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I'VE GOT TO FIND MY BABY!

ONE NIGHT IN VEGAS (FTD, 2000)

Título:
One Night In Vegas
Ano: 10 de agosto de 1970
Lançamento: 2000
Selo: FTD
Nº de músicas: 23

FAIXAS PRINCIPAIS:

That's All Right
Mystery Train/Tiger Man
The Next Step Is Love
Words
I Just Can't Help Believin'
Something
Sweet Caroline
Polk Salad Annie
I've Lost You
Bridge Over Troubled Water
Patch It Up
Twenty Days And Twenty Nights


Esta temporada, de 10 de agosto a 8 de setembro de 1970, foi algo especial e um grande desafio para Elvis. O Coronel Parker havia finalizado um contrato com a MGM e já se anunciava que a produtora estaria filmando shows daquela temporada.

No International Hotel, os trabalhos de finalização para criar um “mundo de Elvis” idealizado pelo Coronel se estenderam até horas antes do primeiro show. Banners triangulares com a frase “Elvis Summer Festival” em diversas cores foram pendurados no lobby, deixando a visualização da grande entrada ainda mais grande.

Lá dentro, uma banca de souvenires era dirigida por duas garotas atraentes, uma loira e uma morena, que sabiam quando sorrir – e tirar seu dinheiro. Livros com fotos das turnês saiam a US$ 1,50; posters, a US$ 2. Você até podia adquirir um lenço original de Elvis, igual aos usados no palco, se estivesse disposto a pagar US$ 5. No cassino, os crupiês usavam chapéus com faixas de papel que liam “Elvis Summer Festival”. Propagandas dos discos do cantor estavam por todas as paredes. O Coronel não havia perdido uma única chance de lucrar.

O show de abertura daquela segunda-feira, 10 de agosto, prometia ser fantástico.


FOTOS: 10 DE AGOSTO DE 1970
(Jumpsuit Fringe)




VEJA MAIS FOTOS COMO ESSAS EM: ELVIS - THAT'S THE WAY IT IS.


RESENHA: ONE NIGHT IN VEGAS (FTD, 2000)

Faixa 1. Opening Riff. Elvis ainda não começava suas apresentações com Also Sprach Zarathustra, e sim com um solo de Ronnie Tutt. Parte desse solo pode ser ouvido aqui (embora muito brevemente) antes que a banda se una ao som e forme o riff que marcava o início dos shows.

Faixa 2. That’s All Right. A entrada é muito breve e Elvis recita as primeiras palavras da canção em questão de segundos. É uma versão bem mais rápida do que a que nos acostumaríamos a ouvir a partir de alguns meses para a frente (e certamente muito mais do que as executadas a partir de 1975). A voz de Elvis tem uma enorme eletricidade.

Faixa 3. Mystery Train/Tiger Man. Também com um ritmo bem mais rápido do que de costume, o medley é perfeitamente bem executado. Devido aos movimentos excessivos (vistos em “That’s the Way It Is”), a voz de Elvis soa claramente cansada na parte central da rendição, mas isso não é empecilho e o fôlego e recuperado ainda antes do fim da mesma.

Faixa 4. Elvis fala com a platéia.Olá, sua filha da... Quero ver colocarem isso no filme!”, diz Elvis referindo-se às câmeras que filmavam a apresentação. A brincadeira leva a uma direta versão de “I Can’t Stop Loving You”.

Faixa 5. I Can’t Stop Loving You. Elvis dá vida nova a essa canção de Ray Charles, transformando-a de uma cena melancólica da gravação original em uma triunfante rendição.

Faixa 6. Love Me Tender.Fiz um filme quando era bebê... Tinha uns dois ou três anos... Love Me Tender.” Assim é apresentada a canção que leva, como de costume, ao famoso momento em que Elvis distribui beijos, abraços e lenços para a platéia. Parte desta versão é vista em “That’s The Way it Is”, quando Elvis brinca com um homem na platéia, insinuando beijá-lo.

Faixa 7. The Next Step Is Love. Cantada somente neste show, é uma das canções que sinto falta em mais apresentações (diferentemente de “Twenty Days and Twenty Nights”, executada também uma única vez em 12 de agosto de 1970). A rendição ocorre sem falhas e de forma magnífica.

Faixa 8. Words. Sucesso dos Bee Gees, ela ganha aqui uma nova roupagem, ficando mais melodiosa. Definitivamente uma canção que merecia aparecer em muito mais shows do que esteve presente. No fim da canção, Elvis faz uma brincadeira de rotina, onde explica (de forma humorada e claramente fantasiosa) como começou na carreira.

Faixa 9. I Just Can’t Help Believin’. Elvis anuncia que cantará uma canção de B.J. Thomas e os primeiros acordes soam divinamente, prometendo uma grande rendição. E a promessa é cumprida. Aos meus ouvidos e humores, essa versão merecia bem mais estar como abertura do LPThat’s the Way It Is” do que a que foi usada (do show de 11 de agosto de 1970). No fim da canção, Elvis conversa com a platéia e aceita beber um drinque oferecido por uma fã.

Faixa 10. Something.Uma canção dos Beatles, senhoras e senhores” é a frase que dá início a uma belíssima e bem recebida versão da canção dos meninos de Liverpool. Os agudos de Kathy Westmoreland (que já substituía Millie Kirkham) são divinamente harmonizados com os violinos.

Faixa 11. Sweet Caroline. Uma perfeita e limpa rendição do clássico de Neil Diamond.

Faixa 12. You’ve Lost That Loving Feelin’. A canção de Mark James é um prazer de ouvir. Os metais são bem identificados no mix, bem como o piano magnífico de Glen Hardin e os vocais poderosos das Sweet Inspirations.

Faixa 13. You Don’t Have to Say You Love Me. Esta vibrante rendição traz de novo os melodiosos violinos mixados perfeitamente aos metais. Simplesmente um manjar para os ouvidos – e o coração.

Faixa 14. Polk Salad Annie. O baixo de Jerry Scheff anuncia o início da canção onde Elvis costumava soltar seu lado mais selvagem no palco. Quando a guitarra de James Burton começa um diálogo com o baixo, já estamos convidados a nos segurarmos na poltrona. É uma versão padrão, não tão louca quanto outras do mesmo ano, mas bem movimentada. Elvis beija uma garota da platéia, mas não antes de perguntar se ela tinha ao menos 14 anos. “Quero apresentar os membros da minha banda... Estes são os membros da minha banda.” O trocadilho arranca risos da platéia.

Faixa 15. I’ve Lost You. Elvis apresenta uma de suas mais recentes gravações, que novamente apresenta uma clara mixagem entre metais, piano, cordas e vocais. Depois de algumas piadas e imitações, Elvis explica que ele e a banda tiveram de aprender muitas canções para aquelas apresentações e que “se errarmos alguma coisa... é porque não sabemos o que estamos fazendo mesmo”.

Faixa 16. Bridge Over Troubled Water. O piano de Glen Hardin soa forte com as primeiras notas desta icônica canção. Uma melodiosa versão é entregue com perfeição.

Faixa 17. Patch It Up. Depois de um intervalo de duas canções, Elvis volta a estremecer o público com esta canção que foi executada poucas vezes. A rendição é sólida, embora não seja tão selvagem quanto a do show da meia-noite de 11 de agosto de 1970.

Faixa 18. Can’t Help Falling In Love.Obrigado, senhoras e senhores. Muito, muito obrigado.” O agradecimento é um sinal para o início da execução da canção que já era marca registrada do encerramento dos shows de Elvis.

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