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I'VE GOT TO FIND MY BABY!

Elvis On Tour

ELVIS ON TOUR (EUA, 1972)

Título brasileiro: Elvis Triunfal
Gravação:
Abril de 1972
Lançamento:
1 de novembro de 1972
Duração:
93min
Produtora:
Metro-Goldwyn-Mayer
Orçamento:
US$ 2 milhões
Arrecadação:
US$ 4 milhões
Elenco principal:
Elvis Presley
The Sweet Inspirations
The Stamps Quartet
JD Sumner
TCB Band
Trilha sonora:
"Burning Love" (single)
[b/w "It's a Matter of Time'"]
(1 de agosto de 1972)
"Separate Ways" (single)
[b/w "Always On My Mind"]
(31 de outubro de 1972)
"Standing Room Only" (LP)
(Maio de 1972 - cancelado)
"6363 Sunset Boulevard" (CD)
(FTD, Março de 2004)
"Elvis On Tour - The Rehearsals" (CD)
(FTD, Dezembro de 2004)




Elvis On Tour , originalmente intitulado Standing Room Only, é o 33º filme de Elvis, seu segundo fora do contrato com Hollywood, o terceiro de quatro documentários sobre sua carreira e sua última produção cinematográfica. Nele, a MGM explora os bastidores das apresentações de Elvis em abril de 1972, o ritmo de gravações e ensaios, e a histeria dos fãs que faziam dele o Rei do Rock.

Onde estão as cabeças pensantes e os gráficos extravagantes? Elvis On Tour não apresentava nenhum desses em abundância; ao invés de encher o tempo com nada, este documentário back-to-basics é uma obra-prima, um vislumbre honesto de uma das mega-tours de Elvis Presley que levou a estrela a uma jornada de 15 dias por 15 cidades e milhares de fãs gritando por ele apenas alguns anos antes de sua morte. Este é o Rei em estado bruto, e enquanto o filme é construído principalmente de filmagens de concertos, ele retransmite muito mais sobre o seu assunto através da maneira que emoldura a estrela e capta a essência do que deve ter sido algo muito maior do que qualquer colecionador jamais poderia obter. Elvis On Tour  funciona como um entretenimento de 93 minutos com Elvis executando vários de seus maiores sucessos, mas é outra a força do filme - a fascinante viagem ao mundo por trás das jumpsuits, dos óculos de sol berrantes e dos fãs hiper-animados - que realmente faz com que não só valha a pena assistir, mas também valorizar.

O ganhador do Golden Globe prospera com a energia da música do Rei, e com ele consegue seu poder para cavar além do superficial, principalmente, mostrando Elvis sendo Elvis. Robert Abel e Pierre Adidge capturaram sua dedicação ao seu ofício, as dificuldades que enfrentou na fama, e, abaixo da superfície, sua saúde em declínio - tudo sob o prisma de sua música. Elvis On Tour é visualmente atraente e emocionalmente desafiador, sendo um instantâneo da vida do Rei em um momento em que ele era um ícone internacional da música, sex appeal e astro de cinema. O filme também captura o lado sombrio da fama que iria contribuir para a piora de sua saúde. Ainda assim, sua fama cresceu além do homem; seu nome e tudo o que representava, ao que parece, tornou-se maior do que o seu talento. Mesmo quando teve que usar uma folha para cantar "Burning Love", isso não importou para as multidões de fãs que iriam chorar abertamente com a simples visão dele.

"Eu nunca superei o que eles chamam de 'medo do palco'". Se há uma citação mais reveladora que identifique o homem por trás da fama, ela ainda não foi descoberta. Considere um homem maior do que o presidente dos Estados Unidos, maior do que o maior herói de esportes. Elvis Presley foi adorado por milhões, mas nunca se ajustou a estar no palco e se apresentar na frente das pessoas. "A primeira vez que eu pisei no palco, aquilo me matou de susto. Eu realmente não sabia sobre o que era a gritaria. Eu não percebi que meu corpo estava se movendo. É uma coisa natural para mim. Então, eu perguntei para o apresentador: 'O que eu fiz? O que eu fiz?'. E ele disse: "Seja o que for, volte lá e faça de novo'".

Elvis On Tour capta a essência de um homem determinado a dar um grande show, apesar de seus medos e incertezas. O filme retrata a ele não como uma celebridade mimada, mas como um "bom rapaz" que amava a música e, ao que parece, preferia cantar Gospel com um grupo de amigos a seu trabalho de palco. Com vários elementos montados pelo futuro diretor Martin Scorsese e com um estilo de tela dividida dinâmica que domina os olhos, os recursos visuais são quase tão animados quanto a sua música, e isso faz um trabalho maravilhoso ao capturar o caos em torno do Rei na estrada e fora dos palcos durante todo o filme. A justaposição de Elvis em ação e a reação dos fãs proporciona um ponto de vista cativante e reforça ainda mais a atmosfera única de cada show de sua carreira. A imagem também oferece uma estrutura mais tradicional durante alguns dos momentos descontraídos, mas o efeito de tela dividida faz maravilhas para o documentário.

A trilha sonora atinge todas as notas certas e é bastante satisfatória, com a música desfrutando de uma apresentação bastante suave que se espalha por todo o palco. É uma experiência bem imersiva, mesmo que falte a nitidez e clareza encontradas nas melhores trilhas sonoras.  Além da música, no entanto, há um tom piegas, indistinto; fãs gritando surgem como algo particularmente problemático, às vezes soando como as famosas "reações enlatadas" das sitcoms. Mas acima de tudo, Elvis On Tour é um pacote completo de visão, som, entretenimento e relevância histórica. Não só para grandes fãs de Elvis, mas também como um ponto de partida fantástico para os amantes da música que só agora estão descobrindo o homem por trás dela, este é, sem dúvida, o documentário mais importante da indústria do entretenimento de todos os tempos.

Em seu lançamento nos cinemas em 1 de novembro de 1972, Elvis On Tour arrecadou metade de seu orçamento. Até sair da programação das principais salas dos EUA, o filme havia duplicado seu orçamento e chagado ao 13º lugar nos gráficos dos mais assistidos, sendo nominado e ganhando um Grammy por Melhor Documentário de 1972.


UMA ANÁLISE A FUNDO


Elvis On Tour existe atualmente em versões VHS, DVD e Blu-Ray. Para o DVD/Blu-Ray lançado em 2010, primeira vez em que o trabalho foi adaptado para este tipo de mídia, a faixa usada originalmente para a abertura ("Johnny B. Goode") foi substituída por "Don't Be Cruel" por motivos de direitos autorais. Por este mesmo motivo, desde o lançamento do filme em 1972 a sinfonia conhecidíssima do início dos shows, "Also Sprach Zarathustra" é omitida do áudio - no lugar dela ouvimos uma valsa genérica da MGM.


Enquanto ouvimos parte do stand-up de Jackie Kahane, comediante que acompanhou Elvis até seus últimos dias, o Rei do Rock chega a Richmond (jumpsuit Red Pinwheel) para o show do dia 10 de abril de 1972. Logo em seguida acompanhamos Elvis nos bastidores de outros dois locais distintos graças ao sistema de tela dividida: San Antonio no dia 18 de abril (jumpsuit White Pinwheel) e Greensboro em 14 de abril (jumpsuit Royal Blue Fireworks). Quando a intro é finalmente ouvida, somos levados para cima do palco do show de 9 de abril em Hampton Roads (jumpsuit Blue Nail). Durante oito minutos, Elvis nos presenteia com as perfeitas "See See Rider" e "Polk Salad Annie".


Na sequência vemos um Elvis muito compenetrado durante a gravação de "Separate Ways". "Always On My Mind" sairia da mesma sessão, e as imagens dão um vislumbre do que era a rotina nos estúdios e como tanto Elvis quanto a banda se comportavam e se complementavam para criar a música perfeita.



Uma sequência de viagem nos leva a San Antonio no momento em que Elvis se dirige ao local do show. A histeria das fãs é perfeitamente registrada, bem como um momento de descontração dentro da limusine do Rei, e em seguida chegamos aos bastidores.


Aqui, Elvis canta "Proud Mary", "Never Been to Spain" e "Burning Love", além de apresentar a banda que o acompanha. O que se segue é a loucura das fãs na saída do Rei do Rock e mais um momento em sua limusine.


É neste momento que temos uma visita ao passado, onde vemos fotos e vídeos ao som dos clássicos que fizeram seu nome. Parker não havia ficado feliz com essa sequência, pois julgava que Elvis não deveria ser mostrado como uma "jóia do passado" e sim como "um tesouro do presente", sem "visitas desnecessárias" ao antes. Assim como com o "'68 Comeback Special" e o "That's the Way it Is", o Coronel estava redondamente enganado. Na sequência Elvis fala da influência do Gospel em sua vida e canta alguns números do seu recente LP "He Touched Me" com JD Sumner e os Stamps.



O filme então retorna a Hampton Roads para a rendição de "Love Me Tender" mixada com imagens de cenas de beijos em seus filmes enquanto edição nos mostra partes da canção cantadas em San Antonio e Richmond. O Coronel, novamente, não gostou daquilo que tomou como "deboche para com a carreira cinematográfica de Elvis". De fato, esse era o ponto - mostrar como a maioria de seus filmes repetiam fórmulas arcaicas. Algumas imagens dos shows apresentados no filme, além de ensaios, são vistas enquanto uma fã dá seu depoimento emocionado.


Entre uma senhora nada contente com os movimentos pélvicos de Elvis e calcinhas jogadas no palco, o Rei é mostrado em alguns de seus melhores momentos.


Vamos em seguida para Greensboro em 14 de abril, onde Elvis canta uma magnífica rendição de "Bridge Over Troubled Water" para uma platéia que o observa em quase total silêncio. Elvis parece surpreendido pela lotação do local enquanto fala com seus fãs antes de começar "Funny How Time Slips Away". O show também nos oferece uma das melhores versões de "An American Trilogy" antes de vermos outra sequência de viagem e um breve momento em família em Graceland ao som de "Suspicious Minds", que àquela altura falava muito sobre o que ocorria com Elvis e Priscilla.


A coletiva de imprensa para os shows no Madison Square Garden, uma das únicas gravações não capturadas em abril, ganha destaque, sendo a primeira vez que Elvis fala abertamente - e visivelmente desconfortável - sobre Priscilla não o estar acompanhando. Não parece correto a quem conhece as listas de músicas frequentemente usadas nos shows e suas posições dentro deles que "I Got a Woman", do show em Hampton Roads, apareça só agora - mas é o que ocorre. Ela é seguida de uma bastante movimentada "A Big Hunk O' Love" com solos perfeitos de Glen Hardin e James Burton.


Uma cativante "You Gave Me a Mountain" é seguida de "Sweet, Sweet Spirit", cantada em forma solo por JD Sumner e os Stamps a pedido de Elvis, que se limita a ouvir em admiração extrema. As clássicas "Lawdy Miss Claudy" e "Can't Help Falling In Love", também do show em Hampton Roads, conduzem o filme a seu final.


Aqui podemos ver pela única vez o locutor da famosa frase "Elvis já deixou o recinto" - Ed Enoch - e a correria à qual Elvis e sua entourage eram submetidos na saída de todos os shows. Também vemos a adoração extrema ao Rei do Rock na atitude das fãs, que permanecem no local da apresentação aos prantos mesmo depois de muitos minutos do fim.


Sob os créditos finais, vemos imagens de ensaios e sessões de gravação ao som de "Memories", do '68 Comeback Special.



TRILHA SONORA

A trilha para Elvis On Tour gerou uma das histórias mais controversas da carreira do Rei do Rock. Depois de cancelar o LP "An American Trilogy" (leia aqui) por conter faixas ao vivo que seriam repetidas no disco referente ao filme, a RCA passou por uma série de contratempos até que decidiu investir nos shows no Madison Square Garden e cancelar o álbum que se chamaria "Standing Room Only" (leia aqui).

Após o cancelamento, a RCA lançou os singles do trabalho relacionados a outros discos. "Burning Love / It's a Matter of Time" foi associado ao álbum de budget "Burning Love and Hits From His Movies, Volume 2", e "Separate Ways / Always On My Mind" a "Separate Ways".




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