I'VE GOT TO FIND MY BABY!

Elvis, O Prisioneiro do Rock: Jailhouse Rock

JAILHOUSE ROCK (EUA, 1957)

Título brasileiro: O Prisioneiro do Rock
Gravação:
13 de maio - 17 de junho de 1957
Lançamento:
8 de novembro de 1957
Duração:
96min
Produtora:
Metro-Goldwyn-Meyer
Orçamento:
US$ 400,000
Arrecadação:
US$ 4 milhões
Elenco principal:
Elvis Presley
Judy Tyler
Mickey Shaughnessy
Jennifer Holden
Vaughn Taylor
Dean Jones
Trilha sonora:
"Jailhouse Rock" (single)
[b/w "Treat Me Nice"]
(24 de setembro de 1957)
"Jailhouse Rock" (EP)
(30 de outubro de 1957)
Jailhouse Rock / Love Me Tender (CD)
(15 de abril de 1997)
Jailhouse Rock Volume 1 (CD)
(FTD, setembro de 2009)
Jailhouse Rock Volume 2 (CD)
(FTD, novembro de 2010)



Depois do sucesso dos dois primeiros filmes, Elvis já estava bem visto pelas produtoras cinematográficas. Com isso a esposa do produtor Pandro Berman o convenceu a usar Presley na adaptação do roteiro baseado em uma história escrita pelo roteirista Nedrick Young. Apesar de ser a terceira produção com o Rei do Rock, o filme não chegou a ser listado pela MGM como um dos lançamentos de 1957 no seu anúncio anual na revista Variety porque Nedrick Young era um dos roteiristas presentes na "lista negra" dos estúdios.

Pandro deixou a escolha do elenco nas mãos de Benny Thau e Abe Lastfogel, os quais decidiram que Judy Tyler seria a atriz certa para contracenar com Elvis. Em seguida foi contratado o diretor Richard Thorpe (Murder at Dawn, 1932), conhecido por filmar de forma rápida (de fato as filmagens duraram apenas 34 dias). Para a trilha sonora Pandro decidiu por Jerry Leiber e Mike Stoller, algo que acabaria na hilária cena em que o produtor musical Jean Aberback os trancou em um quarto de hotel até que tivessem criado todo o material para o filme devido a atrasos na entrega do mesmo.



A coreografia da cena principal, onde Elvis dança com os prisioneiros, foi desenvolvida por Alex Romero. O coreógrafo se baseou nos trabalhos de Fred Astaire e Grace Kelly para tal. A coreografia e a cena em si são lembradas até hoje como "o melhor momento de Elvis no cinema" e pelo ar de "espetacular erotização, senão homo-erotização, da imagem masculina". Na cena, como também nas cenas dentro da prisão, Elvis usou uma peruca e maquiagem para cobrir seu cabelo e as suíças. Todas as músicas na produção foram dubladas por Elvis e nenhuma regravação foi feita, uma das características da filmagem rápida de Thorpe.

Cartaz enviado aos cinemas pela MGM


Jailhouse Rock teve sua première em 8 de novembro de 1957 no Loew's State Theater, em Memphis. Sua arrecadação ficou até 1969 como uma das maiores do cinema, equivalendo a US$ 33 milhões nos dias atuais. A estréia nacional se deu em 18 de novembro e colocou o filme na quarta posição entre os mais assistidos de 1957.

Apesar dos bons resultados, a crítica teve uma visão negativa da produção. Para eles, forçar os papéis secundários a seguirem e se submeterem aos maneirismos do personagem principal durante todo o filme era uma ideia extremamente de mal gosto. A Associação de Pais e Mestres criticou pesadamente a cena em que Elvis e Judy Tyler aparecem deitados na mesma cama e classificou o filme como "um inferno com valores humanos ausentes". Um cartaz promocional do filme, onde Elvis abraça Judy Tyler, foi proibido de circular por ser considerado "um ato sexual explícito".


O controverso still promocional do filme



TRILHA SONORA

Durante a promoção do filme, um single foi lançado em 24 de setembro de 1957. Ele continha a canção título no lado A e "Treat Me Nice", a única música que não sairia no disco oficial do filme, no lado oposto. O single chegou ao primeiro lugar nas paradas logo no lançamento e permaneceu no topo das paradas por três semanas.

Ao contrário dos dois primeiros filmes, a trilha sonora de Jailhouse Rock não recebeu um LP e apenas teve quatro das seis canções lançadas em um EP.

"Treat Me Nice", também presente no filme,  ficou de fora deste trabalho e só foi lançada como parte da trilha sonora em um CD de 1997 que também trouxe a trilha completa de Love Me Tender pela primeira vez. No lugar dela, a RCA colocou originalmente um extra de Loving You, a canção "Don't Leave Me Now".

A trilha sonora foi gravada em 6 sessões no Radio Recorders e no Sound Stage da MGM.





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ESTRELAS COADJUVANTES

JUDY TYLER

A carreira de Judy começou ainda quando criança no teatro. Na adolescência ela participou regularmente da série "Howdy Doody" entre 1950 e 1953. Seu último filme foi "Jailhouse Rock", lançado postumamente, mas sua última aparição na TV se deu em dezembro de 1957, mais de seis meses após sua morte.

Depois de terminar suas cenas em "Jailhouse Rock", Judy e o marido Greg resolveram voltar para casa em Manhattan dirigindo no dia 3 de julho de 1957. Eles se envolveram em um grave acidente de carro  onde Judy, com apenas 24 anos, morreu instantaneamente e seu marido, no dia seguinte. Elvis nunca mais assistiu ao filme depois da morte da atriz.

MICKEY SHAUGHNESSY

Shaughnessy é bem conhecido por seus papéis como o cara adorável, durão, mas pouco inteligente. Nessa esfera, o mais lembrado é o que fez em "Jailhouse Rock".

Mickey fez 18 filmes em  18 anos, entre 1952 e 1970. O ator morreu de insuficiência cardíaca em 1985, aos 64 anos.






JENNIFER HOLDEN

Holden foi escolhida para atuar no filme, que marca sua estréia no cinema, por sua versatilidade e seriedade. O fato de ela ter estudado drama com Lillian Roth, um dos maiores nomes da Broadway dos anos 1920 a 1940, também chamou a atenção. Apesar disso, a atriz fez somente 3 filmes entre 1957 e 1958.

Não há informações detalhadas sobre seu paradeiro atual, mas se sabe que ela ainda está viva e tem 80 anos.



VAUGHN TAYLOR

Nascido em 22 de fevereiro de 1910 em Boston, Massachusetts, Taylor trabalhou como notário público em sua juventude e casou-se em 1933 com a radialista e atriz da Broadway Ruth Moss. Depois de servir o exército durante a Segunda Guerra Mundial, ele voltou aos EUA e começou a trabalhar como extra ou ator coadjuvante em diversos filmes e séries.

Seu primeiro papel de destaque se deu com Jailhouse Rock, o que o levou a produções maiores como "Gata em Teto de Zinco Quente" (1958), com Elizabeth Taylor, "Psicose" (1960), de Alfred Hitchcock, e sua atuação final "Uma Corrida de Loucos" (1976), com Gary Busey.

Vaughn Taylor se aposentou em 1976 devido a problemas de saúde. O ator morreu de causas naturais em 26 de abril de 1983, aos 73 anos.

DEAN JONES

Nascido Dean Carroll Jones em 25 de janeiro de 1931 na cidade de Decatur, Alabama, Dean já tinha seu próprio programa de rádio na cidade enquanto fazia faculdade. Depois de retornar da Guerra da Coreia, o ator foi fazer residência em um teatro da California, estreou no cinema em 1956 e teve seu debut no teatro em 1960 ao lado de Jane Fonda.

Jones passou a aparecer como ator principal de diversos filmes da Disney a partir de 1963, sendo "O Fantasma do Barba Negra" (1968) o mais lembrado. A série de filmes sobre o Fusca Herbie (1977-1997) é outro dos highlights de sua carreira. Durante sua vida, Jones foi um adepto fervoroso das Testemunhas de Jeová, fundando um grupo de ajuda a pessoas perseguidas por sua fé em 1998. O ator morreu devido ao Mal de Parkinson em 1 de setembro de 2015, aos 84 anos.



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