Elvis Presley Index: Summer Festival (CD - FTD, 2005)

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segunda-feira, 13 de dezembro de 2021

Summer Festival (CD - FTD, 2005)

Título:
Summer Festival
Selo:
FTD [FTD 049] [82876 42092 9]
Formato:
CD
Número de faixas:
29
Duração:
73:00
Tipo de álbum:
Concerto
Vinculado a:
Discografia FTD
Ano:
2006
Gravação:
11 e 12 de agosto de 1972
Lançamento:
Outubro de 2005
Singles:
---


Summer Festival foi o quadragésimo nono CD da FTD. Ele contém o show completo das 20:30 de 1 de agosto de 1972, até então inédito de forma oficial, e extras das apresentações da meia-noite dos dias 11 e 12 do mesmo mês e ano. O trabalho encontra-se atualmente fora de catálogo.


Em agosto de 1972, Elvis voltou ao Hilton para sua 7ª temporada em Las Vegas. O ano certamente fora uma montanha-russa emocional. Começando com a partida de Priscilla e Lisa na véspera de Ano Novo, Elvis teve depois que enfrentar o desafio do documentário ‘On Tour’, bem como de seus shows de junho no Madison Square Garden. Portanto, não deveria ser surpreendente se suas apresentações em Vegas fossem um pouco discretas e sem inspiração. Como ele poderia estar interessado em shows e jantares duas vezes à noite quando ele tinha acabado de conquistar Nova York e surpreendido públicos de até 20.000 pessoas durante a turnê?

Num movimento positivo, Elvis adicionou 2 novas canções à sua lista, "What Now My Love" e "My Way", e a excelente "Fever" também seria interpretada ao vivo pela primeira vez. Elvis gravara "My Way" em maio do ano anterior e ela não viria a público até 1995, mas uma versão ao vivo seria a escolha perfeita para um show. A essa altura, já era sabido que Elvis e Priscilla haviam se separado, o que ele até mencionou para a plateia aqui e ali, o que elevou a música a um patamar mais pessoal.

Embora Elvis nunca retornasse à ação dinâmica de 1970, ele impulsionou a profundidade musical de suas performances durante 1972, usando uma seleção poderosa e variada de canções que ajudaram a mostrar sua voz mais rica, além de introduzir movimentos adicionais de Karatê. Durante esta temporada que Elvis passou algum tempo com a jovem Cybil Shepherd, mas foi Linda Thompson quem mais esteve ao seu lado. Essa dinâmica daria lugar perfeito a "Burning Love" em seus shows, mas a música infelizmente não foi adicionada àquela temporada.

Este lançamento da FTD é uma gravação soundboard e, como grande vantagem, veio de uma fita mono reel-to-reel. Isso significa que tem um som muito mais rico em comparação com os cassetes de "Taking Tahoe Tonight" ou "Impossible Dream". No entanto, um grande negativo é que quem gravou o show ao volume nas seções mais barulhentas, o que se traduziu em distorções um tanto chatas. Isso é uma pena, pois a qualidade do áudio é muito melhor do que a do bootleg "At Full Blast" - inclusive nas duas faixas tirada daquele trabalho! - e a voz de Elvis também é bem elevada na mixagem.

Existem muitas razões para ter este CD, especialmente se você não conhece os bootlegs "At Full Blast" ou "Blazing into Darkness". Ele traz as primeiras aparições ao vivo na discografia oficial de "My Way", "What Now My Love" e "Fever", além da última "One Night" lançada de forma oficial, junto com raras performances de "It's Over", "Until it's Time For You to Go" e "For the Good Times". A capa do CD apresenta Elvis em seu macacão Blue-Swirl, dando um olhar de soslaio atrevido, e o livreto traz algumas lembranças agradáveis junto com uma foto da linha cafona de "Hound Dogs" do Coronel, refletindo bem a ousadia do conceito de "Festival de Verão".

Para esta temporada, Elvis renegociou seu contrato com o Hilton e arrecadou US$ 130.000 por semana, com o Parker ficando com sua fatia habitual. Mas o astuto Coronel, no entanto, também negociou para si mesmo um bom extra de US$ 50.000 por "promover a cadeia de hotéis Hilton".

Acompanhe abaixo a resenha do trabalho.
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- 1. Also Sprach Zarathustra [11/08/72 DS]: A fanfarra padrão desde 1971 é iniciada.

- 2. See See Rider [11/08/72 DS]: Agora definida como número de abertura, Elvis parece mais entusiasmado com a música do que você poderia esperar para um Dinner Show p, dando ênfase vocal à letra.

- 3. I Got a Woman [11/08/72 DS]:  Indo direto ao ponto, Elvis não perde tempo entre uma música e outra. A versão é ótima de se ouvir e se beneficia muito pela ausência da seção longa de "Amen" no final. Ela também é uma rendição rara, já que Elvis geralmente escolhia "Proud Mary" ou "Johnny B. Goode" em seu lugar. Na verdade, ele apenas a cantaria em três shows nesta temporada e este é o único lançamento oficial de 1972 que temos.

- 4. Until it's Tome For You to Go [11/08/72 DS]: Mas são as novas canções que realmente interessam a Elvis e esta vem de seu single mais recente, que alcançou o Top 40 nos Estados Unidos e um incrível 5º lugar no Reino Unido. Delicada e deliciosa, ela traz Elvis absorvendo o significado da letra e acrescentando "Oh, Lord, Lord, Lord!" de forma emotiva. A orquestra fica bem posicionada no mix, diferente dos lançamentos do "On Tour" onde ela está quase ausente.

- 5. You Don't Have to Say You Love Me [11/08/72 DS]: Padrão para a época, é bem interpretada, mas as distorções no áudio começam a ficar mais aparentes à medida que a música chega a seu clímax final.

- 6. You’ve Lost That Loving Feeling [11/08/72 DS]:  "Isso é o máximo de roupa que vou tirar, querida, só!", Elvis brinca com uma fã ao lhe dar um lenço. A excelente versão do clássico presente desde 1970 só não é melhor por causa distorção no áudio que torna-se bastante aparente e irritante.

- 7. Polk Salad Annie [11/08/72 DS]:  A música dá a Elvis a chance de agitar, o que ele o faz em um ritmo bem mais descontraído do que quando se apresenta para grandes multidões em turnê. É ótimo ter um reel-to-reel para ouvir o baixo de Jerry tocando maravilhosamente. Elvis obviamente faz alguns movimentos de caratê, ele está se divertindo e termina com um grito e uma risada.

- 8. What Now My Love [11/08/72 DS]: Só agora, aos 14 minutos de show, Elvis dá as boas-vindas ao público. Ele está em ótima forma, provocando tanto a multidão quanto a banda. O cantor discorre um pouco sobre o exagero nas propagandas para aquele "festival de verão": "Meu nome está em todo lugar, nos banheiros, no chão e no teto!" Logo no início da música, Elvis interrompe a banda: "Essa é uma das piores introduções que já ouvi em todos os meus anos no show business - realmente! Tentem de novo!" "What Now My Love" fora apresentada pela primeira vez na semana anterior e Elvis mostra o seu entusiasmo pela nova música. Levado a um ritmo lento em comparação com as versões posteriores, ele canta com uma interpretação muito moderada das letras, adicionando um significado sincero. No entanto, há uma distorção da fita no final, o que é uma pena.

- 9. Fever [11/08/72 DS]:  Surpreendentemente, a música ainda não era  padrão nos shows (também tocada pela primeira vez na semana anterior) e esta versão é o único lançamento oficial que temos dela em 1972. Ela apresenta uma ambientação interessante e legal em comparação com as interpretações exageradas posteriores, sem distorção e soando muito bem. Elvis brinca com a letra, lembrando até do verso "Romeo loved Juliet..." também. Estranhamente, no show da meia-noite, ele mudou e usou o verso regular "Pocahontas...". Há uma dinâmica muito boa aqui, fazendo a versão do "Aloha" soar acelerada em comparação.

- 10. Love Me [11/08/72 DS]: As "oldies" aparecem pela primeira vez na apresentação e são concentradas em um único bloco longo. Aparentemente, Elvis está mais entusiasmado com a canção do que nos anos anteriores.

- 11. Blue Suede Shoes [11/08/72 DS]: Até a  versão padrão de 1 minuto do hit de 1956 soa melhor e mais interessante com o novo e recém achado entusiasmo de Elvis.

- 12. One Night[11/08/72 DS]: Você pode ouvir aquele toque de rock e a crueza do "'68 Comeback Special" aqui, especialmente porque Elvis está de bom humor e concentrado no show. É decepcionante que ele tenha largado a música depois da turnê de novembro de 1972.

- 13. All Shook Up [11/08/72 DS]: Rendição padrão, ela anuncia o início da distribuição de beijos e lenços.

- 14. Teddy Bear / Don't Be Cruel [11/08/72 DS]: Beijos e lenços, mas com um Elvis entusiasmado. Ótimo tempo e rendição.

- 15. Heartbreak Hotel [11/08/72 DS]: Se alguma música desse show tivesse que lembrar a atmosfera de 1970, seria esta. Elvis faz uma rendição com bastante balanço e a guitarra de James Burton está excelentemente posicionada no áudio durante seu solo.

- 16. Hound Dog [11/08/72 DS]: "Estava no Ed Sullivan show em 56 quando apresentei essa música. Ed Sullivan me viu e disse 'filho da mãe!'" Elvis se diverte de verdade antes da rendição, provocando os músicos e apontando que tinha levantado às 19h30 para se apresentar, mas que eles não precisavam estar dormindo também. A introdução lenta antes da finalização explosiva é ouvida aqui perto de ser abandonada.

- 17. Love Me Tender [11/08/72 DS]: Distribuindo mais lenços e beijos, Elvis se distrai com a plateia e canta apenas trechos do sucesso de 1956.

- 18. Suspicious Minds [11/08/72 DS]: Em comparação com versões anteriores, parece uma interpretação rotineira para levar à apresentação da banda. Ainda assim, e apesar de distorcer muito no final, é uma rendição deliciosa de se ouvir.

- 19. Introductions [11/08/72 DS]: Como de costume à época, Elvis apresenta rapidamente JD Sumner e os Stamps, as Sweet Inspirations, Kathy Westmoreland, James Burton, John Wilkinson, Ronnie Tutt, Jerry Scheff, Glen Hardin, Charlie Hodge, Joe Guercio e sua orquestra.

- 20. My Way [11/08/72 DS]:  Antes desta temporada, a música havia sido interpretada ao vivo uma única vez em 4 de setembro de 1970 e não fora muito bem recebida pela plateia. Presente desde 5 de agosto de 1972 no repertório, essa é a primeira gravação lançada de modo oficial. Tocada em um ritmo um pouco mais rápido do que no "Aloha", esta é uma ótima versão e a performance de Elvis parece muito envolvente e equilibrada. Curiosamente, ele não termina a música com sua finalização poderosa, mas desliza para baixo na escala musical. A música obviamente precisava ser tocada para uma multidão devotada e o próprio Elvis reconhece: "Muito obrigado. É uma boa música."

- 21. An American Trilogy [11/08/72 DS]:  Presente desde 26 de janeiro e, embora talvez nada possa bater a versão de Hampton Roads com aquele grito de tirar o fôlego, esta é outra joia. Tratada com um ritmo bem mais lento, ela infelizmente é prejudicada pela distorção de pico no final.

- 22. Can't Help Falling in Love / Closing Vamp [11/08/72 DS]: O final do show é bastante padrão, com Elvis distribuindo lenços e beijos enquanto canta o clássico de 1961 e sumindo nos bastidores sob a fanfarra final e os gritos das fãs.
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- 23. Little Sister / Get Back [11/08/72 MS]: As últimas faixas do CD são compostas de 6 bônus dos shows da meia-noite dos dias 11 e 12 de agosto de 1972. Retirado do bootleg "At Full Blast", temos este medley raro no ano de 1972 que mostra uma grande melhoria de áudio e um ótimo trabalho de guitarra de James Burton.

- 24. It's Over [11/08/72 MS]: "Meu primeiro filme se chamou 'Love Me Tender', mas eu não gosto dele, então não vou cantá-la. (Uma fã pede 'Burning Love') Não, não vou cantar 'Burning Love'. (Outra fã grita 'It Hurts Me' - "isso me machuca", em tradução literal) Machuca? Então, querida, não faça isso!" Felizmente, Elvis decide por render a rara "It's Over". Foi uma verdadeira sorte, pois essa seria sua única apresentação da canção nesta temporada.

- 25. Proud Mary [12/08/72 MS]:  Um hit definitivo de "On Tour", essa música realmente precisa do poder espacial de um grande auditório para ser perfeita. No entanto, esta é uma versão ótima e comparada com ela, as do Madison Square são muito apressadas.

- 26. Never Been to Spain [12/08/72 MS]: Outra versão legal e lenta, mas novamente sofre de distorção de pico irritante no final. Essa música só foi tocada em 1972 (exceto a reprise única de 19 de agosto de 1974) e, após essa apresentação, apenas 3 vezes mais em concertos.

- 27. For the Good Times [12/08/72 MS]: Esta musica se tornaria muito rara após esta temporada e este é outro destaque deste CD. Em um andamento mais lento, ela apresenta um excelente arranjo orquestral e excelente execução de James Burton. As gravações do MSG capturam uma interação de público muito diferente, mas aqui esta versão realmente doce e suave é uma das melhores.

- 28. A Big Hunk O’ Love [12/08/72 MS]: Outra versão do início de 1972, seria surpreendentemente cortada do setlist do "On Tour" e do MSG, aparecendo oficialmente apenas no ano seguinte no "Aloha". Esta é, então, apenas a segunda versão lançada de forma oficial.

- 29. Tiger Man [12/08/72 MS]:  O fabuloso trecho da música (sua versão completa é inexistente em soundboard)  mostra que Elvis ainda estava no páreo em 1972.
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