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Att.,
Diego Mantese.

I'VE GOT TO FIND MY BABY!

Viva a Extravagância: Viva Las Vegas

VIVA LAS VEGAS (EUA, 1964)

Título brasileiro: Amor À Toda Velocidade
Gravação:
Novembro - dezembro de 1963
Lançamento:
20 de maio de 1964
Duração:
85min
Produtora:
Metro-Goldwyn-Meyer
Orçamento:
US$ 3, 5 milhões
Arrecadação:
US$ 9,5 milhões
Elenco principal:
Elvis Presley
Ann-Margret
Cesare Danova
William Demarest
Jack Carter
Terri Garr
Trilha sonora:
"Viva Las Vegas" (single)
[b/w "What'd I Say"]
(28 de abril de 1964)
"Viva Las Vegas" (EP)
(8 de maio de 1964)
"Such a Night" (single)
[b/w "Never Ending"]
(14 de julho de 1964)
"Viva Las Vegas" (CD)
FTD - Novembro de 2003)




Viva Las Vegas é o décimo quinto filme de Elvis. Rodada em locação em Las Vegas e nos estúdios da MGM em Hollywood, a trama gira em torno de um piloto de corridas que precisa juntar dinheiro para um novo motor para seu carro, condição essencial para poder participar do primeiro Grand Prix de Las Vegas. Entre altos e baixos, ele acaba tendo que lutar também pelo amor de uma encantadora instrutora de natação.

Considerado um dos melhores filmes - se não "o" melhor - de Elvis nos anos 1960, "Amor À Toda Velocidade" também é um dos mais extravagantes em termos de produção, discussões acaloradas, fofocas, momentos quentes, cobiça e tudo mais que Las Vegas é capaz de proporcionar.

Apesar de a abertura ter sido filmada obviamente de um helicóptero que sobrevoou Las Vegas e seus cassinos, a MGM fez
questão de deixar claro durante os créditos iniciais que "as empresas vistas no filme são todas fictícias e, se houver
semelhança com nomes, eventos e locais, haverá sido por pura coincidência.
"


A extravagância produzida pelo cenário de Las Vegas já havia começado em julho de 1963, no momento da gravação da trilha sonora do filme, talvez devido ao fato de a produção e trilha do filme anterior, "Kissin' Cousins", terem sido extremamente pobres. Durante as filmagens, as locações provaram ser caras e o diretor, o veterano George Sidney, insistia em fazer diversos takes e cenas estendidas, principalmente as que tinham a participação de Ann-Margret.

Elvis e Ann-Margret conversam durante intervalo nas gravações


Temendo que seu cliente recebesse menos exposição que a atriz, o Coronel se ressentiu dessa decisão e provocou intensas discussões com o diretor. As cenas criticadas por Parker eram, essencialmente, aquelas em que Ann-Margret aparecia dançando em vários cenários diferentes e com muitos ângulos de câmera em "sequências bobas e intermináveis", segundo o Coronel. Por esse motivo, este é o único filme em que Parker não aparece nos créditos como consultor técnico.

O coreógrafo do filme, o ator e dançarino David Winters, do elenco original de "West Side Story", era professor de dança de Ann-Margret e um perfeccionista nato, o que ajudou a irritar ainda mais o Coronel. Para Parker, como dito acima, era um abuso querer que a atriz coadjuvante se saísse melhor e aparecesse por mais tempo do que o ator principal, e isso levou a mais discussões.

Seja por competência ou em função destes problemas, Elvis conseguiu um feito inédito em suas produções: gravar a cena em que canta "Viva Las Vegas" durante o concurso próximo ao final do filme em apenas um take.

O afeto entre Ann e Elvis era visível até mesmo nas cenas mais bobas da produção

Os incessantes ensaios, regravações e uso de multi-ângulos criaram o que o Coronel chamou de "extravagância orçamentária", que levou à produção do filme mais caro da carreira de Elvis: US$ 3,5 milhões no total, sem contar a trilha sonora. Como resultado disso, Parker cortou o orçamento de todos os filmes vindouros em 50% - pensando que assim recuperaria as "perdas" desta produção -  e lançando Elvis em um mar de músicas sem sentido e situações bizarras (além de repetitivas).

Priscilla Beaulieu, na época com 18 anos, já tinha suas preocupações direcionadas à explosiva e visível química entre Elvis e Ann-Margret, de 22. E com razão, pois a dupla iniciou um breve romance que atraiu a atenção dos colunistas das revistas de fofoca e, alegadamente, provocou um grande bate-boca entre os três após uma das filmagens.

Gestos e olhares sutis, mas reveladores, entre Elvis e Ann-Margret eram o assunto do momento


Priscilla revelou mais tarde em seu livro de 1985, "Elvis & Me", que tudo começou a esquentar realmente quando a imprensa resolveu publicar aos quatro ventos que Elvis e Ann-Margret estavam noivos e iam se casar. Já a atriz revela em seu livro de memórias, "A Photo Extravaganza & Memoir", que sentia que Elvis era sua alma gêmea e que "sentíamos que 'A Indústria' precisava de uma versão feminina de Elvis".

Qualquer que fosse a verdade, a cena do casamento entre os personagens de Elvis e Ann no filme foi um prato cheio para a imprensa. Alguns jornais e revistas realmente chegaram a publicá-las como sendo de um casamento real, o que gerou, certamente, um clima pesado entre Elvis e Priscilla.

Capa de uma das revistas sensacionalistas da época

Apesar dos pesares, "Amor À Toda Velocidade" arrecadou quase 275% a mais do que custou, a incrível soma nunca antes alcançada - e nunca depois, também - de US$ 9,5 milhões. Um outro recorde, este realmente inesperado, foi a produção superar a arrecadação do filme dos Beatles, "A Hard's Day Night", lançado quase ao mesmo tempo naquele ano, no auge da Beatlemania nos EUA.

Elvis recebeu um Laurel Award em 1965 por sua atuação no filme e a produção ficou em 2º lugar entre os melhores de 1964 na mesma premiação. Aparte de alguns críticos ferrenhos que odiaram a trama, a crítica especializada em geral gostou do filme e só tinha olhos para Ann-Margret, que, segundo eles, era a verdadeira estrela.

Elvis e Ann-Margret protagonizam, no final do filme, a cena que muitos fãs de ambos gostariam que fosse real



TRILHA SONORA

Gravada em 6 sessões no Radio Recorders e MGM Sound Stage entre julho e setembro de 1963, a trilha sonora do filme é composta por 12 canções cantadas por Elvis, duas na voz de Ann-Margret, uma por George McFadden e vários instrumentais. É a mais cara, mais extensa e a que mais utilizou músicos (42, no total) em sua gravação.

O single "Viva Las Vegas", cujo lado B trazia "What'd I Say", foi lançado em 28 de abril de 1964 com uma colocação mediana (lado A em 21º, e lado B em 29º).

Ao invés de investir um pouco mais, a RCA resolveu lançar um EP, formato que estava quase esquecido na época, com apenas 4 canções. Isso fez com que as vendas fossem piores do que as do single, deixando o disco apenas na 92ª posição. "I Need Somebody to Lean On" sequer conseguiu uma posição nos gráficos.

Aparte do lançamento em EP, outra das razões pelas quais o disco não teve sucesso foi a revolução musical da época. Enquanto outros grupos americanos, e mesmo estrangeiros, como os Beatles, procuravam novos ritmos, Elvis havia parado no tempo.





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ESTRELAS COADJUVANTES

ANN-MARGRET

Nascida em EstocolmoSuécia, em 28 de abril de 1941, Ann-Margret Olsson teve sua carreira na música e cinema pessoalmente impulsionada por Marilyn Monroe em 1959, quando a atriz notou sua estonteante figura durante as gravações de "Os Desajustados" e a chamou para uma conversa particular em seu camarim.

Seu grupo musical, The Suttletones, já fazia um bom sucesso em Los Angeles e aquele incentivo os fez ir para Las Vegas, onde entraram para o grupo de artistas contratados do hotel e cassino The Dunes e para o seleto grupo de artistas da RCA. Seu canto diferenciado, com uma voz rouca e cheia de estilo, fizeram com que a gravadora pedisse que ela gravasse algumas canções de Elvis para capitalizar com uma campanha que a venderia como "a versão feminina de Elvis". A união com Elvis em "Viva Las Vegas" foi o auge deste processo de marketing.

Ann fez participações pequenas no cinema e TV durante o restante de sua carreira, sendo a mais duradoura a sua própria série ("The Ann-Margret Show", 1968), com papéis lembrados em "Tommy" (1975), "Um Bonde Chamado Desejo" (1984), "Dois Velhos Rabugentos" (1993) e "Despedida em Grande Estilo" (2017). O restante de seu tempo foi dedicado quase totalmente à música, tendo lançado 30 singles e álbuns de 1961 a 2004.

Em 1994, Ann-Margret admitiu publicamente estar lutando contra o alcoolismo. No ano seguinte figurou na lista das 100 Atrizes Mais Sexy da História, ficando com o 10º lugar. Assim como Elvis, Margret é apaixonada por motos e só parou de pilotar em 2000, aos 59 anos, quando quebrou três costelas após um acidente enquanto andava por sua propriedade em Minnesota. A cantora e atriz hoje tem 76 anos e ainda trabalha com música, cinema e TV. Ela casou-se com o ator, produtor e roteirista Roger Smith em 8 de maio de 1967 (uma semana após o casamento de Elvis) e permaneceu com ele até a morte do ator em 4 de junho de 2017.


CESARE DANOVA

Cesare Deitinger nasceu na Itália de 1926 e adotou o sobrenome Danova quando se tornou ator em Roma após a Segunda Guerra Mundial. Cesare foi para os EUA em 1955 para filmar "Don Giovanni", chamando a atenção da MGM, que o contratou em 1956.

Mas sua grande oportunidade só viria em 1963, quando fez parte do elenco principal de "Cleópatra", ao lado de Elizabeth Taylor. No ano seguinte, Danova apareceria ao lado de Elvis Presley e Ann-Margret em "Amor À Toda Velocidade" e encerraria sua carreira no cinema.

De 1965 a 1992 o ator se dedicou à TV, aparecendo em "Daniel Boone" (1964 - 1970), "As Panteras" (1976 - 1981), "A Ilha da Fantasia" (1977 - 1984), "Casal 20" (1979 - 1984), "Missão: Impossível" (1988 - 1990) e "In the Heat of the Night" (1988 - 1995).

Cesare Danova morreu em 19 de março de 1992, aos 66 anos, após ter um ataque cardíaco durante uma reunião no Comitê de Filmes de Língua Estrangeira de Hollywood.




WILLIAM DEMAREST

Demarest nasceu em 1892 e desde criança se interessou pela atuação, fazendo parte do Vaudeville. Sua carreira cinematográfica começou em 1926 e se estendeu até 1972, com mais de 140 filmes. O ator conseguiu estabilidade na carreira com o diretor Preston Sturges, que frequentemente usava os mesmos atores em diversos filmes seguidos.

Em seus primeiros trabalhos, Demarest teve a honra de fazer parte do elenco de "O Cantor de Jazz" (1927), o primeiro filme com som e diálogos falados. Na TV o ator teve sua própria série, "Love and Marriage", entre 1959 e 1960. De 1965 a 1972, viveu seu personagem mais lembrado, o Tio Charlie O'Casey na série "My Three Sons". Seu último trabalho foi o filme para TV "Não Tenha Medo da Escuridão", filmado em 1972 e lançado no ano seguinte.

O ator morreu devido a um câncer de próstata e complicações do mesmo geradas por uma pneumonia em 1983, aos 91 anos.


JACK CARTER

Nascido no Brooklyn, Nova York, em 24 de junho de 1922, Jack ganhou seu próprio programa na NBC logo após voltar de seu serviço para o destacamento aéreo dos EUA na Segunda Guerra Mundial. Com um estilo de comédia vintage, lembrando Milton Berle, Carter fez sua carreira e sua vida em torno de suas apresentações em teatros pelo país e principalmente em Las Vegas.  Em "Amor À Toda Velocidade", ele é o apresentador do show de talentos do qual Elvis e Ann-Margret participam, aludindo a seu trabalho na cidade naquela época.

Após os anos 1970, o comediante passou a aparecer em diversas séries famosas na TV e filme não tão comemorados. Seu último filme, "Mercy" (2014) é, estranhamente, um de seus melhores. Na TV seu último trabalho foi dar voz a um personagem na série animada "Uma Família da Pesada" (1999 - ), no início de 2015. O comediante e ator morreu de falência respiratória em 28 de junho de 2015, aos 93 anos, em sua casa em Beverly Hills.


TERI GARR

Nascida em 11 de dezembro de 1944 em Ohio, Garr era filha de um ator do Vaudeville e uma dançarina, influências que moldaram sua escolha de uma carreira. Sua primeira participação no cinema se deu em 1963 como uma extra em "A Swingin' Affair". Porém, seu nome apareceu nos créditos pela primeira vez somente em "Amor À Toda Velocidade".

Amiga do coreógrafo David Winters, que fez a coreografia de 11 filmes de Elvis, ela conseguiu papéis secundários e sem falar em nove tramas ao lado do Rei do Rock. Seu primeiro papel falado se deu em "Os Monkees Estão de Volta", de 1968. Suas aparições mais importantes se deram em "Contatos Imediatos de Terceiro Grau" (1978) e "Tootsie" (1982). Uma de suas últimas participações na TV foi como a mãe de Phoebe Buffay na série "Friends" (1994-2004).

Diagnosticada com esclerose múltipla em 2002, a atriz recebeu cada vez menos oportunidades até se aposentar em 2008. A atriz, hoje com 72 anos, vive com a família em Ohio.
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