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quinta-feira, 19 de agosto de 2021

Nevada Nights (CD - FTD, 2008)

Título:
Nevada Nights
Selo:
FTD [FTD 075] [88697 40710 2]
Formato:
CD duplo
Número de faixas:
44
Duração:
127:00
Tipo de álbum:
Concerto
Vinculado a:
Discografia FTD
Ano:
2008
Gravação:
19 de agosto de 1974 OS e 21 de agosto de 1974 MS
Lançamento:
Outubro de 2008
Singles:
---

Nevada Nights é o 75º CD da FTD. Ele contém o icônico show de abertura da 11ª temporada de Elvis em Las Vegas, em 19 de agosto de 1974, e a também excelente apresentação da meia-noite do dia 21 do mesmo mês. O trabalho encontra-se fora de catálogo na gravadora.

1974 pode ter iniciado de forma lenta nos lançamentos de discos com material novo, mas havia um senso de mudança vindoura no ar. O sucesso da compilação "A Legendary Performer, Volume 1", lançada em 11 de janeiro, era um ótimo sinal disso. Quando começou a primeira temporada do ano em Las Vegas, no dia 26 daquele mês, Elvis ainda estava abalado com seu divórcio três meses antes e seu temperamento era tão forte quanto o do último show do ano anterior. Durante a temporada, ele modificaria o repertório para músicas mais a seu gosto e tomaria as rédeas das apresentações. "Let Me Be There" ganharia destaque. Sherrrill Nielsen e seu grupo, o Voice, teriam ainda mais espaço com a participação em "Spanish Eyes" e os solos em "Killing Me Softly", "Bringin' it Back", "I Can't Live Without You" e "Aubrey".

Foi em março de 1974 que a melhor temporada de shows de toda a carreira de Elvis ocorreu. Também foi neste momento, depois de morar em Memphis por 26 anos e 13 anos após sua última apresentação ali, que o cantor finalmente conquistou a cidade. De 1º a 20 de março, o cantor realizou sua maior turnê até então, com 24 shows em 20 dias, e a coisa toda foi um estrondo. Estas foram algumas das melhores apresentações do Rei do Rock desde o retorno aos palcos em 1969. Várias cidades foram muito abençoadas com 2, 3, 4 e até 5 concertos. As multidões eram incríveis e a expectativa os excitava. As arenas estavam com ingressos esgotados em todas as cidades pelo menos um mês antes de Elvis pisar no palco.

De 10 de maio a 2 de julho, as apresentações nas turnês nacionais e na última temporada de sua carreira em Lake Tahoe também foram de alta qualidade. O senso de mudança começou a se tornar mais visível à medida em que Elvis adicionava mais e mais músicas de sua preferência pessoal nos shows, algo que desagradava o Coronel. Para Parker e a RCA, muitas dessas faixas não eram material para shows e dificilmente venderiam bem se fossem lançadas em discos ao vivo. Entre eles havia o consenso de que o que se ouviria no LP "As Recorded Live On Stage in Memphis", que seria lançado em 7 de julho daquele ano, deveria ser a síntese de Elvis Presley dali para a frente.

O Rei do Rock, claro, não concordava com isso. Tanto não concordava que decidiu durante suas férias de julho que sua próxima temporada em Las Vegas, que iniciaria em 19 de agosto de 1974, seria o ponto de partida de um novo repertório e, idealmente, de um novo Elvis. De fato, ele enviou a seus músicos diversos rascunhos com músicas que queria que fossem consideradas para os próximos shows e as trabalhou intensa e minuciosamente nos ensaios de 14 a 16 de agosto nos estúdios da RCA em Hollywood.



Após acertar um novo repertório nos ensaios, Elvis estava preparado para a nova temporada. Infelizmente, o show do dia 19 seria o único a trazer algumas de suas melhores rendições. A lista de músicas das apresentações voltaria a ser basicamente a mesma de sempre já no dia seguinte. Além disso, o cantor planejava uma nova abertura para suas apresentações, algo que, provavelmente por influência de Parker, nunca aconteceu.

Anotação de Elvis com músicas de sua preferência para os shows de agosto de 1974:
"
Ensaios no RCA Studio - Ensaiar essas com quaisquer outras que eles queiram - tocar com nova abertura"


Abaixo segue a resenha do concerto de 19 de agosto de 1974.
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- 1. Big Boss Man: Como de praxe, "Also Sprach Zarathustra" não era gravada nessa época. A fanfarra leva à abertura da apresentação com "Big Boss Man", que já fazia parte do repertório fixo desde 16 de maio daquele ano, de uma novidade bem vinda em substituição à já batida "See See Rider". Nota-se que a FTD usa um mix que lembra uma mistura do CD "If You Talk in Your Sleep", lançado em 1994 pela Fort Baxter, que trazia a voz de Elvis à frente dos instrumentos, com o "From Sunset Boulevard to Paradise Road", da Diamond Anniversary Editions em 1995, que priorizava um maior equilíbrio entre ambos fatores. Infelizmente, essa mistura da FTD faz com que se perca um pouco do feel da instrumentação. A velocidade corrigida do áudio torna o show mais dinâmico e Elvis também brilha por sua voz em ótimo estado.

- 2. Proud Mary: Apesar de rendida esporadicamente desde 1970, foi em 1972 que Elvis emplacou essa música em quase todos os seus shows. É uma surpresa que ela apareça aqui após um sumiço de dois anos, mas a versão é bem interpretada e anima a plateia. Vestindo a jumpsuit Peacock (pavão, em inglês), Elvis brinca com os fãs: "Olá, eu sou o pavão da NBC!" (rede de TV que tem a ave como mascote). 

-3. Down in the Alley: "Essa música é uma que fizemos há uns dez anos, quando o Charlie era uma criança." Surpresa total, pois nunca havia sido introduzida nas apresentações antes e era apenas um lado B de um single de 1967, ela traz um blues bem ritmado e com toques de rock ao show. Infelizmente, essa seria sua única rendição ao vivo.

- 4. Good Time Charlie's Got the Blues: Sem dizer uma palavra, Elvis entra na música que era um dos maiores sucessos de Danny O'Keefe desde 1972. Sua versão seria rendida apenas neste show e se tornaria bastante autobiográfica por algumas adições feitas pelo cantor, como "brinque por aí e vai perder sua esposa - já fiz isso" e "brinque demais e vai perder a vida - quase fiz isso". Em razão das polêmicas da época, Elvis decidiu omitir uma estrofe que falava sobre o vício em drogas.

- 5. Never Been to Spain: "Eu fiz várias coisas na minha vida, mas..." é a frase que leva ao início da música que fez parte do repertório de 1972 e agora é mais uma surpresa para a plateia. Elvis parece realmente gostar dela e o ritmo contagiante logo a torna uma das melhores rendições do show. Esta seria a última rendição ao vivo.

- 6. It's Midnight: "Essa próxima música é uma que gravamos para um dos lados de um single..." O novo repertório continua a agradar e a plateia ouve em silêncio. Para uma primeira rendição, ela se mostra perfeita. Elvis realmente demonstra todo o sentimento da letra, provavelmente por ser tão próxima de sua situação de vida atual.

- 7. If You Talk in Your Sleep: Escrito por Red West, essa mistura de blues e funk é ouvida pela primeira vez aqui. Elvis se diverte com a letra que fala sobre uma mulher que trai o marido com um amante, fazendo uma correlação com as fofocas da época sobre ele mesmo. No fim, o cantor afirma em tom de brincadeira: "Não é sobre eu, não escrevi essa música sobre eu, porque eu não faço coisas desse tipo [O escárnio das Sweet Inspirations diz tudo]. O Charlie escreveu. Não, um amigo meu, Red West, a escreveu. Não sei por que, como, quando."

- 8. I'm Leavin': "O que fazemos agora? Desmaiamos? [Uma fã pede algumas músicas ao fundo] Espere aí, querida. Tenho 'Fever', 'I Just Can't Help Believin'' e 'I'm Leavin'', todas as três ao mesmo tempo. [A fã responde 'I'm Leavin''] 'Leavin'? Ok. 'I'm Leavin'." A música teve maior presença em shows de 1971 e 1973, e em 1974 ficaria na lista das apresentações praticamente apenas nesta temporada de Las Vegas. A rendição é boa, mas há melhores nas ocasiões anteriores.

- 9. Let Me Be There: Sucesso de Olivia Newton-John no ano anterior, a música fazia parte das apresentações de Elvis desde 26 de janeiro de 1974. A rendição é condizente com as passadas, mas a qualidade do áudio não ajuda para a apreciação ideal. Como de praxe, o Rei do Rock repete a parte final da música antes de terminá-la.

- 10. Softly, As I Leave You: "Gostaria de fazer uma coisa que queria fazer há muito tempo, mas..." A introdução falada da música se desenrola com silêncio total da plateia que quer prestar toda a atenção no que Elvis diz. Enquanto ele recita a letra da segunda parte, Sherrill Nielsen canta ao fundo. Para uma primeira rendição, os aplausos efusivos mostram que ela seria bem vinda nas apresentações, e o cantor a manteria até o final de 1976.

- 11. If You Love Me (Let Me Know): Outro sucesso de Olivia Newton-John em 1973 faz seu debut nesse show. A música era uma das dez mais preferidas de Elvis e a prova disso é ela ter se mantido presente com constância nas apresentações dali até seu penúltimo show, em 25 de junho de 1977. Elvis havia combinado com JD Sumner que queria um rápido dive bomb no final e é o que ouvimos aqui.

- 12. Love Me Tender: Depois de iniciar a canção e pará-la abruptamente dizendo que não queria cantá-la, o Rei do Rock faz uma rendição de boa qualidade. Suas risadas e comentários são adendos muito refrescantes à música já muito conhecida e à rotina de entregar lenços e dar beijos nas fãs.

- 13. Polk Salad Annie: Em uma versão já bastante diferente das ouvidas em 1970 e mais próxima das que viriam entre 1975 e 1977, o cantor despeja toda sua energia. Um pequeno solo de Ronnie Tutt é executado durante a rendição, o que seria algo bastante interessante se tivesse sido incorporado às apresentações e expandido para os outros músicos. A finalização é uma das mais selvagens de todas. Mesmo assim, o Rei do Rock nem parece ter se cansado muito.

- 14. Introduções: "Gostaria de usar a oportunidade para me apresentar... Digo, para apresentar os membros da minha banda." Depois de breves brincadeiras, Elvis apresenta as Sweet Inspirations (chamando-as de "Crew Cut"). JD Sumner & The Stamps Quartet, "a garota baixinha com a voz alta" Kathy Westmoreland (e faz uma observação sobre sua blusa see-through), "o cara que eu nunca entendi" John Wilkinson, James Burton, "um dos meus estudantes de karatê" Ronnie Tutt, Duke Bardwell, Glen Hardin, Charlie Hodge, Sherrill Nielsen e o grupo Voice, Joe Guercio e a Joe Guercio Orchestra.

- 15. Promised Land: "Ok, o que fazemos agora? [Charlie responde 'Promised Land'] Estou dentro, filho!" Outra que aparece pela primeira vez, é uma versão do clássico de Chuck Berry. Elvis se diverte durante a execução, mas ainda faz vocais muito tímidos, provavelmente por medo de errar a letra.

- 16. My Baby Left Me: Antes de continuar, Elvis apresenta o ator Telly Savalas. A música apareceu apenas cinco vezes nas apresentações de Elvis, sendo esta a última. A rendição ouvida aqui é regular, mas nada comparada à de 20 de março daquele ano.

- 17. Bridge Over Troubled Water: Presente nos shows há exatos 4 anos, é uma linda versão com a orquestra se sobressaindo no áudio. Como em todas as canções que o tocavam, Elvis dá o seu melhor.

- 18. Fever: Aparecendo de forma regular nos concertos desde 5 de agosto de 1972, a música anima a plateia. Elvis brinca com a audácia de suas fãs e no fim reclama, em tom de brincadeira, por Charlie ter deixado seu violão cair.

- 19. Hound Dog: A rendição é a padrão desde 1972, apenas excluindo a parte lenta e indo direto ao rock.

- 20. Can't Help Falling in Love: "Nós desejamos a vocês um afetuoso 'adiós'." O fim da apresentação se anuncia. Apenas 30 segundos da música são ouvidos antes do fim do CD.
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Elvis com a jumpsuit Rainfall Beige Leather Suit durante o show de 29 de agosto de 1974 MS em Las Vegas


O show do dia 19 foi bem recebido pelos fãs, que já naquela época queriam um Elvis mais moderno no palco. Certamente "Hound Dog" e outros clássicos não poderiam ser retirados ou substituídos devido à importância que tinham, mas trazer algumas músicas da atualidade em roupagens que somente Elvis sabia fazer era necessário para que ele se entendesse com o público mais jovem e dinâmico dos anos 1970. O cantor sabia disso, mas para o Coronel e a RCA não havia espaço para inovações e a meta deveria ser manter o Rei do Rock como um clássico vintage.

Foram necessários apenas alguns comentários sobre a qualidade do show daquela noite para que o Coronel agisse e avisasse Elvis de que deveria retornar à lista de músicas padrão. Talvez por não querer se envolver em mais brigas polêmicas como a de setembro de 1973, o cantor aceitou. Nas apresentações do dia 20 de agosto, "See See Rider" já estava de volta à abertura; lá também estavam "I Got a Woman / Amen", "Love Me", "You Gave Me a Mountain" e "Teddy Bear / Don't Be Cruel". No dia 21, as músicas preferidas de Elvis já haviam sido reduzidas a um punhado.  

Abaixo segue a resenha do concerto da meia-noite de 21 de agosto de 1974.

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- 1 See See Rider: O show começa quando Elvis adentra o palco, novamente com a seção de "Also Sprach Zarathustra" cortada. O áudio é melhor que o do dia 19 e o Rei do Rock parece estar mais animado. Não é a melhor versão de 1974, mas James Burton se diverte bastante com diversos riffs durante a execução.

- 2. I Got a Woman / Amen: Elvis dá início à famosa rotina "well, well, well" e passa a reclamar de estar ouvindo um zunido estranho. Charlie Hodge provoca: "Está na sua cabeça!" O Rei do Rock rebate com a acidez característica do período: "Na sua cabeça... Ninguém ouviu um zunido de alta frequência? [Alguns concordam, outros não] Só estou tentando avisar meu engenheiro de som, porque ele se acha um gênio... [Alguém diz: "Não é culpa dele, é essa maldita máquina."] 'Não é culpa dele, é essa maldita máquina'...Não te perguntei porcaria nenhuma!" A plateia ri. A versão do medley é curta e soa como um country, devido ao fato de o piano estar bem acima de tudo no áudio. No fim, Elvis pede para JD fazer seus inigualáveis dive bombs e o apresenta como "a garganta profunda original" (fazendo alusão ao filme adulto de 1972).

- 3. Love Me: "Boa noite, senhoras e senhores, eu sou o homem do sorvete!", brinca em observação à cor de sua jumpsuit Plain Beige Leather Two-Piece. "Esse traje foi um presente da minha prima, Bobby Jean. Levante-se, querida, deixe o povo vê-la. Eu disse que um dia a colocaria sob os holofotes por causa de todos os problemas em que você me meteu enquanto crescíamos. Nós passávamos por um bando de fortões e ela gritava 'Ei, vão para o inferno!'... E eu estava lá sozinho!" A música é rendida da forma padrão, com Elvis distribuindo beijos e lenços.

- 4. If You Love Me (Let Me Know): "Muito obrigado. Muito obrigado." Uma das favoritas de Elvis, é bem interpretada e a orquestra pode ser ouvida de forma espetacular, dando nova vida à música.

- 5. It's Midnight: "Esta próxima música é uma gravação que será lançada nas próximas semanas. Espero que gostem." A plateia ouve em silêncio. Nesse ponto, Elvis parece estar chegando ao momento da noite em que acordava para o show.  Sua voz soa bastante forte pela primeira vez e a emoção é palpável durante a rendição.

- 6. Big Boss Man: Esta versão soa particularmente bem devido à bateria de Ronnie Tutt. Elvis realmente se diverte na execução.

- 7. Fever: Esta é mais uma oportunidade para as fãs receberem beijos e lenços. Elvis faz alguns trocadilhos sobre Julieta ter uma estranha voz grossa. Duke Bardwell ri e perde o tempo, o que o cantor nota imediatamente: "Não pare de tocar, Duke!"

- 8. Love Me Tender: Charlie sugere 'The Wonder of You' e Elvis responde: "Esqueça! Love Me Tender. Meu primeiro filme foi 'Love Me Tender', então eu gostaria de cantar 'Love Me Tender'." A versão é padrão, servindo apenas para que o cantor continue a fazer agrado às fãs.

- 9. All Shook Up: Com meros 55 segundos, é apenas um "show filler". Elvis continua com suas fãs.

- 10. Diálogo: Elvis se dirige a uma fã: "Desculpa, querida, estava cantando e não podia falar com você. Eu dei a ela uma capa e ela tirou uma foto com o filhinho segurando a capa. Onde foi? Atlanta? [Elvis pega a criança, que começa a se assustar] Você quer a mamãe de volta, não é? Como o desço agora? É mais fácil você pegá-lo, está mais próxima do chão. Ou eu posso trazer o Getlo aqui... Getlo, é o nome do meu cãozinho. Aí está. Ok."

O cantor vê uma placa na plateia: "O que diz naquela placa? [As Sweet Inspirations respondem com sarcasmo: 'É para o Tom (Jones).'] Tom... Estão de brincadeira?! Olhem... Supremes... Crew    Cuts... Jackson 5, seja o que for!" O Rei do Rock passa a falar de Lisa Marie: "Eu sei que diz 'Elvis'... Quer dizer, 'Ailvis!' É assim que minha filhinha diz. Ela anda atrás de mim e fala: 'Ailvis, o que você vai fazer?' Juro por Deus! Seis anos! 'Ailvis!' Eu digo: 'Querida, sou seu pai, não me chame assim.' E ela diz: 'Ok, Ailvis!'"

- 11. I'm Leavin': "'I'm Leavin'. [Em tradução livre: "Estou indo embora"] Não é o título da música, só quero cair fora daqui mesmo." Para o período, é uma das melhores versões, apesar de rápida. A bateria de Ronnie Tutt se sobressai.

- 12. Softly, As I Leave You: Elvis introduz a música e a plateia ouve em silêncio enquanto ele recita os versos e Sherrill Nielsen os canta em resposta. "Obrigado. Esse foi Sherril Nielsen cantando."

Elvis com a jumpsuit Plain Beige Leather Two-Piece
durante o show de 21 de agosto de 1974 MS


- 13. Hound Dog: "Agora vamos falar sério." A música é mais uma das rápida que propiciam momentos de interação com as fãs.

- 14. You Gave Me a Mountain: De volta ao repertório após quase um ano de hiato, a música é muito bem executada e ainda mais bem recebida pela plateia.

- 15. Polk Salad Annie: Como no show do dia 19, a versão é um híbrido das de 1970 e das que viriam de 1975 em diante. Há um problema de feedback em algumas partes, o que faz Elvis mudar a letra de uma estrofe para "sua mãe estava trabalhando no feedback!".

- 16. Introduções: Elvis apresenta "as jovens que só me dão problemas" The Sweet Inspirations, "as melhores vozes de hoje" JD Sumner & The Stamps Quartet, "a garota baixinha que faz a voz alta" Kathy Westmoreland, James Burton, "o cara que pegou uma garota que usava aparelho e era cega" John Wilkinson, "um dos meus estudantes de karatê" Ronnie Tutt, "esse cara que às vezes toca baixo" Duke Bardwell, Glen Hardin, "o meu amigo" Charlie Hodge, "os caras que encontrei em uma estofaria" Voice, "o maestro maluco" Joe Guercio e a Joe Guercio Orchestra.

- 17. If You Talk in Your Sleep: A composição de Red West sobre as escapadas de Elvis traz o funk setentista para o palco. Os licks e riffs de James Burton são excelentes.

- 18. Why Me Lord: "Gostaria de pedir a JD e os Stamps para cantarem uma das minhas músicas preferidas." O que começa bem torna-se um festival de risos e entretenimento quando Elvis joga um copo de água em JD. A situação é tão hilária que nem ele nem Elvis conseguem acabar suas partes. No final, o Rei do Rock conta o que aconteceu à plateia: "Desculpe, JD, eu tive que fazer isso! Deixem-me dizer o que aconteceu. No intervalo entre o primeiro show e esse, Kathy - Minnie Mouse, como a chamo - disse que ele estava cantando nos bastidores sobre andar sobre as águas... Então eu tive que fazer isso como uma piada, mas arruinou o solo do JD. Mas, enfim, JD, eu sei que você consegue fazer. O que quer que você tenha feito ficou bom."

- 19. Teddy Bear / Don't Be Cruel: Mais uma descartável, é outro momento de distribuição de agrados. Elvis faz alguns trocadilhos com a letra.

- 20. Hawaiian Wedding Song: "Ok, muito obrigado. Aquela de 'Blue Hawaii'." A música ausente desde 18 de novembro de 1972 havia sido recolocada na lista dos shows na noite anterior. A plateia gosta da surpresa, mas Elvis está disposto a brincar e a situação logo sai do controle. Ao contrário de JD, Kathy consegue manter a compostura em seu solo.

- 21. The First Time Ever I Saw Your Face: "Ótimo trabalho, Kathy! [Charlie sugere 'Jailhouse Rock'] Não, não, não, não. 'First Time'. Essa é para Linda (Thompson)." IO fato de cantar diretamente para Linda na plateia faz dessa indubitavelmente a melhor rendição da noite, sendo executada com perfeição e trazendo tanto a banda quanto a orquestra brilhando junto à voz de Elvis. Infelizmente o terceiro verso com as notas altas características da música não é incluído aqui.

- 22. Let Me Be There: Outro highlight da noite, também faz Elvis dar o seu máximo. A reprise do trecho final ocorre como de costume, mas a desafinação momentânea na voz do cantor mostra que já é hora de pensar em finalizar a apresentação.

- 23. Can't Help Falling in Love: "Obrigado, senhoras e senhores. Nós nos divertimos muito aqui, vocês foram uma plateia ótima, foi excelente entreter vocês. Cuidado ao dirigirem para casa e até nos vermos novamente desejamos a vocês um afetuoso 'adiós'." Elvis quase não canta na primeira parte da música, tentando atender a todos os fãs que desejavam ter um último contato com ele. Na parte final, sua voz se mostra forte e ecoa pelo salão.

- 24. Closing Vamp: Elvis se despede da plateia enquanto a fanfarra toca. Os aplausos e gritos dos fãs são efusivos e ensurdecedores.
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