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I'VE GOT TO FIND MY BABY!

Feliz Ano Novo, do Rei do Rock Elvis Aaron Presley Para Você! - Pontiac '75 (CD - SA, 2007) / Pittsburgh '76 (CD - FTD, 2003)



Em meados de 1973 Elvis já se encontrava entediado com sua rotina em Las Vegas e Lake Tahoe, locais onde se apresentava, conjuntamente, cerca de 50 vezes por ano desde 1971. Além disso, sua vida pessoal vivia uma montanha russa de emoções que culminariam, nos próximos anos, em surtos de raiva e mesmo internações hospitalares. Acima de qualquer coisa, o que Elvis mais desejava era poder fazer turnês em cidades diferenciadas - e mesmo internacionais -, mas o Coronel frequentemente vetava os pedidos do cantor para isso, dizendo que eram apenas "aventuras que não trariam lucros".

Elvis havia se apresentado no Natal e Ano Novo de 1954 e 1955, tendo gostado da experiência. Atendendo aos pedidos da Máfia, familiares e do próprio Elvis para que as coisas fossem modificadas, no ano de 1975, quando o cantor esteve doente por vários meses, Parker rearranjou a agenda de shows e conseguiu um contrato com a cidade de Pontiac, Michigan, para um show no dia 31 de dezembro. O grande sucesso fez com que o Coronel passasse a cogitar datas comemorativas para aumentar os ganhos, embora muito pouco fosse repassado a Elvis. Em 1976, a cidade de Pittsburgh, Philadelphia, receberia o último show de Ano Novo do Rei do Rock.

Abaixo descrevemos em detalhes estes dois eventos.
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PONTIAC, MICHIGAN, 31 DE DEZEMBRO DE 1975

O que segue é a tradução da resenha oficial do evento, feita pelo jornalista Mike Maza e publicada no jornal Detroit News em 1º de janeiro de 1976. (artigo original)
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Elvis com o prefeito de Pontiac, Wallace Holland, e
Jackie Kallen, do jornal Oakland Press, nos bastidores do
show em Pontiac; 31 de dezembro de 1975
New York City pode ficar com Guy Lombardo e a Times Square. Com Elvis no Pontiac Stadium, Detroit tem o começo de uma tradição realmente nova na Véspera de Ano novo. Pergunte a Nancy Fluegge.

A hora era 22:00, Véspera de Ano Novo, Lombardo e seus Royal canadenses estavam se aquecendo para sua 45ª apresentação de Ano Novo anual no Waldorf. Nancy Fluegge estava esperando Elvis - e as outras 27 mulheres à sua frente em uma fila do lado de fora de um banheiro do estádio.

A mãe de West Bloomfield, de 47 anos, amarrou um xale de renda em torno de seu vestido de chartreuse sem costas. Ela estremeceu e disse: "Eu amo isso, adoro cada minuto disso, amo Elvis, amo todas essas pessoas aqui - quantas, 60.000? Eu só queria que todas elas não estivessem na fila na minha frente".

Foi assim que passou a noite toda. Uma multidão geralmente bem-humorada esperando para ver o filho de um motorista de caminhão de bananas de Tupelo, Mississippi, se apresentar para eles - o maior público já visto em um show de Elvis, ele disse.

Havia, naturalmente, o engarrafamento habitual vindo e indo para o estádio. Não foi tão ruim quanto alguns dos jogos de futebol, ou no mês passado, no concerto do The Who, disse a polícia de Pontiac. Mas inconveniente do mesmo jeito.

Dentro do estádio, havia alguns aborrecimentos sobre bilhetes. Alguns fãs queixaram-se de números duplicados dos assentos. Outros, a maioria deles portadores de ingressos de US$ 15 para a pista, não estavam preparados para a acústica da arena, reclamaram do som muito alto.

Outros não estavam felizes com a distância do palco, mas muitos fãs de Elvis pareciam satisfeitos em assistir a entrada de 1976 através de um par de binóculos.

Um apresentador não visto disse: "Um número limitado de lembranças de Elvis estão reservadas para o programa de hoje à noite, não fiquem desapontados." E a cada 10 metros havia filas de pessoas nas cabines de itens de Elvis. Eles pagaram de US$ 3 a US$ 12 por álbuns de fotos. Lenços autografados ("disponíveis em azul bebê e mansão branca do Sul", o anunciador aponta.) saíam por US$ 5. Mas o item mais quente parecia ser um button de 8cm com uma foto de Elvis por US$ 1. As mulheres os prendiam em todos os lugares, inclusive na frente dos casacos de vison.

Presley fará 41 em uma semana a partir de hoje. Mas seu apelo ainda parece transcender a idade.

Várias mulheres de cabelos brancos e um menino de 11 anos estavam entre os fãs de Elvis que jogavam seus programas para John Mole e imploraram: "Elvis, eu te amo" ou "Por favor, autografe isso".

Mole, de 26 anos, de Brighton, trabalha como polidor na fábrica Ford Wixom. Ele parece um pouco com a estrela. Então ele copiou a roupa de Elvis e passeou pelo estádio com seu macacão branco pontilhado com centenas de bolinhas de ouro (custou US$ 500, ele disse). "Eu tenho seguido Elvis por 20 anos - ele é meu ídolo", Mole explicou. "Espero que talvez isso chame atenção suficiente para que eu possa conhecer o homem."

Wreatha Shook, de Chesterhill, Ohio, disse que ela e seu marido, Claude, dirigiram "através da névoa forte desde Columbo" para ver Elvis. "Eu tenho ouvido ele desde que fazia tortas da lama e não vou perder minha chance de vê-lo," disse.

George Anson dirigiu com sua esposa e dois filhos adolescentes de Evansville, Indiana. Randolph Harter e sua esposa pagaram US$ 35 cada por um charter de London, Ontario.

Presley trouxe toda sua equipe de Las Vegas. Começando às 20h45, com apenas 15 minutos de atraso, um comediante e vários músicos de Bluegrass, Rock, Gospel, Jazz e Soul tomaram o palco em sucessão para aquecer o público.


Elvis e o Coronel nos bastidores do show em Pontiac;
31 de dezembro de 1975
Presley entrou no palco de 20 metros - uma plataforma a 3 metros do chão do estádio, cercada por alto-falantes e conectada a seu camarim por um túnel de 45 metros - às 23h10. As mulheres em vestidos de glitter e calças vistosas juntaram-se a crianças em uma corrida em direção ao palco. Muitos gritos. Tudo colorido por uma incessante explosão de flashes.

Jogando lenços para os fãs entre as músicas, Presley passou por mais de uma dúzia de músicas. As mais antigas trouxeram maior reação  - "All Shook Up", "Don't Be Cruel", "Heartbreak Hotel", "Love Me Tender" e naturalmente "(You Ain't Nothing But a) Hound Dog".

Quase meia-noite: uma contagem decrescente de 10 segundos termina em festa ... holofotes rodam e balões flutuam ao infinito enquanto Elvis e seus fãs cantam "Auld Lang Syne".

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Título:
Rock Back the Clock
Selo:
Straight Arrow [SA 2007-8A/B-2]
Formato:
CD duplo
Número de faixas:
32
Duração:
85:00
Tipo de álbum:
Concerto
Vinculado a:
Discografia extra
Ano:
2007
Gravação:
31 de dezembro de 1975
Lançamento:
Setembro de 2007
Singles:
---



Rock Back the Clock é um trabalho da gravadora de bootlegs Straight Arrow, lançado em 2007. Ele contém o show completo, em áudio amador, do primeiro show de virada de ano feito por Elvis, no dia 31 de dezembro de 1975, em Pontiac, Michigan. O CD ainda existe no mercado, apesar de ser difícil de encontrar.

Mesmo depois de um ano conturbado, onde parou no hospital, viu seu pai ter um ataque cardíaco e precisou cancelar duas temporadas em Las Vegas, Elvis terminava 1975 de forma confiante. A temporada de dezembro no Hilton havia sido um sucesso, Linda havia voltado para seus braços, Lisa o acompanhava em diversos shows; não havia nada que podia impedir o Rei do Rock de comemorar seu "retorno", por assim dizer, ao ritmo vibrante dos palcos frente a um público de 60.500 pessoas. E, no último dia do ano, Elvis provou que 1976 estava chegando com surpresas inigualáveis - pelo menos é o que parecia.

Abaixo segue resenha do material disponibilizado no CD.
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1 - Also Sprach Zarathustra: A fanfarra à qual já estamos acostumados.

2 - See See Rider: Elvis assume o palco e a multidão vai ao delírio. A versão ouvida aqui é rápida e bem mais ritmada do que qualquer outra de 1975. Elvis começa a cantar depois de 1:30 de introdução e sua voz está clara, vibrante e ressoando alegria.

3 - I Got a Woman /Amen: Elvis não perde tempo e logo começa sua conhecida rotina do "well, well, well" antes de agradecer e fingir que está indo embora. Em algumas partes desta rendição, ele soa como se estivesse em 1971 ou 1972. O acompanhamento da banda também chama bastante atenção. "Amen" faz a plateia gritar pela expectativa de ver o já esperado "striptease". JD faz seus dive bombs e a canção é encerrada com Elvis jogando seu violão para Charlie Hodge após alguns rápidos golpes de Karatê.

4 - Love Me: "Muito obrigado. Boa noite senhoras e senhores. Preciso de água... Eu rasguei minha calça, sabiam? 60 mil pessoas e eu rasgo as calças!", observa Elvis (o palco era composto de dois níveis, e Elvis rasgou as calças ao tentar se apoiar entre um e outro para cumprimentar alguns fãs). "Se eu pareço nervoso, é porque estou; essa é a maior plateia para a qual já tocamos... e eu rasguei as calças!", ele brinca. "Love Me" faz as mulheres vibrarem com a chance de receberem um beijo ou um lenço.

5 - Trying to Get to You: "A próxima canção é uma das minhas gravações mais antigas e que estamos tocando bastante ultimamente", anuncia. A rendição não é uma das melhores do ano, mas não decepciona.

6 - And I Love You So: "Espero que estejam felizes... com a falha com as minhas calças", Elvis brinca. A versão da canção que se segue é bastante básica, praticamente igual às outras do período.

7 - All Shook Up: Uma versão excelente para 1975, com fãs aos gritos enquanto tentam pegar um lenço.

8 - (Let Me Be Your) Teddy Bear / Don't Be Cruel: Rendição padrão de 1975, começa colada à canção anterior e continua o frenesi de fãs em busca de lenços e beijos.

9 - Heartbreak Hotel: Sem parar entre um clássico e outro, Elvis canta a canção que tornou-se uma raridade após 1973 para o delírio total da plateia. O solo inspirado de James Burton mostra que a mudança era bem vinda também pela banda.

10 - One Night: Outro clássico dos anos 1950 e raridade nos shows (ela aparecera pela última vez em 1972) que levanta os fãs. É uma versão standard, no entanto.

11 - You Gave Me a Mountain: A letra forte e a interpretação impecável de Elvis, embora em uma nota abaixo da costumeira, traz arrepios a quem ouve e, certamente, a quem lá estava.

12 - Polk Salad Annie: Uma poderosa versão da canção começa logo de imediato. Elvis se diverte durante a rendição e finaliza com alguns golpes de Karatê, como costumava fazer em 1970. "Tenho novidades para vocês, senhoras e senhores. Este é o melhor Ano Novo que já tive", Elvis confessa à plateia.

13 - Sweet, Sweet Spirit: "Vou ter que sair e trocar de roupa, só vai demorar um minuto. Então, quero que os Stamps cantem 'Sweet Spirit'", diz Elvis, antes de sair do palco para trocar de jumpsuit, pois sua calça havia rasgado a um nível além do que se podia esconder durante a canção anterior. JD Sumner & The Stamps interpretam o clássico Gospel que maravilhou multidões quando foi visto pela primeira vez no documentário "Elvis On Tour".

14 - Introduções: Elvis apresenta seus backing vocals - Jd Sumner, The Stamps Quartet, The Sweet Inspirations, Sherrill Nielsen, Kathy Westmoreland - e o guitarrista rítmico John Wilkinson.

15 - What'd I Say: Como de costume, Elvis apresenta James Burton e pede a ele que toque a canção.

16: Solo de bateria (Ronnie Tutt).

17: Solo de baixo (Jerry Scheff).

18: Solo de piano (Glen Hardin).

19: Solo de teclado (David Briggs).

20: Solo da Joe Guercio Orchestra (School Days).

21 - My Way: "Temos muitos pedidos para esta canção que cantamos no especial de televisão 'Aloha From Hawaii'. Na verdade, não fui eu, foi meu dublê, sabe...", brinca. Elvis entra errado na música, mas consegue consertar após alguns segundos. A rendição é básica, mas emocionante.

22 - Love Me Tender: "Essa próxima canção foi meu primeiro filme, eu gostaria de cantar para vocês". Elvis volta a distribuir lenços e beijos para o delírio de todos.

23 - Auld Lang Syne: "Senhoras e senhores, falta um minuto para o Ano Novo, e nós desejamos um Feliz Ano Novo a todos vocês. E se quiserem, eu gostaria que cantassem 'Auld Lang Syne' comigo... 60 mil pessoas cantando 'Auld Lang Syne'...". Elvis e a plateia fazem uma contagem regressiva de dez segundos e cantam a canção característica da virada do ano. "Feliz ANo Novo! Feliz Ano Novo! Espero que tenhamos um ótimo ano."

24 - How Great Thou Art: Como de costume, Elvis entrega uma versão vinda diretamente de sua alma. Os aplausos efusivos do público puxam uma reprise da parte final da canção.

25 - It's Now Or Never: "Senhoras e senhores, gostaria de cantar essa canção porque foi o disco que mais vendeu em minha carreira", Elvis anuncia antes de começar sua interpretação. Nessa época, Sherrill Nielsen ainda não fazia seu solo no início e Elvis canta uma versão parecidíssima com a presente no clássico lançado em 1960.

26: America, the Beautiful: Com a chegada do 200º aniversário dos EUA, em 4 de julho de 1976, Elvis aproveita para fazer sua homenagem ao país em uma rendição realmente inesquecível. "Eu gostaria de agradecer por quem fez este show ser possível... mas não tenho tempo para isso", Elvis alfineta o Coronel. "Gostaria de agradecer todos vocês por virem, porque, sem brincadeiras, eu estava muito nervoso em vir aqui e vocês fizeram tudo valer à pena; muito obrigado", diz Elvis à plateia. "E eu apresentei o negócio todo com as calças rasgadas...", brinca. Elvis apresenta Charlie Hodge, que havia esquecido nas introduções, e agradece aos seus produtores. O Rei do Rock também apresenta Lisa e Vernon antes de prosseguir com o show.

27 - Hound Dog: "O que vocês querem ouvir?", indaga Elvis. A plateia responde com um sonoro "Hound Dog!". A versão de Elvis é curta, mas faz o público vibrar.

28 - Wooden Heart: O público também pede "Wooden Heart", um dos muitos clássicos do filme "G.I. Blues", mas Elvis só consegue lembrar de algumas linhas da canção.

29 - Can't Help Falling In Love: "Muito obrigado, senhoras e senhores, e até nos vermos de novo, que Deus os abençoe. Muito obrigado." As rápidas palavras de Elvis levam ao início da canção que, desde 1969, representava o fim de seu show.

30 - Closing Vamp: A fanfarra anuncia aos fãs que a apresentação realmente acabou.

31 - Elvis fala sobre o show #1: Trecho de conversa com fãs no show de 26 de abril de 1976.

32 - Elvis fala sobre o show #2: Trecho de conversa com fãs no show de 5 de junho de 1976.

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FOTOS: PONTIAC, MICHIGAN, 31 DE DEZEMBRO DE 1975
(©George Hill)









VÍDEO (SÓ ÁUDIO): PONTIAC, MICHIGAN, 31 DE DEZEMBRO DE 1975



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PITTSBURGH, PHILADELPHIA, 31 DE DEZEMBRO DE 1976

O que segue é a tradução da resenha oficial do evento, feita pelo jornalista Mike Kalina e publicada no jornal Pittsburgh Post Gazette em 1º de janeiro de 1977. (artigo original)

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Elvis e Ginger chegam à Civic Center Arena; 31 de dezembro de 1976
"Depois de três atos de abertura e uma longa pausa Elvis adentra o palco às 23h25. A platéia enlouquecida grita seu nome com alegria em meio a aplausos efusivos e estouros dos flashes das máquinas fotográficas que mais parecem fogos de artifício comemorando a virada do ano.

Elvis estava bem mais caloroso do que sua primeira visita em 1973, deixando até o microfone de lado por alguns minutos para ouvir uma fã que lhe desejava feliz aniversário (afinal ele faria 42 dentro de uma semana) e recebendo centenas de presentes dos fãs.


Sua voz também estava melhor do que na visita anterior, surpreendendo o público com notas de extrema dificuldade e oferecendo reprises que mais pareciam ser realizadas por um desejo masoquista que primava pela perfeição.


O material desse show também surpreendeu. Elvis parecia bem mais confortável com a execução de novas canções do que com as repetidas velharias que frequentemente povoavam suas apresentações, mas claro que haviam exceções necessárias como "Hound Dog" ou "Jailhouse Rock".

Sua constituição física já não era a mesma de vinte anos atrás, do menino que se sacudiu em frente a milhões de pessoas nos shows de Ed Sullivan, mas mesmo assim a platéia delirava com as aparições do velho "Elvis the Pelvis" em meio a essa apresentação do novo Elvis ciente de sua idade.


À sua disposição Elvis tinha os melhores músicos da atualidade, com a guitarra inquieta de James Burton, a bateria ligeira de Ronnie Tutt, a orquestra sagaz de Joe Guercio e os grupos The Sweet Inspirations e The Stamps Quartet, entre tantos outros nomes fantásticos que, se mencionados, tomariam um grande tempo, mas que, mesmo não mencionados, não deixam de ser peças essenciais ao sucesso das apresentações de Elvis Presley. Todos muito afinados com o humor de Elvis. Se Presley olhasse seriamente para um dos músicos, a face do mesmo se contorcia em dor; se sorrisse, o músico se acendia como uma árvore de Natal.



Elvis e Lisa Marie se dirigem ao aeroporto de Pittsburgh
para retornar a Memphis; 1º de janeiro de 1977
Ao soar da meia-noite, Elvis faz uma pausa e lidera o coro de "Auld Lang Syne" para o descontentamento de parte da platéia que chegou a ensaiar uma pequena vaia, mas logo retornou ao espetáculo embora parecesse ter perdido a centelha que o fez brilhar antes da meia-noite.

No geral o show foi excelente, mas demonstrou que Presley já não representa mais a figura do rock e sim apenas a de um cantor country com uma legião de fãs. Uma mudança de cenário musical seria a melhor coisa a fazer, mas Presley parece determinado a mostrar para o mundo que um homem de meia-idade também pode ser um astro do rock. Se vai ter sucesso em sua empreitada ou fracassar, só o tempo poderá dizer."






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Título:
New Year's Eve
Selo:
FTD [FTD 021]
Formato:
CD duplo
Número de faixas:
33
Duração:
86:00
Tipo de álbum:
Concerto
Vinculado a:
Discografia FTD
Ano:
2003
Gravação:
31 de dezembro de 1976
Lançamento:
Março de 2003
Singles:
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New Year's Eve é o 21º trabalho da gravadora Follow That Dream (FTD). Ele contém o show completo de 31 de dezembro de 1976 em Pittsburgh, Philadelphia, o segundo e último feito por Elvis em uma virada de ano. O CD encontra-se atualmente fora de catálogo.

O ano de 1976 tinha sido de mais altos do que baixos e Elvis estava contente, na medida do possível, com o andamento das coisas. Sua vontade de gravar ainda era pouca, mas as sessões na Jungle Room de Graceland foram divertidas e bastante produtivas; ele já não parecia interessado em Las Vegas, e Vegas era recíproca, fazendo o Coronel escalá-lo para apenas uma temporada de 2 a 12 de dezembro no Hilton; esta, como sabemos hoje, seria a última de sua carreira. Ao invés do ar seco do deserto de Nevada, o Rei do Rock preferiu fazer apenas mais uma temporada em Lake Tahoe, onde se apresentara pela última vez em 1974, entre 30 de abril e 9 de maio.

No fim de 1976, Elvis havia feito nove turnês nacionais e se sentia bem. Seus shows ainda tinham algumas inconstâncias, mas não tanto quanto no ano anterior; havia também um tom de surpresa, pois Elvis estava mais cooperativo com a plateia e frequentemente aceitava pedidos feitos por fãs. E como a experiência na véspera do Ano Novo passado havia sido um grande sucesso, o cantor aceitara repetir a dose naquele ano em Pittsburgh - embora para apenas 16.409 pagantes, lotação bem distante dos 60.500 em Pontiac. Com energia de sobra, Elvis traria 1977 de forma explosiva.

Segue abaixo a resenha do material disponibilizado no CD.

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1 - Also Sprach Zarathustra: A comum e corrente fanfarra inicial deixa o público em grande expectativa.

2 - See See Rider: Quando Elvis toma o palco, o ambiente torna-se absolutamente ensurdecedor. Sua voz, forte e sonora, ecoa pela Civic Arena quando começa a cantar. Após o fim da canção, rendida com bastante perfeição, Elvis brinca sobre o motivo de ter se saído tão bem: "Bem, é o espírito da Véspera de Ano Novo."

3 - I Got a Woman / Amen: A famosa rotina "well, well, well" é iniciada e rapidamente substituída pela canção e sua sequência Gospel. Uma fã pede para Elvis rebolar, ao que ele responde: "Rebolar, querida? Estou tentando acordar." O "striptease" começa com o Rei do Rock dizendo que na verdade está testando a roupa para ver se ela não rasgaria com movimentos bruscos (a ocorrência de 31/12/75 não foi a única, houve um punhado em 1976). Após alguns dive bombs de JD, Elvis reclama que a plateia está dando aplausos muito fracos a ele; JD refaz sua rotina e a plateia absorve o toque de Elvis.

4 - Big Boss Man: Após os agradecimentos iniciais, o Rei do Rock interpreta uma das canções que mais gostava e que um dia quis colocar como abertura de seu show (ele o fez uma única vez, em 19/08/74), mas foi impedido pelo Coronel. A rendição é padrão, mas fora dos moldes dos shows da época.

5  - Love Me: A canção começa de imediato e a plateia vai à loucura sabendo que é a hora de tentar ganhar um beijo ou lenço. Algumas fãs mais atrevidas arrancam risadas de Elvis.

6  - Fairytale: "Essa canção nós gravamos há mais ou menos um ano e é a história da minha vida, se chama Fairytale." Elvis genuinamente gostava desta música e ela sempre era um dos highlights das apresentações.

7 - You Gave Me a Mountain: Uma das versões mais fortes de 1976, a canção deixa a plateia em silêncio. Elvis aproveita o espírito do momento para tentar algumas notas e entradas diferentes no fim da canção.

8 - Jailhouse Rock: "Meu terceiro filme foi 'Jailhouse Rock', então gostaria de cantar um pouco para vocês", diz Elvis um tanto corridamente, talvez por estar sincronizando sua apresentação com a chegada da meia-noite. De fato, esta é uma das versões mais rápidas do ano, mas a plateia adora mesmo assim e Elvis se diverte com alguns passos e poses.

9 - O Sole Mio / It's Now or Never: Um fã toca um sino e Elvis diz: "Quem está tocando esse sino de vaca? (a pessoa, um homem, se apresenta) Venha aqui com essa coisa." O homem oferece uma homenagem a Elvis ao microfone: "Feliz Natal, feliz aniversário, feliz bicentenário, e eu te amo, cara", diz o fã. Elvis agradece e procede com o show,  apresentando Sherrill Nielsen e pedindo que ele cante sua versão solo de "O Sole Mio". Na sequência, ele canta uma versão forte e maravilhosa de "It's Now or Never", que é extremamente bem recebida.

10 - My Way: "Senhoras e senhores, temos um pedido para cantar uma canção de Frank Sinatra... Faz tempo que não a cantamos, 'My Way'... Não sei a letra, então tenho que lê-la". Embora a informação seja somente meio verdadeira (ele a havia cantado no dia anterior e em várias ocasiões de 1976), Elvis entrega uma boa versão. Aqui novamente o cantor clama ter que ler a letra, algo que até hoje não se sabe se era verdadeiro ou encenação.

11 - Funny How Time Slips Away: Canção presente em praticamente todos os shows do ano, é usada por Elvis para passar o tempo, faltando pouco mais de dois minutos para a meia-noite. "Acendam as luzes, quero ver vocês... Antes de mais nada, espero que vocês gostem deste show e desejo um feliz e próspero Ano Novo, desejo saúde e felicidade e que Deus esteja com vocês", diz Elvis antes de começar a canção.

12 - Auld Lang Syne: "Prontos... Todos!", avisa Elvis. A meia-noite chega e Elvis se une à plateia para cantar o clássico do período.

13 - Elvis apresenta Lisa Marie e Vernon Presley: "Feliz Ano Novo. A todos no palco, um Feliz Ano novo. Muito obrigado". Elvis apresenta Vernon. "Minha filhinha Lisa..."; a plateia aplaude efusivamente. O momento é aproveitado para agradecer também a toda a equipe de apoio.

14  -Blue Suede Shoes: Elvis parece menos preocupado com o andamento e mais relaxado. Sua versão da agora rara "Blue Suede Shoes" recebe o ano de 1977 com adoração da plateia.

15 - Tryin' to Get to You: Um clássico de 1955, a canção é executada com bastante maestria por Elvis, embora ele mesmo diga ao introduzi-la que sua voz "não é mais tão aguda quanto na época".

16 - Polk Salad Annie: "Muito obrigado. Polk Salad Annie!" A versão ouvida seria a última interpretada por Elvis com alguma qualidade (as rendições de 1977 infelizmente não fariam jus nem a ele nem à música). A plateia gosta do que vê e Elvis aproveita para fazer seus famosos golpes de Karatê.

17 - Introduções #1: Elvis apresenta Jd Sumner, The Stamps QuartetThe Sweet Inspirations, Sherrill Nielsen e Kathy Westmoreland.

18 - Early Morning Rain: Solo de John Wilkinson. Elvis oferece a canção a seu pai.

19 - What'd I Say: Solo de James Burton.

20 - Johnny B. Goode: Solo de James Burton.

21: Solos de bateria (Ronnie Tutt), baixo (Jerry Scheff) e piano (Tony Brown).

22 - Love Letters: Originalmente seria um solo de David Briggs, mas o mesmo foi cortado no palco, de improviso, por Elvis.  Rei do Rock gravara a versão de estúdio dessa canção em 1966, com Briggs no piano (no remake da música, em 1971, Briggs também tocou piano).

23 - Introduções #2: Elvis apresenta Charlie Hodge, Joe Guercio e um solo de sua orquestra (School Days).

24 - Fever: "Senhoras e senhores... 'Fever'? Querem ouvir 'Fever'?", indaga. A plateia responde positivamente e recebe o agrado. Durante a canção, Elvis entrega lenços e beija fãs.

25 - Hurt (com reprise): "Uma das minhas mais recentes gravações se chama 'Hurt'". A plateia delira com a canção e aplaude efusivamente.  Em seguida, atendendo aos aplausos, ele a canta novamente. Elvis se joga ao chão durante as notas finais.

26 - Hound Dog: O fim da canção anterior é emendado com o início do clássico dos anos 1950 para a loucura do público. Elvis parece bastante empolgado pela recepção das canções. Após a rendição, a plateia se une em coro para cantar "Feliz Aniversário" para Elvis.

27 - Are You Lonesome Tonight: Elvis pega seu violão e se prepara para uma pequena sessão acústica. "Senhoras e senhores, estou no palco há uma hora e cinco minutos... Vamos cantar o que vocês quiserem ouvir. Este é o encerramento desta turnê em particular e é Ano Novo, e estamos aqui para entretê-los, então, se vocês me acompanharem, vamos cantar o que vocês quiserem ouvir." O primeiro pedido não podia ser outro senão "Are You Lonesome Tonight". Como na maioria das rendições da canção naquele ano, Elvis e Charlie Hodge interpretam a cena do "casal gay" durante a música.

28 - Reconsider Baby: "Em algum lugar dos anos 1960 nós gravamos 'Reconsider Baby'". A canção, rara em suas apresentações (esteve apenas em 9 shows de 1969 a 1977), agrada a plateia, que agora, entrando no espírito de Elvis, ouve mais calma.

29 - Little Sister: A plateia pede e Elvis atende, deixando o violão de lado. O clássico de 1960 é bem interpretado e tem partes muito estimulantes, se mostrando melhor do que as mais lembradas daquele ano.

30 - Unchained Melody: Agora ao piano, Elvis apresenta uma canção e a oferece para seu pai, Lisa e Ginger. O dedilhado de Elvis é sensacional e traz um ar de renovação à música. O público houve em silenciosa adoração.

31 - Rags to Riches: Gravada em 1969 e somente lançada em um single daquele ano, a canção nunca havia sido interpretada ao vivo. Uma vez que está ao piano e com vontade de demonstrar seus dotes vocais, Elvis a interpreta de maneira espetacular. As notas originais são atingidas quase com maestria e sem esforço (mesmo tendo que instruir sua banda sobre quais notas deviam tocar).

32 - Can't Help Falling In Love: "Senhoras e senhores, muito obrigado. Deus os abençoe." Depois de um longo show de quase 90 minutos (quando o normal era 65 minutos para todos os artistas), Elvis se despede com sua canção-assinatura.

33 - Closing Vamp: A fanfarra anuncia o inevitável - "Elvis já deixou o recinto".

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FOTOS: PITTSBURGH, PHILADELPHIA, 31 DE DEZEMBRO DE 1976
(©Steve Toli, ©Bob Heis)











VÍDEO: PITTSBURGH, PHILADELPHIA, 31 DE DEZEMBRO DE 1976
(contém raras imagens da apresentação das Sweet Inspirations no pré-show)



Um comentário:

  1. Gostei muito da matéria destes shows!! E principalmente por ter escutado pela 1a vez nestes 41 anos de fan Elvis, o concerto de Pontiac!! O som p um audience record está otimo!! Muito obg por terem postado estes dois eventos únicos na vida do Rei!
    Feliz 2019 para todos!!

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