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I'VE GOT TO FIND MY BABY!

BANDA TCB

Abaixo listamos membros da banda de Elvis entre 1954 e 1977. Somente são citados instrumentistas e backing vocals que tenham trabalhado extensivamente com Elvis, mesmo em períodos separados. As informações eram atuais em dezembro de 2018.
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VOCALISTA

ELVIS A(A)RON PRESLEY

Nascido em Tupelo, Mississippi, em 8 de janeiro de 1935, Elvis veio ao mundo junto de seu gêmeo natimorto Jesse Garon. Filho de Gladys Love e Vernon Elvis Presley, ele começaria sua vida adulta trabalhando como motorista de caminhão, mas logo seria descoberto pelo produtor musical Sam Phillips, do Sun Studio, por seus dotes vocais diferenciados.

Junto de Scotty Moore, Bill Black e D. J. Fontana, Elvis ajudou a criar e solidificar o Rock 'n' Roll na América do Norte e no mundo. Seu carisma, além da aparência e voz impecáveis, ganharam fãs rapidamente ao redor do globo, permanecendo assim mesmo quando se ausentou do mundo da música para servir ao Exército, entre 1958 e 1960, e quando esteve em Hollywood até 1969.

Nos anos 1970, seu retorno aos palcos e às gravações musicais renderam bilhões em vendas. Seus shows lotavam sempre, mesmo em meio a seus problemas conjugais e de saúde, pois o que ele mais sabia fazer era dar alegria a seu público. Devido ao uso abusivo de remédios controlados e a outros fatores congênitos, Elvis Aaron Presley morreu em 16 de agosto de 1977, aos 42 anos.

  Para saber mais de sua história, vide Quem É Elvis Presley?

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MEMBROS DA BANDA I (1954 - 1961)


WYNFIELD SCOTT MOORE III (SCOTTY MOORE) (guitarra e violão)

PERMANÊNCIA: 1954 - 1958 (palco e estúdio); 1960 - 1968 (estúdio)

Nascido em Gadsden, Tennessee, em 27 de dezembro de 1931, Scotty era o caçula de 14 filhos. Depois de servir ao exército entre 1948 e 1952, voltou a seu país e formou a banda Starlite Wranglers antes de ser chamado por Sam Phillips para compor o trio The Blue Moon Boys com Elvis e Bill Black. Durante alguns meses ele foi o agente de Presley, posição que deixou quando o Coronel Parker assumiu o agenciamento do grupo.

Scotty ficou conhecido por inovar com a guitarra, criando um efeito de eco e distorção o qual chamou de "slapback". Sua contribuição nas gravações de Elvis se deu majoritariamente entre 1954 e 1958, passando depois a fazer parte de cada vez menos sessões até que, em 1968, partiu para outros empreendimentos, incluindo o de produtor musical. Além de influenciar as carreiras de nomes como Keith Richards e Paul McCartney, Scotty foi guitarrista de Ricky Nelson e Roy Orbison.

Moore foi nomeado membro do Rockabilly Hall of Fame e indicado ao Rock and Roll Hall of Fame, ambos no ano 2000, e se aposentou em 2007. Scotty Moore faleceu em Nashville, Tennessee, em 28 de junho de 2016, aos 84 anos.

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WILLIAM PATTON BLACK, JR. (BILL BLACK) (baixo)

PERMANÊNCIA: 1954 - 1958 (palco e estúdio)

Bill Black nasceu em 17 de setembro de 1926 na cidade de Memphis, no Tennessee. Passou a infância observando o pai tocar banjo e teve suas primeiras experiências aos 16 anos, tocando canções no estilo honk tonk em bares locais. Durante a Segunda Guerra Mundial, Black conheceu Evelyn, a mulher com quem viria a se casar.

O instrumentista foi chamado para o trio por indicação de Scotty, com quem trabalhara em 1952, e por sua já conhecida técnica de "slap bass". Sua contribuição foi extensiva de 1954 a 1958. No ano seguinte formaria a própria banda, a Bill Black's Combo, que apareceu em programas consagrados como o The Ed Sullivan Show e teve grande sucesso, apesar de breve.

Em 1962, Bill abriu seu próprio estúdio no coração de Memphis. No ano seguinte, descobriu um câncer cerebral e sua saúde começou a decair. Sem ele, o Combo fez história ao abrir o primeiro show dos Beatles nos EUA, em 1964. Bill Black morreu em 21 de outubro de 1965, aos 39 anos. Elvis foi criticado por não ir ao funeral, explicando ter medo de que sua presença gerasse um "frenesi midiático".

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DOMINIC JOSEPH FONTANA (D. J. FONTANA) (bateria)

PERMANÊNCIA: 1954 - 1958 (palco e estúdio); 1960 - 1968 (estúdio)

Nascido em 15 de março de 1931 em Shreveport, Louisiana, foi contratado aos 23 anos de idade para ser o baterista da casa no Louisiana Hayride. Seu dinamismo ao acompanhar o trio de Elvis levou a sua contratação para integrar o grupo em outubro de 1954. Fontana se diz um "baterista de sentimento", procurando sempre acompanhar a vibração da música com simplicidade e sem tentar se sobressair.

Com Elvis, trabalhou extensivamente de 1954 a 1958 e foi baterista de estúdio de 1960 a 1968. Sua última colaboração com o Rei do Rock se deu durante a gravação do '68 Comeback Special. Assim como Scotty Moore e membros da Máfia de Memphis, fez aparições rápidas em alguns filmes de Elvis.

D.J. Fontana tornou-se desde então um ícone da bateria, o que lhe proporcionou a oportunidade de trabalhar estrelas como Paul McCartney, com quem gravou "That's All Right (Mama)" em 2002 juntamente com Scotty Moore. Fontana foi introduzido ao Rockabilly Hall of Fame e ao Rock and Roll Hall of Fame em 2009. O baterista participou de eventos e shows até seu falecimento em 14 de junho de 2018, aos 87 anos.


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BACKING VOCALS - GRUPOS (1954 - 1961)

THE JORDANAIRES

PERMANÊNCIA: 1954 - 1961 (palco e estúdio); 1956 - 1972 (estúdio)

Formado em 1942 pelos irmãos Bill e Monty Mathews com o nome Foggy River Boys, o grupo passou a se chamar The Jordanaires em 1948, quando Bob Hubbard passou a agenciá-los. Membros do Grand Ole Opry desde 1949, eles assinaram um contrato com a Capitol Records em 1951 e passaram a fazer backing vocals para diversos artistas Gospel e de musica popular. Em 3 de outubro de 1954, eles estavam no palco com Elvis em sua única apresentação no local.

Quando o cantor assinou com a RCA, um de seus pedidos foi que os Jordanaires fossem chamados para gravar com ele. A gravadora queria a The Speer Family e, para não perder o contrato, chamou apenas Gordon Stoker dos Jordanaires. Elvis, sem saber do acordo e do por quê da ausência dos outros membros do grupo, conversou com Stoker, que lhe contou o ocorrido. Dali até 1972, os Jordanaires estariam em quase todas as sessões de gravação do Rei do Rock.

A formação do grupo mudaria entre os anos 1970 e 2000, mas a fama e o trabalho com grandes nomes continuariam. Os Jordanaires terminaram oficialmente em 2013, logo após a morte de Gordon Stoker.

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MEMBROS DA BANDA II (1969 - 1977)

GUITARRAS

JAMES BURTON (guitarra solo / lead)

PERMANÊNCIA: 1969 - 1977 (palco e estúdio)

Nascido em Dubberly, Louisiana, em 21 de agosto de 1939, Burton foi autodidata na guitarra desde a infância. Em 1953 ele foi chamado para ser parte da banda fixa do Louisiana Hayride e tornou-se guitarrista oficial de Ricky Nelson pelos próximos 11 anos. Em trabalhos avulsos, ele também colaborava com artistas como Buffalo Springfield e Roy Orbison.

James trabalhou pela primeira vez com Elvis em estúdio, gravando para o '68 Comeback Special. No ano seguinte, tornou-se o guitarrista oficial de Elvis e permaneceria na posição até 1977. A partir de 1975, gravou e fez turnês com Emmylou Harris e John Denver enquanto também se apresentava com o Rei.

Denver ofereceu a James a oportunidade de ser seu guitarrista oficial, posição que só aceitou após a morte de Elvis, e a união durou até 1995. Em seus momentos livres Burton também trabalhava com Merle Haggard, Gram Parsons e Rodney Crowell. De 1998 até a atualidade, aos 78 anos, James tocou em apresentações de diversos artistas e é membro oficial da Banda TCB nos shows "Elvis: The Concert" pelo mundo.


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JOHN WILKINSON (guitarra rítmica)

PERMANÊNCIA: 1969 - 1977 (palco e estúdio)

John Richard Wilkinson nasceu em WashingtonDC, em 3 de julho de 1945 e tornou-se um exímio guitarrista autodidata aos 5 anos. Aos 9 ele foi até um show de Elvis apenas com o intuito de dizer ao cantor que ele tocava muito mal e acabou tocando guitarra para um Rei do Rock impressionado que disse: "um dia nos veremos novamente".

John formou a banda The Coachmen e teve seu primeiro salário aos 13 anos. Em 1964, encontrou Elvis novamente e ficou sabendo dos planos de largar o cinema e voltar aos palcos. John foi chamado a Graceland em 1968, onde participou de uma jam session com outros músicos. No fim da noite, com um simples contrato oral, John era o guitarrista rítmico de Elvis.

Com o contrato da TCB Band, ele gravou singles de sua banda em 1969. Após a morte de Elvis, formou a banda Justice e trabalhou na Radio Shack e na aeronáutica até sofrer um derrame debilitante em 1989, retornando aos palcos em 2002. A partir do ano seguinte o guitarrista lutou contra um câncer, o qual lhe tirou a vida em 11 de janeiro de 2013, aos 67 anos.


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CHARLIE HODGE (violão)

PERMANÊNCIA: 1969 - 1977 (palco e estúdio)

Charlie Hodge nasceu em Decatur, Alabama, em 14 de dezembro de 1934. Sua carreira musical começou aos 17 anos, quando se uniu ao grupo Gospel The Foggy River Boys, que fazia um enorme sucesso na época. Quatro anos depois, ele cumprimentaria Elvis pela primeira vez após um show em que ambas as atrações estavam presentes em Memphis.

Sua associação com Elvis iniciaria em 1958, quando tornaram-se amigos na Alemanha. A partir de então, Hodge foi introduzido à Máfia de Memphis, participou das sessões de gravações e filmes do Rei do Rock, escreveu algumas músicas e fez arranjos para outras, foi backing vocal de Elvis e viveu em Graceland por 17 anos. Ele também foi o responsável por sugerir James Burton e o The Stamps Quartet para o cantor.

Depois de 1977, Charlie dedicou o resto de sua vida a divulgar e proteger a imagem de Elvis, se apresentando com outros membros da banda em eventos especiais, escrevendo sua autobiografia, "Elvis 'n Me", e produzindo o DVD "The Elvis I Knew" em 1994. Hodge descobriu em outubro de 2005 que tinha câncer de pulmão e morreu em decorrência da doença no dia 3 de março de 2006, aos 71 anos.

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BATERIA

RONNIE TUTT

PERMANÊNCIA: 1969 - 1977 (palco); 1972 - 1977 (estúdio)

Ron Tutt nasceu em Dallas, Texas, em 12 de março de 1938 e se interessou por dança e instrumentos aos três anos, mas foi somente aos 18 anos que encontrou bateria. Seu primeiro contato com Elvis, embora só de vista, se deu no Texas em 1956, quando tocava banjo para Rusty Brown.

Em 1969 Elvis começou a avaliar instrumentistas e Larry Muhoberac, que gerenciava uma produtora junto a Tutt e havia sido escolhido como pianista, chamou seu amigo. Ronnie foi um dos últimos a fazer o teste, mas encantou Elvis e permaneceu como baterista oficial até 1977. Em estúdio, a primeira colaboração se deu com "Burning Love", em 1972, canção que produziu.

A partir de 1975, Tutt também trabalhou como baterista da Jerry Garcia Band, o que fez com que se ausentasse de alguns shows de Elvis, e se associou a nomes como Elvis Costello e Neil Diamond, do qual foi baterista de 1978 até a aposentadoria do cantor no início de 2018. Atualmente, aos 80 anos, Ronnie faz parte da TCB Band nos shows "Elvis: The Concert" e se apresenta em convenções de bateristas e sobre Elvis.


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LARRIE LONDIN

PERMANÊNCIA: 1967 - 1980 (estúdio); 1976 - 1977 (palco e estúdio)

Ralph Gallant nasceu em Norfolk, Virginia, em 15 de outubro de 1943, e aos 15 anos começou a estudar bateria de forma autodidata. Sua primeira oportunidade veio quando era lavador de pratos em um restaurante e o baterista da casa não compareceu. Em 1957 ele formou a banda The Headliners, que em 1965 foi a primeira composta apenas por brancos a ser aceita em uma gravadora Motown, adotando o nome de palco Larrie Londin.

Em 1967 ele se tornou baterista de estúdio e passou a figurar em sessões de gravação para The Supremes, Marvin Gaye e Elvis, com quem trabalhou por 13 anos (contando sessões póstumas de overdubs). Quando Ronnie Tutt quis sair da banda do Rei do Rock e passou a trabalhar como baterista para outros grupos em 1976, o primeiro a ser escalado para substituí-lo foi Larrie. O baterista estava no palco no último show de Elvis e, ao que tudo indica, tomaria o lugar de Tutt definitivamente em 1978.

Os anos 1980 foram bastante frutíferos para Londin, que gravou junto a nomes como Diana Ross, Jerry Lee Lewis, Carpenters e B. B. King. Em 24 de abril de 1992, Larrie sofreu um infarto seguido de colapso que o colocou em coma. O baterista morreu exatos quatro meses depois, aos 48 anos.

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BOB LANNING

PERMANÊNCIA: Janeiro a julho de 1970 (palco)

Robert Lanning nasceu em Miami Shores, Flórida, em 4 de abril de 1948. Filho da cantora Roberta Sherwood, ele logo se interessou pela música e pela bateria. Em 1969, quando Elvis estava procurando um novo baterista para a temporada de janeiro / fevereiro de 1970 (o Coronel não avisara Ronnie Tutt de que Elvis retornaria aos palcos após 1969 e o baterista não renovou contrato), Scheff sugeriu o novato.

Lanning foi contratado após um pequeno teste e é sua bateria que ouvimos no LP "On Stage" e nos aclamados shows no Houston Astrodome. Quando Tutt conseguiu retornar em agosto de 1970, durante as gravações para o TTWII, nunca mais saiu do posto. Lanning falou com Elvis pela última vez em 1972, ocasião e que o cantor elogiou seu trabalho e disse que o chamaria novamente (o que nunca ocorreu).

Depois de trabalhar como baterista de estúdio entre os anos 1960 e 1990, Bob viveu uma vida reclusa, longe da modernidade, até 2014. No ano seguinte, ele aceitou o convite de uma produtora para uma pequena turnê com outros músicos que trabalharam com Elvis, mas logo retornou à sua reclusão, onde permanece até hoje, aos 70 anos.

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JEROME MONROE

PERMANÊNCIA: 1971, 1975 e 1977 (palco)

Nascido em Washington, DC, em 1944, Jerome se dedicou à bateria desde cedo e iniciou carreira como baterista de estúdios Motown na adolescência. Depois de ter tocado com nomes como Gladys Knight, Wilson Pickett e The Vandellas, ele se tornou bastante reconhecido e foi contratado como baterista oficial das Sweet Inspirations em 1967.

Como tal, ele teve a oportunidade de substituir Ronnie Tutt no palco por três vezes; em todas elas, "Stump" (apelido que recebeu por ser baixo) declarou em entrevistas posteriores que ele "não estava tocando, e sim Deus", devido ao medo extremo que sentia de errar com Elvis. As memoráveis ocasiões se deram na Philadelphia em 1971, em Las Vegas em 1975, e em Madison, em 24 de junho de 1977.

Após a morte de Elvis, Stumps continuou a trabalhar com as Sweet Inspirations até o primeiro fim do grupo em 1979. Durante todos os anos 1970 até os anos 2000, ele continuou a se apresentar e a gravar com artistas renomados da música mundial. Hoje, aos 64 anos, ele está aposentado e se apresenta em diversas convenções.


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PIANO

GLEN HARDIN

PERMANÊNCIA: 1970 - 1975 (palco e estúdio)

Nascido em Wellington, Texas, em 18 de abril de 1939, Glen se interessou por música aos 20 anos e logo passou a fazer parte da banda do Palomino Club, um dos mais importantes da Costa Oeste dos EUA, que tocava para nomes como Johnny Cash, Willie Nelson e Jerry Lee Lewis.

Sua popularidade o levou à banda residente do programa "Shindig!", exibido pela ABC-TV de 1964 a 1966, que trazia apresentações de celebridades. Como pianista de estúdio, Hardin gravou com nomes como Frank e Nancy Sinatra, John Denver, Johnny Rivers e Dean Martin a partir de 1967. Com a saída de Larry Muhoberac da banda TCB, Elvis chamou Glen pessoalmente para substituí-lo e tornou-o uma voz ativa no estúdio e no palco até 1975.

Frustrado com a "mesmice" das apresentações de Elvis, Glen deixou a banda TCB e se juntou ao grupo de Emmylou Harris. Mais tarde, se envolveu em projetos especiais como o programa de TV "A Black & White Night" em homenagem aos 30 anos de carreira de Roy Orbison, em 1987. Glen faz turnês pela Europa desde 2007 e atualmente, aos 79 anos, também faz parte da banda TCB nos shows "Elvis: The Concert".


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LARRY MUHOBERAC

PERMANÊNCIA: 1964 - 1968 (estúdio); 1969 (palco)

Lawrence Gordon Muhoberac, Jr. nasceu na Louisiana em 12 de fevereiro de 1937 e aos 5 anos já tocava acordeão e piano. Em 1957 ele entrou para a banda de Woody Herman, mudando-se para Memphis dois anos depois. Em 1961, sob o pseudônimo Larry Owens, sua banda abriu os dois concertos beneficentes de Elvis em Memphis. O Rei do Rock escolheu Larry para as sessões de gravação de 4 trilhas sonoras entre 1964 e 1968, colocando-o no patamar dos melhor músicos de estúdio.

Quando Elvis retornou aos palcos em 1969, James Burton havia originalmente contatado Glen Hardin para a banda; como Glen tinha outros compromissos, Burton recorreu a Larry, que, sendo amigo e sócio de Tutt, o indicou como baterista. Elvis gostou da presença familiar, mas o pianista só ficou na banda na temporada de 1969, preferindo seguir como produtor e compositor.

Nos anos seguintes, Larry tocou, em estúdio e no palco, com nomes como Tina Turner, Ray Charles, Ray Conniff, Neil Diamond, Barbra Streisand e Nancy Sinatra. Em 1986 ele se mudou para a Austrália, onde continuou a exercer atividades de produção, composição, arranjo e sessões de gravação até sua morte em 4 de dezembro de 2016, aos 79 anos.

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SHANE KEISTER

PERMANÊNCIA: 1975 (estúdio); 1976 (palco)

Shane nasceu em Huntington, West Virginia, em 1952, e aos três anos já possuía noções básicas de como tocar piano. Aos 19 ele já era um conceituado musico de estúdio e mudou-se para Memphis, onde entrou para a equipe do Stax Records e, em 1971, para a conceituada banda da casa do American Sound Studio. Sua carreira tornou-se meteórica em 1972, quando se mudou para Nashville, e em 1974 ele foi chamado pessoalmente por Paul McCartney para gravar algumas faixas.

Isso chamou a atenção de Elvis, que o escalou para as sessões em Hollywood, em março de 1975, que geraram o álbum "Promised Land". No início do ano seguinte, com a saída de Glen Hardin, o cantor solicitou novamente que Shane o acompanhasse em Las Vegas por oito shows enquanto Tony Brown estava indisponível para substituir Hardin.

Keister continuou a trabalhar como músico de estúdio após Elvis. Sua carreira floresceu nos anos 1980, quando fez a trilha de diversos filmes. Em 1989 ele mudou-se para Nova York e se tornou membro da equipe, músico e arranjador da Atlantic Records. Doze anos depois, Shane decidiu abrir sua própria produtora, na qual ainda trabalha.


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TONY BROWN

PERMANÊNCIA: 1976 - 1977 (palco e estúdio)

Anthony Brown nasceu em 11 de dezembro de 1946 em Greensboro, North Carolina, e desde cedo demonstrou interesse pelo piano. Por ser pastor seu pai não admitia música comum em sua casa, motivo pelo qual Tony se interessou mais pela música Gospel em sua juventude.

Em 1966, aos 19 anos, JD Sumner o contratou como pianista para o The Stamps Quartet. Em 1972, também através de JD, se uniu ao The Blackwood Brothers. Não demorou muito para que sua fama chegasse aos ouvidos de Elvis e Tony passou a ser o pianista da banda TCB até o último show.

Depois de Elvis, Brown substituiu Glen Hardin na banda de Emmylou Harris até 1981. Em seguida, tornou-se produtor e trabalhou com nomes como Reba McEntire, Vince Gill, Pat Green e George Strait. Como tal, ele ganhou quatro Grammys e outros quatro ACM Awards, incluindo o de Produtor Musical do Ano, a partir de 1979; isso o levou à presidência da ACM em 1994. Oito anos depois, co-fundou a Universal South Records, uma divisão da Universal Records dedicada ao Country. Atualmente, aos 72 anos, Tony continua a produzir os maiores nomes da música.

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TECLADO

DAVID BRIGGS

PERMANÊNCIA: 1966 (estúdio); abril de 1976 a fevereiro de 1977 (palco)

David Paul Briggs nasceu em Killen, Alabama, em 16 de março de 1943. Ele aprendeu a tocar teclado ainda quando criança e mostrou-se um prodígio, tendo sua primeira oportunidade como músico de estúdio aos 14 anos. A formação de sua primeira banda veio em seguida. Com o cantor Tommy Roe, Briggs abriu shows para os Beatles e tornou-se um requisitado músico sob contrato com a Decca Records.

David trabalhou com Elvis pela primeira vez em maio de 1966, durante as sessões para "How Great Thou Art"; ele acabou gravando o clássico "Love Letters" com o Rei do Rock e foi convidado para assumir o órgão nas sessões restantes. Sendo bem quisto por Elvis, Briggs permaneceu nas sessões de gravação até 1976. No início da primeira temporada de 1975, o tecladista substituiu Shane Keister; no ano seguinte,  assumiu o piano e permaneceria nessa posição até fevereiro de 1977.

Co-gerente do Quadraphonic Studios desde o fim dos anos 1960, David vendeu sua parte e abriu o House of David em 1976, estúdio que trabalharia com nomes como Joe Cocker, Alice Cooper, B. B. King, Nancy Sinatra e Roy Orbison. Atualmente, aos 75 anos, David continua ativo na produção musical.

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BOBBY OGDIN

PERMANÊNCIA: Março a junho de 1977 (palco)

Nascido em Detroit, Michigan, em 1945, Robert Ford Ogdin começou a treinar para ser músico clássico aos 4 anos de idade. Aos 8 ele já tocava piano e violino na Sinfônica de Knoxville, mas seu interesse mudou para o violão quando Elvis chegou ao cenário musical. Com a popularidade de Ray Charles, além do estilo de Jimmy Smith, passou para o teclado e formou a banda The Sierras, que logo dominou a cena noturna da região.

Depois de terminar a faculdade e servir ao exército, Ogdin recebeu do produtor musical Tom Collins a proposta de ir para Nashville e tornar-se músico de estúdio; nesta fase, trabalhou com nomes como Johnny Cash e Tom Jones, além de fazer alguns overdubs para Elvis, tornando-se um dos mais requisitados tecladistas de estúdio. Seu estilo psicodélico fez David Briggs recomendá-lo a Elvis para substituí-lo no palco a partir de março de 1977 e o cantor, tendo ouvido da fama de Ogdin, não fez objeção.

Bobby continuou a se apresentar com grandes nomes nos anos 1980 a 2000, quando passou a assumir postos de destaque na presidência, tesouraria e mediação de acordos das maiores associações musicais de Nashville. Atualmente, aos 74 anos, Ogdin está semi-aposentado.

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BAIXO

JERRY SCHEFF

PERMANÊNCIA: 1969 - 1973; 1975 - 1977 (palco e estúdio)

Jerry Obern Scheff nasceu em Denver, Colorado, no dia 31 de janeiro de 1941, e viveu sua adolescência na Califórnia. Após servir à Marinha dos EUA, ele voltou para a Califórnia e perseguiu a carreira de músico de estúdio. Foi em 1966 que ele ganhou notoriedade com seu trabalho no disco hit da banda The Association, "Along Comes Mary", o que o levou a ser chamado por artistas renomados para compor a banda de suas sessões de gravação.

Com Elvis, Scheff trabalhou de 1969 a 1973, quando saiu para perseguir outros rumos. Assim como Glen Hardin, que abandonou a TCB Band em 1976, seu ânimo estava se esgotando com a repetitividade do repertório de Elvis (o que também incomodava o cantor) e a única saída, uma vez que o Coronel não aprovava mudanças, era deixar a banda. Emory Gordy, Jr. e Duke Bardwell o substituíram até seu retorno em 24 de abril de 1975.

Jerry foi um dos baixistas mais bem conceituados da música mundial depois da morte de Elvis. Além de trabalhar com nomes como Bob Dylan, Elvis Costello, The Doors e Roy Orbison, o baixista se apresentou com a banda TCB no show "Elvis: The Concert" de 1997 até 2009, quando saiu devido a diferenças culturais e criativas. Scheff está aposentado e tem 77 anos.

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EMORY GORDY, JR.

PERMANÊNCIA: 1972 (estúdio); 1973 (palco)

Emory Lee Gordy, Jr. nasceu em Atlanta, Georgia, em 25 de dezembro de 1944. Sua formação musical começou aos 4 anos. Na adolescência, ele fazia parte de várias bandas marciais e arranjava música. Aos 19 anos ele já era músico de estúdio em Atlanta e com a ajuda do produtor Joe South logo participou de gravações para grandes nomes da música, chegando ao auge ao arranjar o single "Walk On" para Roy Orbison em 1968.

Em 1970 Emory mudou-se para Los Angeles, onde fez arranjos para Liberace, entrando para a banda de Neil Diamond no ano seguinte. Seu primeiro encontro com Elvis foi em março de 1972, quando substituiu Jerry Scheff nas sessões que criaram "Burning Love" e "Always On My Mind", além das filmagens de estúdio para "Elvis On Tour". Com a saída definitiva de Scheff, ele assumiu o baixo da banda TCB no palco durante todo o ano de 1973.

Emory foi o baixista oficial da banda de Emmylou Harris de 1974 a 1979, quando entrou para o grupo de John Denver. Em 1983 ele se tornou produtor no MCA, estúdio que consagraria a carreira de sua futura esposa Patty Loveless. Hoje, aos 73 anos, Emory está aposentado e faz aparições ocasionais no Grand Ole Opry (um dos locais onde Elvis iniciou a carreira).

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DUKE BARDWELL

PERMANÊNCIA: Janeiro de 1974 a março de 1975 (palco e estúdio)

Duke Bardwell nasceu em Baton Rouge, na Louisiana, em 1943, e aos 5 anos já tocava ukelele, piano, guitarra e trompete. Abençoado com uma ótima voz, ele se viu nas melhores bandas de R&B da Louisiana nos anos 1960. Pelo meio da década, ele formou a banda The Greek Fountains e gravou um single que os colocou nos mais altos patamares entre as bandas iniciantes, abrindo shows para The Animals, Sonny & Cher, Emmylou Harris, e outros.

Foi em 1972 que Duke conheceu Ronnie Tutt e conversou sobre Elvis. Quase dois anos depois, Tutt informou Bardwell de que Emory Gordy estava saindo da TCB e que haveriam testes em Los Angeles, onde ele morava no momento. Ronnie classificou o instrumentista como "simples, mas com sentimento", o que levou Elvis a aceitá-lo. Porém, por algum motivo desconhecido, o Rei do Rock nunca pareceu estar satisfeito com seu trabalho no palco e nas poucas gravações no estúdio da RCA na Califórnia em março de 1975.

Depois de sair da banda TCB, Duke permaneceu na Califórnia e formou outra banda. Voltando a Baton Rouge, dedicou os anos 1980 a compor músicas e os 1990 à gerencia de um restaurante. Na década seguinte, formou outra banda, a Hubba Hubba, com a qual se apresenta até hoje, aos 75 anos.
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BACKING VOCALS - SOLO (1969 - 1977)

SOPRANO

MILLIE KIRKHAM

PERMANÊNCIA: 1957 - 1966 (estúdio); 1969 - 1970 (palco e estúdio)

Mildred Eakes nasceu no dia 24 de junho de 1923 em Hermitage, Tennessee. Sua paixão pela música a levou a fazer parte de várias bandas escolares no início dos anos 1940, antes de se formar e conseguir uma vaga como soprano de estúdio na RCA. Por sua associação com os The Jordanaires nos anos 1950, Millie passou a ser carinhosamente intitulada "a quinta membra".

Sua colaboração no sucesso de Ferlin Husky, "Gone", em 1957, a levou diretamente a Elvis e a seus hits "Blue Christmas", "Surrender" e "How Great Thou Art", sem contar o hit de Roy Orbison "Pretty Woman". A lógica ditou que ela fosse a soprano do cantor em seu retorno aos palcos em 1969 e em gravações como "Just Pretend" e "Bridge Over Troubled Water" em 1970.

Em 1970 Kirkham decidiu seguir novos rumos, abrindo a vaga que seria preenchida por Kathy Westmoreland, ao se juntar ao grupo vocal de Sonny James, sendo mais lembrada por sua incrível demonstração de habilidades em "Take Good Care of Her". Os anos 1980 e 1990 foram de colaborações de estúdio com artistas consagrados, além da aposentadoria. Millie fez aparições especiais até sua morte em 14 de dezembro de 2014, aos 91 anos.

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KATHY WESTMORELAND

PERMANÊNCIA: 1970 - 1977 (palco e estúdio)

Kathleen Westmoreland nasceu em TexarkanaArkansas, em 10 de agosto de 1945, mas viveu toda sua adolescência e vida adulta em Los Angeles, Califórnia, para onde se mudou com a família em 1963 e passou a estudar música. Ela logo se tornou conhecida na comunidade e recebeu grandes oportunidades em apresentações em teatros e arenas.

Foi este reconhecimento que a levou ao lugar de soprano de Elvis, entrando no grupo como substituta de Millie Kirkham a partir de 22 de agosto de 1970. Tendo interesses em comum com o cantor, a dupla logo desenvolveu um romance que durou cerca de dois anos. Aparte de uma rusga em um show de 1975, quando ela saiu do palco após um comentário de Elvis, a relação de ambos foi profissional até 1977.

Depois de Elvis, Kathy continuou se apresentando como soprano. Sua carreira quase acabou em tragédia em 1982, quando sofreu um grave acidente de carro que ela conta em sua biografia, "Elvis and Kathy", lançada em 1987. Kathy se retirou da vida pública em 2011 e hoje, aos 73 anos, luta contra algumas doenças.


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TENOR

SHERRILL NIELSEN

PERMANÊNCIA: 1973 (estúdio); 1974 - 1977 (palco e estúdio)

Nascido em Montgomery, Alabama, em 10 de setembro de 1942, Sherrill começou a cantar em igrejas aos 5 anos. Na adolescência, gravou e vendeu seu próprio compacto em revivals e shows Gospel, chamando a atenção de grandes nomes do meio. Jake Hess foi o responsável por seu ingresso no grupo The Songfellows, em 1955, e mais tarde no The Imperials.

The Imperials gravariam pela primeira vez com Elvis em 1966, durante as sessões para o álbum "How Great Thou Art". Sherrill, que deixaria o grupo pouco depois, só voltou a trabalhar com o cantor em 1973 liderando o seu próprio quinteto, o The Rangers. No ano seguinte, o Rei do Rock pediu para que o nome do grupo fosse mudado para Voice e os contratou para o palco. Uma briga interna levou Sherrill a abandonar o Voice, mas Elvis o recontratou para ser tenor solo pela exorbitante quantia de 2 mil dólares por semana.

O tenor continuou sua carreira até se mudar para a Dinamarca em 1990. Em 2004 Sherrill voltou aos EUA para casar novamente com Brenda Hall, de quem se separara em 1964, e recriar seu grupo, agora sob o nome Sherrill Nielsen and VOICE. O cantor morreu devido a um câncer no pulmão em 10 de dezembro de 2010, aos 68 anos.

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BAIXO (VOZ)

JD SUMNER

PERMANÊNCIA: 1971 - 1977 (palco e estúdio)

Nascido em 19 de novembro de 1924 em Lakeland, Flórida, John Daniel Sumner demonstrou interesse pela música Gospel desde cedo. Em 1945 ele já era conhecido no meio por suas notas extremamente baixas. Sumner formou seu próprio quarteto em 1948, mas a ideia durou poucos meses e sua grande chance só viria em 1954, quando entrou para o The Blackwood Brothers; foi nessa fase que ele conheceu Elvis, sem ligar o nome à pessoa.

Em 1962 JD passou a ser agente e integrante do The Stamps Quartet. Nove anos depois, com a saída do The Imperials de seu grupo, Elvis os convidaria para integrar os backing vocals no palco e estúdio, mas somente com uma única condição: JD teria de cantar também. Idolatrado pelo Rei do Rock, Sumner passou a ser um confidente e amigo íntimo do cantor até 1977. Sofrendo com seu alcoolismo cada vez mais forte, ele foi aconselhado por Elvis a parar de beber, o que, segundo ele, salvou sua vida.

Os anos 1980 e 1990 foram cheios de concertos lotados até que JD começou a ter problemas de saúde. Mesmo tendo que ficar sentado em uma cadeira durante as apresentações, Sumner continuou a cantar até 1998. JD morreu em 16 de novembro de 1998, aos 73 anos.

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BACKING VOCALS - GRUPOS (1969 - 1977)

THE SWEET INSPIRATIONS

PERMANÊNCIA: 1969 - 1977 (palco e estúdio)

Formado em 1950 pelas irmãs Dee Dee e Dione Warwick, o grupo ficou famoso por seus trabalhos como backing vocals de estúdio. Cissy Houston, mãe de Whitney, se uniria ao grupo em 1963 e permaneceria até 1969. Em 1967 o grupo teve seu primeiro contrato para gravações solo; na época, a formação que cantaria com Elvis até 1977 (Myrna Smith, Sylvia Shemwell e Estelle Brown) já estava composta. Menos de dois anos se passariam até seu contrato com o Rei do Rock, que as considerava essenciais para que sua música soasse como deveria nos palcos e em estúdio.

O grupo se separou em 1979 devido a diferenças ideológicas. Em 1994 Myrna, Sylvia e Estelle voltaram a se apresentar, dessa vez com uma nova integrante, Portia Griffin. Entre 1997 e 2010, elas voltaram a trabalhar com a banda TCB nos shows "Elvis: The Concert". Sylvia, que sofrera um ataque cardíaco e saíra do grupo em 2001, morreria em 13 de fevereiro de 2010; em 10 de dezembro do mesmo ano, Myrna morreria de pneumonia. Contando apenas com Estelle e Portia, auxiliadas por Kelly Jones, o grupo encerrou atividades em 2011, mas fez apresentações esporádicas até 2014.



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THE IMPERIALS

PERMANÊNCIA: 1966 - 1971 (estúdio); 1969 - 1971 (palco)

Formado em 1964 pelo ex-membro do The Statesmen Quartet, Jake Hess, o grupo visava ser o melhor do Gospel e por isso tinha nomes de peso como o próprio Hess, Henry Slaughter, Gary McSpadden, Armond Morales e  Sherrill Nielsen. Com a saída de Slaughter e a entrada de Joe Moscheo, Jake deixou o grupo no início de 1966.

Elvis os adorava e quis usá-los no LP "How Great Thou Art", que lhe rendeu um Grammy. 2 anos depois, os Imperials continuavam gravando com Elvis e faziam parte de seus backing vocals no palco. Em novembro de 1971 o grupo deixou a banda de Elvis, tanto no palco quanto em estúdio. Em seu lugar entraram JD Sumner e os Stamps.

Em fevereiro de 1972 os Imperials surpreenderam ao contratar Sherman Andrus e se tornar o primeiro grupo do tipo a ter membros inter-raciais. Uma grande perda de fãs se deu a partir de 1987, quando o grupo decidiu abandonar o pop e partir para o rock. Com idas e vindas, o único membro original em 2004 era Armond Morales, que continua gerenciando os Imperials até hoje e fez com que o foco Gospel retornasse às apresentações.


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THE STAMPS QUARTET

PERMANÊNCIA: 1971 - 1977 (palco e estúdio)

A história do grupo remonta a 1924, quando Virgil Oliver e Frank Stamps decidiram criar um dos primeiros grupos vocais Gospel dos EUA. Sua fundação abriu o caminho para que outros grupos como SongfellowsThe Blackwood Brothers, The Speer Family e The Imperials prosperassem em um campo que antes não gerava interesse por parte do público não-Gospel.

Em 1962 JD Sumner se tornou o agente do grupo, passando a cantar oficialmente com os Stamps três anos depois. A fama de JD e a idolatria que Elvis tinha por ele fizeram com que o cantor pedisse pessoalmente que seu grupo entrassem para seus backing vocals em 1971, substituindo o The Imperials. Ed Enoch, líder dos Stamps, Ed Hill, Bill Baize, Larry Strickland e Donnie Sumner, além de JD, seu tio, tornaram-se grandes amigos de Elvis.

Depois de 1977, o grupo continuou a se apresentar sob a gerência de JD até sua morte em 1998. Em 2002 eles foram convidados para compor os backing vocals no show "Elvis: The Concert", onde continuam até hoje. Contando com dezenas de discos e canções consagradas, os Stamps, ainda liderados por Ed Enoch, continuam a lotar concertos e a serem reconhecidos.

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VOICE

PERMANÊNCIA: 1973 (estúdio); 1974 - 1975 (palco)

Depois de sair do The Imperials se aventurar em outros grupos, Sherrill Nielsen formou o The Ranges em 1973. Tocando frequentemente no Grand Ole Opry, eles chamaram a atenção de Elvis - que lembrava de Nielsen das sessões de 1966 com os Imperials - e, consequentemente, foram contatados. O cantor queria que o grupo o acompanhasse em algumas gravações em sua casa em Malibu (ocasião de onde veio "Are You Sincere").

Com o bom entrosamento daquela sessão improvisada, Elvis quis que eles fizessem parte de seu grupo no palco a partir de janeiro de 1974 e pediu que o nome fosse mudado para Voice. Nielsen sempre era elogiado por Elvis, o que deixava os outros membros ciumentos e gerava desconfortos que fizeram com que Sherrill dissolvesse seu grupo no início de 1975; o tenor continuou com o Rei do Rock de forma solo até 1977.

Depois de se mudar para a Dinamarca em 1990, Sherril retornou aos EUA em 2004 para se casar com Brenda Hall e recriar seu grupo, agora sob o nome "Sherrill Nielsen and VOICE". O novo grupo se apresentou regularmente até a morte de Nielsen em 10 de dezembro de 2010.

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ORQUESTRAS (1969 - 1977)

THE BOBBY MORRIS ORCHESTRA

BOBBY MORRIS

PERMANÊNCIA : 1969 - 1970 (palco)

Bobby Morris poderia ter iniciado sua carreira como baterista logo cedo, ao lado de Liberace. O rei do piano o havia convidado para se apresentar em um show que pagaria meros 43 dólares, o que Bobby achou um insulto. Como resultado, Liberace se tornou uma estrela internacional e Bobby teve de esperar mais um pouco. Formado em quase todos os setores musicais possíveis, seja em universidades ou pela vida, ele logo se tornou maestro e passou a reger sua própria orquestra com 60 integrantes.

Chamado pelo Coronel para dirigir o show de Elvis em seu retorno aos palcos em 1969, Morris teve apenas seis semanas para aprender como seguir o cantor nos shows e aprender, junto a sua orquestra, dezenas de músicas. Os shows foram excelentes e Morris dirige a orquestra nos dois primeiros discos ao vivo de Elvis, mas o International e o Coronel queriam algo mais vibrante e lucrativo - uma orquestra da própria casa.

Morris e seu grupo cederam lugar a Joe Guercio e sua orquestra a partir de agosto de 1970. Bobby continuou a conduzir para nomes como Billy Joel, Joe Cocker, Tony Bennett e Tom Jones durante os anos 1970, 1980 e 1990. Bobby está aposentado, tem 91 anos e continua a tocar bateria como passatempo.

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THE JOE GUERCIO ORCHESTRA

JOE GUERCIO

PERMANÊNCIA: 1970 - 1977 (palco)

Nascido em Buffalo, Nova York, em 1928, Joe se interessou pela música desde cedo. Estudando música ele teve a oportunidade de interagir com alguns dos melhores nomes do ramo, passando logo a se dedicar à condução. Antes de trabalhar com Elvis, ele foi diretor musical para nomes como Diana Ross, Jim Nabors e Florence Henderson.

Com a saída de Bobby Morris do grupo de Elvis, Joe foi contatado. Ele seria o diretor dos músicos do International e estaria com Elvis em suas turnês, sendo que sua primeira incumbência seria arranjar, junto a Glen Hardin, as canções que seriam ouvidas nas gravações para o "That's the Way it Is". Em 1972, quando o International foi vendido para os Hilton, Guercio passou a dirigir os The Hilton Horns, permanecendo com o Rei do Rock até 1977.

Durante e depois do trabalho com Elvis, Joe colaborou com outros nomes da música. Em 1972, arranjou o medley "Sweet Inspiration / Where You Lead" para Barbra Streisand; em 1975, fez arranjos para Gladys Knight em "The Way We Were". Nos anos 1980 e 1990, trabalhou com B. B. King e se apresentou no Vaticano; de 1997 a 2014, foi maestro nos shows "Elvis: The Concert". Joe Guercio morreu em 4 de janeiro de 2015, aos 87 anos.

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