FÃS DE ELVIS, QUEREMOS SUA OPINIÃO!

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I'VE GOT TO FIND MY BABY!

Entrevista com Lamar Fike

Elvis e Lamar Fike em 1958
Lamar Fike conheceu Elvis em 1954, mas só começou a trabalhar para ele três anos depois. Nascido no Mississippi em 1935, exatamente como Elvis, Lamar mudou-se para Memphis aos 19 anos para concluir seus estudos e se formar pela Academia Militar Columbia. Em 1957 ele se juntou a Elvis e os primeiros membros da Máfia de Memphis, tornando-se um dos nomes mais influentes do grupo e assessor de Elvis até 1977.

Lamar era, segundo todos os membros da Máfia, o coração e o humor do grupo. Por sua forma aberta de se comunicar, ele ficou conhecido por sua honestidade em todos os assuntos. Suas brincadeiras, dizem, eram a alegria que Elvis necessitava nas horas mais complicadas. Por sua tão importante posição na Máfia, Elvis o nomeou diretor de iluminação em suas turnês a partir de 1970. Além disso, Lamar foi o responsável por trazer a Elvis algumas de suas músicas mais famosas, como "Kentucky Rain" e "Indiscrabably Blue". Nos anos 1960, ele também trabalhou com a Hill & Range, empresa que fornecia as trilhas sonoras dos filmes de Elvis. Sua morte, em 21 de janeiro de 2011, comoveu os membros da Máfia ainda vivos.

Em 2005, enquanto escrevia sua autobiografia e colaborava com Allana Nash, Billy Smith e Marty Lacker no relançamento de "Elvis Aaron Presley: Revelations From the Memphis Mafia", re-intitulado "Elvis and the Memphis Mafia", Lamar Fike cedeu uma entrevista a Nigel Patterson, do site Elvis InfoNet, a qual traduzimos na íntegra abaixo.

OBS.: Algumas frase foram reorganizadas para uma melhor compreensão textual.

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INTRODUÇÃO

EIN: Lamar, você recentemente teve um grande susto envolvendo um câncer. Conte-nos sobre isso e como você está agora.

LF: Em abril deste ano fui diagnosticado com linfoma não-Hodgkins e comecei o tratamento no dia seguinte. O linfoma não-Hodgkins é um tumor maligno raro e que aparentemente tende a afetar pessoas de meia-idade. Eu passei por extensivos tratamentos de quimioterapia e radiação nos joelhos. Fui declarado em remissão em julho. Ainda estou fazendo manutenção, mas me sinto bem. Eu acredito que é o caso de eu continuar com meus negócios.

EUN: O que Lamar Fike está fazendo em 2005?

LF: Trabalhando em ficar bem e representando um colecionador de recordações históricas importantes. O colecionador é um grande amigo meu e é muito astuto. Ele possui itens como a Espada de Eisenhower e também uma carta manuscrita por Elvis. Eu vi a carta e é verdadeira. É semelhante à carta que Wayne Newton comprou e escreveu uma música. Elvis escreveu em um momento desolado. É uma coisa triste, mas verdadeira.

EIN: Você está envolvido em algum projeto relacionado a Elvis?

LF: Sim, nosso recém-lançado livro "Elvis e The Memphis Mafia". Está disponível na Austrália e em todo o Reino Unido, e estará disponível nos EUA na primavera.

EIN: Você se refere a si mesmo como "Lamar da resposta inteligente" e em "Elvis and the Memphis Mafia" você se intitula um "personagem". Conte-nos mais.

LF: Eu não me lembro de me chamar de "resposta inteligente", mas o "personagem" é a percepção de outras pessoas.

EIN: Qual foi o seu papel principal na Máfia de Memphis?

LF: Estar lá.

Lamar Fike, Cliff Cleaves, Venetia Stevenson, Elvis, George Klein e Rick Vertalen; Memphis, 8 de agosto de 1957



OS PRIMEIROS ANOS

EIN: Você estava com Elvis desde o início de 1957. O que você se lembra sobre esses primeiros tempos?

LF: Foi uma experiência incrível. Em 1957 todo mundo queria ver Elvis porque ele era um fenômeno. Foram tempos interessantes, assistindo Elvis crescer e seu efeito sobre as pessoas. Ele realmente trouxe a música para os jovens. Anteriormente, a música era o domínio da geração mais velha e seus heróis eram pessoas como Frank Sinatra, Tony Bennett, Doris Day. Elvis tornou-se o rosto do Rock & Roll e trouxe-o para o mainstream. Ele abriu a porta para aqueles que se seguiram ... Os Beatles, os Rolling Stones, etc. Ele era um ícone cultural, um dos maiores ícones culturais do século XX.

EIN: Você já foi DJ, usando o nome "Don Lamar". Quais são suas lembranças daquela época?

LF: Eu blefei para conseguir esse trabalho. Eu lhes disse que tinha experiência como DJ, o que eu não tinha. Era capaz de fazer um aircheck (eu estava sendo treinado por George Klein), o que me deu o trabalho. Eu usei o nome "Don Lamar" porque tinha um ritmo melhor do que Lamar Fike (na verdade, Lamar Fike não tinha ritmo nenhum). Enfim eu não gostei de ser DJ. Naquela época era uma mistura de colocar um disco em espera, limpar a máquina de teletipo e ler um barômetro. Eu costumava colocar os comerciais errados, o que não satisfazia a direção da estação. A duração do meu trabalho foi curto e o meu tempo como DJ foi mais curto ainda.

EIN: Você terminou sua associação com a estação de rádio KEBE em Jacksonville de uma maneira muito incomum. Como foi?


LF: Depois de cerca de 4 meses eu já tinha suportado o suficiente. Lembro que era uma tarde de domingo. Coloquei um LP, tranquei a porta e saí da cidade. Eu podia ouvir o disco fazendo "clique, clique, clique" enquanto dirigia para fora da cidade. Essa foi a minha maneira de assinar a demissão.

EIN: Em 1957 Elvis era a maior estrela desde Sinatra. Em "Elvis Aron Presley: Revelations from the Memphis Mafia" você afirma que Elvis não gostava de estar perto de outras estrelas, mas você adorava. Quem foram algumas das estrelas favoritas que você conheceu?

LF: Robert Mitchum, John Wayne, Danny Kaye, Yul Brynner. Eu cresci assistindo e admirando-os em filmes e eles eram meus heróis. Então, de repente, um dia eu estou de pé ao lado deles. Foi uma grande emoção. Eles eram todos ótimas pessoas. Tornei-me um bom amigo de Yul Brynner. Eu me lembro quando conheci John Wayne, disse a ele que achava que tinha vencido a Segunda Guerra Mundial sozinho.

EIN: Elvis demitiu você e Alan Fortas em janeiro de 1958, depois de uma briga sobre um jogo de badminton. O que aconteceu?

LF: Foi Cliff Gleaves não Alan, mas foi apenas uma das 2100 vezes em que Elvis me despediu ao longo dos anos. Você tem que entender que havia muita pressão sobre nós e Elvis na época. Havia problemas para ele, sobre seu status tributário. Todos nós passávamos três meses de cada vez em Graceland, irritando um ao outro. Um dia Cliff e eu entramos em uma briga e Elvis decidiu que não poderia apenas demitir um de nós, então ele demitiu ambos. Mas não demorou muito até sermos chamados de volta.

EIN: Muitas biografias dizem que Elvis era apenas um soldado raso enquanto estacionado na Alemanha. No entanto, não há nada ordinário sobre ser acompanhado por sua família e comitiva, e viver fora da base. Como o Exército reagia a essa situação?

LF: Era o pai dele, a avó e apenas Red e eu. O Exército permitiu. Os outros soldados aceitaram Elvis e o trataram como um igual. Embora ele fosse uma grande estrela e milionário. Como eles, ele estava recebendo US$ 78 por mês e fazia tudo o que tinham de fazer. Na época, também não era incomum que outros soldados levassem suas esposas para a Alemanha.

Red e eu não tínhamos dinheiro algum durante a maior parte do tempo em que estávamos lá. Todos os dias Vernon nos dava dois Marcos cada. Não era muito na época e se quiséssemos sair e tomar uma bebida quando Elvis estava em manobras, teríamos bastante dificuldade. Elvis achava que estávamos bem financeiramente, mas isso era porque ele não sabia quanto as coisas custavam. No entanto, ele sabia que um Marco valia cerca de 25 centavos de Dólar e que você não podia comprar muito com isso. Vernon não ficou feliz, mas Elvis disse-lhe para aumentar nosso salário para 200 Marcos por semana.

EIN: Como Elvis se ajustou a estar fora dos holofotes da mídia americana enquanto estava na Alemanha?

LF: Foi difícil no começo, mas depois ele se acostumou. Havia ainda um monte de fotógrafos tentando obter fotos e ele era sempre convidado para entrevistas. Só não era na mesma escala como nos EUA.

EIN: Lamar, quais são suas melhores lembranças de estar na Alemanha com Elvis?

LF: As garotas!!!

EIN: E?

LF: As garotas!!!!!!

EIN: A Alemanha também foi o início dos "amigos químicos". O que você pode nos dizer sobre as pílulas e seu impacto sobre Elvis e sua vida?

LF: Elvis as tomava. Começou por volta de 1957. Como eu disse em "Revelations of the Memphis Mafia", Elvis estava tomando anfetaminas ("uppers", ele as pegou de sua mãe, você fica tão alto que só quer mais). Naquele momento, Gladys não conseguia descobrir porque estava tomando tantos comprimidos. Era realmente Elvis que os estava pegando. Eu os tomei e, garoto, eu quis ficar naquela viagem por muito tempo! Por morar em Graceland eu vi muito mais do que alguns dos caras.

EIN: Lamar, você foi o primeiro membro da MM a viver em Graceland. Depois que você se mudou para lá, como a vida em Graceland mudou durante os próximos anos?

LF: Tudo estava acontecendo tão rápido que acabamos vivendo da melhor maneira possível. E nós sempre vivemos a vida ao máximo.

EIN: Conte-nos sobre as "Bluebell Girls" na França.

LF: Elas eram dançarinas no Lido e eram tudo o que você esperava que fossem. Eram todas da Inglaterra. Elas ficaram encantadas com Elvis e acho que alguns de nós ficaram encantados com elas. Essa é uma memória muito boa.

Elvis em Paris, 17 de junho de 1959

EIN: Um incidente pouco conhecido e bastante incrível envolveu a estrela Natalie Wood e um peitoril de janela. Pode nos contar o que aconteceu?

LF: Foi um incidente estranho. Ela ficou aborrecida com Elvis por não prestar atenção a ela uma noite no Hotel Beverly Wilshire e assim ela abriu a janela da cobertura e sentou-se na borda. Eu disse a Elvis que ela ia pular e ele respondeu "não, ela quer apenas atenção." Eu estava convencido de que ela ia pular, mas finalmente conversamos com a convencemos a sair dali.

EIN: Lamar, você e Freddy Bienstock eram conhecidos como sendo "canalizadores" para a empresa de publicação de músicas Hill & Range. Qual foi a sua ligação com a Hill & Range?

LF: Eu gerenciei seu escritório em Nashville. Eu estava com eles de 1963 a 1972. Ao mesmo tempo eu coletei material para Elvis de meus escritores de Nashville. Foi um momento emocionante e fiquei contente de poder contribuir para as gravações musicais de Elvis, enquanto ao mesmo tempo mantive a minha independência dele através do meu trabalho. Eu estava fazendo cerca de US$ 50.000 por ano, o que era um monte de dinheiro naquele momento. Muitas vezes você vai ver a Hill & Range ser criticada pelo que ele fez com Elvis, mas em geral eu acho que ela serviu-lhe bem.

Como um aparte, lembro que em Revelations from the Memphis Mafia meu bom amigo Marty Lacker foi crítico da Hill & Range. Eu dei minha resposta a isso: "Bom Deus, Marty culpa Hill & Range por todo a queda de Elvis; isso é besteira, eu vi muitos desses frascos de comprimidos, deixe-me dizer, e em nenhum estava escrito 'Hill & Range'".

EIN: Quais são algumas de suas faixas favoritas da Hill & Range que Elvis gravou?

LF: "Kentucky Rain" e "Indescribably Blue", para nomear algumas. Foi bom poder contribuir para a parte criativa de Elvis. "Kentucky Rain" tornou-se seu 50º disco de ouro e teve mais de um milhão de vendas.


ELVIS E A MÁFIA DE MEMPHIS

EIN: Raízes, família e estrutura foram muito importantes para Elvis, e a MM funcionava de muitas maneiras como uma família alargada. Como Elvis estruturou a MM para funcionar tão bem quanto poderia?

LF: Ele escolheu pessoas em quem podia confiar e que ele gostava, e então cuidamos do resto nós mesmos.

EIN: A Máfia de Memphis era um "clube exclusivo" onde Elvis escolhia os membros. Quais foram as qualidades ou elementos essenciais que permitiram a entrada na MM?

LF: Confiança, lealdade e saber manter segredos.

EIN: Os anos de Hollywood. Vocês tiveram alguns momentos realmente selvagens. Quais são algumas de suas lembranças daquela época?

LF: Fazer filmes era chato. Nós conhecemos algumas pessoas agradáveis ​​e a atividade periférica foi incrível. Inicialmente não era tão chato para Elvis, uma vez que ele estava envolvido na filmagem. Para o resto de nós tornou-se bastante chato às vezes, porque ficávamos somente sentados por perto. Eu costumava passear em outros sets e conhecer outras estrelas e a equipe das produções. Quanto à atividade periférica, não há nada que eu possa fizer que vocês já não tenham descoberto.

EIN: Lamar, a carreira de Elvis no cinema. É bem documentado como Elvis veio a detestar fazer muitos de seus filmes. Houve uma tentativa de mudar a direção de sua carreira cinematográfica no final dos anos 1960 através de filmes como "Live a Little, Love a Little" (farsa sexual); "The Trouble With Girls" (drama de época); "Charro" (spaghetti western), e "Change of Habit" (drama social contemporâneo). Será que Elvis viu essa mudança ou foi o caso de que ele estava muito "chateado" com aquela parte de sua carreira para realmente se importar?

LF: Durante os últimos anos dos filmes Elvis estava chateado com eles, mas infelizmente não fez nada sobre isso. Depois de tantos anos de filmes ruins, ele precisava de uma grande mudança na direção de sua carreira. Seu retorno aos shows foi apenas a sacudida que ele precisava naquele momento, mas infelizmente também se tornou repetitivo e Elvis rapidamente ficou entediado novamente. Com sua personalidade, ele precisava de estímulo criativo contínuo.

EIN: Elvis e a questão da "confiança". Em "The Elvis Mob" você fez alguns comentários interessantes sobre esta questão. Você pode compartilhá-los com os nossos leitores.

LF: É uma palavra que nunca foi dita, mas ele esperava e recebia. Eu disse em "Revelations of the Memphis Mafia" que Elvis exigia atenção especial. Nós tínhamos que cuidar para não tratá-lo como um dos outros caras, ou então, de repente, ele jogaria aquilo na sua cara. Elvis dizia: "Não, essa merda pára por aí", ele tinha que ser o centro das atenções.

Lamar carrega Elvis e um macaco de pelúcia (simbolizando
o Coronel) para o palco na abertura do show de
encerramento da temporada de agosto/setembro de 1973
em Las Vegas; 3 de setembro de 1973
EIN: O quanto Elvis era inseguro como pessoa?

LF: Você tinha que conhecê-lo para perceber isso, mas para responder sua pergunta, sim, ele era; mas, novamente, quem não é.

EIN: À medida que a fama crescia, sua insegurança mudava de alguma forma?

LF: Sim. A insegurança realmente atingia todos. Você pode ser inseguro quando você está ganhando US$ 100 por mês e, em seguida, quando você está de repente ganhando US$ 2 milhões por ano, você tem um tipo diferente de insegurança. Elvis não era diferente da maioria das pessoas. Ele ficava inseguro sobre algumas coisas e não sobre outras.

EIN: Elvis era muito generoso com coisas materiais. Quão difícil era para ele compartilhar seus sentimentos interiores?

LF: Não era, para alguns de nós. Como eu disse anteriormente, a confiança era muito importante para Elvis e se ele realmente confiava em você, ele poderia se abrir para você.

EIN: Você já sentiu a ira do temperamento infame de Elvis?

LF: Escolha uma data e hora. Você tem que entender que Elvis não achava fácil se abrir para muitas pessoas. Como efeito, nos tornamos sua "zona de amortecimento". Como ele nos conhecia bem e estava confortável conosco, Elvis poderia atirar suas frustrações sobre nós e depois continuar com as coisas. Aqueles que não têm uma "zona de amortecimento" geralmente entram em um monte de problemas. Mas o temperamento de Elvis não durava muito. Tudo era esquecido e perdoado rapidamente.

EIN: A maioria dos fãs está familiarizado com o chimpanzé de Elvis, o Scatter. Antes de Scatter, Elvis possuía um macaco-aranha chamado Jayhew. O que você lembra sobre Jayhew?

LF: Que ele estava sempre pendurado em alguma coisa. Eu não tenho certeza do que aconteceu com Jayhew, mas ele foi mais tarde substituído por Scatter, que era um verdadeiro patife.

EIN: Quais são alguns dos momentos mais engraçados que aconteceram em torno de Elvis?

LF: Essa é uma pergunta difícil de responder, mas tivemos alguns momentos engraçados. Os tempos divertidos superam os tristes. Olhando para trás, cada situação teve seus momentos engraçados. Vivíamos a vida ao máximo e a diversão fluía disso. Tivemos muitos momentos engraçados com o chimpanzé Scatter. Ele ficava chateado e fazia todo tipo de coisas loucas. Eu acho que você poderia dizer que nós o encorajamos, particularmente se isso envolvesse fazer coisas perto de garotas.

Houve um incidente que mencionei em "Revelations of the Memphis Mafia" sobre quando estávamos no Arizona, eu acho. Havia uma empregada mexicana batendo na porta do quarto do hotel. Ela entrou e começou a limpar o quarto, que estava bastante escuro no momento. Bem, Scatter estava lá e ele apenas pulou e se agarrou nela. Ela não sabia o que tinha batido nela e soltou o grito mais alto que você já ouviu. Ela saiu correndo do quarto com Scatter enrolado em torno dela, como uma jiboia. Ele saltou sobre suas costas, colocou as pernas ao redor de sua cintura e as mãos sobre seus olhos, para que ela não pudesse ver. Foi muito engraçado, mas, é claro, ela não viu assim. De qualquer forma, conseguimos tirar Scatter dela e no minuto seguinte ele fugiu e subiu em um tubo de drenagem para o telhado. Ele só desceu quando nos viu começar a ir embora no carro.

EIN: Elvis e Priscilla ... o casamento. O Coronel deliberadamente excluiu muitos da MM da lista de convidados. Isso deve ter doído. Qual foi a sua reação na época?

LF: Tendo estado com Elvis por tanto tempo e sendo parte de seu círculo íntimo, eu fiquei muito chateado por não ter sido convidado.

EIN: Por que Elvis e Ann-Margret não deram certo, uma vez que pareciam muito compatíveis?

LF: Ambos eram muito competitivos. Ann queria sua própria carreira e Elvis era um tradicional e antiquado cavalheiro do Sul. Queria que sua esposa estivesse em casa. Eu disse em "Revelations of the Memphis Mafia" que pensava que Elvis teria se casado com Ann-Margret em um segundo se ela estivesse preparada para deixar o show business. Mas isso não ia acontecer e Ann passou a ser uma grande estrela. Além disso, Elvis teve que parar de vê-la quando foi forçado a se casar com Priscilla.

EIN: Forçado a se casar com Priscilla?

LF: Sim, o pai de Priscilla "cantava os números" em seu relacionamento. Elvis disse isso a alguns de nós. O pai de Priscilla nega, mas é isso que Elvis nos disse. Elvis sempre quis ter um filho, isso também foi pelo menos uma razão importante por que ele concordasse com o casamento.

EIN: Eu acredito que Elvis considerou vender Graceland logo depois que comprou o rancho Circle G. Isso é verdade?
LF: Não realmente. Ele pensou nisso brevemente, em vender Graceland e se mudar. Ele me disse: "Lamar, estou cansado de tudo isso, quero me mudar." Mas seu desejo de fazê-lo teve curta duração.

EIN: A relação de Elvis com a Priscilla de 14 anos. Você teve uma forte reação. Por favor, diga-nos como você se sentiu sobre o relacionamento.

LF: Quando descobri que seu relacionamento era mais do que apenas amizade, fiquei com medo de irmos todos para a cadeia sem julgamento. Elvis me disse que tinha tudo sob controle. Eu disse: "Espero que você tenha, caso contrário, eles nos enviarão para casa em uma maldita jaula!".

Ein: Lamar, como a adesão à MM afetou seu casamento / relacionamentos?

LF: Tornou difícil, às vezes, tendo de passar tanto tempo com Elvis, mas foi minha escolha. Todos nós fazemos escolhas ao longo da nossa vida e esta foi uma das minhas. Há conseqüências ... e essas podem ser boas e ruins.

EIN: Em "Elvis Aron Presley: Revelations of the Memphis Mafia" (EAPRMM), que recentemente foi reeditado como "Elvis and the Memphis Mafia", você fala sobre as pílulas e "auto-mutilações" de Elvis. Muitos fãs não estarão cientes desse problema. O que você pode nos dizer?

LF: A coisa da auto-mutilação foi exagerada. Elvis fazia coisas como arrancar uma unha encravada. Era um truque. Ficava infeccionado e ele chamava um médico qualquer para lhe dar Dilaudid, um opiáceo. Mas como eu disse, toda a coisa da auto-mutilação foi exagerada.

EIN: Lamar, em "Elvis Aron Presley: Revelations of the Memphis Mafia" (EAPRMM) você menciona um sonho que Elvis teve, onde era julgado por sua vida. O que foi isso?
Elvis e seu macaco Scatters


LF: Nos últimos anos, uma vez Elvis me disse que teve este sonho onde estava em julgamento em uma sala de audiência e o promotor era o Coronel! Red e Priscilla eram testemunhas da acusação. Muitos da Máfia de Memphis estavam na sala do tribunal, incluindo eu, e Elvis disse que nenhum de nós queria defendê-lo. As únicas pessoas a seu favor eram dois membros do júri, Sol Schwartz e Lee Ableser. Eles eram os joalheiros de Beverly Hills que fizeram as jóias TCB. Era um sonho estranho, porque o juiz estava vestido de branco, não de preto, e carregava um saco funerário preto. Elvis viu o sonho como um presságio de que seu fim estava próximo.

EIN: O '68 Comeback Special. Foi fantástico. Como uma das pessoas presentes durante a filmagem, o que você achou de Steve Binder?

LF: Número um, eu odiava o termo "Comeback Special" porque ele nunca saiu. Número dois, Steve era um diretor brilhante e eu achei que ele era uma pessoa fascinante. Sua abordagem de como o especial de Elvis deveria ser era bem pensada e contemporânea. Muito diferente da ideia do Coronel de fazer um show de Natal ao estilo antigo. Graças a Deus, Steve e Elvis fizeram do jeito deles! E você sabe, enquanto Steve tinha as idéias conceituais para o especial, o comando do lado musical era definitivamente de Elvis. Foi uma boa mistura, Elvis e Steve.

EIN: A história de Elvis e Steve Binder na Sunset Boulevard. Um mito parece ter crescido em torno deste incidente. Você pode ajudar a esclarecer.

LF: Aconteceu. O livro de Jerry Hopkins diz que Steve levou Elvis para Sunset Boulevard para mostrar a ele que poderia sair em público e não ser atormentado, para mostrar que ele não era mais uma grande estrela. E Hopkins diz que as pessoas estavam andando contra ele, não o reconhecendo. Bem, sim, Steve Binder levou Elvis para a Sunset Boulevard, mas homem, deixou-me dizer, foi selvagem. Uma verdadeira bagunça. Tivemos que lutar para recuperar Elvis uma vez que as pessoas viram que era ele. Tudo por "ele já não ser uma grande estrela"!

EIN: O retorno aos shows em Las Vegas. Foi um momento emocionante?

LF: No começo era inacreditável, mas como o Coronel sempre fazia, ele acabou deixando tudo maçante e aquilo tornou-se chato para Elvis. O Coronel nunca percebeu que Elvis precisava de um desafio criativo. Nesses últimos anos, foi um caso de "e se apenas ..."

EIN: No final dos anos 1960 e início dos anos 1970, Elvis estava desfrutando de um renascimento enorme nas paradas. Como ele reagiu à sua renovada popularidade?

LF: Ele sentiu como se estivesse de volta no caminho a que ele pertencia. Ele não estava realmente fora, mas depois dos filmes ruins teve a chance de mostrar que ainda tinha vida. Muita música que ele estava gravando era boa, um retorno às suas raízes.

EIN: Você acha que a programação de Vegas, 4 semanas com 2 shows em uma noite, contribuiu para o declínio físico e emocional de Elvis na década de 1970?

LF: Absolutamente. Isso minou sua motivação e o desejo de se apresentar. Ninguém vai para Las Vegas e se apresenta por quatro semanas, eles geralmente só fazem uma semana. Quatro semanas é uma maratona e a repetição de amontoar 60 shows neste período pode ser realmente monótona e prejudicial à mente e corpo.

 EIN: A partir do início dos anos 1970, as gravações de Elvis assumiram um tom maior de "música country". Embora isso fosse consistente com o amor de Elvis por esse gênero e sua popularidade crescente com o público, que direção, se é que havia alguma, você acha que a música de Elvis teria tomado se ele não tivesse morrido em agosto de 1977?

LF: Eu acho que ele teria continuado a fazer músicas que foram ótimas, independentemente do gênero. Elvis estava muito sintonizado com as mudanças no gosto musical e como sua carreira mostrou, ele foi capaz de se adaptar, na verdade, muitas vezes liderar essas mudanças. Sua influência com o público mais jovem pode ter mudado ao longo dos anos, mas ele ainda teria sido uma força musical importante, e sempre será.

Elvis, Priscilla, Lamar e Nora Fike no Havaí; maio de 1969


PESSOAS NA VIDA DE ELVIS

Lamar, em uma ou duas palavras como você descreveria:

Gladys Presley: Doce e amável.

Vernon Presley: casca dura, interior afável.

Minnie Mae Presley: Totalmente inocente.

Marty Lacker: Corajoso, verdadeiro.

Billy Smith: Sincero.

Joe Esposito: Fanfarrão, arrogante e falso.

Charlie Hodge: Agradável e caseiro.

Alan Fortas: Indiscutivelmente um dos meus melhores amigos.

Red West: Verdadeiro amigo.

Sonny West: Nunca para de falar.

Larry Geller: Raso, mas ele pensava que era profundo.

Dave Hebler: Agradável e fácil de conviver.

George Klein: Achava que sabia mais do que realmente sabia.

Marvin "Gee Gee" Gambill Jr .: Simples.

O Coronel: Complicado.

David Stanley: Honesto e resistente.

Billy Stanley: Sempre pareceu perdido.

Rick Stanley: Engraçado.

Dee Presley: Interessante.

Priscilla Presley: Biologicamente sortuda.

Ann-Margret: Doce, gentil e linda.

Shelley Fabares: O mesmo que acima.

Linda Thompson: Hilária, surpreendentemente linda.

Ginger Alden: Plástica.

Dr. Nick: Ambicioso e intrometido.

Joan Deary: Não a conheci.

Felton Jarvis: Homem musical, bom e ambicioso.

Lamar Fike: Brilhante, maravilhoso agradável e irresistível.


Elvis, Priscilla, Vernon e Lamar Fike; Las Vegas, 1969
OS ÚLTIMOS ANOS

EIN: Algumas pessoas dizem que se Elvis tivesse sobrevivido, teria se tornado um pastor. O que você acha?

LF: Não, não, não mesmo!
  
EIN: idiossincrasias de Elvis. Quais foram algumas das coisas que Elvis fez que frustraram ou irritaram você?

LF: Escolha uma.

EIN: A temporada de abril de 1973 em Lake Tahoe foi um dos pontos baixos na carreira de Elvis. A Variety Magazine descreveu o desempenho de Elvis como "fraco, flácido". Qual era o problema naquela época?

LF: Naquela época, Elvis estava cansado de tudo. Vegas e turnês tornaram-se monótonos. Elvis estava começando a ganhar peso e o desafio criativo necessário simplesmente não estava lá. Era um sinal das coisas por vir.

EIN: Durante o período superpolicial / superespião de Elvis, quais foram algumas das coisas que todos vocês fizeram?

LF: Sobre ele ser um policial, era seu sonho e esta era outra chance de viver seu sonho. Ele estava realmente engajado em apanhar os caras maus. Ele conhecia muitos policiais, incluindo alguns que eram da Narcóticos. Normalmente, fazíamos coisas pequenas. Elvis vestia seu uniforme de policial, nós saíamos e ele parava o trânsito. Parava um cara, dizia que estava dirigindo muito rápido e lhe dava uma palestra de segurança. Nós andávamos por aí na Mercedes azul de Elvis e ele dizia: "Aqui vamos nós, Lamar. Prontos para servir a lei e a ordem."

Ocasionalmente, perseguíamos pessoas pela interestadual. Eles não levavam uma multa por excesso de velocidade ... levavam um autógrafo! Às vezes, porém, quando Elvis estava alto, sua mente assumia e as coisas se tornavam perigosas. Elvis contou a Dave Hebler que tinha estado em um ataque da Narcóticos em Denver e que estava atrás de um cara com uma espingarda de cano serrado. Elvis costumava contar a história de várias formas, mas para Dave ele disse que o cara o ouviu e estava prestes a matá-lo, quando ele lhe deu um golpe de karatê no pescoço e o matou.

 EIN: Primeiro de abril de 1975 em Vegas. Você e o Coronel apareceram no palco vestidos de Papai Noel e houve também uma briga com baldes de água. Parece uma verdadeira piada. O que aconteceu naquela noite para provocar tal coisa?

LF: Foi um caso simples de tédio. Elvis não sabia que íamos fazer aquilo, mas como o profissional consumado que era, tratou-nos bem dando-nos o nosso minuto na ribalta antes de voltar ao seu negócio. O público estava rindo como louco quando o fizemos. Mostra algo sobre o Coronel também!

EIN: Segundo várias fontes, em 1975 Elvis sofreu uma série de episódios onde não conseguia respirar bem. Naquela época, quanto você se preocupava com sua saúde física e emocional?

LF: Eu estava realmente preocupado, assim como muitos dos outros caras. Mas o que poderíamos fazer? Nós poderíamos dizer a Elvis para se acalmar, cuidar de si mesmo, mas no final, não conseguimos fazer isso por ele! Ele tinha que fazer isso sozinho, e infelizmente ele não o fez. Seria bom culpar alguém ou alguns outros pelo declínio de Elvis e sua eventual morte, mas a realidade é que você não pode salvar alguém se a pessoa não quer salvar a si mesma.

EIN: O 41º aniversário de Elvis foi em Vail, Colorado. Era para ser um sonho de férias. O que aconteceu?

LF: Não foi um sonho. Elvis estava muito drogado e fora de si. Ele estava usando um monte de Dilaudid e ameaçando matar todos à vista. Deus, ele até mesmo chamou o Dr. Nick em um par de vezes para obter mais prescrições. Ele também estava usando um monte de uppers no momento, o que não ajudou.

EIN: Lamar, em 1976 você estava vivendo e trabalhando em Nashville. Qual era o seu relacionamento com Elvis e a MM naquele momento?

LF: Realmente não houve mudança. Eu sempre estava trabalhando para ele.

EIN: Elvis alguma vez revelou seus sentimentos sobre seu ganho de peso nos últimos anos de sua vida?

LF: Se ele ignorasse, não se livraria disso. Elvis pensava que podia perder o peso extra do dia para a noite. Muito daquilo era retenção de líquidos, por isso Elvis poderia perder alguns quilos muito rapidamente, mas sua dieta e os problemas médicos significavam que o problema não iria desaparecer. Lembro-me de conversar com Elvis um dia e o peso veio à tona. Eu disse: "Elvis, sua mãe passou pela mesma coisa que você está passando. Você percebe isso, não é?". E ele disse: "Às vezes penso nisso." Como eu disse em EAPRMM, a deterioração física de Elvis nesses últimos anos foi horrível.

EIN: Em março de 1977 Elvis cancelou shows em Louisiana, Alabama, Geórgia e Flórida. Elvis estava hospitalizado, mas isso aparentemente era uma cortina de fumaça. Qual foi a verdadeira história?

LF: Elvis estava desgastado e ele e Ginger estavam brigando. Ele não queria fazer os shows. Voamos de volta para Memphis e para o hospital, mas esta foi apenas uma desculpa para que ele não fosse processado por violação do contrato. Nós adicionamos os shows cancelados à turnê seguinte. Eles também tentaram desintoxicá-lo quando entrou no hospital.

Elvis e parte da Máfia em 27 de junho de 1968, durante as gravações do '68 Comeback Special. Da esquerda para a direita:
Alan Fortas, Coronel Parker, Lamar Fike, Joe Esposito e Charlie Hodge.


EIN: Lamar, alguns dias antes de Elvis morrer você teve uma conversa quase profética com Joe Esposito. Você pode compartilhá-la conosco?

LF: Eu estava conversando com Elvis e ele me disse que estava cansado e não se sentia bem. Eu disse-lhe que poderia cancelar a turnê, mas ele disse que precisava do dinheiro. O que ele realmente precisava era de uma longa pausa, seis meses no Havaí, na Europa ou algo assim. Eu sugeri isso para ele, mas ele se sentiu obrigado. Mais tarde, Joe e eu estávamos falando ao telefone e eu estava preocupado com Elvis e disse a Joe que não achava que conseguiríamos fazer a turnê, e nós não fizemos. Não é que eu pensasse que Elvis ia morrer. Eu pensei que ele não estava bem e não estava na forma certa para completar a turnê.

EIN: Elvis era bem conhecido por sua personalidade e vontade forte. Apesar disso, em um nível emocional, muitos fãs acreditam que a MM deveria ter feito mais para ajudar Elvis. O que você diz sobre isso?

LF: Como eu disse antes, ninguém pode obrigar alguém a fazer o que não quer. Tentamos, e se não o tivéssemos feito, ele teria morrido anos antes. Pessoas desinformadas fazem declarações desinformadas.

EIN: O quanto você acha que Elvis era afetado por uma tendência autodestrutiva?

LF: Tudo o estava consumindo.

EIN: Na sua opinião qual foi a maior decepção para Elvis em sua vida?

LF: Não fazer turnês fora dos EUA.


EIN: Uma pergunta relacionada, o que você acha que foi a maior oportunidade perdida na vida de Elvis?

LF: Novamente, não fazer turnês fora dos EUA.

Ein: Lamar, como a morte de Elvis afetou você?
LF: Eu ainda não consegui superar isso. Sinto falta dele todos os dias.


DEPOIS DE 1977

EIN: A biografia de Albert Goldman é amplamente desprezada pelos fãs de Elvis. Em 2005, como você se sente sobre seu envolvimento com ela?

LF: Meu envolvimento foi apenas para apresentá-la às pessoas, eu não tenho nada a ver com o que ele escreveu. Vamos superar isso!
EIN: Por causa da narrativa anti-Elvis de Goldman seus pontos positivos são facilmente negligenciados. O que você acha que o livro de Goldman trouxe para o mundo de Elvis?
LF: Nada.
EIN: "The Elvis Mob" foi um franco e iluminado especial sobre Elvis e a Máfia de Memphis. Foi também muito mais auto-suficiente e acessível do que a série muito mais longa, mas excelente, "All The King's Men". Como você se sentiu filmando os dois documentários?


LF: Eu gostei de ambos, e embora "All The King's Men" tenha sido mais triste, às vezes, foi definitivamente mais agradável com os caras. Eu sinto que os dois documentários nos permitiram expressar o sentido de como era estar ao redor de Elvis e como nos sentimos sobre os bons e os maus momentos.

Ein: Foi de alguma forma uma experiência catártica?

LF: Absolutamente! Depois de todo o tratamento ruim da imprensa que muitos de nós receberam ao longo dos anos, foi bom ter a chance de contar a verdadeira história, com coisas ruins e tudo.

EIN: Wayne Newton e sua emocionalmente poderosa música "The Letter", que alegadamente baseia-se em um grito de ajuda escrito por Elvis. Em sua opinião, a nota é fato ou ficção?

LF: Fato. Newton comprou-a da Sotheby's. Ela foi escrita por Elvis em um momento muito triste, um tempo desolador em sua vida em torno do final de 1976. A história é que ele escreveu em um caderno de telefones, em seguida, arrancou e jogou-a fora, mas alguém a recuperou. Você tem que entender, Elvis era apenas humano, mesmo que muitos queiram santificá-lo a um nível mais elevado. Em um nível emocional, ele não era diferente de você ou eu ... ele tinha sentimentos, sentimentos fortes, e ele estava procurando o que escapa a tantos de nós, a realização e a paz interior.

EIN: Por que a música e o legado de Elvis continuarão vivos?

LF: Eu acho que é uma coisa cíclica. Eu comparo isto aos desenhos aborígenes das cavernas que transmitem a história de geração em geração. Com Elvis, os pais transmitem sua música para seus filhos e assim por diante. Além disso, uma grande parte da sua música será atemporal enquanto as gerações futuras irão descobri-as nas próximas décadas.

EIN: O que você acha que Elvis pensaria de algumas estrelas de hoje como Eminem e Pink?

LF: Ele não faria isso. Pensar neles, quero dizer.

Elvis e Vernon conversam rapidamente durante o show de 25 de junho de 1977 em Cincinnati, Ohio


EIN: Os fãs só podem imaginar o que era ser parte da MM e estar em torno de Elvis. Como você resumiria a experiência?

LF: Historicamente inacreditável! Tivemos o privilégio de compartilhar a vida de uma das maiores estrelas que o mundo já conheceu.

EIN: Lamar, uma pergunta final. Qual é o seu maior arrependimento sobre o seu tempo com Elvis - há algo que você faria diferente se tivesse esse tempo de novo?

LF: Eu posso honestamente dizer que não há nada que eu faria diferente se tivesse esse tempo novamente.

EIN: Lamar, muito obrigado por falar conosco. Eu sei que os fãs de todo o mundo desejam a todos o melhor para o futuro e, sendo um australiano, espero que algum dia em breve possamos vê-lo "downunder" (gíria australiana para "aqui no nosso país; na Austrália).

LF: Eu adoraria visitar "downunder". Estive aí duas vezes antes e adorei o país e suas pessoas. Eu também sou um grande fã de Nicole Kidman. Ela é uma atriz incrível ... Acho que suas pernas terminam em algum lugar entre Sydney e Melbourne.

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Texto original: Elvis InfoNet
Fotos: Google e Elvis InfoNet
Tradução: Elvis Presley Index | http://www.elvispresleyindex.com.br
>> a re-disponibilização desta tradução só é permitida se mantidos os créditos e sem edições.<<

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