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Diego Mantese.

I'VE GOT TO FIND MY BABY!

Pesadelo no Paraíso do Havaí: Paradise, Hawaiian Style

PARADISE, HAWAIIAN STYLE (EUA, 1966)

Título brasileiro: No Paraíso do Havaí
Gravação:
Agosto - setembro de 1965
Lançamento:
9 de junho de 1966
Duração:
91min
Produtora:
Paramount Pictures
Orçamento:
US$ 2 milhões
Arrecadação:
US$ 2,5 milhões
Elenco principal:
Elvis Presley
James Shigeta
Suzanna Leigh
Donna Butterworth
Irene Tsu
Julie Parrish
Trilha sonora:
"Come What May" (single)
[b/w "Love Letters"]
(8 de junho de 1966)
"Paradise, Hawaiian Style" (LP)
(10 de junho de 1966)
"Paradise, Hawaiian Style" (CD)
(FTD - Julho de 2004)







Paradise, Hawaiian Style é o vigésimo primeiro filme de Elvis. Nele, sua personagem encontra encrenca quando todas as suas namoradas havaianas resolve se vingar de suas promessas não cumpridas.

O Havaí sempre foi um refúgio para Elvis nos anos iniciais de sua carreira (esteve lá em show beneficente em 1961 e retornou desde então a passeio), mas em 1966 sua carreira cinematográfica ia por um rumo que impedia que o Rei do Rock relaxasse.

Elvis e suas coadjuvantes.
No fundo, da esquerda para a direita: Julie Parrish, Suzanna Leigh e Marianna Hill.
Na frente, da esquerda para a direita: Irene Tsu, Donna Butterworth e Linda Wong.


Dessa vez, além de repetir o mesmo papel já calejado (conquistador que precisa corrigir um erro para ficar com a mocinha), Elvis teria que... Cantar para cães. E o pior, fazer uma manobra com um helicóptero que só poderia existir mesmo em um roteiro de cinema.

Da esquerda para a direita: Coronel Parker, Hal Wallis, Vernon e Elvis durante as gravações.

Elvis gostava sim da companhia e apreciação do povo local. Todos os dias durante as filmagens, delegações de chefes de tribos indígenas havaianas vinham visitar o set e as locações. Para a surpresa de todos, Elvis realmente aprendeu a tocar alguns instrumentos para as cenas finais do filme e se deu muito bem com os líderes indígenas.



O último filme de Elvis no Havaí provou, ainda mais que os anteriores, que era necessário uma drástica mudança de rumo para que sua carreira cinematográfica pudesse se salvar.




Fora uma breve noção do que a história tratava, o roteiro não ajudava em muito e trazia, em sua maior parte, Elvis cantando ou correndo atrás - ou em busca - de mulheres. A clássica cena de luta também estava lá.




A produção não se saiu tão bem quanto a Paramount esperava. A produtora apostava que "Paradise..." pudesse atingir o mesmo sucesso de "Blue Hawaii" ou pelo menos chegar perto de "Girls! Girls! Girls!", mas no fim das contas o retorno foi mínimo, de apenas US$ 2.500,000 - meros US$ 500 mil de lucro, e o filme ficou apenas na quadragésima posição de arrecadação em 1966.


TRILHA SONORA

A trilha do filme ficou um pouco melhor nas paradas, atingindo a 15ª posição logo após seu lançamento em 10 de junho de 1966. Pela primeira vez em alguns anos, nenhum single foi vendido para promover o filme e sua trilha.

Dez músicas foram gravadas para o filme entre 26 de julho e 4 de agosto de 1965 nos estúdios da Radio Records na Califórnia. Somente nove foram usadas no filme, mas todas foram incluídas no LP.








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ESTRELAS COADJUVANTES

JAMES SHIGETA

Nascido no Havaí em 17 de junho de 1929, James Saburo Shigeta dedicou toda sua vida ao teatro, música, cinema e televisão. Formado em Drama na Universidade de Nova York, teve seu nome trocado para Guy Brion e foi levado por seu agente a participar do The Original Amateur Hour com Ted Mack, onde ganhou o primeiro prêmio como cantor revelação.

Durante a Guerra da Coreia, foi enviado ao Japão, onde assinou um contrato com a Toho Studios e passou a se apresentar no teatro sob seu verdadeiro nome. Em poucos anos, ele ficou conhecido por lá como "o Frank Sinatra japonês". Em 1959, a oportunidade no cinema veio dos EUA, onde interpretou o detetive Joe Kojaku em "O Quimono Escarlate". A Paramount Pictures logo se interessou por Shigeta, contratando-o para vários filmes e colocando-o em séries de sucesso como "Havaí 5-0", "Perry Mason" e "Missão: Impossível".

Shigeta permaneceu ativo na TV e no cinema até os anos 2000. Em 1998, deu voz ao General Li em "Mulan", papel muito celebrado. Seu último trabalho no cinema se deu em 2009 e o ator morreu em 28 de julho de 2014, aos 85 anos, devido a complicações de um infarto sofrido em 2012.


SUZANNA LEIGH

Nascida Sandra Eileen Anne Smith em 26 de julho de 1945, Leigh cresceu em BerkshireInglaterra, e começou a trabalhar em filmes enquanto ainda era pré-adolescente. A atriz adotou o nome artístico Suzanna Leigh depois de entrar para o cinema em homenagem a sua madrinha de carreira, Vivien Leigh (Scarlett O'Hara em "...E O Vento Levou", de 1939).

Os papéis de Leigh em filmes incluem uma aeromoça na comédia "Boeing Boeing" (1965), com Jerry Lewis e Tony Curtis, o interesse amoroso de Elvis Presley em "No Paraíso do Havaí" (1966), e a heroína frágil em "Luxúria de Vampiros" (1971). Fez pequenas participações em séries, todas britânicas e quase desconhecidas ao público mundial.

Em 2015, teve um papel de destaque no filme "Grace of Father". Leigh também é escritora, tendo lançado sua biografia, intitulada "Suzanna, Paradise Style" e um livro de autoajuda. Em 2016 ela publicou seu mais novo livro, "KING: Travels With Elvis", onde conta detalhes de sua amizade com o Rei do Rock. Suzanna defende, desde 1977, que Elvis foi assassinado (leia artigo aqui).


DONNA BUTTERWORTH

Nascida em 23 de fevereiro de 1956, Donna teve uma curta carreira. Ela foi descoberta pela Paramount Pictures enquanto se apresentava no Havaí como cantora e maravilhava os turistas.

Sua carreira se resume a dois filmes, o primeiro sendo "Uma Família Fuleira" (1965), com Jerry Lewis, pela qual concorreu a um Globo de Ouro, e o segundo e último, "No Paraíso do Havaí". Ela também teve uma breve participação em alguns episódios da série "Walt Disney's Wonderful World of Color" em 1967.

Donna abandonou o cinema e a TV para se dedicar à música e teve uma carreira prolífica no ramo na década de 1970. A partir dos anos 1980, ela se tornaria uma reclusa e vê-la era, para os fãs, tão raro e surpreendente quanto seria ver o próprio Elvis. A atriz e cantora morreu em 6 de março de 2018, aos 62 anos, de causas desconhecidas.


IRENE TSU

De origem sino-americana, Tsu nasceu em Xangai no dia 4 de novembro de 1944. Sua formação artística se deu em escolas de artes e danças durante a adolescência e seu debut no cinema ocorreu em 1961 com o filme "Flor de Lotus", adaptação da peça homônima da Broadway de 1958 que foi baseada em um romance chinês escrito por C. Y. Lee.

Seu primeiro papel falado foi o de uma prostituta adolescente em "Papai Não Sabe Nada", comédia de 1963 com James Stewart. O final dos anos 1960 marcaram a carreira de Irene com comerciais para a Chevron, "No Paraíso do Havaí" e um romance de dois anos com Frank Sinatra.

De 1978 a 1989 ela chefiou sua própria empresa, a IT Designs, especializada em criar roupas de lazer. Desde 1990 Irene é corretora de imóveis para a Coldwell Banker da California, instrutora de yoga e mãe dedicada, tendo adotado sua sobrinha chinesa. A atriz continua atuando esporadicamente e tem 73 anos.


JULIE PARRISH

A mais velha de seus irmãos, Ruby Joyce Wilbar nasceu em Middlesboro, Kentucky, em 21 de outubro de 1940. Depois de ganhar o prêmio de Modelo Adolescente do Ano, ela passou a usar o nome artístico Julie Parrish após conseguir contrato para dois filmes com Jerry Lewis, "Detetive Mixuruca" (1962) e "O Professor Aloprado" (1963).

Sua carreira no cinema durou até 1981 com aparições esporádicas como atriz coadjuvante, sendo "No Paraíso do Havaí" já um dos últimos. Na TV seus créditos estão em séries renomadas como "Gunsmoke", "Bonanza", "Jornada Nas Estrelas" e uma aparição surpresa em "Barrados no Baile".

Depois de uma longa batalha contra um câncer nos ovários, a atriz morreu em decorrência da doença em 1 de outubro de 2003, aos 62 anos.





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