I'VE GOT TO FIND MY BABY!

Entrevista com Marty Lacker

Billy Smith (E), Elvis e Marty Lacker durante viagem
entre Hollywood e Memphis; circa 1960
Marty Lacker foi colega de escola de Elvis em 1953, embora sua ligação com o futuro cantor fosse apenas feita pelo fato de que tanto ele quanto Elvis usavam roupas diferentes, coloridas e chamativas, o que os tornava alvos perfeitos para os bullies de plantão.

Lacker presenciou de longe a chegada de Elvis ao estrelato em 1954 e até foi a alguns de seus shows. Em 1957, antes de ir para o Exército, Marty visitou o amigo distante em Graceland e ao retornar, em 1961, nunca mais saiu de lá. Por seis anos ele foi a mão direita de Elvis.

No fim de 1967, Lacker abriu sua própria gravadora em Memphis e lançou Rita Coolidge ao estrelato. Dois anos depois, quando Elvis fez seu retorno ao cenário musical, ele era um dos diretores do American Sound Studio, onde  o Rei do Rock gravou sucessos memoráveis como "Suspicious Minds", "Kentucky Rain" e "In the Ghetto", entre outros. Mesmo sem fazer parte oficial da Máfia de Memphis, Marty Lacker acompanhou Elvis quase que diariamente até 1976, comparecendo a shows em Vegas e diversas outras cidades.

Em 2005, durante o lançamento do livro "Elvis and the Memphis Mafia", escrito por Alanna Nash a partir de histórias contadas por Lacker, Billy Smith e Lamar Fike, Marty cedeu uma entrevista ao Elvis InfoNet. A mesma está traduzida na íntegra abaixo.

OBS.: Algumas frase foram reorganizadas para uma melhor compreensão textual.

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VIDA ATUAL

EIN: O que Marty Lacker está fazendo em 2005?

ML: Eu estou basicamente aposentado agora, mas ainda faço alguma consultoria de entretenimento de vez em quando.

EIN: Você está envolvido em algum projeto relacionado a Elvis?

ML: Nosso livro "Elvis and the Memphis Mafia" acaba de ser lançado no Reino Unido e na Austrália, e será lançado nos EUA nesta primavera. Estou também envolvido em dois outros projetos que não posso revelar neste momento. Mas eu sei que eles serão uma boa surpresa para os fãs.

EIN: Você conhecia Elvis no Ensino Médio, mas você não foi trabalhar para ele até mais tarde. Quando você começou a trabalhar para ele e o que, em particular, convenceu Elvis a pedir para você participar?

ML: Embora eu estivesse andando com ele e os caras em 1957, eu não fui trabalhar para ele até 1961. Durante esse tempo eu também estava no rádio como diretor de programa e DJ. Elvis sempre tomou seu tempo antes de pedir a alguém para trabalhar para ele. Você tinha que ganhar sua confiança.

EIN: Você teve então um papel fundamental na Máfia de Memphis. Conte-nos sobre isso.

ML: Bem, ele se sentia confortável comigo e sabia que podia confiar em mim e, em alguns casos, eu falava diretamente com ele sobre coisas que via e que eram ditas. Depois de alguns anos, ele e Esposito tiveram uma briga no caminho de volta de Hollywood para Memphis. Joe então parou de trabalhar para Elvis e ele me pediu para tomar o lugar de Joe como o que chamamos de Foreman. Seu braço direito. Eu permaneci nessa posição até um par de meses antes de me afastar.

EIN: Uma questão bem documentada é a pressão que estava sobre os casamentos e relacionamentos pessoais dos membros da Máfia de Memphis, devido ao estilo de vida que vocês levavam e as tentações em oferta. Como essas pressões afetaram você e seu casamento?

ML: Era difícil às vezes, mas não sempre, porque Elvis esperava que estivéssemos lá para ele durante 7 dias por semana e a todas as horas do dia ou noite. Minha esposa e eu permanecemos casados ​​por 31 anos e tivemos três crianças que são ótimos adultos agora. Nos separamos em 1990, mas ainda somos amigos próximos.

Marty Lacker foi um dos padrinhos no casamento de
Elvis e Periscilla; 1 de maio de 1967
EIN: Sendo parte da Máfia de Memphis, você conheceu algumas pessoas muito famosas e interessantes. Quem são seus favoritos?

ML: Já mencionei isso antes para outras pessoas, as celebridades não me impressionam, nunca. Pessoas agradáveis ​​me impressionam. Alguns, mas não todos, são Ann-Margret, Sydney Poitier, Dionne Warwick, BB King, Bill Medley, Dusty Springfield, Sammy Davis Jr., Neil Diamond, Paul McCartney e John Lennon.

EIN: Quem possui os direitos da fascinante série de vídeos "All The King's Men"? Existem planos para lançá-los em DVD?

ML: Há uma pessoa aqui na área de Memphis que agora é dona deles, mas estaremos participando de seu novo lançamento e dos novos volumes. Há muitas filmagens que ainda não foram usadas. Eles serão lançados em DVD no futuro próximo.

EIN: Houve momentos muito emocionantes no programa. Como foi reunir-se para relembrar em profundidade?

ML: Foi ótimo, mas nós cinco sempre estivemos perto um do outro, falamos uma vez por semana. Foi bom relembrar.


SOBRE ELVIS

EIN: Você conheceu Elvis no colégio. Quais são as melhores lembranças daquela época?

ML: Que ele era basicamente um solitário. Ele tinha um par de amigos com quem andava, mas era isso.

EIN: Acredito que você foi à East Trigg Baptist Church com Elvis. Como eram eles, e era estranho serem os "meninos brancos nos fundos" em uma era tão segregada?

ML: Na verdade eu não fui com Elvis, fui com um casal de amigos, mas aconteceu de Elvis estar lá ao mesmo tempo, que era geralmente nas noites de domingo. Ele e nós íamos basicamente escutar o coro Gospel. Nunca nos sentamos na parte de trás, sentamos lado a lado com os negros.


EIN: Era estranho na época que dois adolescentes em Memphis estivessem tão interessados ​​na música Gospel negra?

ML: Até certo ponto, sim. O que é ainda mais estranho é que meus dois amigos e eu éramos judeus. Não importava o que você fosse, se aquela música não o movesse então você devia estar morto.

EIN: Historiadores muitas vezes apontam Dean Martin e outros crooners brancos como sendo uma grande influência musical para Elvis. Naqueles primeiros dias Elvis estava realmente cantando baladas pop ou você sentiu que suas influências eram mais o R&B dos negros da Beale Street?

ML: Foi definitivamente mais o R&B e é um mito a chamada influência pesada que Dean Martin teria para Elvis. Ele gostava de Dean e gostava de algumas de suas canções, mas não era sua influência.

EIN: Você alguma vez foi explorar a Beale Street e os clubes negros com Elvis?

ML: Não, eu não. Quando ele fazia isso eu estava no exército na Alemanha.

EIN: Você teve sua própria carreira na rádio WHHM, como diretor de estação em Knoxville e também na WHBQ. Você se arrepende de desistir desse lado de sua carreira nos anos sessenta?

ML: Eu gostava e era bastante bem sucedido, mas Elvis me pedindo para trabalhar para ele era difícil de recusar.

Elvis e a Máfia em Hollywood, 1965
EIN: Você estava envolvido com Elvis na escolha de músicas da pilha de demos? 

ML: Sim, eu estava. Eu também trouxe a Elvis algumas canções, especialmente na década de 1970.

EIN: Você acha que o acordo com Hill & Range e com os Aberachs são responsáveis pelo terrível período dos anos sessenta ou Elvis devia ter feito um protesto?

ML: Elvis deveria ter feito um protesto, o que ele basicamente fez depois que conversei com ele durante as sessões de Memphis, mas Hill & Range e Parker merecem grande parte da culpa pelas merdas que ele gravou em meados dos anos 1960.

EIN: Ele reclamou com você sobre a péssima qualidade das canções dos filmes?

ML: Sim, ele reclamava, mas infelizmente ele escolheu não fazer nada sobre isso.

EIN: Por que você não foi à Alemanha com os outros caras, foi por causa de sua carreira? Olhando para trás, você gostaria de ter ido?

ML: Não, eu não me arrependo porque fiquei lá 18 meses e saí um ano antes de ele entrar no Exército. Eu também estava ocupado no rádio na época.

EIN: Quem era Elvis Aaron Presley?

ML: Quem?

EIN: Marty, por que Elvis? O que fez dele um ícone tão duradouro?

ML: Elvis tinha tudo o que eles chamam de carisma, mas mais do que isso, ele apareceu quando o mundo estava pronto para uma mudança de cultura, especialmente os jovens. Ele mudou a cultura do mundo e as pessoas apenas se apaixonaram por ele. Além disso, ele era bom para as pessoas que conheceu, uma vez que a maioria delas eram agradáveis ​​com ele, e as pessoas apreciavam o fato de que ele não tinha mania de estrela.

EIN: Elvis era um indivíduo cheio de contradições e camadas de complexidade. Parecia que ele sofria de contínuas tensões internas, algumas das quais provavelmente contribuíram para sua morte precoce. Qual é a sua opinião?

ML: Isso é verdade. Ele era uma contradição viva, havia dois lados para Elvis. Os fãs só viram um deles. Ele era um ser humano como o resto de nós. Teve problemas, fortuna, falhas e grandes atributos. Alguns fãs tendem a esquecer disso ou não querem saber, mas isso é injusto para Elvis e sua memória.

EIN: Hoje em dia as pessoas são freqüentemente diagnosticadas com transtorno depressivo bipolar. Alguns sintomas são dificuldade para dormir, ser impulsivo, ter temperamento explosivo, ser excessivamente emocional, às vezes moroso, ficar facilmente distraído, má concentração às vezes. Estes sintomas soam como a descrição da pessoa de Elvis. Você acha que ele era bipolar?

ML: Eu não sou um médico, mas ele sofreu de tudo isso às vezes. Mas sofremos todos.

EIN: Se Elvis era bipolar, para piorar esses sintomas também eram os principais efeitos colaterais das anfetaminas. Você acha que Elvis mesmo notou esses sintomas, e quando você realmente o viu piorar?

ML: As anfetaminas foram usadas na década de 1960 e nos anos 1970, era algo diferente. Elvis pensou que tinha controle sobre elas, mas eu acho que no fundo ele sabia que estava se enganando.

EIN: No livro "Elvis Aron Presley: Revelations from the Memphis Mafia" você comenta que discutiu a mudança na personalidade de Elvis quando ele chegou aos 30 anos. O que estava acontecendo?

ML: Nós todos discutíamos entre nós, porque a sua ingestão foi aumentando e nós vimos isso lentamente afetá-lo. Não entenda mal, porém, na maioria das vezes ele estava bem.

EIN: Muito tem sido falado do advento do gravador de vídeo Sony em meados dos anos 1960 e do uso ávido que Elvis fazia dele. O que você pode nos dizer sobre esses infames vídeos caseiros envolvendo um número de participantes do sexo feminino?

ML: Vamos apenas dizer que ele colocou a máquina para um bom uso na década de 1960. Eu obtive um dos primeiros gravadores Viseo rolo a rolo para Elvis na Califórnia, enquanto nós estávamos fazendo Tickle Me.

EIN: Certamente estes relatos são mais sensacionalistas do que qualquer coisa, não? Quando você pensa em Paris Hilton, Pamela Lee Anderson e todos os outros que ganharam com câmeras de vídeo, devemos nos importar com o que Elvis fez na época?

ML: Realmente, não.

EIN: Elvis era o tipo de personalidade que passava por modas ou fases. Nos anos 1970 ele se tornou o "super policial". O que você mais lembra daquele tempo?

ML: Ele sempre quis ser policial ou espião, e ele comprava equipamentos usados pela lei e, em seguida, saía e obtinha distintivos reais de vários departamentos policiais no país.

EIN: Parece que Elvis assumiu uma persona do tipo "Shaft", que era tão popular na época, especialmente quando você vê aqueles casacos de couro que ele usava. Ele foi afetado pelos filmes que ele amava assistir?

ML: Não realmente. Ele só gostava das roupas dos filmes de blaxploitation, então ele ia para a Lansky Brothers na Beale Street e comprava algumas. Então, novamente, Elvis já usava roupas chamativas antes de se tornar famoso, quando ainda estava no colégio.

EIN: Em 1973 houve um incidente envolvendo Hamburger James e a perda de vários anéis de Elvis. A maioria dos fãs não vai estar familiarizado com James ou o incidente. Quem era ele e o que aconteceu?

ML: Seu nome é James Caughley e ele tinha o apelido de Hamburger James porque costumávamos deixá-lo entrar no Memphian Theatre durante as nossas noites assistindo filmes. Quando Elvis ficava com fome, ele queria hambúrgueres e James estava disposto a pegá-los. Então, quando Elvis estava pronto, um de nós gritava: "HAMBURGERS, JAMES!". Então ele iria buscá-los. Elvis sentiu pena dele mais tarde, porque era um pouco desajustado, e ofereceu-lhe um emprego. Elvis tinha algumas fotos pessoais de Priscilla e quando James saiu para voltar para Memphis, percebeu que elas haviam sumido. Elvis, Red e Sonny foram para o aeroporto de Las Vegas, puxaram James para fora do avião e descobriram não só as fotos, mas também dois dos anéis de Elvis. James foi instruído a nunca mais voltar.

Elvis, Priscilla, Red West, Charlie Hodge e Marty Lacker no jantar de entrega dos Jaycees, 1971

EIN: Em seu livro "The Colonel", Alanna Nash revelou que na década de 1970 os bilionários sauditas ofereceram ao Coronel inicialmente US$ 5 milhões, depois aumentando a oferta para US$ 10 milhões, para Elvis montar um concerto em frente às Pirâmides no Egito. O pensamento de tal concerto é inimaginável. Você estava ciente disto ... Elvis estava ciente disso, e se sim, qual foi sua reação?

ML: Sim, eu estava ciente disso. Elvis tinha me mostrado um folheto que eles lhe enviaram, com as Pirâmides onde o show deveria acontecer. Ele queria fazê-lo, mas Parker liquidou a ideia.

EIN: O fato de que Elvis não fez uma turnê no exterior parece um grande desapontamento. Certamente este era um desafio que poderia ter aparecido para ele? Outros dentro da Máfia de Memphis não culpam o Coronel, mas dizem que Elvis não poderia ir por causa do problema em carregar os "suprimentos de drogas" necessários. Isso parece uma declaração ridícula, porque desde quando "A Estrela" transporta seus suprimentos? O Dr. Nick poderia ter ido junto e tudo estaria bem. Então a culpa está inteiramente com o Coronel, o que você acha?

ML: Foi o Coronel Parker. Não sabíamos que ele era um imigrante ilegal até Elvis morrer. Essa desculpa foi feita por Parker e Esposito o apoiou. Elvis queria se apresentar no exterior, acho que ele ainda estaria vivo se o fizesse. Parker nunca foi uma das minhas pessoas favoritas.

EIN: Elvis sempre foi muito protetor de suas opiniões políticas. Ele tinha alguma afiliação política ou inclinação?

ML: Sim, ele tinha, mas ele gostava do presidente, independente do partido em que estivessem.

EIN: Elvis sentiu fortemente a morte de Martin Luther King em sua própria Memphis?

ML: Ele ficou muito triste com isso.

EIN: Depois de todas aquelas canções não-políticas, "In The Ghetto" certamente soa como uma declaração definitiva de Elvis?

ML: Foi uma boa canção com mensagem. Mas ele quase não a gravou por causa de Parker, que não gostava de músicas do tipo. Mas Chips Moman e eu o convencemos a gravá-la.

EIN: O declínio de Elvis. Nos últimos anos de sua vida houve vários esforços para desintoxicar Elvis. Você pode nos contar sobre eles e quão bem sucedidos eles foram?

ML: Ele foi internado no Memphis Baptist Hospital um número de vezes. Ele ficava bem no hospital, mas não demorava muito tempo até ele sair de lá e começar a tomar os comprimidos novamente.

EIN: Há a história de Larry Geller sobre o Coronel ver Elvis semiconsciente em seu quarto de hotel antes de um concerto, e dizer: "Agora você me ouça. A única coisa que importa é que esse homem esteja no palco esta noite! Nada mais importa." O Coronel não deveria ter feito algo mais positivo?

ML: Deveria, mas Parker só estava interessado em uma coisa - $$$$$$$$.

EIN: O que você acha que seria necessário, "criativamente", para prolongar a vida de Elvis?

ML: Fazer turnês internacionais, ir a lugares diferentes neste país e não fazer tantas turnês todos os anos.

EIN: "Salvar Elvis de si mesmo era uma tarefa impossível" parece ser uma frase muito repetida pela maioria das pessoas que conheciam Elvis. Como você responde a esta declaração, e alguém tomou uma posição para tentar salvá-lo (como Red West sugeriu ter feito) ?

ML: É fácil para pessoas que não passaram algum tempo com Elvis e nós todos os dias dizerem coisas dessa natureza, mas elas realmente não sabem o que estão falando. Elas dizem coisas assim porque acham que isso os faz parecer bons. Eles realmente não sabiam como Elvis era cabeça-dura. Legalmente falando, nenhum de nós poderia interná-lo. Claro que poderíamos ter dominado ele, levado a um hospital - não havia centros de reabilitação naquela época, mas então quando ele acordasse poderia colocar suas roupas, sair e eles não poderiam segurá-lo. As duas pessoas que legalmente poderia tê-lo internado eram seu pai e Priscilla, quando era casada com ele, mas nenhum dos dois sequer falava sobre isso.

EIN: Podem os amigos e conhecidos realmente dizerem que não perceberam o quanto doente Elvis estava ficando, ou eles estavam apenas se enganando?

ML: Eu só sei de uma pessoa que conhecia Elvis e que ainda está se enganando, ele é uma piada. Todo mundo, eu acredito, falou sobre o problema das pílulas de Elvis.

Marty Lacker acompanha Elvis durante uma parada não programada para dar autógrafos nas ruas de Nashville, em 25 de
fevereiro de 1965, durante a gravação da trilha sonora de "Feriado no Harém" (Harum Scarum)

OS HOMENS NA VIDA DE ELVIS

EIN: Fale sobre Vernon. Como você se relacionava com ele?

ML: Nós nos entendíamos bem. Ele realmente não gostava de nenhum de nós lá, ele pensava que Elvis estava gastando muito dinheiro nos pagando, o que é uma piada por si só.

EIN: Ter Vernon, que nunca chegou a terminar a escola, como gerente de finanças de Elvis parece ridículo. Você acha que se Elvis tivesse melhores investimentos e conselhos, não teria que continuar trabalhando tão duro e poderia ter mais tempo para sua música e para ele mesmo?

ML: Essa foi uma parte infeliz da vida financeira de Elvis, mas ele fez isso para que seu pai se sentisse útil, e seu pai não ouvia nenhum de nós sobre investimentos.

EIN: Como você se relacionava com o Coronel?

ML: Eu não me relacionavas com ele. Eu nunca gostei dele ou confiei nele. Minha lealdade era para com Elvis e Parker não gostava disso, especialmente quando eu era Foreman.


EIN: Você leu o livro de Alanna Nash, "The Colonel"? O que você achou?

ML: Alanna é uma boa escritora e fez algumas ótimas pesquisas. É um bom livro.

EIN: O Coronel foi o melhor gerente de Elvis depois de meados dos anos 1960?

ML: Não. Ele era bom nos primeiros anos, mas não mudava com os tempos. Ele tratava Elvis como um show circense.

EIN: O Coronel precisava que Elvis continuasse trabalhando apenas para alimentar seu hábito de jogar?

ML: Elvis e alguns de nós pensávamos assim.

EIN: Parece que o Coronel sabia que Elvis estava brincando muito com drogas. Quando você acha que o Coronel percebeu que algo estava errado, e ele não deveria ter feito algo sobre isso enquanto podia?

ML: Ele sabia na década de 1960, e desconfiava nos anos 1970; e sim, ele deveria ter feito algo.

EIN: Você estava na noite de 3 de setembro de 1973, em Las Vegas, quando Elvis disse ao Coronel que ele fora demitido, e o que você se lembra disso?

ML: Não, eu não estava lá.

EIN: Você já ouviu o lançamento da FTD daquele show de encerramento da temporada?

ML: Não, não ouvi.

EIN: Quais são suas opiniões sobre as recentes alegações de Byron Raphael [ajudante de Parker] (publicadas na edição de novembro de 2005 da Playboy)?

ML: Byron Raphael tem uma grande imaginação. Ele trabalhava para o Coronel, não para Elvis, e na forma mais simples possível, suas alegações são besteiras.

EIN: Derek "Del" Johnson foi uma vez editor do influente jornal musical da Grã-Bretanha, o New Musical Express. Ele afirma ter sido muito amigo de Elvis e que Elvis certa vez lhe disse que havia acidentalmente matado um homem antes de se tornar famoso. Você conheceu Derek Johnson, e qual é a sua opinião sobre essa afirmação surpreendente?

ML: Nunca ouvi falar dele e isso também é besteira. Elvis não matou ninguém e, se o fez, com certeza não contaria a um estranho, especialmente alguém da mídia. Não consigo nem calcular quantas pessoas saíram por aí desde Elvis morreu com algum tipo de reivindicação. Eles esquecem que os caras (a Máfia de Memphis) ainda estão aqui para desmentir as coisas.

Elvis, Priscilla e seus três padrinhos de casamento: Joe
Esposito, Charlie Hoidge e Marty Lacker.; 1 de maio de 1967
EIN: Quais são suas opiniões sobre o papel do Dr. Nick no declínio de Elvis e a dependência de medicamentos prescritos?

ML: Dr. Nick realmente se importava com Elvis, mas ele ficou preso em um estilo de vida que não deveria ter ficado, e isso o fez fazer coisas que não deveria. Ele é um bom homem e as pessoas têm sido muito duras com ele.

EIN: E quanto aos outros médicos, como Dr. Ghanem e Dr. Flash? Foram todos más influências?

ML: Na minha opinião, sim.

EIN: Em 1975, você e sua esposa Patsy se separaram, e você diz que foi por causa de seu "estilo de vida louco" e também um pouco alimentado pelo Dr. Nick? Isso fez você ficar ressentido? Você já o abordou pessoalmente sobre isso?

ML: Nós não nos separamos na época, só em 1990, e ela estava apenas frustrada com a coisa das pílulas, uma vez que eu estava quase tão viciado nelas quanto Elvis. Ela estava mais chateada comigo do que com Nick.

EIN: É verdade que Elvis lhe deu uma viagem de US$ 10.000 para o Havaí para tentar corrigir as coisas com Patsy? Isso soa muito generoso dele, sendo US$ 10.000 uma fortuna naqueles dias.

ML: Sim, ele deu. Ele fez o mesmo com Richard Davis e sua namorada.

EIN: Em "Elvis Aron Presley: Revelations from the Memphis Mafia" você se ofendeu com o seguinte comentário feito por Tom Jones: "Se Elvis tivesse mais alguns amigos ao redor ... ele não teria morrido tão cedo". E em um fórum de internet você também expressou uma série de fortes pontos de vista sobre outro comentário de Tom Jones, de que ele "poderia ter endireitado Elvis". Gostaríamos de seus comentários sobre ambas as questões.

ML: As observações de Tom podem ser respondidas pelo que eu disse anteriormente, sobre as pessoas falando da boca para fora, porque eles pensam que isso os faz parecer e soar bons. Elvis teria chutado o rabo de Tom para fora da porta se falasse com ele sobre suas pílulas.


EIN: Há um verdadeiro mito sobre o incidente com Robert Goulet na TV. Você poderia nos contar o que realmente aconteceu.

ML: Elvis abrigou alguns sentimentos ruins sobre Goulet no final dos anos 1950, quando ele estava no Exército. A namorada de Elvis, Anita Wood, era cantora e fez shows com Goulet e Buddy Hackett. Anita costumava escrever a Elvis na Alemanha e uma vez Goulet acrescentou um post scriptum a uma carta dizendo a Elvis de uma maneira infeliz que estava cuidando pessoalmente de Anita. Elvis não gostou e nunca esqueceu disso, e quando viu Goulet, ele atirou na TV.


A MÁFIA DE MEMPHIS


EIN: O que você mais aprecia em fazer parte da Máfia de Memphis?

ML: A irmandade que a maioria dos membros originais têm e o amor que temos uns pelos outros.

EIN: Como você caracterizaria o grupo?

ML: Diversificado, mas todos nós crescemos um com o outro e desenvolvemos alguns dos mesmos gostos e desgostos.

EIN: Joe Esposito às vezes é apontado como sendo o único membro também pago pelo Coronel, e que espionava todas as suas atividades. Isso é verdade? Você se ressentiu no momento?

ML: Elvis e alguns de nós pensávamos assim, ele era o favorito de Parker. Ressentir-se com ele? Não, eu me senti triste por ele ter se deixado levar.

EIN: Como sua relação de trabalho com o Coronel difere da de Esposito quando você era Foreman? O Coronel tentou lhe convencer a dar informação sobre Elvis,e o que ele estava fazendo?

ML: Uma das primeiras coisas que Parker me disse quando me tornei Foreman foi que eu deveria ligar para ele todos os dias e deixá-lo saber o que estava acontecendo, assim como Esposito fazia. Ignorei seu pedido, pois Elvis não queria que ele soubesse o que estava fazendo. Certa vez Parker reclamou com Elvis na minha frente, disse que eu não estava ligando para ele. Elvis olhou para mim com um brilho em seus olhos e para agradar Parker disse: "Marty, você precisa ligar para o Coronel." Eu disse ok. Então Parker saiu e Elvis me disse: "Se você ligar para ele, eu te mato." Nós dois rimos.

A base da Máfia de Memphis no casamento de George Klein, 28 de dezembro de 1970.
De pé, da esquerda para a direita: Billy Smith, Bill Morris, Lamar Fike, Jerry Schilling, Roy Nixon, Vernon Presley,
Charlie Hodge, Sonny West, George Klein, Marty Lacker; 
a linha de frente: Dr. Nick, Elvis Presley, Red West.

EIN: Obviamente, em um grupo como a Máfia de Memphis, haverá algumas tensões temporárias e contínuas entre as pessoas. Elvis estava consciente dessas tensões, e como ele as tratava? Como vocês cuidavam delas?

ML: Se qualquer um de nós tivesse um problema com outro, resolvíamos rapidamente porque, como eu disse, nós nos amávamos. Falo apenas dos caras originais, não dos caras que vieram mais tarde. Eles eram diferentes aos nossos olhos e aos de Elvis. Ele declarou isso.

EIN: Você foi um dos padrinhos, junto de Joe Esposito, no casamento de Elvis e Priscilla. Como você descreveria seu relacionamento com Joe?

ML: Eu sempre gostei do Joe, basicamente, simplesmente não gostava da maneira como ele tratava os outros ou falava com eles. Ele pensava que era algo especial no grupo, mas não era. Ele não era mais especial do que qualquer um dos outros originais. Não nos falamos há muitos anos por causa dessa atitude.

EIN: Você disse que mesmo antes de Larry Geller chegar ao grupo, Elvis estava explorando e questionando seu propósito na vida. Larry era bom para Elvis, e o que você achava da busca pessoal e espiritual de Elvis?

ML: Eu pensei que era ruim para ele. Uma coisa é questionar por que lhe foi dado um lugar especial no mundo, mas você pode ferrar sua cabeça por pensar muito intensamente sobre isso.

EIN: Você mantém contato com qualquer outro dos caras hoje em dia?

ML: Cinco de nós, Billy, Red, Lamar e Sonny, ainda estamos próximos. Nós também éramos assim com Alan Fortas e Richard Davis antes de eles falecerem.

EIN: Red e Sonny terem escrito o livro "Elvis: What Happened?" foi um grande erro?

ML: Não, não na minha opinião. Eu não pensava assim na época e sinto o mesmo agora.

EIN: Dave Hebbler foi apanhado autorizando a venda de memorabilias de Elvis de forma desonesta. Durante o curto período de tempo em que ele esteve com vocês, ele pareceu excessivamente zangado, especialmente com seu envolvimento no livro "What Happened". Quais são as suas lembranças ou opiniões sobre ele?

ML: Dave e eu sempre nos demos muito bem. Eu não tenho ideia sobre memorabilia ou ele estar com raiva.

EIN: O que você achou do DVD "Elvis: By The Presleys"? Parecia estranho que só Jerry Schilling estivesse envolvido. Billy Smith, sendo "família real", não deveria ter estado nele?

ML: Devia ter se chamado "Elvis: By the Beaulieus".

EIN: Você ficou chateado por não estar envolvido com o novo DVD? Jerry lhe falou sobre a produção, e você teve a chance de acrescentar alguma contribuição?

ML: Não. Nós cinco não temos nada a ver com Priscilla ou Lisa. Nós não esperávamos sermos chamados e se fossemos, teríamos recusado.

EIN: Você conta uma história sobre Elvis querer mandar Priscilla de volta para a Alemanha, dizendo: "Comprem uma passagem de avião para essa maldita cadela. Eu estou empacotando suas malditas merdas agora." Essa história não estava em "Elvis: By The Presleys". Você pode nos contar mais, e por que Elvis disse isso?

ML: Ela o confrontou sobre Ann-Margret no quarto em Graceland e a defesa dele sempre foi ofender. Assim que ouviu ele me dizer aquilo no telefone, ela calou a boca, eles se beijaram e fizeram as pazes.

EIN: Quais são algumas de suas lembranças mais engraçadas de estar na Máfia de Memphis?

ML: Esse tipo de pergunta sempre foi difícil de responder, exceto que todos nós brincávamos uns com os outros, incluindo Elvis.


EIN: Você acompanhou Elvis em todos os filmes antes de 1967? Qual você se lembra de ter gostado mais e por quê?

ML: Sim, eu estava lá de Kid Galahad até Speedway. Eu o visitei mais tarde durante a filmagem de Live A Little, Love A Little. A maioria foi agradável, exceto que ver Elvis em alguns dos filmes terríveis nos chateava muito.

EIN: Você estava lá quando Elvis caiu e sofreu uma concussão durante a pré-produção de Clambake, isso deve ter sido muito assustador?

ML: Sim, Billy Smith e eu nos revezamos à beira da cama dele, e eu estava lá quando o médico chegou e o examinou.

Elvis e alguns membros da Máfia durante as filmagens de Clambake, 1967

EIN: O que você se lembra da reunião onde o Coronel lhe disse que Elvis devia queimar seus livros espirituais e que Joe ia se tornar o Foreman? Parece uma situação muito tensa.

ML: Não me surpreendeu, porque Parker aproveitou a oportunidade de ganhar mais controle sobre Elvis, uma vez que ele tinha acabado de cair e se ferir. Também foi quando Parker exigiu 50% dos ganhos de Elvis. Ele pegou Elvis em um momento vulnerável. Era fácil ver que Parker queria solidificar seu controle fazendo de Joe o Foreman. Porque Elvis estava na condição em que estava, ele cedeu sem confrontar Parker. Até onde me compete, Joe poderia ter Parker e o seu cavalo em suas mãos. Minha lealdade era para com Elvis e era com ele que eu estava preocupado. Com Elvis e os caras.

EIN: A reedição de seu livro com Alanna Nash era esperada há muito tempo. Você sabia que a versão original de "Elvis Aaron Presley: Revelations of the Memphis Mafia" é classificada como um dos melhores livros sobre Elvis pela Elvis Book Research e pelo vindouro recurso bibliográfico "Elvis In Print: The Definitive Reference and Price Guide"?

ML: Não, eu não estava ciente disso, mas recebi muitos e-mails de fãs dizendo que é o melhor livro sobre Elvis que já leram. Quando foi lançado pela primeira vez, há anos, Graceland fez uma campanha negativa usando alguns de seus clubes de fanáticos para falar mal do livro e convenceram algumas pessoas a não comprá-lo. Mas à medida que os anos passaram, fomos constantemente contactados por muitos que queriam saber onde poderiam obter uma cópia, é por isso que ele foi republicado sob o novo título "Elvis and the Memphis Mafia".


AS MULHERES NA VIDA DE ELVIS

EIN: Gladys Presley - o que você mais se lembra sobre Gladys?

ML: Eu não conheci a Sra. Presley muito bem, mas as poucas vezes que a vi, ela era ótima.

EIN: Minnie Mae Presley - você esteve bastante com "Dodger"?

ML: Engraçada e resistente. Ela era uma senhora maravilhosa.

EIN: Tia Delta e tia Clettes tentaram atirar em você em algum momento, quando estavam bêbadas! O que foi aquilo?

ML: Delta ameaçou atirar em mim dentro do Lisa Marie, uma noite no Aeroporto de Memphis. Elvis ficou tão irado que a jogou para fora do avião e mais tarde ameaçou expulsá-la de Graceland. Clettes puxou uma faca de açougueiro contra mim no porão de Graceland. Ambas estavam bêbadas e parte disso foi porque elas não gostavam de judeus, mas essa não era a única razão.

EIN: Em "Elvis Aaron Presley: Revelations of the Memphis Mafia", você fez alguns comentários fortes sobre como Priscilla cuida da EPE (Elvis Presley Estate). Você pode compartilhar suas opiniões conosco.

ML: As pessoas não percebem que havia um Conselho de Assessores do banco junto com Priscilla, que estava tomando as decisões sobre a execução de Graceland. As pessoas também se esquecem de que ela não era a única executora da propriedade, os outros dois eram o banco e Joe Hanks, o contador. Scatter poderia ter aberto Graceland para ganhar dinheiro.

EIN: Em um período anterior, o flerte de Priscilla com Mylon Lefevre. O que você sabe?

ML: O que Jo Smith e minha esposa me disseram. Priscilla foi atrás dele enquanto Elvis e nós estávamos em Hollywood fazendo filmes, antes de se casarmos.

EIN: Como você acha que Elvis se sentiria sobre a carreira musical de Lisa?

ML: Acho que ele gostaria.

EIN: O último videoclipe de Lisa, Idiot, apresenta-a dando um beijo lésbico (nela mesma). Como você acha que Elvis teria reagido a isso?

ML: Isso poderia não ter acontecido se ele estivesse vivo, assim como ter se casado com Michael Jackson ou ser membra da Cientologia.

Ein: Como é que Marty Lacker reage a isso?

ML: Eu não sou fã de Lisa Marie como artista ou pessoa.

EIN: Ann-Margret - Em "Elvis Aaron Presley: Revelations of the Memphis Mafia" você comenta sobre o grande entendimento entre eles. Conte-nos mais.

ML: Ambos eram um tanto semelhantes, entendiam e amavam um ao outro.

EIN: Você também diz que se deu bem com Ann-Margret, eu lembro de sua história sobre ter colocado a cabeça dentro da manga do casaco dela. Você também teve uma boa amizade com ela?

ML: Sim, Ann é uma ótima pessoa, nós nos demos muito bem e rimos muito. Ao contrário de Priscilla, ela não se sentia ameaçada pelos caras estarem lá.

Ein: E a paixonite de Alan Fortas por ela? Isso deve ter sido estranho.

ML: Não, foi engraçado e tanto ela quanto ele se riram e se juntaram a nós nas brincadeiras com Alan.

Ein: Quando você a viu pela última vez?

ML: Há muito, muito tempo atrás, mas falei com ela no telefone não faz não muito tempo.

Elvis e Ann-Margret nos bastidores de Viva Las Vegas, 1964
EIN: Ginger Alden - Elvis teria se casado com ela se não tivesse morrido?

ML: Eu duvido.

Ein: Podemos acreditar na história dela, que Elvis pediu para casar com ela e que eles estavam oficialmente noivos?

ML: De acordo com Billy e Lamar, não havia nenhuma maneira de ele se casar com ela. Ela era um troféu para ele. A diferença de idade era muito grande.

EIN: Havia realmente um vínculo forte entre eles, ou era apenas paixão de ambos os lados?

ML: Como eu disse, um troféu para Elvis. O que era para ela eu não sei, mas duvido que fosse amor.

EIN: Em 1977, Elvis estava prometendo tudo a Ginger, mas ainda via outras mulheres. Dado seu deteriorado estado físico e emocional, o que ele estava procurando nessas outras mulheres?

ML: Companheirismo e validação.

EIN: Linda Thompson - como era Linda?

ML: Linda era muito divertida. Ela se importava com Elvis de várias maneiras e era basicamente boa para ele.

EIN: Sheila Ryan - você tem alguma lembrança particular de Sheila?

ML: Sheila era alguém que você podia gostar ou não. Não tenho grandes lembranças dela.

EIN: Stella Patchouli - sua autobiografia muito interessante, "Tears of a Shadow", foi publicada em 2002. Você se lembra muito de Stella?

ML: Quem?

EIN: Lynda Bird - Quando Elvis conheceu a filha do presidente Johnson, Lynda Bird. Havia uma história muito divertida com relação ao Serviço Secreto que a protegia. Você pode nos contar sobre isso?

ML: Estávamos filmando "Girl Happy" na piscina atrás do estúdio. Disseram-nos que George Hamilton, que estava namorando ela na época, estava trazendo Lynda Bird para o set para conhecer Elvis. Quando chegaram, eles estavam cercados por um número de homens do Serviço Secreto e nós pensamos que seria engraçado cercar Elvis da mesma forma, todos nós enfileirados, eles de óculos de sol e nós tentando não morrer de rir. É uma daquelas coisas que você teria que estar lá para ver o humor.


ÚLTIMAS PERGUNTAS

No seu livro "Elvis' DNA Proves He Is Alive", Bill Beeny afirma (p. 62) que em um artigo na revista People (setembro de 1996), você e Billy Smith finalmente "... admitem ... que Elvis fingiu sua morte usando um doador de corpo". Qual é a sua resposta á afirmação do senhor deputado Beeny?

ML: Bill Beeny é um louco e eu disse isso na cara dele há alguns anos. A história que Billy e eu escrevemos era de FICÇÃO e foi apresentada ao jornal londrino, onde apareceu como FICÇÃO. Idiotas como Beeny gostam de usar isso para sua própria agenda ridícula. Ele realmente não vale o esforço de falar sobre isso.

EIN: Qual é a sua opinião sobre a ideia de que Elvis não morreu em 16 de agosto de 1977?

ML: Elvis morreu em 16 de agosto de 1977. Foi testemunhado e documentado e uma autópsia foi realizada em seu corpo por médicos respeitáveis ​​em Memphis. O principal, Dr. Muirhead, é irrepreensível e goza de uma grande reputação no campo médico. As pessoas que fomentam a idiotice de que Elvis fingiu sua morte são idiotas ou aproveitadores.

EIN: A última vez que você viu Elvis foi em julho de 1976. Foi este o momento em que tudo começou a desmoronar para ele?

ML: Começou meses antes disso.

EIN: Isso seria no início de 1976, na época em que Linda Thompson saiu, ou havia algo mais específico que fizesse com que Elvis perdesse o controle?

ML: Linda realmente o deixou no final de 1976, mas ela e Elvis estavam se distanciando bem antes. Eu acho que ele estava apenas entediado e cansado das mesmas coisas velhas e só queria mais privacidade. É por isso que ele mantinha Billy perto dele, excluindo quase todos os outros.

EIN: Você se lembra das sessões de gravação em Graceland, em fevereiro de 1976, como sendo positivas ou negativas, uma vez que o humor e o desempenho de Elvis parecem variar muito?

ML: Eu não estava lá. Isso foi em 1976 ou 1977? Parker tentou me manter longe das sessões porque eu estava trazendo canções para Elvis que eles não tinham os direitos de publicação.

EIN: Você ficou chateado por Billy Smith ter lhe dado a notícia de que Elvis precisava de um tempo distante e que você já não fazia parte da trupe em tempo integral? Obviamente, os outros ficaram muito amargos e irados.

ML: Não, minha primeira reação a Billy foi dizer: "Estou feliz, ele deveria ter feito isso há muito tempo." Ele também estava exigindo que estivéssemos lá por tempo demais, inclusive eu depois que deixei sua folha de pagamento. Ele confiava em mim como se ainda estivesse na folha de pagamento. Teria sido bom passar mais tempo com a minha família. No entanto, isso foi realmente minha falha, não de Elvis. Eu fiz a escolha.

Larry Geller, Marty Lacker, Joe Esposito e Alan Fortas conversam com Elvis e a atriz Deborah Walley
no intervalo das gravações de "Spinout" (1966)


EIN: Parece que, no final, Billy Smith era o único amigo e confidente de Elvis. Elvis confiava em mais alguém?

ML: Billy foi a pessoa mais próxima de Elvis no último ano de sua vida, mas novamente, Elvis sempre se sentiu perto de Billy. Ele era mais como um irmão mais novo do que um primo. Segundo Billy, Elvis ainda cuidaria de nós, mas ele só queria mais privacidade.

EIN: Quando você falou pela última vez com Elvis e quais foram suas palavras de despedida?

ML: Julho de 1977, no telefone. Minhas últimas palavras foram "adios!"

EIN: Marty, uma pergunta final. Em retrospectiva, se você tivesse seu tempo novamente como parte da Máfia de Memphis. Há algo que você faria diferente?

ML: Passar um pouco mais de tempo com a minha família, fora isso eu não mudaria nada.

Marty, em nome de todos os nossos leitores, muito obrigado por ter tirado esse tempo para compartilhar suas memórias e opiniões com a gente. Desejamos-lhe todo o melhor para o futuro.

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Texto original: Elvis InfoNet
Fotos: Google e Elvis InfoNet
Tradução: Elvis Presley Index | http://www.elvispresleyindex.com.br
>> a re-disponibilização desta tradução só é permitida se mantidos os créditos e sem edições.<<

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