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Att.,
Diego Mantese.

I'VE GOT TO FIND MY BABY!

Colapso Total: Clambake

CLAMBAKE (EUA, 1967)

Título brasileiro: O Barco do Amor
Gravação:
Março - abril de 1967
Lançamento:
18 de outubro de 1967
Duração:
100min
Produtora:
United Artists
Orçamento:
US$ 2,5 milhões
Arrecadação:
US$ 3,1 milhão
Elenco principal:
Elvis Presley
Shelley Fabares
Will Hutchins
Bill Bixby
Trilha sonora:
"Big Boss Man" (single)
[b/w "You Don't Know Me"]
(23 de setembro de 1967)
"Clambake" (LP)
(10 de outubro de 1967)
"Clambake" (CD)
(FTD - Julho de 2006)










Clambake é o vigésimo quinto filme de Elvis. Nele, Scott Hayward resolve se desfazer de seus bens e fortunas depois que seu pai milionário o força a seguir seu caminho, encontrando a felicidade - e confusões - enquanto tenta dar um rumo a sua vida.

Com Elvis extremamente descontente com o rumo das suas últimas produções, os ânimos estavam acirrados por trás das câmeras. Como resultado de diversas discussões, Clambake foi o último filme para o qual ele foi capaz de exigir e receber um cachê de US$ 1.000.000, pois o desempenho medíocre dos anteriores nas bilheterias, combinado com seu desejo de fazer filmes mais sérios e menos comerciais, significava que os estúdios não estavam mais dispostos a garantir pagamentos de sete dígitos.

Poster promocional com Elvis e Shelley Fabares.


Após numerosos atrasos, a fotografia principal de Clambake começou em 22 de março de 1967. Em seu livro de 1985 "Elvis and Me", Priscilla Presley escreve que, durante as filmagens, a crescente angústia de Elvis com a qualidade de seus filmes o levou a uma depressão acompanhada de excessos alimentares, que fez com que seu peso passasse das 170 lb (77 kg) para 200 lb (91 kg) rapidamente.

Albert Goldman, em sua biografia sobre Elvis, corrobora isso. Segundo ele, um executivo do estúdio ordenou que ele perdesse peso depressa, marcando a introdução de pílulas de dieta em sua lista já excessiva de medicamentos.

Elvis visivelmente inchado e Shelley Fabares notavelmente desconfortável posam para as câmeras nas filmagens. 

Durante esse tempo, Presley estava cada vez mais interessado ​​em estudos religiosos e espiritualidade, lendo muito sobre os assuntos. O Coronel Tom Parker, sentindo que isso o distraía, teria ordenado que o cantor não lesse os livros enquanto filmava, mas não há nenhuma evidência de que Presley cumpriu a diretiva.

A produção foi interrompida por quase duas semanas depois que Elvis caiu e bateu a cabeça na mansão onde estava morando durante as filmagens, o que resultou em uma leve concussão. Apesar de o cantor ter sempre dito que realmente fora um acidente, alguns biógrafos creem que Presley teria se machucado intencionalmente, com o objetivo de ser dispensado do filme; outros, mais mórbidos, cogitam uma primeira tentativa de suicídio.


Embora a história se passe na Flórida, apenas algumas cenas foram capturadas lá pela segunda unidade. Praticamente todo o filme foi filmado no sul da Califórnia, resultando em diversos erros. Várias cenas exteriores que se passam na Flórida têm as muito conspícuas montanhas californianas ao fundo, além dos campos de petróleo inexistentes na Flórida e os barcos na marina têm números de registro que começam com "CF" (Califórnia), e não "FL" (Flórida).

Still promocional para o filme.


Clambake estreou timidamente em 18 de outubro de 1967, mas só chegou ao grande público em dezembro. A produção foi altamente criticada por sua história, falta de direção, uso de co-estrelas já vistas em diversos filmes com Elvis (caso de Shelley Fabares, que era sua coadjuvante pela terceira vez), uso excessivo de chromakey e cenas obviamente gravadas fora da Flórida. Para vender alguma coisa no Japão, o filme teve seu título mudado para "Blue Miami", na esperança de atrair o público que havia gostado de "Blue Hawaii" (1961).


TRILHA SONORA

As sessões feitas em Nashville de 21 a 23 de fevereiro, 6 de março, 10 e 11 de setembro de 1967, foram um fiasco; das oito canções gravadas, duas haviam sido retiradas do filme, e mesmo com "How Can You Lose What You Never Had" colocada no disco sem estar na produção, o álbum ainda contava com somente sete músicas.

Apesar dos pesares, este LP marcaria um ponto de virada na carreira de Elvis. Quebrando direitos autorais, ele resolveu gravar canções que gostava para fechar o álbum com o mínimo necessário de 10 faixas ou 20 minutos de duração. Entre elas estavam "Guitar Man", que faria um enorme sucesso e abriria seu especial de 1968, "You Don't Know Me", uma balada bem recebida, e "Big Boss Man", que faria parte de muitas de suas apresentações nos anos 1970. Estas duas últimas foram lançadas em um single de pouco sucesso alguns dias antes da trilha sonora do filme.

O álbum oficial foi para as lojas em 10 de outubro de 1967 e terminou o ano na 40ª posição nas paradas, algo que as trilhas de Elvis não conseguiam há bastante tempo. Mesmo com esse incentivo, Clambake vendeu menos de 200.000 cópias, muito pior do que seu antecessor Double Trouble, que tinha sido o álbum de menor venda até aquele momento.

Incluindo este LP, de seus quinze álbuns desde Pot Luck with Elvis em 1962, apenas três não tinham sido trilhas sonoras de filmes: um (Elvis' Golden Records Volume 3) foi uma compilação de singles de sucesso, outro (Elvis for Everyone) uma compilação de sobras, e o terceiro (How Great Thou Art) um álbum Gospel.






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ESTRELAS COADJUVANTES


WILL HUTCHINS

Marshall Lowell Hutchason nasceu em Atwater VillageLos AngelesCalifórnia, em 5 de maio de 1930. Quando criança, ele visitava os sets de filmagens de Hollywood e teve a sorte de ser chamado para compor uma multidão no filme "Never Give a Sucker an Even Break" (1941), que marcou seu primeiro trabalho como extra. Estudando no Colégio de Pomona na adolescência, Hutchins se formou em Teatro Grego e, logo depois, fez faculdade de Cinema na Universidade da Califórnia. Durante a Guerra da Coréia, serviu por dois anos no Exército dos Estados Unidos como criptógrafo em Paris.

De volta aos EUA, Hutchins passou a totalidade dos anos 1950 e a parte inicial dos anos 1960 trabalhando com televisão, aparecendo em séries como "Cheyenne" (1955), "Bronco" (1958-1962) e "Maverick" (1957-1962), além de estrelar sua própria série, "Sugarfoot", em 1961. O contrato com a Warner também o colocou em alguns filmes no final dos anos 1950, mas nenhum de grande importância. Em sua carreira, o próprio ator, que hoje tem 85 anos e continua fazendo aparições esporádicas em séries, considera que os filmes de maior importância foram "Disparo Para Matar" (1965), com Jack Nicholson, e "O Barco do Amor" (1967), com Elvis. Hutchins também faz uma ponta em "Minhas Três Noivas" (1966).


BILL BIXBY

Filho único, Wilfred Bailey Everett Bixby III nasceu em 22 de janeiro de 1934 em San FranciscoCalifórnia. Em 1942, quando tinha oito anos de idade, seu pai se alistou na Marinha e viajou para o Sul do Pacífico, deixando Bill e sua mãe na Califórnia, onde ele entrou para o coro da Grace Cathedral. Em 1946, sua mãe o incentivou a ter aulas de dança de salão e aperfeiçoar sua oratória. Após a formatura do ensino médio em 1952, contra a vontade de seus pais, ele se formou em Teatro na San Francisco City College, onde era colega de Lee Meriwether, uma jovem atriz que viria a ganhar o título duplo de Miss Califórnia e Miss América em 1954 e a se tornar uma atriz reconhecida nos anos 1960 em trabalhos como a série "Túnel do Tempo" (1966-1967).

Mais tarde, frequentou a Universidade da Califórnia, mas abandonou o curso para se unir aos Fuzileiros Navais. Ele então se mudou para Hollywood, onde trabalhou como carregador e salva-vidas antes de ser contratado, em 1959, para trabalhar como modelo e fazer comerciais para a General Motors e Chrysler. Em 1963, depois de aparecer como extra em diversas séries de sucesso, Bixby estrelou na sua própria, "Meu Marciano Favorito" (1963-1966), levando seu talento a mercados mais longínquos. Isso lhe rendeu participações em vários filmes após o fim da série, como "A Marca do Vingador" (1966), "O Barco do Amor" (1967) e "O Bacana do Volante" (1968), estes dois últimos com Elvis. Em 1969 estrelou uma nova série, "The Courtship of Eddie's Father" (1969-1972), que o colocou em grande evidência.

"The Magician" (1973-1974) foi outra série que fez seu nome crescer entre os produtores. Todos estes sucessos, e a participação em séries renomadas nos anos 1970, levaram ao contrato com a CBS/NBC em 1977 para viver David Bruce Banner, o protagonista da série "O Incrível Hulk" (1977-1982). A morte de seu único filho em 1981 pesou bastante em sua carreira, pois o ator deixou de se interessar por trabalhos devido à depressão e resolveu se aposentar em 1993 depois que vários jornais reportaram sua morte devido a um câncer, o que ele repeliu publicamente, explicando sua doença.  Bill Bixby morrem em 21 de novembro de 1993, aos 59 anos,  em função da doença.

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