QUARENTENA NO ELVIS PRESLEY INDEX

O Elvis Presley Index está com atividade reduzida por tempo indeterminado em função da pandemia de Coronavírus.


Apesar de o Elvis Presley Index não ser afetado ou ter a obrigação de fechar ou diminuir seu funcionamento, a parada dos trabalhos será adotada por necessidade de auxílio a familiares nesse momento complicado e a falta de tempo que se instalará com isso.


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I'VE GOT TO FIND MY BABY!

segunda-feira, 4 de maio de 2020

Em Busca da Verdade: Elvis Presley - The Searcher

ELVIS PRESLEY - THE SEARCHER (EUA, 2018)

Título brasileiro:
Elvis Presley - The Searcher
Gravação:
2017-2018
Lançamento:
14 de abril de 2018
Duração:
205min
Produtora:
HBO-TV
Orçamento:
US$ 1 milhão
Arrecadação:
US$ 4 milhões
Elenco principal:
Elvis Presley
Gladys Presley
Vernon Presley
Ann-Marget
Priscilla Beaulieu
Steve Binder
Hal Blaine
David Briggs
Tony Brown
D. J. Fontana
Emmylou Harris
Cissy Houston
Ernst Jørgensen
Scotty Moore
Jerry Schilling
Ronnie Tutt
Trilha sonora:


Elvis  Presley - The Searcher é um documentário biográfico dirigido por Thom Zimny. A produção explora a evolução da vida pessoal, profissional e religiosa do Rei do Rock através de entrevistas com amigos, familiares e estudiosos de Elvis, além de filmagens e áudios inéditos ou remasterizados à perfeição.

Após "Elvis by the Presleys" em 2005, o interesse por criar filmes e documentários sobre Elvis pareceu ter sumido da mídia. Mais de dez anos se passariam até que "Elvis & Nixon" fosse lançado, mas isso mais prejudicou o nível de interesse no Rei do Rock do que ajudou em alguma coisa. O ânimo retornou quando o ano do 50º aniversário do '68 Comeback Special estava para iniciar e novas gravações caseiras e áudios de estúdio tinham vindo à tona, fazendo com que o interesse em Elvis reaparecesse como por milagre. A CBS-TV e a NBC-TV tinham seus planos, mas foi a HBO-TV que chegou primeiro na batalha pela obtenção dos direitos para exibir e reproduzir os novos materiais. Buscando apoia na EPE, em Priscilla Beaulieu, Ernst Jørgensen e em Jerry Schilling, a produtora contratou o diretor de inúmeros documentários sobre Bruce Springsteen, Thom Zimny, para liderar o projeto inovador.

Como primeiro passo, Zimny quis buscar em programas antigos a opinião dos que viveram à época de Elvis. Assim, raras entrevistas com Arthur Crudup, Chuck Berry, Floyd Cramer, Bill Black, Aretha Franklin, Bob Dylan, Steve Allen, Glen Hardin, John Lennon, George Harrison, Dean Martin, Charlie Hodge, Ann-Margret e muitos outros foram recuperadas e inseridas no especial para dar uma visão bem mais ampla de quem era o Rei do Rock. Entre os que ainda estavam vivos e disponíveis para dar depoimentos compareceram membros das bandas de estúdio e palco de Elvis como Hal Blaine, Tony Brown, David Briggs, Larry Strickland, D. J. Fontana em sua última entrevista dois meses antes de morrer, Ronnie Tutt e outros, além de Priscilla Beaulieu. Celebridades da música que deram seu ponto de vista incluem Bruce Springsteen, Emmylou Harris e Cissy Houston.

O ponto mais positivo do documentário de Thom Zimny foi querer mostrar um Elvis como ele realmente era, e não apenas como um garoto que deu sorte e não precisou trabalhar duro para ter o que tinha. Não há revelações bombásticas ou polêmicas da parte de ninguém, apenas um trabalho conjunto para mostrar como o cantor processava sua vida através da música e o impacto que ela causa até os dias atuais. São reforçados também os fatos de que Elvis era totalmente eclético quando se tratava de música, e foi daí que saiu todo seu talento para cantar qualquer repertório, e que ele sabia o que fazia quando foi até Sam Phillips e pagou para gravar seu acetato em 1953. De acordo com Jerry Schilling, "Phillips não ficou impressionado e até o descartou como candidato a novas gravações, mas Elvis insistiu e, ao contrário do que se pensa, Phillips não estava buscando Elvis, era exatamente o oposto."

Pela primeira vez em um documentário sobre Elvis, o Coronel é colocado abertamente como um vilão. Foi Parker que trouxe as melhores oportunidades para o cantor durante os anos 1950, não há dúvidas, mas a relação de ambos tornou-se cada vez mais focada no que o Coronel poderia tirar dos contratos de Elvis com estúdios de cinema e a RCA. O Rei do Rock, por sua vez, considerava Parker como quem realmente o fez ter uma carreira, mas começou a se ressentir de seus métodos em 1964, quando percebeu que seus filmes repetiam a mesma fórmula cansada, seus discos de trilhas sonoras traziam músicas de péssima qualidade, quase sempre escritas pelos mesmos nomes de confiança do Coronel, e sua carreira de palco poderia não ter um futuro.

Segundo Steve Binder, diretor do '68 Comeback Special, "foi em 1968 que Elvis começou a se rebelar contra Parker, desobedecendo sua ideia de que o programa deveria ser apenas composto de músicas natalinas e aceitando sugestões minhas e da minha equipe que culminaram no show que temos hoje." O Coronel não tinha interesse em que Elvis se tornasse uma pessoa que pensava por si só e frequentemente inventava maneiras de fazê-lo crer que não iria a lugar nenhum sem ele. Foi o caso com o desejo do cantor de se apresentar pelo mundo, negado por Parker sem um explicação convincente, fruto de seu medo de não poder mais voltar aos EUA se saísse de lá, uma vez que entrara clandestinamente no país em 1920. O Aloha From Hawaii, exibido mundialmente em 1973, foi então, um acordo entre ambos para que Elvis deixasse de querer sair dos EUA para fazer shows.

Através de depoimentos, percebe-se que Elvis continuou muito ligado a Gladys após 1958 e isso atrapalhou um pouco da convivência com seu pai e suas namoradas, uma vez que sua mãe era algo fantasmagoricamente presente em quase todos os momentos. Apesar disso, é feita questão de se frisar que Elvis não era um "filhinho da mamãe" e sabia muito bem de suas responsabilidades. Tanto sabia que sua busca por filmes mais sérios foi baseada em querer ser visto com mais maturidade, além de ser um sonho desde sempre. Embora Las Vegas fosse praticamente sua segunda casa fora de Graceland, depoimentos no documentário esclarecem que ele sabia que a cidade havia tido um papel grande em sua queda e por isso a abandonou depois de 1976.

Quando exibido pela HBO-TV em duas partes, nos dias 14 e 15 de abril de 2018, o documentário teve uma boa audiência (900 mil espectadores), o que trouxe Elvis de volta aos mais ouvidos e vendidos do mundo entre os mais jovens e levou à produção do especial Elvis All Star Tribute pela NBC-TV. O documentário chegou ao DVD/Blu-Ray em agosto de 2018.


TRILHA SONORA

Para promover a atração, a RCA e Sony Legacy produziram um CD simples e um LP duplo, ambos com 18 faixas que incluíam raras versões alternativas das músicas mais icônicas da carreira de Elvis. Lançado em 6 de abril de 2018, o CD alcançou o selo de Ouro no Reino Unido em 28 de dezembro daquele ano.

No mesmo dia, uma versão deluxe com três CDs e um livreto de 40 páginas foi colocada no mercado. As vendas mundiais em CD / download / LP ainda não lhe renderam a classificação de Ouro pela RIAA.






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