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I'VE GOT TO FIND MY BABY!

Flashback (CD - FTD, 2004)

Título:
Flashback
Selo:
FTD [FTD 034]
Formato:
CD
Número de faixas:
25
Duração:
69:00
Tipo de álbum:
Disco comum
Vinculado a:
Discografia FTD
Ano:
2004
Gravação:
10 de janeiro de 1956 a 11 de junho de 1958
Lançamento:
Abril de 2004
Singles:
---

Flashback é o trigésimo quarto CD da FTD. Ele contém 25 takes alternativos até então inéditos de canções gravadas entre 1956 e 1958, além de um livreto com fotos também inéditas dessas sessões e seus bastidores. O CD está atualmente fora de catálogo na gravadora.

Depois de mais de um ano de sucessos regionais que ocasionalmente alcançavam as paradas nacionais, a maior gravadora do momento simplesmente não poderia perder a chance de ter em seu quadro de artistas aquele que ainda era um estranho jovem de aparência, voz e comportamento caipira. Fechando acordo com o Sun Studio em 21 de novembro de 1955, a imagem e a música de Elvis Presley passavam oficialmente a pertencer à RCA Victor, um evento que não ficou desapercebido pela mídia e trouxe mudanças drásticas para o cantor. Agora, pouco mais de um mês o separava da melhor fase de sua carreira e do período de dois anos e meio em que realmente seria digno do título "Rei do Rock".

Elvis fez suas primeiras gravações para a RCA em 10 de janeiro de 1956, já no que se tornaria o lendário Studio B de Nashville. Alguns dos maiores sucessos de sua carreira futura (Blue Suede Shoes, I Got a Woman e Heartbreak Hotel) seriam capturados neste momento mágico que permitiu a ascensão de Elvis ao posto de Rei do Rock. De fato, o single "Heartbreak Hotel / I Was the One", lançado em 27 de janeiro, marcando a venda do primeiro material do cantor pela RCA, chegou ao primeiro lugar em vendas ainda na pré-venda e alcançou o topo de quase todas as paradas estadunidenses e canadenses. Seu álbum de estreia pela RCA, "Elvis Presley", repetiria o feito em seu lançamento, dois meses depois. Todo o material produzido e lançado em 1956, seja em single, EP ou LP, bateria recordes de vendas e chegaria ao topo das paradas, sendo os maiores exemplos os singles "Don't Be Cruel / Hound Dog" e "Love Me Tender / Any Way You Want Me", e o LP "Elvis".

Não à toa, 1957 não seria diferente. Com Elvis já consolidado na RCA e em sua carreira no cinema, o sucesso só ganhava proporções cada vez maiores e seu nome se espalhava pelo mundo rapidamente. Todos os singles e ambos LPs daquele ano, "Loving You" e "Elvis' Christmas Album", além dos EPs "(There'll Be) Peace In the Valley (For Me)" e "Jailhouse Rock" alcançaram o topo das paradas no mundo todo e alavancaram ainda mais a fama do garoto de Memphis. Os próximos dois anos veriam Elvis servindo ao exército dos EUA na Alemanha, mas seu sucesso continuaria intacto. Novos álbuns e as primeiras compilações de sucessos começaram a povoar o mercado e as vendas ainda batiam recordes, mostrando que nem sua ausência momentânea era capaz de abalar os alicerces criados em conjunto com a RCA e o Coronel Parker.

Quase 50 anos depois dessas lendárias sessões de gravação, a FTD lança material inédito delas em um de seus primeiros trabalhos que ofereciam uma experiência audiovisual imersiva. Enquanto nossos ouvidos se deliciam com as inéditas, nossos olhos têm o mesmo prazer ao percorrer as 125 páginas do livreto que acompanha o lançamento, cheio de fotos inéditas e perfeitamente preservadas daquele momento único no tempo - os 30 meses em que Elvis realmente viveu o título de Rei do Rock.

 Abaixo segue a resenha do conteúdo disponibilizado no CD.
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- 1. Heartbreak Hotel (Takes 5 [2nd Part] & 4 [5th Part): Começando pelo single de maior sucesso de 1956, a FTD traz um áudio cristalino de partes do trabalho que já eram consideradas perdidas. Elvis interpreta a canção com a mesma leveza e assertividade do Master (Take 7), apesar de alguns erros quase imperceptíveis na letra. Os acordes finais são um pouco diferentes. 

- 2. Money Honey (Take 10) [Intro only]: A única seção sobrevivente do take 10, com apenas 20 segundos de duração.

- 3. I'm Counting On You (Takes 1a, 1b & unknown): Uma versão quase acústica da segunda música do LP "Elvis Presley" se segue. Como os takes 1 e 2 são apenas false starts, a rendição completa ouvida após eles é de um take desconhecido, podendo ser o de número 12. Com relação ao andamento, não há muitas diferenças para com o Master (Take 17).

- 4. I Was the One (Take 7a, Unedited): Completamente novo e recentemente descoberto à época, é a primeira parte do take que obteria o Single Master (Take 7b). A instrumentação mais leve traz uma nova atmosfera à música, deixando-a soar quase como um take acústico.

- 5. Lawdy Miss Clawdy (Takes 11 & 12): Logo de início o pianista Shorty Long erra a nota e o take é interrompido. O take 12 se segue de forma completa e sem erros, sendo o último da música naquela sessão, mas, sem melhoras perceptíveis, o Master foi o Take 10.

- 6. Shake, Rattle and Roll (Takes 3, 5, 6 & 7): Elvis não está preparado para sua entrada e pede desculpas pela interrupção do take. No próximo, ele se esquece da letra e ri de forma a demonstrar seu desconforto. Novamente, Elvis está inseguro e aborta a gravação no take 6. O sétimo take sai como planejado, mas ainda precisando de algumas correções, apesar de trazer um solo de piano que ficaria perfeito no Master (Take 12b).

- 7. I Want You, I Need You, I Love You (Take 3): Bem mais lenta do que a versão do Master (um splice dos takes 14 e 17), ainda traz a banda tentando se achar e alguns erros são perfeitamente audíveis. Se a velocidade da execução não fosse aumentada, talvez este clássico nunca tivesse chegado aos número um nas paradas.

- 8. Rip it Up (Takes 10, 11, 12 & 16)A última música deste CD a ter sido gravada em 1956 foi usada como faixa de abertura do segundo e último LP daquele ano, "Elvis". Apesar do número avançado do take, Elvis e a banda ainda estão tentando achar seu ritmo. "O que está acontecendo?", o cantor pergunta ao abortar o take 12. A banda se desencontra no solo do próximo take, mas Elvis já tem sua parte trabalhada. Tirando o fato da falta do sonoro "yeah!" que o Rei do Rock grita durante o solo, a versão não é muito diferente do Master (Take 19).

- 9. Loving You [Slow] (Takes 2 & 3): As gravações de 1957 iniciam com os trabalhos para a trilha sonora de maior sucesso daquele ano. Ouvir Elvis ensaiando à capella é um deleite, assim como a versão apresentada no take 3, que prioriza a voz e a harmônica.
  
- 10. I Need Your Love Tonight (Takes 12 & 13): Por algum motivo a FTD resolveu não continuar o trabalho em ordem cronológica, pulando para as gravações de junho de 1958. O take 12 inicia e os óbvios erros da banda levam a uma interrupção brusca na execução, o que arranca risos sarcásticos de Elvis. No take seguinte, tudo vai mais ou menos como o planejado, mas o Master (Take 18) ainda estava longe.

- 11. A Big Hunk O' Love (Take 2): Risos intensos indicam que a sessão estava produzindo o que era esperado. Esta é a única música gravada em 1958 a ter apenas 4 takes e todos completos, mas mesmo assim o Master seria levantado a partir de um splice dos takes 3 e 4. Pela excelência deste take 2, vê-se claramente que este seria um sucesso de vendas.

- 12. Ain't That Loving You Baby (Take 8): Um take rápido, apenas para brincar e tentar superar o já obtido Master (Take 4). Apesar disso, este Master acabou sendo descartado por motivos desconhecidos e um novo foi montado com um dos mais intrincados splices de qualquer música de Elvis, usando partes dos takes 1, 8, 9, 10 e 11. No final do take 8, Elvis dá uma gostosa gargalhada quando a gravação desmorona.

- 13. (Now and Then There's) A Fool Such as I (Takes 4 & 5): No início do take 4, Elvis pede a Steve Sholes que ponha mais eco em seu microfone (ainda havia a tentativas de recriar o som do Sun Studio), mas o cantor não está pronto quando a banda começa a tocar e a gravação é interrompida. O take 5 decorre normalmente, com Elvis usando alguns truques vocais e notas levemente diferentes do que ouviríamos no Master (Take 9).

- 14. I Got Stung (Takes 4, 5, 6, 7 & 8): Através dos takes, nota-se que a música estava causando problemas tanto para Elvis quanto para a banda. Quando não era Elvis que perdia a entrada ou ficava rouco, era a banda que se perdia na execução. No fim, dos 23 takes gravados, 16 tiveram problemas. Elvis e a banda se acertam no take 8, mas ele ainda tem uma execução muito rápida que seria diminuída aos poucos até o que se ouve no Master (Take 23).

- 15. That's When Your Heartaches Begin (Remake, Take 1): De volta a 1957, Elvis tenta recriar a primeira canção que gravou em sua vida, em 18 de junho de 1953 na Memphis Recording Services, que no ano seguinte se tornaria o Sun Studio. Este primeiro take é uma reprodução quase fiel daquela ocasião, com Elvis utilizando as mesmas técnicas vocais e com adição de backing vocals e um piano leve. Porém, a RCA optaria pela versão apresentada no Master (um splice dos takes 7 e 14) e lançada como lado B do single para "All Shok Up".

- 16. It Is No Secret (What God Can Do) (Take 5): O clássico Gospel que fez parte do EP "(There'll Be) Peace In the Valley (For Me)" de 1957 é executado sem muitas diferenças para com o Master (Take 13).

- 17. Blueberry Hill (Take 3): Um dos maiores sucessos de Fats Domino, a música recebe uma nova roupagem. O blues permanece e é ainda mais presente, com um piano que responde e reforça a voz de Elvis. A execução é um pouco mais lenta do que a do Master (Take 9) presente no LP "Loving You".

- 18. Have I Told You Lately That I Love You (Takes 6 & 7): Outra música do álbum "Loving You", traz dois takes até então inéditos. A execução é quase idêntica à do Master (Take 15).

- 19. Is it So Strange (Takes 8 & 9): Com execução levemente mais lenta do que a do Master (Take 12), traz Elvis errando a entrada e tentando corrigir, tendo que abortar o take quando percebe não estar tendo sucesso. O take 9 é completo, mas ainda há um pouco de dúvida na voz de Elvis.

- 20. Loving You (Main Title Version, Take 6): Uma versão bastante agradável da canção de abertura do filme "Loving You", com Elvis utilizando vocais bastante diferentes do Master (Take 21).

- 21. Loving You (Main Title Version, Take 12): O que ouvimos aqui já é bastante próximo ao Master, mais ainda com vocais diferentes por parte de Elvis.

- 22. Treat Me Nice (First Version, 2003 Takes 1, 2 & 3): Ouvindo a harmonia e a qualidade acústica desta versão, é de se perguntar o por quê de o Master ter sido obtido apenas em um remake mais tarde.

- 23. Young and Beautiful (Take 6): Outro take excelente e muito bonito, porém um pouco mais lento do que o Master (Take 22). É um take da versão da música para o LP.

- 24. I Want to Be Free (Take 11): A versão aqui é a que aparece na cena do show na prisão em "Loving You", um tanto diferente do Master (um splice dos takes 12 e 13)  que ouvimos no LP.

- 25. Don't Leave Me Now (Takes 7 & 8): Segunda versão para a canção, teve dois Masters escolhidos (Take 18 e Take 21), mas acabou não sendo usada.
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VÍDEO (CD FTD COMPLETO)

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