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Diego Mantese.

I'VE GOT TO FIND MY BABY!

Easter Special (CD - FTD, 2001)

Título:
Easter Special
Selo:
FTD [FTD 010]
Formato:
CD
Número de faixas:
20
Duração:
61:00
Tipo de álbum:
Disco comum
Vinculado a:
Discografia FTD
Ano:
2001
Gravação:
19 de janeiro de 1957 a 16 de dezembro de 1973
Lançamento:
1 de abril de 2001
Singles:
---


Easter Special é o décimo lançamento da gravadora Follow That Dream (FTD) e seu primeiro trabalho de bônus, distribuído em função da comemoração da Páscoa de 2001. Ele contém 19 takes alternativos até então inéditos e um comercial de rádio de 1957 que era considerado perdido. O CD está atualmente fora de catálogo na gravadora.

Se Elvis já procurou se superar, foi sem dúvidas em suas gravações Gospel. Desde os dias pré-fama, o cantor exibia um desejo de cantar louvores e, sempre que o fazia, transformava a ocasião em um acontecimento especial. Não foi à toa que o EP "(There'll Be) Peace In the Valley (For Me)", de abril de 1957, fez tanto sucesso e alavancou a ideia para o LP "Elvis' Christmas Album" no fim daquele mesmo ano; a voz de Elvis transcendia e se tornava angelical quando cantava Gospel.

Ciente disso e já para dar uma dica dos trabalhos que viriam, a FTD criou uma edição especial de Páscoa com 19 canções Gospel que foram lançadas em vários discos ao longo da carreira de Elvis, mas com a novidade de que cada um dos takes era totalmente inédito. Abaixo segue resenha do material disponibilizado no CD.
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- 1. March of Dimes (1957): Um achado histórico, trata-se de um comercial feito por Elvis para a campanha da vacinação contra a poliomielite.

- 2. It Is No Secret (What God Can Do) (Take 5 - erroneamente informado como Take 12) [19/01/57]: Gravado para o EP "(There'll Be) Peace In the Valley (For Me)", que seria o primeiro trabalho Gospel de Elvis e ao mesmo um teste para um futuro LP do tipo, este era um dos cantos preferidos do Rei do Rock entre todos do hinário de Stuart Hamblen. Esta versão, bem mais lenta e melódica do que o Master (Take 13), soa divina e claramente diferente do take 12, erroneamente informado na contracapa do CD.

- 3. He Knows Just What I Need (Take 1) [30/10/60]: Mais de três anos depois e com o LP "Elvis' Christmas Album" ainda em alta demanda popular, Elvis decide gravar seu primeiro disco realmente Gospel do início ao fim - "His Hand In Mine". Auxiliado pelo grupo The Jordanaires, pela soprano Millie Kirkham e por Charlie Hodge nos backing vocals, o cantor recria as principais canções dos hinários de sua infância e adolescência. Neste primeiro take já é transparente a visão musical de Elvis, que sentia que os instrumentos e backing vocals deveriam estar mais presentes no mix do que sua própria voz. Diferente do Master (Take 10), este tem o piano mais pronunciado e fazendo um boogie.

- 4. Mansion Over the Hilltop (Take 1) [30/10/60]: Embora tenha saído perfeito e pudesse muito bem ser o Master, este take acabou sendo rejeitado pela RCA provavelmente por causa dos estalos ouvidos no microfone durante o primeiro verso. O Master (Take 3) é tão bom quanto.

- 5. Joshua Fit the Battle (Take 1) [31/10/60]: Primeiros takes sempre têm algo de especial, e este não é exceção. Elvis está com o microfone nas mãos e pronto para deixar a coisa rolar; Scotty está experimentando com seus licks e os Jordanaires ainda estão procurando a harmonia perfeita. O Master (Take 4) soa bem mais "de estúdio", mas este take traz um sentimento diferente e mais apreciável, como se estivéssemos ouvindo Elvis e uma banda qualquer cantar e tocar em um verdadeiro culto.

- 6. I'm Gonna Walk Dem Golden Stairs (Takes 2 & 3) [31/10/60]: Gravado logo após o Master (Take 1), soa mais leve e tem os Jordanaires bem mais à frente no mix. Outra diferença é que as baterias de D. J. Fontana e Murrey 'Buddy' Harman estão mais presentes do que no Master.

- 7. Known Only to Him (Takes 1 & 2) [31/10/60]: Eram 6 horas da manhã e Elvis já tinha gravado outras 11  canções, incluindo o single #1 "Surrender". Mesmo assim, o cantor demonstra seu perfeccionismo e sua genialidade no take 2 (o take 1 é apenas um false start) comandando um mix vocal mais harmonioso do que o ouvido no Master (Take 5).

- 8. Run On (Take 2) [25/05/66]: Quase seis anos depois, Elvis está gravando seu segundo disco Gospel - "How Great Thou Art". Esta sessão é icônica por ter Felton Jarvis como produtor pela primeira vez e por ter retirado o cantor das maçantes gravações de trilhas sonoras dos últimos quatro anos. Esta versão é mais forte e puxada ao funk do que o Master (Take 7), o que dá um ótimo início aos trabalhos - ainda mais por ser uma das canções preferidas de Elvis.

- 9. Stand By Me (Take 7 - erroneamente informado como Take 2) [26/05/66]: Contam as histórias que Elvis pediu que as luzes do estúdio fossem apagadas para que ele pudesse entrar na sintonia certa para a canção. Seja verdade ou não, qualquer técnica que tenha sido usado deu certo. Quando Felton Jarvis anuncia o "take 7", erroneamente informado na contracapa do CD como take 2, o que se segue são dois minutos e meio de pura magia. Elvis ainda trabalharia nela até obter o Master no Take 11.

- 10. So High (Takes 2 & 3) [27/05/66]: Se "Run On" era uma das preferidas de Elvis, esta era "a" preferida. O cantor usa toda sua voz para correr pelos graves a agudos enquanto a harmonia é bem mais levada pelas palmas dos backing vocals do que no Master (Take 4), onde é a bateria de Murrey 'Buddy' Harman que predomina.

- 11. Somebody Biggert Than You and I (Take 12) [27/05/66]: Aqui Elvis demonstra toda sua técnica ao usar sua voz grave. É uma pena não termos ainda acesso aos takes mais iniciais, onde ele tentara emular a voz extremamente grave do cantor original, Jimmy Jones, mas sem conseguir manter as notas pelo tempo correto. Esta versão é bem parecida com o Master (Take 16), à exceção de que o piano soa mais proeminente e não há o eco adicionado na sessão de overdubs.

- 12. We Call On Him (Takes 4 & 5) [11/09/67]: Gravada durante uma sessão avulsa entre os trabalhos para "Clambake", a mesma que trouxe clássicos como "Guitar Man" e "Hi-Heel Sneakers", esta canção acabou sendo lançada somente em 26 de março de 1968 como faixa-título de um single que trazia "You'll Never Walk Alone", da mesma sessão, no lado B. O descontentamento de Elvis com o início do take 4 mostra seu perfeccionismo e traz uma versão bastante adorável e bem próxima ao Master (Take 9) na sequência.

- 13. Saved (Take 1) [22/06/68]: Usada para compor o Master do medley Gospel ouvido no "'68 Comeback Special" e no LP "ELVIS", de 1968, traz Elvis tentando alcançar o ponto perfeito de rouquidão e soul em sua voz. Embora não tenha o brilhante "blues outro" ouvido em algumas versões mais novas do disco do especial, ainda vale muito a pena.

- 14. An Evening Prayer (Take 2) [19/05/71]: Pulando para 1971, chegamos às sessões para o terceiro e último álbum Gospel de Elvis - "He Touched Me". Ainda no espírito da Maratona de Nashville de 1970, ele está gravando inúmeras faixas para garantir o lançamento contínuo de trabalhos inéditos nos próximos meses. Embora as faixas para o disco tenham sido gravadas juntas às do segundo disco natalino do cantor, "Elvis Sings the Wonderful World of Christmas", que iria às lojas em outubro daquele mesmo ano, o LP Gospel apenas chegaria ao público em abril de 1972 e sem muita repercussão. A versão ouvida neste take é bastante similar ao Master (Take 10), mas com um mix diferente para a banda.

- 15. Seeing Is Believing (Take 4) [20/05/71]: Uma composição de Charlie Hodge, estava sendo acabada mesmo durante o processo de gravação. Isso fica bastante evidente neste take por ele ter uma guitarra mais puxada ao funk e a canção ter um fim definitivo ao invés do fade colocado no Master (Take 14).

- 16. There Is No God But God (Takes 1 & 2) [09/06/71]: Enquanto ainda trabalhava em faixas que seriam lançadas através dos próximos dois anos, Elvis retorna a seu disco Gospel para gravar mais uma canção. No dia seguinte, ele criaria sua versão de estúdio da icônica "My Way", lançada somente em 1995. Diferente do Master (Take 5), que tem um som mais ameno e harmônico, o de número 2 (take 1 é um false start) é marcado pela presença excessiva do órgão.

- 17. He Is My Everything (Takes 1 & 2) [09/06/71]: Baseada no country "There Goes My Everything", que Elvis gravara exatamente um ano antes para o LP "Elvis Country", esta versão Gospel escrita por Dallas Frazier chegou a público também no disco "He Touched Me". Antes de fazer um take completo e bastante aproveitável, mas não usado (o Master teria sido o Take 3 ou 5, ou ainda um splice dos Takes 3 e 5 - não há informações concretas da RCA), Elvis brinca com a banda e backing vocals e canta trechos de "Farther Along", "Oh Happy Day" e "Mean Woman Blues".

- 18. Bosom of Abraham (Take 7) [10/06/71]: Outro clássico inédito, trata-se da última versão proposta por Elvis, obtida logo depois do Master (Take 6) e por isso muito parecida com o mesmo.

- 19. I Got a Feeling In My Body (Takes 6 & 7) [10/12/73]: Durante sua última sessão de gravação antes de março de 1975, Elvis gravou algumas canções de seu gosto para discos que seriam lançados dali até 1976. Esta música mesmo foi colocada entre as que compuseram o LP "Good Times", vendido a partir de 20 de março de 1974, e não obteve muita atenção por ter letra religiosa. Apesar disso, seu som era moderno e mais puxado ao funk no take 7 (o take 6 é apenas um false start) do que no Master (Take 3). A versatilidade de Elvis é mostrada ao percebermos que na mesma noite ele ainda gravaria "It's Midnight", de tom completamente diferente.

- 20. If That Isn't Love (Takes 2, 6 & 7) [16/12/73 - erroneamente informado como outubro de 1973]: O último dia de gravações antes de março de 1975 traz Elvis de bom humor e querendo mostrar seu melhor. Ele brinca, inicia e para a música algumas vezes, dizendo estar buscando "aquele algo especial" para a música. Seja como for o take 7 (os takes 2 e 6 são false starts) mostra a última tentativa de melhorar a canção, mas o Take 4 foi escolhido como Master.
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VÍDEO (CD COMPLETO)

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