I'VE GOT TO FIND MY BABY!

Love Letters from Elvis (RCA, 1971 + FTD, 2008)

Título: Love Letters from Elvis
Ano: 1971
Lançamento:
16 de junho de 1971
Selo: RCA
Nº de músicas: 11

FAIXAS:

1. Love Letters
2. When I'm Over You
3. If I Were You
4. Got My Mojo Working
5. Heart of Rome
6. Only Believe
7. This Is Our Dance
8. Cindy, Cindy
9. I'll Never Know
10. It Ain't No Big Thing
11. Life



Love Letters from Elvis é o segundo álbum lançado por Elvis Presley em 1971 (se contarmos os discos de budget, ele seria o terceiro de sete LPs daquele ano). Foi uma mistura de sobras das gravações para os LPs "That's The Way It Is" (1970) e "Elvis Country" (1971), ambos de muito sucesso de vendas e crítica, mas não agradou tanto quanto o esperado.

O problema é que ele trazia uma estranha mistura de músicas deixadas de lado por razões de tempo disponível, qualidade ou estratégia. No entanto, ele é e merece ser um álbum popular em seu próprio direito. O conceito de "onze cartas de amor" não se encaixa nessas músicas, mas este álbum é um dos mais queridos entre os fãs de Elvis.

Ernst Jorgensen e sua equipe da FTD já nos deram algumas mixagens nunca antes ouvidas no "That's The Way It Is". Patch It Up (estúdio) e I've Lost You (estúdio) eram novas, com bateria no meio, fortes e poderosas, se assemelhando ao som dos outtakes, e diferentes das presentes no box 70's Masters, que as trouxe no estilo original dos anos 1970. Surpreendentemente, pela primeira vez, podemos também ouvir Something com o antigo mix, como supostamente deveria aparecer no álbum original. Por razões de conteúdo histórico, exatamente a mesma versão foi lançada em "Love Letters" agora pela segunda vez.

Pela primeira vez podemos ouvir a única versão estéreo original de Rags To Riches. Esta canção foi lançada pela primeira vez em estéreo no Elvis Aron Presley Sulver Anniversary Box, remixada de forma diferente por Joan Deary. O 70's Masters corta a introdução de piano, e deixa de fora os vocais backround. Esta nova versão é a número 1!


RESENHA: LOVE LETTERS FROM ELVIS (FTD, 2008)

12 anos depois do lançamento em CD, a FTD disponibiliza seu álbum duplo em CD e LP. O áudio remasterizado proporciona uma experiência totalmente nova nas canções do LP original e nos outtakes trazidos no pacote.

Confira nossa resenha:

CD1

Faixas 1-11. álbum original. Sem modificações, a não ser algumas melhorias no áudio. "Love Letters" é uma das poucas músicas a terem sido regravadas por Elvis - a versão original é de 1966. O arranjo foi modificado para uma abordagem mais melodiosa.

Faixa 12 - The Sound of Your Cry (Overdubbed Master). Um dos clássicos gravados em 1970 que não chegou a fazer parte de nenhum lançamento da discografia oficial (discos da RCA entre 1970 e 1977).

Faixa 13 - Sylvia (Overdubbed Master). A mesma presente em "Elvis NOW" (1972).

Faixa 14 - Rags to Riches (Overdubbed Master). - Elvis dá um novo ar ao clássico gravado por Tony Bennett em 1953.

Faixa 15 - Something. Versão ao vivo de 11 de agosto de 1970. Uma adição estranha, pois a canção já havia aparecido no "That's the Way It Is" da FTD.

Faixa 16 - The Sound of Your Cry (Takes 1, 2, 3). Elvis ensaia os primeiros acordes da canção em meio a algumas brincadeiras enquanto Felton Jarvis pede a ele que se aproxime mais do microfone. A música parece tomar forma já no take 1, mas Elvis acaba fazendo um trocadilho com a letra ("I'll leave 'cause I can't stand to see your ass hurt this way" - "vou embora porque não aguento ver seu traseiro doendo desse jeito") e interrompe a gravação. O take 2 é abortado e o 3 finalmente traz uma versão completa.

Faixa 17 - Cindy, Cindy (Take 1). Mix diferente e sem overdubs.

Faixa 18 - I'll Never Know (Take 1). Elvis se mostra preocupado em conseguir achar um ponto de entrada na canção (onde começar a cantar). O take sai quase perfeito, a não ser por Elvis ter começado a rir nos últimos segundos (ele comenta que foi se encostar no tapume atrás dele e quase caiu).

Faixa 19 - It Ain't No Big Thing (But It's Growing) (Takes 1, 2). "Não, é onde quero a entrada. Ninguém vai saber que porra está acontecendo", é a explicação de Elvis para o início precoce da canção. Charlie e outros membros da banda são ouvidos dizendo "você já conseguiu". O take 1 está perdido, mas o 2 rende uma versão bem interessante.

Faixa 20 - Life (Takes 1, 2). Novamente há problemas para encontrar um ponto de entrada na música. O take 2 é o Master sem overdubs.

Faixa 21 - Heart of Rome (Take 1). Um bom take com um tom um pouco diferente do Master, mas Elvis parece ligeiramente fora de sincronia durante a execução. Há um bonito solo instrumental inexistente na versão do disco original de 1971.

Faixa 22 - If I Were You (Take 1). Elvis pede novamente que avisem o ponto de entrada. O take é interrompido com apenas um minuto e Felton pede para gravar o refrão (há um fade logo após).

Faixa 23 - Rags to Riches (Rehearsal, Take 2). Se você usa fone de ouvido, cuidado com a entrada de Elvis neste ensaio - ela pode assustar desavisados. "Hold me and fu... me and tell me you're mine ever more" ("abrace-me e fo...-me e diga que você é minha para sempre") é a frase cantada antes de Elvis errar a nota - o som de batidas indica que provavelmente ele jogou o microfone no chão. Há algumas reclamações de brincadeira sobre a música não ter intro porque "começa com um mi sustenido" e para não ser interrompido porque "vou embora às 12:30 de qualquer jeito". O take 2 não dá certo e Elvis termina dizendo "muito devagar, amigos; muito devagar".

Faixa 24 - I'm Leavin'. Master sem overdubs.


CD2

Faixa 1 - Radio Commercial. Comercial de rádio anunciando o lançamento do disco "Love Letters from Elvis".

Faixa 2 - The Sound of Your Cry (Takes 4, 5, 6). Felton pergunta a Elvis se quer segurar o microfone, e ele responde que naquele momento não, mas que vai pegá-lo se quiser. O take 6 é o Master sem overdubs.

Faixa 3 - Cindy, Cindy (Takes 2, 3). O take 2 começa sem avisos e é abortado após alguns segundos. Em seguida, ouvimos o Master sem overdubs.

Faixa 4 - Got My Mokjo Working / Keep Your Hands Off Of It (Take 1). O único take da canção finalmente chega ao público na inédita versão sem cortes e sem overdubs. "Nós crescemos com essa merda medíocre, cara!", diz Elvis ao fim da gravação.

Faixa 5 - I'll Never Know (Takes 2, 3). O take 2 é composto, basicamente, de conversas e preparação de instrumentos. "Tenho um gordão e um anão do meu lado, vocês precisam me dizer o que estou fazendo errado", brinca Elvis antes de iniciar o Master sem overdubs.

Faixa 6 - It Ain't No Big Thing (But It's Growing) (Takes 3, 4, 5, 6). "Pareço uma vaca agonizando", diz Elvis após uma estranha manifestação gutural. Após algumas dificuldades técnicas, o take 6 produz o Master sem overdubs.

Faixa 7 - This Is Our Dance (Takes 6, 7, 9, 11). As sessões de "This Is Our Dance" aparecem pela primeira e única vez neste CD duplo. Os takes 6, 7 e 9 são interrompidos precocemente após a banda perceber que o número de barras para o início da música está errado. O take 11 é o Master.

Faixa 8 - Life (Take 10). "Essa coisa maldita é tão longa quanto a vida", diz Elvis antes de iniciar o décimo take de "Life". No geral, esta é uma tomada muito bonita e, ouso dizer, bem melhor mixada do que a versão overdubbed do LP.

Faixa 9 - Heart of Rome (Takes 2, 3). A sincronia de Elvis está melhor neste segundo take, mas ainda há problemas com a coordenação. Desencontros resolvidos, é a vez do Master sem overdubs. Novamente, ele parece melhor nesta forma mais simples do que na ouvida no disco.

Faixa 10 - Love Letters (Takes3, 1). Única aparição da canção neste trabalho, traz um bonito take no início, o qual bem poderia ser o Master se a voz de Elvis não estivesse falhando. Mas o Master já havia sido feito, era o take 1, que aqui aparece com o som abafado por causa das condições da fita original.

Faixa 11 - If I Were You (Take 2, 3, 4, 5). Após a falha do take 2, ouvimos uma divertida palhinha de "The Yellow Rose of Texas", que fez parte da trilha sonora do filme "Viva Las Vegas" (1964). Os takes 3 e 4 novamente exibem algumas dificuldades técnicas, todas consertadas para o próximo - o 6 - que geraria o Master.

Faixa 12 - Only Believe (Takes 1, 2, 3, 4). Outro clássico que não não recebeu a atenção merecida. Sua aparição em "LLFE" é um tanto estranha, no entanto, pois se trata de um leftover das sessões para o "That's the Way It Is".Elvis apenas ensaia alguns trechos nos primeiros takes e grava um bonito take 3, que infelizmente é interrompido porque sua voz falha. O take 4 é perfeitamente executado e gera o Master.

Faixa 13 - Sylvia (Takes 1, 2, 3, 4, 9). A faixa de maior duração do CD, com pouco mais de 9 minutos. Elvis inicia pedindo que a banda o ajude na primeira bridge como está fazendo na segunda porque isso o auxilia enquanto canta. "Eu vou tentar Felton... Se não conseguir, vou pegar esse papel e acabar com ele", diz Elvis sobre uma provável recomendação escrita na folha com a letra da canção antes de iniciar o take 3. Antes do 4º, uma palhinha - bem pequena mesmo - do início de "I Got a Woman" e então a gravação começa. É um take standard, mas Elvis se engana com a letra e o interrompe. Pulamos então para o take 9, o Master sem overdubs.

Faixa 14 - Rags to Riches (Take 3). Uma versão limpa, a não ser pelo final. Parte deste take, juntamente com parte do take 2 e o final do 4º (ausente neste trabalho) formam o Master Spliced do disco original.

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