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Diego Mantese.

I'VE GOT TO FIND MY BABY!

The Nashville Marathon (CD - FTD, 2002)

Título:
The Nashville Marathon
Selo:
FTD [FTD 018]
Formato:
CD
Número de faixas:
20
Duração:
68:00
Tipo de álbum:
Disco comum
Vinculado a:
Discografia FTD
Ano:
2002
Gravação:
4 a 9 de junho de 1970
Lançamento:
12 de julho de 2002
Singles:
---


The Nashville Marathon é o décimo oitavo disco da FTD. Ele contém 20 takes gravados durante a famosa "Maratona de Nashville" no Studio B da RCA em Nashville, Tennessee. O CD está atualmente fora de catálogo na gravadora.

1970 foi um dos anos em que Elvis mais gravou sucessos imediatos em estúdio. Apesar de 1971 ter registrado mais de 70 gravações - com 1970 tendo marcado apenas 59 - é de tal ano que saíram hits memoráveis como "Bridge Over Troubled Water", "Just Pretend" e "Sylvia" (embora este último tenha feito sucesso apenas no Brasil).

Enquanto se preparava para seu primeiro filme documentário, "That's the Way it Is", que iniciaria as filmagens em estúdio no mês de julho de 1970, Elvis participou da "Maratona de Nashville", uma sessão de gravação quase ininterrupta entre os dias 4 e 9 de junho daquele ano, mais trabalhos extras em 22 de setembro, que produziu 40 Masters - incluindo os citados acima, os quais seriam lançados ao longo dos próximos dois anos.

Abaixo segue a resenha do conteúdo disponibilizado no CD.
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- 1. Mystery Train / Tiger Man (Jam) [04/06/70]: Logo no primeiro dia de gravações da maratona, Elvis inicia os trabalhos com uma jam session para esquentar os músicos. Toda a banda está envolvida e pode-se ouvir o famoso dedilhar de Elvis no violão.

- 2. Twenty Days and Twenty Nights (Take 3) [04/06/70]: Esta é efetivamente a primeira música gravada naquelas sessões e o take é o primeiro a ser completado. O que se pode notar é que, sem os exagerados overdubs de Felton Jarvis, as canções, mais parecidas com versões unplugged, ganham nova vida. Aqui, a voz de Elvis está mais clara e a guitarra rítmica assume a frente do mix, trazendo um feel bastante diferente do Master (Take 9) com overdubs.

- 3. I've Lost You (Take 1) [04/06/70]: Primeiros takes sempre trazem algo de extraordinário e este não é exceção. A introdução de piano por David Briggs é uma das mais lindas já ouvidas e o toque de gênio foi colocar Charlie McCoy tocando órgão nas partes em que a orquestra seria colocada nas sessões de overdubs. Elvis ainda está inseguro com a letra, mas isso diminui com a progressão da canção. Há uma diferença grande entre este take e o Master (Take 7), o que deixa tudo ainda mais atraente.

- 4. The Sound of Your Cry (Take 3) [05/06/70]: Toda vez que Elvis se deixava levar pela música, a certeza é de que viria um take fenomenal e longo. Por mais de cinco minutos o cantor se entrega de corpo e alma à canção, deixando-a muito mais pessoal e bonita do que ouvimos no Master (Take 11). A banda também está em uníssono com Elvis e empolgada com sua empolgação.

- 5. Bridge Over Troubled Water (Take 1) [05/06/70]: Na primeira tentativa de gravar uma de suas músicas mais marcantes, Elvis ainda está testando a letra e achando o ritmo correto. Com isso, a versão soa muito suave e, devido ao mix, quase como se ele estivesse cantando sozinho ao piano. Se comparado ao Master (Take 8), este take é bastante diferente e poderia ter sido lançado como single para que o público tivesse acesso às duas ótimas versões.

- 6. How the Web Was Woven (Take 1) [05/06/70]: "Eu realmente gosto do som aberto da guitarra na intro", diz Elvis. Esse é um sinal de que a canção fluirá perfeitamente, pois ele precisava gostar do instrumental que ouvia para poder se entregar à música. Sendo o primeiro take alternativo desta composição a ser lançado oficialmente, temos realmente uma pérola inestimável nas mãos.

- 7. The Next Step Is Love (Take 10) [08/06/70]: Como este take é praticamente igual ao Master (Take 11), não há muito o que acrescentar. Porém, é de se notar que a versão acústica, sem os overdubs posteriores, soa bem melhor do que a vendida.

- 8. I'll Never Know (Take 1) [06/06/70]: Um dos mais deliciosos takes lançados pela FTD, ele tem diversas coisas boas. Por si só, o take traz uma versão leve da canção que bem poderia ter sido alvo de um single ou até mesmo ter ido para o LP "Love Letters From Elvis" ao invés do Master (Take 7); em termos de instrumentos, a ausência de overdubs destaca o violão de maneira simples e efetiva. Por fim, esta é a primeira vez que a BMG lança algum trecho de sessão em que Elvis fala palavrões, e esta é a melhor parte de tudo, por mostrar sua descontração e humanidade. Próximo ao fim do take, ele ri e diz: "O filho da puta quase caiu, cara! Estava se apoiando nessa porra de parede e só... E ele fez duas vezes, ele deveria saber..."

- 9. Life (Take 10) [07/06/70]: Uma das canções com mais takes durante a "Maratona de Nashville", é o primeiro Gospel gravado por Elvis depois de 1968. Embora um tanto corrido, este é um take muito bonito e com um status de raridade equivalente ao take 9 de "Anything That's Part of You", que deveria ter sido lançado pelo menos em single. Os trabalhos na canção foram tão intensos que o Master foi obtido apenas no Take 20, com Elvis dizendo "esta coisa maldita é tão longa quanto a vida!" no take anterior.

- 10. Love Letters (Remake - Take 1) [08/06/70]: Elvis não gostava de regravações, mas por algum motivo aceitou tentar melhorar seu clássico de 1966 - sem soar convencido dessa possibilidade em nenhum momento do take ou mesmo no Master (Take 5). Uma diferença que chama a atenção para o bem é o arranjo ouvido aqui, bem diferente e mais puxado ao blues. Outra, é que por algum motivo não conhecido Elvis decidiu começar a canção já na segunda estrofe.

- 11. Heart of Rome (Take 1) [07/06/70]: Seguindo os cansativos 20 takes de "Life", esta canção não poderia soar tão boa quanto deveria. Eram 3 da manhã e todos estavam cansados, por isso o take passa uma sensação de ensaio e não de uma legítima tentativa de alcançar o Master. Este, por sinal, não seria obtido e a versão final seria montada a partir do take 3 e de uma work part posterior que seriam unidas em um compósito.

- 12. Mary In the Morning (Take 4) [06/06/70]: Também uma canção trabalhada perto das 3 da manhã, tem um resultado bem diferente da acima. Aqui, Elvis estava contente e bem disposto depois de obter Masters de boa qualidade ao longo da noite. Sem os trompetes exagerados do overdub do Master (Take 5), a voz de Elvis soa brilhante junto à harmônica de Charlie McCoy e a canção ganha uma nova profundidade.

- 13. Sylvia (Take 9) [09/06/70]: Novamente gravada no meio da madrugada, esta canção nunca recebeu a atenção que deveria de Elvis ou de sua banda. Ao ouvir o take, nota-se que a voz de Elvis já está um pouco rouca e quebradiça, razão pela qual o take anterior foi escolhido como Master. Não faria muita diferença se esta música fosse mais trabalhada do que foi, honestamente, pois este já não era um ritmo muito apreciado pelos ouvidos do início da década de 1970, a não ser no Brasil, onde foi um sucesso absoluto do LP "Elvis Now" de 1972.

- 14. It's Your Baby, You Rock it (Take 3 - Master Alternativo) [06/06/70]: Adentrando o território do Country, temos uma mudança bem vinda depois de tantas baladas em outro take lançado pela primeira vez de forma oficial. O picking da guitarra de James Burton e a harmônica de Charlie McCoy estão bem pronunciados, dando um toque ainda mais especial ao trabalho vocal de Elvis elevando o take ao status de Master Alternativo, que serviria para um single, por exemplo, mas somente o Master (Take 5) seria lançado.

- 15. It Ain't No Big Thing (But it's Growing) (Take 6) [07/06/70]: Elvis está novamente com seu violão e a banda está unida e se divertindo. O piano "à la saloon" de Velho Oeste transforma o take em um verdadeiro clássico Country com a ajuda da harmônica de Charlie McCoy.

- 16. A Hundred Years From Now (Take 1 & 2) [05/06/70]: A descontração de Elvis ao violão evidencia o por quê desta canção não ter um Master completo e ter sido montada a partir destes dois takes. Suas brincadeiras maliciosas ao trocar a letra por algumas obscenidades e suas risadas jamais deixariam a RCA tranquila para lançar algo do tipo. No final do take 1, Elvis brinca: "Tudo isso para errar a porra do final, cara! Lá se vai a merda da minha carreira, direto pela porra do ralo, cara!" O take 2 é o mais sério e usado na maior parte do compósito final.

- 17. Tomorrow Never Comes (Take 2) [08/06/70]: Outro take lançado pela primeira vez de forma oficial, demonstra toda a técnica de Elvis ao atacar a canção e construir junto aos instrumentos o momentum que levaria ao crescendo no final. Sem os overdubs do Master (fruto de um splice do Take 13 + Work Part Take 1) é possível ouvir a voz de Elvis com clareza e a quebra que ela apresenta no final deixa tudo mais especial, pois ainda assim sua finalização é mais forte do que a ouvida no Master.

- 18. Snowbird (Take 1) [22/09/70]: As faixas a seguir foram feitas como trabalhos extras para o hoje famoso álbum Country. Elvis estava irritadiço e correndo para terminar a sessão o mais rápido possível para poder voltar a Los Angeles ainda naquela noite. Isso é passado para o take, que é rendido quase da mesma forma que o Master (Take 6).

- 19. Rags to Riches (Take 2) [22/09/70]: A guitarra de Eddie Hilton, que estava substituindo James Burton naquela noite, é um adendo bem vindo à canção. Embora o Master tenha sido montado a partir de um splice dos takes 3 e 4, aqui Elvis alcança a nota final com perfeição e o take bem podia ser usado, não fosse o grito agudo do cantor no final. "Muito devagar, amigos, um pouco devagar demais", ele avalia.

- 20. Where Did They Go, Lord (Take 3) [22/09/70]: A FTD não podia ter escolhido música melhor para finaliza este trabalho. Além de ser a canção preferida de Elvis naquela sessão, a presença de Priscilla no estúdio e tudo que o casal já vivia no momento é passado para a rendição, com Elvis dando significado extra ao trecho "o coração dentro de mim não está amargo, apenas vazio - e desnorteado, porque o amor dela acabou". Esta versão tem uma entrada mais longa do que o Master (Take 6) lançado em single.
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VÍDEO (CD COMPLETO)

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