I'VE GOT TO FIND MY BABY!

A Maratona de Nashville



A Maratona de Nashville é, oficialmente, o período compreendido entre 4 e 8 de junho de 1970, quando Elvis e sua banda utilizaram o RCA Studio B, em Nashville, Tennessee, para gravar 35 Masters - um recorde histórico - que foram utilizados em 3 discos lançados entre 1970 e 1972 e outros tantos singles do mesmo período e anos posteriores. Porém, ela pode ser estendida até o fim de 1971, uma vez que Elvis ainda fez dezenas de gravações no estúdio citado após julho de 1970.

Esta postagem discorre sobre este incrível evento, seu background e impacto.

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PRIMEIRAS SESSÕES EM NASHVILLE: 1956 - 1969

Capas dos LPs, EPs e Singles lançados com faixas capturadas durante
as sessões de 1956 e 1958 nos estúdios da RCA em Nashville, TN
Em 10 de janeiro de 1956 Elvis gravou pela primeira vez para a RCA, no RCA Studios, em Nashville. As cinco canções capturadas foram usadas para compor o primeiro LP de Elvis pela gravadora, intitulado Elvis Presley, além de quatro EPs (sendo um duplo e um triplo, uma novidade na época) e vários singles.

Alguns dos maiores sucessos do cantor (Heartbreak Hotel, Blue Suede Shoes, I Got a Woman, Money Honey) vieram dessas sessões.

Em 1958 Elvis gravou mais algumas faixas lendárias, dessa vez no RCA Studio B, também na cidade. "A Big Hunk' O Love" foi a de maior sucesso, mas todas tiveram seu tempo de fama na compilação "50.000.000 Fans Can't Be Wrong - Elvis' Gold Records Volume 2", lançada em 1959.

A relação com o estúdio nos anos 1950 acabaria ali, uma vez que Elvis partiria para a Alemanha poucos dias após as gravações. Assim que retornou para os EUA em 1960, Elvis foi novamente para o RCA Studio B, onde gravou as faixas que o consolidaram como o Rei do Rock e seriam lembradas por toda sua carreira (Are You Lonesome Tonight, It's Now or Never, Fever, Little Sister).

Entre 20 de março daquele ano e 20 de março de 1962, Elvis gravaria conteúdo para quatro LPs (Elvis Is Back!, His Hand In Mine, Something For Everybody e Pot Luck), duas compilações (Elvis' Golden Records Volume 3, Elvis For Everyone!) e três trilhas sonoras (Wild In the Country, Follow That Dream, Tickle Me).

Elvis podia estar gravando no Radio Recorders, em Hollywood, ou em NY, mas sempre havia uma fase em que os trabalhos voltavam a Nashville. De 1963 a 1966, Elvis gravou a maior parte de suas trilhas sonoras do período (It Happened at the World's Fair, Kissin' Cousins, Harum Scarum), alguns singles e uma compilação (Elvis' Golden Records Volume 4) no Studio B, além de faixas extras que seriam incorporadas a discos até 1969 e o excelente álbum "How Great Thou Art", seu segundo trabalho Gospel e o mais lembrado pelas estupendas rendições da faixa que lhe dá título em shows da década de 1970.

Veio 1967 e Elvis estava pronto para se casar, mas ainda teve tempo no fim de fevereiro para gravar a trilha sonora de "Clambake" em Nashville. No período em que esteve envolvido nos preparativos do casamento e na lua-de-mel, a RCA aproveitou para lançar algumas músicas das sessões de 1963 no RCA Studio B que ainda não haviam sido vendidas.

Ao retornar ao estúdio, em setembro de 1967, Elvis gravou algumas faixas que seriam adicionadas às trilhas sonoras de "Double Trouble", "Speedway" e "Live a Little Love a Little", além de singles do período, como "Guitar Man" e "Big Boss Man".

Outras faixas dessa sessão só viriam a ser lançadas em 1981 no LP "Elvis Sings Guitar Man", mas algumas permaneceriam longe do alcance do público fora dos EUA, como, por exemplo, "Hi-Heel Sneakers" e "All I Needed Was the Rain", que só chegaram aos ouvidos brasileiros em 1989.

Com a correria de 1968 (o nascimento de Lisa, o especial de TV, etc), Elvis só iria a Nashville rapidamente, no mês de janeiro, para gravar a trilha sonora de "Stay Away, Joe". Para estar mais perto dos estúdios de filmagem, de gravação das trilhas e dos pertencentes à NBC-TV, onde gravaria seu especial, Elvis mudou-se rapidamente para Hollywood. Lá, ele utilizou os estúdios da MGM para colocar sua voz em faixas que seriam usadas nas trilhas de "Speedway" e "Live a Little Love a Little", "Charro!" e "The Trouble With Gilrs". Depois do trabalho com o especial, Elvis ainda terminou as trilhas sonoras citadas e outras gravações para singles em Hollywood, no fim de 1968.

O ano de 1969 foi marcante na história de Elvis e da música. Seu retorno aos palcos e às gravações de discos que não trilhas sonoras foi grande destaque na mídia mundial. Os lançamentos do período, que incluíam singles e EPs gravados no RCA Studio B entre 1962 e 1968, foram todos bem recebidos pela expectativa criada pela RCA para a chegada do primeiro "álbum sério" de Elvis depois de nove anos.

Em 13 de janeiro de 1969, Elvis entraria no American Sound Studio, em Memphis, para gravar os lendários discos "Back In Memphis" e "From Elvis In Memphis", além de faixas que viriam a se tornar clássicos, como os hits imortais "Suspicious Minds", "Kentucky Rain", "Mama Liked the Roses" e "Rubberneckin'". Outras gravações do período foram lançadas em singles, EPs e discos de budget nos anos seguintes. "Hey Jude" só seria lançada em 1972, no LP "Elvis Now". Em março de 1969, Elvis se mudaria rapidamente para o pequeno estúdio da Decca, dentro da Universal Studios, para gravar a trilha de "Change of Habit", encerrando suas atividades em estúdio naquele ano.


A MARATONA DE NASHVILLE #1: 4 - 8 DE AGOSTO DE 1970

Com os shows de janeiro e fevereiro de 1970 em Las Vegas com lotação estourada e o sucesso estrondoso de seus discos de retorno ao mundo da música, Elvis estava recomeçando sua carreira pela segunda vez e com grandes expectativas. Os singles "Kentucky Rain/My Little Friend" e "Mama Liked The Roses/The Wonder of You" estavam no topo das paradas e o público clamava por mais Elvis à RCA. As lendárias gravações de Elvis no American Sound Studio, no ano anterior, estavam vendendo feito água e mostrando à gravadora que era necessário criar mais conteúdo com Elvis para agradar aos fãs.

Capas dos LPs que contém faixas gravadas
durante a Maratona de Nashville
Depois de um merecido descanso entre março e maio, Elvis voltou ao RCA Studio B em 4 de junho de 1970 para o que ficou conhecido como "A Maratona de Nashville". Durante cinco dias, o Rei do Rock gravaria 35 Masters e algumas dezenas de takes alternativos de canções que seriam lançadas nos anos posteriores e o elevariam ao patamar de artista que mais gravou no menor espaço de tempo na história da música. Em meio às gravações, Elvis também aproveitava para ensaiar as músicas que apresentaria durante a temporada de agosto daquele ano, quando o filme "That's the Way It Is" seria gravado.

As sessões deste icônico acontecimento foram recheadas de talentos magníficos. Sob a cuidadosa produção de Felton Jarvis e engenharia de som de Al Pachucki, Elvis se uniu a seu guitarrista de palco, James Burton, e a outros talentos da equipe de estúdio da RCA para os trabalhos. Além de Burton na guitarra lead, Chip Young se cuidou da parte rítmica; Elvis e Charlie Hodge ficaram encarregados dos violões; na bateria, o talentoso Jerry Carrigan deu um ar novo às gravações. O baixo ficou por conta de Norbert Putnam, que Elvis chegou a cogitar levar para o palco. No piano, David Briggs fez um excelente trabalho que lhe rendia a entrada na banda de palco de Elvis em 1976. Completando a equipe, o multi-instrumentista Charlie McCoy.

As sessões foram recheadas de descontração e gravações variadas, sem ter um rumo único no teor das músicas. Para o LP "That's The Way It Is", Elvis gravou "Twenty Days ando Twenty Nights" em 4 de junho, uma das músicas com que mais se sentia desconfortável. Por esse mesmo motivo, Elvis só a cantou uma vez ao vivo, no show das 20:15 de 12 de agosto de 1970. Da mesma sessão veio "I've Lost You", que acabou sendo substituída pela versão ao vivo, capturada durante o show das 20:15 de 11 de agosto de 1970; a versão de estúdio só seria lançada em 1989.

Apesar da aparente urgência em gravar material para seu mais próximo LP, "That's The Way It Is", Elvis se concentrou em outras gravações no primeiro dia. Foram obtidos takes alternativos e os Masters de canções que iriam aparecer somente em álbuns que seriam lançados até dois anos depois. Algumas delas, como "The Sound of Your Cry" e "Faded Love (Country Version)" só seriam ouvidas pelos fãs após 1995. "Cindy, Cindy" fechou a sessão e só viria a ser usada em 1971.

Elvis estava brincando com "The Fool" por muitos anos antes de gravá-la para seu álbum "Elvis Country". Há uma gravação caseira de uma década antes onde ele a canta, mas a versão de estúdio tem uma abordagem mais "bluesy" que é muito eficaz. O mesmo vale para "Little Cabin on the Hill", que é o tipo de canção que Elvis cantava desde a década de 1950 e executou na famosa sessão do "The Million Dollar Quartet", em 1956.

No dia 5 de junho as gravações foram bem misturadas, tendo desde as sublimes "Bridge Over Troubled Water" (embora as melhores versões tenham sido gravadas ao vivo) e "It's Your Baby, You Rock It", até a esquecível "I'll  Never Know". "Got My Mojo Working / Keep Your Hands Off It" saiu de uma jam session e ganhou vida no álbum "Love Letters from Elvis". "How the Web Was Woven", "Mary In the Morning" e "Stranger In the Crowd" foram também capturadas nesta sessão.

O dia 6 foi o mais fraco das sessões no que diz respeito à qualidade da música, mas duas das canções foram dignas do tempo de Elvis - "Just Pretend" e "You Don't Have to Say You Love Me". Assim como as canções mais fracas do dia anterior, o resto apareceu em "Love Letters from Elvis", o que fez com que o LP parecesse um "álbum de sobras". As primeiras músicas dessa sessão a serem lançadas foram "You Don't Have to Say You Love Me" e "Patch It Up", vendidas em um single em 6 de outubro de 1970.

Em 7 de junho, uma nova ideia começou a tomar forma. O plano original de gravar apenas dezoito músicas não poderia incluir qualquer pensamento de um segundo álbum, mas na quarta noite, de repente, um álbum country começou a surgir. Depois de um dia anterior ligeiramente decepcionante, houve alguns desempenhos superiores aqui. Novamente as trilhas as mais fracas são aquelas que encontraram sua vida em "Love Letters From Elvis". Entre estas estão um remake de "Love Letters", que não chega a fazer jus à gravação original de Elvis em 1966.

A faixa de destaque neste dia foi "Tomorrow Never Comes", que constrói um dramático crescendo ao estilo de Roy Orbison - ele pode até ser ouvido em um take brincando com isso, cantando a introdução de "Running Scared" de Roy Orbison. Elvis também realmente entrega um excelente vocal no clássico de Willie Nelson "Funny How Time Slips Away" e na clássica "I Really Don't Want to Know" de Don Robertson; esta última fornecera a Robertson seu primeiro grande sucesso, quando foi gravada por Eddy Arnold em 1954. O arranjo em "Funny..." foi emprestado da versão de 1966 de Ricky Nelson e ambas as versões apresentam o grande trabalho de James Burton. Desta sessão vieram também "The Next Step Is Love" e "Make The World Go Away".

O último dia de gravação não atingiu as alturas do dia anterior. Não há um mau desempenho, mas o material poderia ter sido mais forte. "There Goes My Everything" é, talvez, o maior destaque vocal. Elvis também canta "Only Believe" muito bem, mas a música é um pouco pesada. "Patch It Up" é uma performance sólida, mas funcionaria melhor em um cenário ao vivo na próxima temporada de Vegas em agosto. Desta última sessão na primeira parte da Maratona de Nashville, também foram resgatadas "If I Were You", lançada em "Love letters From Elvis", e "Sylvia", que só viria ao público mais de um ano depois, no LP "Elvis Now".

É evidente que houve um pouco menos de disciplina nestas sessões do que nas de Memphis no ano anterior e, talvez, uma maior tendência a aceitar material de menor qualidade. É justo dizer que Elvis simplesmente não estava tão faminto por um hit em junho de 1970 como havia estado em janeiro de 1969 porque não tinha um produtor que estivesse inclinado a desafiá-lo, como Chips Moman tinha feito em Memphis. Houve também um afastamento dos músicos do American Sound Studio, que tinha muito a ver com a mudança de gerência, e é uma verdadeira vergonha que Elvis não tenha sido capaz de trabalhar com Chips e os músicos de Memphis novamente. Como era muitas vezes o caso com a carreira de Elvis, havia fatores políticos que tinham precedência sobre o negócio de criar boa música.

Tudo isso pode soar um pouco negativo, embora não se possa sugerir que os cinco dias no Studio B não foram frutíferos. Alguns Masters fantásticos foram produzidos, além de dois dos melhores álbuns de Elvis da década de 1970. Há muito para desfrutar, mas não ao nível de "Suspicious Minds" ou "In the Ghetto". O que esta primeira parte da Maratona de Nashville fornece é uma visão real sobre o que fez Elvis nos marcar musicalmente. Ele mostrou ao mundo o R&B, Gospel e Rock 'n' Roll, mas todos com seu selo pessoal. Elvis cantando country não era bem como qualquer outra cantando country. Em entrevista, o baixista Norbert Putnam resumiu bem: "Eu vim a entender que ele expressava muitas coisas com sua voz ... Ele foi o maior comunicador de emoção que eu já conheci, do começo ao fim".


A MARATONA DE NASHVILLE #2: SETEMBRO/1970 - JUNHO/1971

Elvis e os talentos que o ajudaram a criar os clássicos de junho de 1970
De pé, da esquerda para a direita:
 David Briggs, Norbert Putnam, Elvis, Al Pachucki, Jerry Carrigan
Abaixados, da esquerda para a direita: James Burton, Charlie McCoy, Chip Young, Felton Jarvis


Em julho de 1970, enquanto Elvis ensaiava para as gravações de seu primeiro filme biográfico, a RCA fez extensos trabalhos de overdub nos Masters de junho, principalmente por terem sido capturados na corrida, sem muita tecnicalidade. Estes trabalhos foram conduzidos até meados de setembro daquele ano, quando Elvis já havia voltado a fazer turnês e a MGM filmava bastidores e entrevistas com os fãs para inserir no vindouro filme, que seria lançado em 11 de novembro de 1970.

Com o sucesso da produção e do LP "That's the Way It Is", Elvis sentiu-se confiante para voltar ao estúdio e tentar criar gravações melhores, embora ainda não soubesse que seu disco com clássicos country, "Elvis Country", que iria às lojas em 2 de janeiro de 1971, seria um estrondoso sucesso. Após o término de sua penúltima turnê do ano, ele retornou ao RCA Studio B rapidamente, em 22 de setembro de 1970, para gravar quatro canções. Duas delas, "Snowbird" e "Whole Lotta Shakin' Goin' On", seriam adicionadas ao LP "Elvis Country". As duas restantes, "Rags to Riches" e "Where Did They Go, Lord?", só veriam a luz de um lançamento em um single no fim de 1971. Após essa breve sessão, Elvis retornaria aos palcos em novembro e depois teria um merecido descanso de pouco mais de um mês até iniciar sua primeira temporada de 1971 em Las Vegas, em 26 de janeiro.

Com os shows de janeiro e fevereiro lotados, Elvis não teria tempo de entrar em um estúdio novamente até 15 de março de 1971, quando recomeçou os trabalhos no RCA Studio B em Nashville, dando início ao que pode ser chamado de "segunda fase da Maratona de Nashville". Neste dia Elvis gravou duas versões de "The First Time Ever I Saw Your Face", uma delas em dueto com Ginger Holladay, que participara juntamente com sua irmã Mary de muitas gravações de 1969 como backing vocal e que mais tarde fundariam a dupla The Holladay Sisters. A ocasião também gerou "Amazing Grace" (adicionada ao LP "He Touched Me"), "Early Mornin' Rain" (vendida no LP "Elvis Now") e "(That's What You Get) For Loving Me" (que seria lançada somente dois anos depois, no LP "Elvis").

Elvis e suas backing vocals nas sessões de 1969 no American Sound Studio
ESQ p/ DIR: Mary Holladay, Mary Greene, Donna Thatcher, Ginger Holladay
American Sound Studio, Memphis, Tennessee, 23 de janeiro de 1969
Dois meses se passariam até que a segunda fase da Maratona de Nashville realmente começasse a todo o vapor. Em 15 de maio de 1971, Elvis começaria a gravar as faixas de seu segundo e último disco natalino, "Elvis Sings the Wonderful World of Christmas", completando metade do trabalho nesta mesma ocasião. A sessão ainda deu vida às gravações de "Miracle of the Rosary" e "Padre", ambas lançadas somente a partir do ano seguinte.

De 16 a 20 de maio Elvis gravaria um grande conteúdo que ainda não tinha destino específico, como "It's Still Here", "I Will Be True" e "I'll Take You Home Again, Kathleen", que seriam lançadas somente em 1973, no LP "Elvis", para cobrir a falta de gravações naquele ano devido aos acontecimentos na vida pessoal do cantor. Outras faixas, como  "I'm Leavin'" e "It's Only Love", seriam lançadas em singles no decorrer do ano. Nestes cinco dias, Elvis também gravou boa parte das músicas para seu terceiro e último LP Gospel, "He Touched Me", lançando algumas das faixas no EP "You'll Never Walk Alone". A sessão também deu lugar às gravações das canções restantes para completar o álbum natalino, que seria lançado em 20 de outubro.

Depois de sessões de overdub que não requeriam sua presença, Elvis voltou ao RCA Studio B em 8 de junho de 1971 para três dias de novas gravações em sua última sessão em Nashville em sua carreira. Neste evento, Elvis fez alguns reparos vocais em "The First Time Ever I Saw Your Face" e gravou uma versão de "I'll Be Home For Christmas Day" em ritmo de Blues, bem diferente da presente no disco "Elvis Sings the Wonderful World of Christmas", além de refazer "Until It's Time For You to Go". Foram finalizadas também as faixas para o disco "He Touched Me", mas a canção mais importante deste momento, capturada na madrugada de 10 para 11 de junho, a clássica "My Way", só seria lançada nesta versão de estúdio muitos anos após a morte de Elvis, em 1993.

Depois de 11 de junho de 1971, Elvis nunca mais voltaria aos estúdios da RCA em Nashville. Suas sessões seriam transferidas para o RCA Studio A e C, em Hollywood, em 1972, na ocasião das gravações para "Elvis On Tour", mas Elvis só retornaria espiritualmente ao ritmo acelerado de gravações em 1973, quando adentrou o Stax Studio, em Memphis, para criar novos clássicos que o definiriam dali para a frente. Elvis voltaria a gravar em Hollywood em 1975 para os LPs "Today" e "Promised Land", mas sua saúde em declínio o fez preferir estar mais perto de casa e nem Nashville o satisfaria nisso. Por esse motivo, Elvis criou um estúdio na Jungle Room de Graceland, onde gravou seus últimos hits.

O RCA Studio B atualmente (2012)

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