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I'VE GOT TO FIND MY BABY!

JUMPSUIT: Mexican Sundial

Elvis com a Mexican Sundial em Cincinnati, Ohio;
25 de junho de 1977 (©Bob Heis)
Nome:
Mexican Sundial (AKA Aztec, King of Spades)
Composição:
Jaqueta de gabardine branca com pedrarias
Calça de gabardine branca com pedrarias
Cinto de couro branco com pedrarias e correntes
Botas com salto brancas
Usado em:
12-14/10/74, 12/02 a 26/06/77
Número de shows:
39
Valor de confecção:
US$ 5.000,00
Discos em que aparece:
 One Night - June 24, 1977 (2004)
Rockin' Abilene - March 27, 1977 (2008)
Savannah '77 (2010)
The CBS Concert Recordings (2013)
The Event - March 28, 1977 (1995)
The Final Curtain (2011)
História:
Uma das jumpsuits mais icônicas de Elvis, foi confeccionada em 1974 e ficou praticamente intocada até 1977, quando foi usada em quase todos os shows.


Quando Gene Doucette começou a trabalhar na confecção das jumpsuits de Elvis, substituindo parte do trabalho de Bill Belew, houve uma mudança notável: as roupas passaram de simples figurinos a grandes e elaboradas alegorias no período 1971/72. Com assistência de Elvis, as jumpsuits foram ficando cada vez mais luxuosas - até mesmo espalhafatosas, por vezes - até meados de 1973, mas o modelo continuava a ser o conjunto normal (jaqueta + calça + capa + bota). O Rei do Rock não negava que era discreto em suas vestimentas do dia-a-dia mas que gostava de estar bastante visível no palco, o que dava a Belew e Doucette a liberdade de criação.

Porém quanto mais elaborada a jumpsuit mais pesada ela se tornava, o que dava a Elvis alguns problemas de mobilidade e dores nas costas. O auge dessas roupas pesadas e vistosas foi a 1973 American Eagle, que tinha 30 quilos, usada no shows do Aloha From Hawaii e em outras ocasiões daquele ano. Depois disso, Elvis pediu que pelo menos o peso das jumpsuits fosse revisto, o que levou à diminuição do uso de pedras preciosas grandes. O tecido permaneceria sendo o gabardine, por sua elasticidade e versatilidade, e os desenhos passariam a seguir um padrão adotado até 1976; a 1974 American Eagle, uma revisão de sua original, é um dos exemplos de tais modificações, sendo menos pesada e mais versátil.

No início de 1974, Bill Belew assistira um documentário sobre os Maias e achara que o padrão de seu famoso Relógio do Tempo Solar daria um bom desenho para uma jumpsuit. Com isso na cabeça, ele apresentou a ideia a Doucette - um adorador da arte indígena - e ambos começaram a pensar no modelo. Em pouco tempo ficou claro que a jumpsuit deveria ser toda de gabardine branco, com cinto e botas de couro branco; também foi acordado que o mesmo desenho seria utilizado tanto na frente quanto nas costas da jaqueta. O processo de costura dos detalhes foi um tanto complicado uma vez que o peso deveria ser levado em consideração, mas contando com técnica e sorte a roupa acabou pesando pouco. Para a calça, Gene Doucette teve a ideia de homenagear o prédio Chrysler em Nova York e inseriu suas formas ao padrão maia do traje.

Elvis gostou bastante do resultado e o usou assim que apresentado a ele. Em 12 de outubro de 1974 ele se apresentou com o traje no show da meia-noite em Lake Tahoe. O Rei do Rock a considerava uma jumpsuit "amigável" pelo peso e elasticidade, o que lhe dava mobilidade para executar seus golpes de karatê no palco. No encerramento daquela temporada em Tahoe, no dia 14 de outubro, ele novamente vestiu a roupa. Mas naquele ponto Elvis ainda estava em uma fase em que gostava de mostrar o máximo de pele possível sem ser vulgar e a jumpsuit não lhe pareceu adequada a este propósito. Segundo Gene Doucette, Elvis disse: "Gostei dela, mas cobre muito meu corpo."

Elvis usa a Mexican Sundial pela primeira vez; Lake Tahoe, Nevada, 12 de outubro de 1974 (©Sue McCasland)


Mas a Mexican Sundial se tornaria icônica em 1977 por ser uma das mais usadas naquele fatídico ano; dos 59 shows feitos, ela esteve em 39. Elvis havia decidido usar as jumpsuits que mais lhe agradavam enquanto a nova leva de trajes (incluindo um para uma turnê na Europa) não chegava a suas mãos. Como sua retenção de líquido era extrema na época, o cantor optava por usar aquela jumpsuit toda vez que estava mais inchado, deixando os outros para ocasiões de menos inchaço. De acordo com Bill Belew, "ela era a única que expandia bastante e ele se sentia confortável com isso, então acabamos usando-a por muitas vezes."

Com o passar dos meses, Elvis começou a confiar na elasticidade da Mexican Sundial e a testá-la com movimentos cada vez mais rápidos e coreografados. Em 26 de junho de 1977, seu último show, ele já se sentia confortável a ponto de performar vários chutes e movimentos de luta no palco. A diferença de físico de Elvis de 1974 para 1977 gerou uma lenda urbana de que existiram duas Mexican Sundial, assim como em uma época surgira o boato de que existiram três American Egle. Mas Bill Belew é categórico quanto a isso: "Há uma controvérsia sobre quantas Sundial existem. Só existe uma. Eu só fiz uma - só pode existir uma." De fato, Belew não nega que havia um conceito primário e que existe um sundial alternativo costurado, mas diz que "ele nunca foi colocado em alguma roupa, é apenas o relógio."


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