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I'VE GOT TO FIND MY BABY!

Elvis das Arábias: Harum Scarum

HARUM SCARUM (EUA, 1965)

Título brasileiro: Feriado no Harém
Gravação:
Março - maio de 1965
Lançamento:
24 de novembro de 1965
Duração:
85min
Produtora:
Metro-Goldwyn-Mayer
Orçamento:
US$ 2,4 milhões
Arrecadação:
US$ 3,1 milhões
Elenco principal:
Elvis Presley
Mary Ann Mobley
Fran Jeffries
Michael Ansara
Trilha sonora:
"Santa Claus Is Back In Town" (single)
[b/w "Blue Christmas"]
(26 de outubro de 1965)
"Harum Scarum" (LP)
(3 de novembro de 1965)
"Blue River" (single)
[b/w "Tell Me Why"]
(14 de dezembro de 1965)
"Harum Scarum" (CD)
(FTD - Novembro de 2003)






Harum Scarum é o décimo nono filme de Elvis. Dessa vez ele é Johnny Tyrone, um ator americano que vai ao Oriente Médio promover seu novo filme e acaba se metendo em confusão antes de se casar com a mocinha.

Essa seria a sinopse básica, com algumas pequeníssimas modificações, de muitos de seus filmes daqui para a frente. Eram um desperdício de tempo e talento que Elvis odiava, como todos hoje sabemos, e que o Coronel amava porque lhe dava dinheiro fácil.



O próprio estúdio sabia da falta de qualidade das produções, e a dessa se sobressaiu tanto que um executivo da MGM chegou a dizer que "não precisamos colocar títulos nos filmes de Elvis, basta numerá-los". Por incrível que pareça, o Coronel também se mostrou desapontado com o roteiro, chegando até a sugerir um camelo falante para que o público pensasse se tratar de uma comédia.



Elvis estava inconsolável nas gravações. Ele concordara em fazer mais filmes se os roteiros fossem dramáticos e bem finalizados, mas acabou recebendo uma subespécie de suspense, ação e mal gosto. Neste ponto há uma discussão grande em várias partes do mundo devido a uma cena considerada imprópria. Elvis canta "Shake That Tambourine" ("balance esse tamborim", com "tamborim" tendo o óbvio duplo sentido) para uma menina de uns 8 anos.



Mas a produção teve suas partes boas. Gene Nelson desenhou os trajes de Elvis, os quais ele realmente adorou - tanto que o levou para usar em casa. Os sets usados foram os mesmos vistos em "Rei dos Reis" (1927), de Cecil B. DeMille, e o roteiro baseado em "Paixão de Bárbaro" (1921), com Rudolph Valentino. Alguns pontos do filme realmente são interessante e há até uma certa ação, mas infelizmente nada que apague tudo o que há de ruim.

A arrecadação de US$ 3,1 milhões, apenas US$ 700 mil acima do orçamento, mostra o nível da produção - para comparar, "Tickle Me" (1965), que já não foi grandes coisas, arrecadou US$ 5 milhões. E se não há grandes prêmios dados a esta produção, ela pelo menos está listada como um dos "100 Melhores Piores Filmes Já Feitos" do Prêmio Framboesa de Ouro.


TRILHA SONORA

Embora 1965 tenha sido um ano de lançamentos de gravações antigas com o LP "Elvis For Everyone!", que trazia músicas do período 1954 - 1964, Elvis gravou 11 canções para a trilha sonora deste filme.

Como ocorrido com "Carrossel de Emoções" (1964), nenhuma faixa foi lançada em single. Das 11 músicas, somente 9 estão no filme - as duas omitidas foram "Animal Instinct" e "Wisdom of Ages". As 11 músicas foram direto para um LP que é hoje conhecido, mas não muito comemorado.







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ESTRELAS COADJUVANTES

MARY ANN MOBLEY

Nascida no Mississippi em 1937, Mary Ann ficou conhecida desde muito cedo. Primeiro no mundo das beldades, ganhando o Miss America de 1959 - a primeira vitória de uma modelo do Estado da Magnólia. Em seguida, ela começou uma extensa carreira televisiva em 1963 com participações em "A Lei de Burke" (1963-1965).

Mobley também apareceu em diversas capítulos de "Perry Mason" (1957-1966). Isso lhe rendeu um contrato de 5 anos com a MGM, que a escalou já em sua segunda produção para contracenar com o Rei do Rock em "Louco Por Garotas" e logo depois em "Feriado no Harém". Seu contrato terminou em 1968 e marcou também sua última participação no cinema com "For Singles Only".

Mary Ann passou a fazer parte do elenco recorrente de diversas séries nos anos 1970 a 1990, como "O Homem de Virgínia", "Galeria do Terror", "Missão: Impossível", "O Homem da U.N.C.L.E.", "A Ilha da Fantasia", "O Barco do Amor", "Arnold" e "Sabrina: A Bruxa Adolescente".

A atriz se aposentou em 1999 devido a complicações da Doença de Crohn. Em 2009 ela passou por uma cirurgia de urgência para retirar um câncer de mama. Mary Ann Mobley morreu em 9 de dezembro de 2014, aos 77 anos, devido ao retorno deste câncer.


FRAN JEFFRIES

Frances Ann Makris nasceu em 1937 na cidade de San JoseCalifórnia. Fez pequenas participações no cinema em cinco filmes, sendo a mais conhecida esta de "Feriado no Harém". Como cantora, ela lançou 3 discos entre 1964 e 2000.

Jeffries conseguiu a façanha de posar para a Playboy por duas vezes mesmo tendo uma idade fora do padrão. Seu primeiro ensaio foi em 1971, quando tinha 33 anos, e foi intitulado "Frantástica!". Onze anos depois, em 1982 e aos 45 anos, fez um novo ensaio intitulado "Ainda Frantástica!".

Ela se aposentou em 2000, foi casada 3 vezes e teve uma única filha do primeiro casamento em 1958 com o ator Dick Haymes. Seu último casamento durou apenas dois anos e acabou em 1973. A atriz morreu em 15 de dezembro de 2016, aos 79 anos, devido a um câncer que tratava há anos.


MICHAEL ANSARA

Nascido em 1922 na Síria, Ansara foi levado para os EUA pelos pais em 1925. A família se estabeleceu por um curto período em Massachussetts antes de ir para a Califórnia. Seu interesse era a medicina e ele planejava se formar, mas acabou optando pela atuação depois de se apaixonar pela arte.

Na década de 1950, apareceu como ator coadjuvante em duas séries - "Alfred Hitchcock Presents" e "The Lone Ranger", chamando a atenção da rede de TV ABC, que o contratou e lhe deu um papel considerável, o índio Cochise, na série "Broken Arrow". A série lançou sua carreira e o transformou em um dos principais atores coadjuvantes da TV dos anos 1960, participando de séries como "Batman", "Viagem ao Fundo do Mar", "Perry Mason", "Perdidos no Espaço" e "Daniel Boone". Fez participações extensivas em "Jeannie É Um Gênio", com sua então esposa Barbara Eden.

Nas décadas seguintes, foi um importante nome da ficção científica em função de seus personagens memoráveis em séries como "Buck Rogers", "Babylon 5" e "Jornada nas Estrelas". Nos anos 1990, emprestou sua voz para alguns personagens das séries animadas do Batman. O ator se aposentou em 2001 depois que um de seus filhos teve uma overdose de cocaína. Michael Ansara morreu em 2013, aos 91 anos.


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