]: Por algum motivo técnico, toda a faixa vocal do take 2 foi apagada e Elvis teve de colocar sua voz em uma sessão de overdubs no dia 21 de janeiro. O resultado foi excelente e a versão, ainda sem os overdubs instrumentais, soa muito como a única rendição ao vivo da canção, em 26 de agosto de 1969.

- 13. True Love Travels On a Gravel Road (Takes 6 & 7) [17/02/69]: Uma das músicas mais bonitas do LP "From Elvis In Memphis", tem toques instrumentais bem mais melódicos do que o Master (Take 11), mesmo nos dois false starts iniciais e com Elvis brincando entre eles. Elvis também tenta um approach vocal diferente e mais aproximado ao que ouviríamos na única versão ao vivo da canção, em 26 de janeiro de 1970.

- 14. Long Black Limousine (Take 6) [13/01/69]: Primeira canção da primeira noite de retorno aos estúdios e às gravações sérias, é impulsionada pela bateria de Gene Chrisman. Os baixos de Tommy Cogbill e Mike Leech duelam maravilhosamente e o take é interpretado tão brilhantemente quanto o Master (Take 9), com Elvis dando um "wow!" de felicidade no final.

- 15. Kentucky Rain (Take 9) [19/02/69]: Depois de completar 7 takes e não ficar satisfeito, Elvis decidiu dar uma pausa para sua banda antes de tentar terminar a confecção da canção. É no retorno que a mágica acontece com mais três incríveis takes para chegar ao Master (Take 10), sendo este nono um dos mais perfeitos. Sucesso imediato desde seu lançamento em single no dia 29 de janeiro de 1970, foi apresentada ao vivo regularmente entre 26 de janeiro e 1 de março do mesmo ano.

- 16. Without Love (Takes 3 & 4) [23/01/69]: O sucesso de Tom Jones ganha profundidade na voz de Elvis após um pequeno false start. O Master viria no Take 5, mas um Master Alternativo já havia sido alcançado no Take 1.

- 17. Hey Jude (Takes 5 & 1) [21/01/69]: Sucesso dos Beatles, foi cantada por Elvis apenas como ensaio por não haver a intenção de lançamento da mesma. Aqui, a FTD faz um splice dos takes para mostrar alguns dos melhores momentos deste ensaio, ao invés de apenas disponibilizar o Master (Take 7), disponibilizado no LP "Elvis Now" de 1972, que ficaria para a edição da gravadora de tal disco. A canção, em medley com "Yesterday", outro sucesso do grupo britânico, seria apresentada ao vivo durante quase toda a temporada de agosto de 1969.

- 18. If I'm a Fool (For Loving You) (Take 3) [21/02/69]: Uma versão sólida, traz Elvis ainda se acertando com os vocais, mas já no caminho para o que se ouviria no Master (Take 9). Lançada oficialmente no LP de budget "Let's Be Friends", em abril de 1970, esta é uma das canções que menos sofreram overdubs em seu Master.

- 19. From a Jack to a King (Takes 1, 2 & 3) [22/01/69]: Depois de dois false starts, Elvis se lança em uma versão debochada em que faz uma voz bastante engraçada e até erra algumas partes da letra. A técnica de relaxamento parece ter funcionado, pois o Master viria logo depois (Take 5).

- 20. I'm Movin' On (Takes 1 & 2 - Undubbed Master) [14/01/69]: A canção mais Country de todo o disco "From Elvis In Memphis" é outra que tem seu Master obtido de cara, no Take 2, logo após um false start. Algumas porções do vocal de Elvis seriam substituídas por partes de um take vocal gravado em seguida para o compósito do Master.
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VÍDEO (CD COMPLETO)

The Way it Was (CD - FTD, 2001)

Título:
The Way it Was
Selo:
FTD [FTD 012]
Formato:
CD
Número de faixas:
25
Duração:
75:00
Tipo de álbum:
Disco comum
Vinculado a:
Discografia FTD
Ano:
2001
Gravação:
14 de julho a 13 de agosto de 1970
Lançamento:
12 de agosto de 2001
Singles:
---


The Way it Was é o décimo segundo lançamento da FTD. Ele contém trechos de shows e ensaios gravados para o "That's the Way It Is" entre 14 de julho e 13 de agosto de 1970. O trabalho também é o primeiro a conter um livreto com fotos e informações de bastidores. O CD está atualmente fora de catálogo na gravadora.

Em 31 de julho de 1969 Elvis retornava aos palcos para se consagrar como o Rei do Rock e Country pelos próximos oito anos. A recepção foi tão calorosa e extremamente esperada que as filas para tentar comprar ingressos para os shows em Las Vegas eram quilométricas. Quando não haviam filas, a explicação era óbvia: todos os ingressos haviam sido pré-vendidos. Com o sucesso o Coronel Parker, que não perdia nenhuma oportunidade de faturar, começou a montar no ano seguinte um projeto cinematográfico que levaria as vendas de Elvis para um patamar nunca antes visto.

Não demorou muito para que a MGM levasse o projeto em frente. E é nos estúdios da mesma que, depois da abertura do filme, a produção se concentra. Em 14 de julho de 1970 os ensaios para o filme e shows começaram no lote da MGM em Culver CityCalifórnia. As câmeras de Hollywood gravaram cinco ensaios antes da noite de abertura, em 10 de agosto, inclusive um teste do show completo com os backing vocals, orquestra e banda no palco do International em 7 de agosto. Elvis fez questão de ampliar seu repertório para o filme, já que mais de 60 músicas foram ensaiadas durante o período, e sua banda trabalhou incansavelmente para arranjar as canções ao estilo do cantor, enfatizando o desejo de compartilhar o que ele amava com seu público.

Em 2001 a FTD lançou um trabalho revolucionário que trazia trechos dos ensaios e shows inéditos até então de forma oficial (antes, eles eram ouvidos somente em bootlegs). Abaixo segue resenha do material disponibilizado no CD.
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- 1. Words [14/07/70]: Começamos com Elvis ensaiando a letra do sucesso dos Bee Gees em 1969 enquanto Glen Hardin tenta encontrar o arranjo certo no piano.

- 2. The Next Step Is Love [14/07/70]: Uma das melhores canções do LP "That's the Way it Is" é ensaiada completa, embora sem repetição de estrofes. Se Elvis tivesse escolhido mantê-la em suas apresentações, seria uma verdadeira "showstopper", mas por um motivo ou outro ele apenas a rendeu no show de abertura, em 10 de agosto, e a retirou do repertório.

- 3. Ghost Riders In the Sky [15/07/70]: Muito provavelmente esta canção não seria usada no palco, mas Elvis a ensaia de forma descontraída por ser um sucesso de seu amigo Johnny Cash à época.

- 4. Love Me [15/07/70]: Uma novidade no repertório (ela havia sido rendida ao vivo apenas duas vezes até então), é tocada com o piano de Glen Hardin é bem mais pronunciado e um arranjo bastante diferente do que nos acostumaríamos dali para a frente. Sem saber, Elvis ensaiava uma das canções que se tornariam parte da assinatura de seus shows.

- 5. That's All Right [24/07/70]: Outra que também havia sido rendida apenas duas vezes ao vivo, ela se tornaria a faixa de abertura dos shows a partir de 10 de agosto de 1970 até meados de 1972, sendo posteriormente usada como parte do medley dos anos 1950 nas apresentações. Aqui, Elvis ensaia a abertura pela primeira vez e encontra a batida perfeita.

- 6. I Got a Woman [24/07/70]: Escolhida por Elvis para dar segmento ao início de seus shows desde a primeira apresentação de retorno aos palcos, em 31 de julho de 1969, tem um final puxado ao blues depois de uma leve pausa. A partir de setembro de 1970, Elvis adicionaria a canção "Amen" no lugar desse trecho, o que se tornaria um medley irremovível de suas apresentações.

- 7. I've Lost You [24/07/70]: Executada em apenas 25 shows entre 10 de agosto e 14 de setembro de 1970, é uma linda canção que merecia mais espaço do que teve. O arranjo sem a orquestra que ouvimos neste ensaio é bem próximo ao do Master lançado em single dez dias antes.

- 8. I Can't Stop Loving You [24/07/70]: Usada esporadicamente entre 1969 e 1977, com uma permanência maior em 1973 e 1974, a canção é ensaiada como nos acostumamos ouvi-la.

- 9. Just Pretend [24/07/70]: Como recém a tinha gravado, Elvis tem um pouco de dificuldade em alcançar as notas certas e sua voz por vezes soa um pouco rouca pelo esforço. De fato, em 1970, Elvis a cantaria apenas em 11 e 12 de agosto, e depois muito raramente em 1971 e 1972, colocando-a no repertório fixo somente na temporada de dezembro de 1975 em Vegas. Acima de tudo, esse era um indicativo de que o cantor não se acertava muito ou não tinha predileção pela canção.

- 10. Words [29/07/70]: Ao contrário do trecho que inicia o CD, aqui temos uma versão completa da canção. Fica bem claro que ainda há bastante o que trabalhar, pois Elvis e sua banda a estão executando de forma bem mais lenta do que ouviríamos nos shows.

- 11. I Just Can't Help Believin' [29/07/70]: Elvis, dizem, não gostava muito de BJ Thomas e, se gostava, disfarçava bem. Esta canção era uma das quais ele mais tinha medo de interpretar, sempre por temes acabar esquecendo alguma parte da letra; isso, apesar de tudo, nunca aconteceu em 25 das 26 vezes em que rendeu a canção - a última, em 2 de dezembro de 1976, foi de improviso e sem qualquer preocupação com erros ou acertos. Aqui, Elvis ensaia duas vezes as partes da música que lhe são mais difíceis.

- 12. Something [04/08/70]: Sucesso dos Beatles, a canção era uma das preferidas de Elvis entre todas as que se tornaram hits durante a Invasão Britânica. Ao vivo, ela foi rendida perto de 30 vezes (até onde se sabe) e sempre recebida com entusiasmo pela plateia. A versão mais conhecida é a do "Aloha From Hawaii", em 14 de janeiro de 1973, mas talvez a melhor de todas tenha sido a última, em Asheville, North Carolina, em 24 de julho de 1975. A primeira rendição ao vivo da música se daria em 10 de agosto de 1970, e por isso aqui temos a sorte de ouvir Elvis trabalhando seus backing vocals e banda para conseguirem transições perfeitas entre as estrofes.

- 13. Polk Salad Annie [07/08/70]: Presente desde os primeiros shows de 1969, fazia parte da porção da apresentação em que Elvis extravasava e clocava as mulheres em delírio com seus movimentos pélvicos antes de fazer a introdução dos membros de sua banda. O ensaio é descontraído, mas ainda assim observando a coesão entre voz e instrumentos.

- 14. Mary In the Morning [07/08/70]: Embora nunca tenha chegado a ser executada ao vivo, Elvis ensaia uma das canções mais bonitas do LP "That's the Way it Is" com maestria depois de brincar um pouco com seus amigos.

- 15. You've Lost That Lovin' Feelin' [10/08/70]: Horas antes de seu primeiro show para o "That's the Way it Is", Elvis faz um ensaio geral de toda a apresentação para dar os últimos retoques no que fosse necessário, uma vez que muitas canções, a exemplo desta mesma, seriam executadas pela primeira vez para uma plateia de 2200 pessoas. Embora apareça aqui com grandes melhorias no áudio, este ensaio já é bastante conhecido no Brasil desde 1989, quando saiu de forma inédita no LP "Good Rockin' Tonight - The Best of Elvis, Volume 2", lançado exclusivamente no país pela S.P.E.P.S. de Marcelo Costa.

- 16. Sweet Caroline [10/08/70 OS]: Sucesso de Neil Diamond no ano anterior, sempre foi rendida com maestria por Elvis. Presente no repertório desde janeiro de 1970, era uma das que mais animava a plateia - e aqui não é diferente.

- 17. Hound Dog [11/08/70 DS]: A rotina comum de contar a "história de uma canção triste" antes de deslanchar em uma versão pesada de seu sucesso de 1956 é um pouco modificada pelo óbvio motivo de evitar palavrões ou insinuações sexuais nas rendições que poderiam aparecer no filme, mas ainda assim continua engraçada. Após uma versão de apenas um minuto e livre da pressão de fazer bonito para as câmeras, Elvis conta a versão completa de sua história com Ed Sullivan e avisa a plateia de que a MGM está filmando o show.

- 18. Heartbreak Hotel [11/08/70 DS]: Na continuação, Elvis fala de seu primeiro sucesso nacional. De início ele e sua banda não se encontram no tempo correto, o que gera um false start, mas na sequência temos uma versão limpa e completa.

- 19. Don't Be Cruel [11/08/70 MS]: Desde os primeiros shows de 1969, esta canção costumava vir como parte de um medley com "Jailhouse Rock" ou "Teddy Bear". É isso que torna essa rendição "solo" uma gema inestimável deste CD.

- 20. Blue Suede Shoes [12/08/70 DS]: Usada como abertura de toda a temporada de 1969, passou depois a fazer parte das apresentações com pouca frequência. A versão é curta, com menos de um minuto de duração, e apenas para relembrar o público daquele sucesso de 1956.

- 21. You Don't Have to Say You Love Me [12/08/70 DS]: Baseada no sucesso italiano de 1965 "Io Che Non Vivo Senza Te", de Pino Donaggio, e elevada ao status de hit em inglês por Dusty Springfield no ano seguinte, a canção esteve em quase 160 shows de 10 de agosto de 1970 a 22 de julho de 1975. Esta, no entanto, é a versão mais conhecida e bem interpretada.

- 22. Mystery Train / Tiger Man [12/08/70 MS]: Dizem alguns registros confiáveis que, antes mesmo de gravar "Mystery Train", em 1955, Elvis teria feito uma versão hoje considerada perdida de "Tiger Man". Seja verdade ou não, a segunda só voltou a seu repertório no especial de 1968 e continuou nele até os últimos shows de 1977 no medley em questão. A versão que temos aqui é famosa, pois é vista e ouvida sob os créditos de abertura de "That's the Way it Is".

- 23. The Wonder of You [13/08/70 DS]: Presente no repertório desde fevereiro de 1970, foi apresentada em apenas este entre os 6 shows gravados para o "That's the Way it Is". É uma versão comum e até mesmo abaixo da média e, talvez por isso, não apareceu no filme.

- 24. One Night [13/08/70 DS]: Um pequeno sucesso de 1957, não foi muito usada em suas apresentações e a maioria dos shows em que ele foi rendida se concentra na temporada de agosto de 1970 em ocasião das gravações para o "That's the Way it Is". É uma versão puxada ao blues, assim como "Heartbreak Hotel", bem apresentada e somente usada para relembrar os fãs.

- 25. All Shook Up [13/08/70 DS]: Uma das canções mais duradouras do repertório de Elvis, esteve em 405 apresentações entre 1969 e 1977. Depois de abrir a temporada de fevereiro de 1970 em Vegas, ela passou a fazer parte do medley dos hits dos anos 1950 com duração curta, de apenas um minuto, até 1977, ao invés de aparecer em sua versão completa como em 1969.
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