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I'VE GOT TO FIND MY BABY!

Dezembro de 1971: Caminhos Separados

Elvis e Priscilla em maio de 1971
É fato que a carreira de Elvis nos anos 1960 não era a mesma de seu início na década anterior. Descoberto por acaso em 1954 e tornando-se estrela nacional ainda no mesmo ano, passando em 1956 ao status de artista internacional com o LP "Elvis Presley", sua ascensão meteórica fora algo nunca antes visto no mundo da música. Colocá-lo no cinema naquele mesmo ano foi sem dúvida uma jogada de mestre de Parker, assim como foi enviá-lo ao exército para ficar fora da mídia por dois anos no auge de seu estrelato mundial. Depois do enorme sucesso do filme "King Creole", de 1958, a ideia parecia um disparate.

Mas muito embora fosse uma manobra arriscada, seu retorno em 1960 provou que o público o queria mais do que nunca. O disco "Elvis Is Back!" e seus primeiros filmes da década foram muito bem sucedidos, mas algo deu errado em meio a isso. Em 1962 Elvis já percebia que sua carreira cinematográfica estava defasada e que era necessário abandoná-la ou gravar roteiros mais sólidos para que não caísse no esquecimento. A explosão da Beatlemania nos EUA em 1965 foi o estopim para que Elvis decidisse que queria voltar aos palcos e às gravações musicais sérias que haviam feito seu nome, mas o Coronel infelizmente já tinha assinado contratos cinematográficos que se estendiam até 1969.

Para acalmar os nervos de Elvis, Parker permitiu que ele gravasse canções populares entre uma trilha sonora e outra, dando um pouco de ar a seu protegido. Além do estrondosos sucesso do LP "How Great Thou Art" em 1967, as vendas dos singles "Love Letters", "If Everyday Was Like Christmas", "Indescribably Blue", "Big Boss Man", "U. S, Male" e "We Call On Him" provaram que o cantor precisava voltar aos palcos e às gravações sérias urgentemente. O início desse processo foi o programa da NBC-TV "'68 Comeback Special", gravado em  junho e exibido em 3 de dezembro de 1968, que teve uma audiência fenomenal e incentivou em muito a decisão de colocar o Rei do Rock novamente nos palcos. Por mais que Parker lucrasse sem esforços com os royalties das canções das trilhas sonoras, ele mesmo percebera que era hora de mudar de direção.

Em 1969, Elvis estava no auge da vida e da carreira. Aos 34 anos, era um cantor mundialmente conhecido e best seller em todas as paradas, tinha shows lotados em Las Vegas, era casado há dois anos, tinha uma filha e era milionário. Naquele momento, depois de todo o sucesso obtido com seus retorno aos palcos e ao mundo da música com os brilhantes discos "From Memphis to Vegas/From Vegas to Memphis" (que continha os LPs "Elvis In Person at the International, Las Vegas, Nevada" e "Back In Memphis") e "From Elvis In Memphis", não parecia que alguma coisa ruim poderia acontecer.

O início de 1970 provou que esse era o caso. Entre discos e singles com vendas recordes, Elvis também conseguiria um polpudo contrato por uma cinebiografia de suas apresentações em Las Vegas naquele ano. No estúdio, a Maratona de Nashville seria um sucesso que produziria gravações que seriam lançadas durante os próximos três anos. No palco, o Rei do Rock atrairia plateias cada vez maiores em suas turnês pelos EUA e temporadas em Vegas. Entre relançamentos e a caixa "Worldwide 50 Gold Award Hits, Vol. 1", o cantor voltava de vez ao cenário que lhe pertencia, consagrando-se como artista best-seller daquele ano com os LPs "On Stage - February, 1970" e "That's The Way It Is", este último sendo trilha do documentário homônimo que bateu recordes de bilheteria em muitos cinemas.

Elvis e Priscilla durante conferência de imprensa para os premiados no Jaycees; 16 de janeiro de 1971

1971 chegara e Elvis ainda tinha muito o que comemorar: os muitos royalties dos discos do ano passado estavam na conta, ele chegava aos 36 anos, Lisa Marie completaria 3, seus shows tinham ingressos esgotados em questão de horas e ele se tornara um influenciador da juventude dos EUA, o que lhe rendera o prêmio Jaycees como um dos Dez Jovens Mais Proeminentes de 1970; seu discurso no recebimento da honraria foi aplaudido de pé. Las Vegas ainda era uma temporada aguardada por todos e agora Lake Tahoe havia sido adicionada como uma curta temporada em meio às suas turnês nacionais.

Apesar disso, as gravações em estúdio pareciam estar perdendo o brilho e o material do ano anterior que estava sendo lançado em discos como "Love Letters From Elvis" não era tão consistente quanto aqueles que haviam chamado a atenção do público nos últimos dois anos. Com o disco natalino "Elvis Sings the Wonderful World of Christmas" encomendado para ser gravado em pleno maio, a animação de Elvis para tal trabalho era mínima e nem a ideia de enfeitar o estúdio com temas natalinos funcionou para deixá-lo menos irritadiço. Naquele ponto, parecia que a magia dos três anos anteriores estava se esvaindo.

Mas nada que ocorresse no estúdio se comparava ao ponto que sua vida pessoal chegaria no fim daquele ano. A partir de julho de 1971, as brigas com Priscilla se tornariam frequentes, assim como a ausência dela e suas longas aulas de karatê com Mike Stone, que Elvis conhecera em 1968 e incumbira de ensinar sua amada esposa a lutar. Quando o cantor se ausentava por longos períodos devido a sua agenda de shows, era ela quem brigava dando como motivo o fato de ela e o casamento estarem sendo negligenciados - o que, até certo ponto, acontecia realmente em função das turnês. Mas se Elvis estava em casa e com tempo de apreciar sua vida de homem casado com família, ela preferia ir para o estúdio de Mike Stone para fazer suas aulas, alegando não querer incomodar o marido com barulhos.

Elvis, Priscilla e Lisa Marie brincam de caçar ovos na Páscoa; 11 de abril de 1971

Embora parecessem um casal feliz para quem via de fora, Elvis e Priscilla ficavam cada vez mais afastados à medida que o tempo passava. O romance de Elvis com Joyce Bova, que teria iniciado no final de 1969 e continuado até 1972, não contribuía em nada para melhorar a situação. Ela provavelmente também tinha ciência da rápida relação de seu marido com Kathy Westmoreland e Myrna Smith no ano anterior, o que deteriorava ainda mais a convivência pacífica entre eles e aumentava o número de aulas com Mike Stone.

Enquanto se apresentava em Las Vegas em agosto de 1971, Elvis recebeu a família Bova, o que deixou Priscilla furiosa nos bastidores. Mas sua raiva seria maior ao saber que durante a última turnê nacional naquele ano, Elvis foi flagrado com Joyce Bova novamente. Priscilla não estava presente, mas a notícia com certeza chegou a seus ouvidos através de membros da Máfia. Para Elvis, as cobranças de Priscilla eram insuportáveis; para ela, a devoção dele para com o palco e suas amantes era a gota d'água. Em meio a isso, Lisa, inocente, com certeza tinha dificuldade em entender por que seus pais quase nunca estavam juntos e as brincadeiras aconteciam em espaços e horas separadas. A única ligação entre as três partes era o avô Vernon, que fazia de tudo para que a criança não percebesse o que já era evidente a todos os demais.

Elvis e a família Bova - da esquerda para a direita: as gêmeas (E), a mãe (C) e Joyce (D); 13 de agosto de 1971

O final de 1971 seria um desastre para os Presley. Discussões entre o casal eram ouvidas ecoando por Graceland durante quase todo o dia e o ambiente era muito pesado. Enquanto Elvis dizia saber o que Priscilla fazia em sua ausência, ela se defendia e o culpava por dar tanto valor ao trabalho e esquecer sua família, também afirmando saber dos segredos de seu marido. Mas uma discussão na madrugada de 23 para 24 de dezembro seria o pingo d'água que faltava para que tudo fosse pelos ares.

Para não prejudicar o Natal, Priscilla esperou até a madrugada do dia 26 para chamar Elvis para uma conversa particular. Após uma acalorada discussão, o Rei do Rock recebe a notícia que talvez nunca tivesse pensado em ouvir. O silêncio reinou pela casa nos dias seguintes, até que Elvis confessou a seus amigos e parentes mais próximos no dia 30 de dezembro que Priscilla pedira o divórcio. Era uma notícia aterradora para um final de ano que, entre altos e baixos da carreira, tinha dado tantos bons frutos a Elvis.

Tentativas de reconciliação se seguiriam na entrada de 1972, mas nada nunca muito concreto. Tudo piorava entre o casal, ainda mais quando boatos de que Elvis teria engravidado Joyce Bova começaram a chegar aos ouvidos de Priscilla. Pior, segundo Joyce em sua biografia de 1994, era o fato de que um aborto fora providenciado para contornar as consequências disso na mídia quando Elvis negou assumir a paternidade ou se casar; ainda mais terríveis eram os boatos de que Elvis não se limitava apenas a Joyce e que sua irmã gêmea poderia estar na história também, formando um estranho triângulo amoroso.

Em 26 de janeiro de 1972 Elvis iniciava sua rotina de shows com a primeira apresentação da primeira temporada do ano em Las Vegas. Pouco antes do início do concerto, Priscilla atualizou Elvis sobre seu pedido de divórcio. A verdadeira razão era que ela já vinha namorando Mike Stone há meses. Para um homem com orgulho sulista, não havia possibilidade de reconciliação perante aquele fato e a única saída era trilhar caminhos separados. O casal decidiu manter as aparências para a mídia enquanto o processo do divórcio começava, embora a única ligação entre eles fosse para o bem estar de Lisa. Suas vidas pessoais separadas seriam mantidas em segredo até a oficialização do divórcio em 9 de outubro de 1973.

Priscilla e Mike Stone; meados de 1972

Um comentário:

  1. Td que vejo de Joyce Bova é foto de tietagem... E Kate um relacionamento profissional de backing vocal.

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