Elvis Presley Index: I'll Remember You (CD - FTD, 2008)

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quinta-feira, 31 de março de 2022

I'll Remember You (CD - FTD, 2008)

Título:
I'll Remember You
Selo:
FTD [FTD 078] [88697 40711 2]
Formato:
CD
Número de faixas:
20
Duração:
51:00
Tipo de álbum:
Concerto
Vinculado a:
Discografia FTD
Ano:
2008
Gravação:
3 de fevereiro de 1973 MS
Lançamento:
Dezembro de 2008
Singles:
---


I'll Remember You foi o septuagésimo oitavo CD da FTD. Ele cobre o show da meia-noite de 3 de fevereiro de 1973 em Las Vegas. O trabalho encontra-se atualmente fora de catálogo.

O ano de 1973 foi uma grande montanha-russa para Elvis. Em janeiro, o sucesso do Aloha From Hawaii foi mais uma vitória em sua carreira e o LP da atração seguiu o caminho das vendas dos anteriores com grandes números alcançados. Porém, sua vida pessoal estava em frangalhos com a separação de Priscilla, a descoberta do relacionamento com Mike Stone e a inevitável oficialização do divórcio que se daria em 9 de outubro daquele ano. Para piorar, Stone estava tentando limitar judicialmente o acesso de Elvis a Lisa Marie e o cantor vivia uma rotina de ameaças de morte que culminou em uma briga com quatro homens que subiram ao palco em Las Vegas com o intuito de, no mínimo, feri-lo.

Todo esse estresse se refletia em sua voz, aparência, físico e estado mental. No decorrer de 1973, Elvis foi perdendo o interesse pelas gravações em estúdio, pelas turnês e, principalmente, pelas extensas temporadas em Las Vegas. Já aqui, no início de fevereiro de 1973 e próximo ao fim de sua primeira temporada do ano no Hilton, notava-se traços do que estava por vir. Por fora, havia um Elvis forte e feliz que cantava com orgulho para seus fãs; por dentro, havia um homem que encarava a mais desafiadora encruzilhada de sua vida. E é nesse contexto que ouvimos o Rei do Rock se apresentar à meia-noite de 3 de fevereiro de 1973, em seus últimos momentos de calmaria antes das tempestades dos dois anos seguintes.

Abaixo segue nossa resenha deste CD.
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- 1. See See Rider: Não tendo sido a abertura gravada, o que se tornaria praxe daqui para a frente, o show começa assim que Elvis canta as primeiras palavras. Não é uma maravilha como ouvido no "Aloha From Hawaii", mas tanto a voz de Elvis quanto sua rendição e o mix do áudio são satisfatórios.

- 2. I Got a Woman / Amen: Depois de uma breve rotina do "well, well, well", a música começa tímida e com Elvis cantando baixo. Ele se enrola com partes da letra e parece estar desatento por algum motivo. Felizmente, a versão é boa e tem um delicioso mix. A rendição acaba sem os dive bombs de JD.

- 3. Until it's Time For You to Go: Embora seja uma música relativamente rara no setlist àquele ponto, a plateia parece mais interessada em tentar se aproximar de Elvis. E, francamente, ele também não parece entregue à música, deixando de cantar várias linhas para beijar fãs. A rendição torna-se apenas um meio de passar alguns minutos.

- 4. You Don't Have to Say You Love Me: Elvis parece estar no ritmo de 1971, quando quase não falava entre uma música e outra. Esse é o óbvio motivo pelo qual esta apresentação dura apenas 47 minutos (pela falta da abertura, ela é ainda menor neste CD, com somente 45 minutos). A rendição em si é mediana, com toques que ouviríamos nas versões dos anos seguintes.

- 5. Steamroller Blues: No geral, a versão é muito boa, talvez comparável com a do show-ensaio de 12 de janeiro de 1973.

- 6. You Gave Me a Mountain: "Obrigado. Vocês são uma boa plateia." Esta é uma das showstoppers mais pedidas, mas não soa como se Elvis estivesse inspirado. Como sabemos, o Rei do Rock cancelaria alguns shows nos dias seguintes devido a problemas de saúde, o que talvez já estivesse se iniciando aqui.

- 7. Fever: Elvis inicia seu medley de hits dos anos anteriores. Como sempre, esta é uma versão bastante descartável, usada apenas para mostrar sua sensualidade com os movimentos pélvicos que levavam as fãs à loucura.

- 8. Love Me: Da mesma forma, a música não se sustenta enquanto Elvis se volta quase exclusivamente a seus fãs. Sua voz soa fraca e o ritmo não ajuda.

- 9. Blue Suede Shoes: Outra descartável, mas que soa bem melhor do que as duas últimas rendidas. Elvis realmente põe tudo de si nesta pequena rendição.

- 10. Love Me Tender: "Meu primeiro filme foi 'Love Me Tender', então gostaria de cantar um pouco para vocês." Elvis quase cai do palco logo no início, depois de ser puxado pelas fãs. "O trabalho é perigoso aqui." Embora já exiba um tom de cansaço (afinal a música esteve nos shows desde 1969), é uma versão bem proveitosa.

- 11. Johnny B. Goode: Esta é a melhor rendição da noite. Elvis usa um ritmo mais rápido do que no "Aloha" e a guitarra de James Burton é sensacional.

- 12. Hound Dog: "Eu fui ao The Ed Sullivan Show em 1956 e eles me filmaram da cintura para cima. Ed Sullivan me viu e disse 'filho da mãe!' De qualquer forma, minha voz era bem mais alta e eu quero cantá-la nem que tenha que estourar minhas cordas vocais." De início Elvis dá à música o tratamento lento que usara em 1956 e que vinha usando em 1972, mudando depois para um tempo mais rápido e em estilo de rock. É uma versão curta, mas muito bem interpretada.

- 13. What Now My Love: A rendição do clássico de 1972 transcorre de forma espetacular, com Elvis no controle da interpretação e JD bem posicionado no mix.

- 14. Suspicious Minds: Por incrível que pareça, o show tem uma melhora significativa aqui. Elvis está mais entregue à apresentação e à música, fazendo uma versão quase tão boa quanto as de 1970. Até mesmo um erro de um dos membros da banda faz com que ele note e comente durante a execução. O final desta versão é bem mais longo do que o normal para a época e, a julgar pela reação da plateia, Elvis fez uma bela performance de golpes de caratê.

- 15. Introductions: De forma sucinta, Elvis apresenta JD Sumner e os Stamps, The Sweet Inspirations, Kathy Westmoreland, James Burton, John Wilkinson, Ronnie Tutt, Jerry Scheff, Glen Hardin, Charlie Hodge, Joe Guercio e sua orquestra. O andamento e o feel são os mesmos do "Aloha".

- 16. I Can't Stop Loving You: Esta é uma das versões mais fortes e coesas de 1973, com Elvis, a banda e os backing vocals soando incrivelmente bem. É uma pena que um overload e uma microfonia estraguem a finalização.

- 17. An American Trilogy: O "Aloha" nos mostrou em janeiro de 1973 que esta música nunca teria uma versão que superasse a que Elvis apresentou no Havaí, mas esta compete de forma bastante paralela com aquela. E o Rei do Rock parece perceber isso, incentivando a banda e os backing vocals a darem seu melhor.

- 18. Can't Help Falling in Love / Closing Vamp: "Muito obrigado. Se fizemos alguma coisa que os alegrou, fizemos nosso trabalho." Como sempre, Elvis atende aos fãs e canta em partes. A música tem um fade longo e acaba antes do fim do "Closing Vamp".

- 19. Sweet Caroline: O primeiro bônus deste CD vem da apresentação da meia-noite de 2 de fevereiro de 1973. Rara desde 1971, esta seria a segunda e última rendição dela neste ano. A performance de Elvis é magnífica e a música é muito bem interpretada por todos.

- 20. I'll Remember You: "Esta é uma música que apresentamos recentemente em nosso show beneficente no Havaí." A versão ouvida aqui, do show das 20h30 de 3 de fevereiro de 1973, é uma das melhores desde sua primeira aparição em janeiro de 1972, rivalizando com a do "Aloha" e perdendo por pouco.
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