Elvis Presley Index: America (CD - FTD, 2008)

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terça-feira, 22 de março de 2022

America (CD - FTD, 2008)

Título:
America
Selo:
FTD [FTD 074] [88697 34475 2]
Formato:
CD
Número de faixas:
23
Duração:
76:00
Tipo de álbum:
Concerto
Vinculado a:
Discografia FTD
Ano:
2008
Gravação:
22 de abril de 1976
Lançamento:
Agosto de 2008
Singles:
---


America foi o septuagésimo quarto CD da FTD. Ele cobre o show de 22 de abril de 1976 em Omaha, Nebraska, com a ajuda de faixas gravadas em Spokane, Washington, em 27 de abril. O trabalho encontra-se atualmente fora de catálogo.

1976 não é um ano fácil de resumir quando se trata de Elvis ao vivo. Não houve grandes mudanças no setlist, como acontecera nos anos anteriores, nenhuma "montanha-russa emocional" dramática como a de 1974 e nenhuma excitação como a de Huntsville em 1975. Além da explosão excepcional da última turnê de dezembro de 1976 (inspirada no desafio do novo e jovem amor Ginger), 1976, em retrospecto, parece um processo lento continuando a inevitável espiral descendente.

No início de 1976, o setlist de Elvis tornou-se rotina. "I Got a Woman" sempre apresentaria a rotina de dive bombs duplos de JD Sumner, as introduções da banda seriam prolongadas com a inclusão de solos de baixo e bateria, geralmente dois solos de piano mais "Early Morning Rain" e "Love Letters". "Hurt" e "America the Beautiful" tornaram-se os destaques dramáticos regulares com apenas uma adição surpresa ocasional (Danny Boy) fazendo uma diferença real. Um verdadeiro sinal dos tempos foi que, de17 de abril até 21 de agosto de 1976, Elvis basicamente usou apenas seu traje "Bicentennial Suit" em todos os shows, certamente um vislumbre de um artista entediado.

Infelizmente para os colecionadores, o número de soundboards de Elvis disponíveis em boa qualidade aumenta a uma taxa semelhante à queda nas performances. Suas turnês também ficaram cada vez mais curtas. Isso significa que se a FTD lançar um soundboard de cada turnê, sempre teremos mais shows de 1976 do que de qualquer outro ano. Isso é uma pena, pois há proporcionalmente muito menos soundboards de boa qualidade dos sensacionais primeiros anos de turnê de Elvis.

Abaixo segue nossa resenha deste CD.
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- 1. Also Sprach Zarathustra: A fanfarra conhecida anuncia o início do show. O áudio é muito bom, mas na verdade se trata da abertura da apresentação de 27 de abril de 1976 em Spokane, Washington. Como de costume, nem sempre o engenheiro de som gravava as aberturas.

- 2. See See Rider: Seguindo com o áudio de Spokane, a música começa com uma explosão de palmas e gritos da plateia. Este é o último show daquela turnê, que começara em 21 de abril, e Elvis estava sempre de bom humor e vocalmente apto nesses encerramentos. Não há quase nenhum arrasto em sua voz e a execução é muito boa.

- 3. I Got a Woman / Amen: Quando a gravação de 22 de abril de 1976 efetivamente começa, já percebemos problemas. O áudio em mono do soundboard tem um mix estranho que prejudica a apresentação. Infelizmente, a FTD nada pôde fazer para melhorar isso, uma vez que soundboards em mono não permitem modificar o mix. Elvis soa mais arrastado e lento em sua rotina do "well, well, well". Não há como saber as circunstâncias vocais de cada um naquele dia, mas certamente a proximidade das vozes dos backing vocals, por vezes soando mais alto do que Elvis, não ajudou. As Sweet Inspirations parecem não se encontrarem e até Kathy Westmoreland soa desafinada. A famosa voz de JD que contribuía em muito para a performance desta música está quase inaudível. Após "Amen", Elvis termina a rendição sem os dive bombs de JD.

- 4. Love Me: "Muito obrigado. Boa noite, senhoras e senhores. É um prazer estar aqui, espero que tenham um bom show hoje." A plateia parece alheia ao mix incômodo, para a felicidade de todos. A rendição é a padrão, com Elvis distribuindo beijos e lenços para a plateia enquanto canta. É de se notar que o mix piora bastante quando os backing vocals entram no final.

- 5. If You Love Me (Let Me Know): No geral, a versão é muito boa, mas novamente o mix atrapalha. Esta definitivamente não era a noite das Sweets e de Kathy. A voz de Elvis é soterrada pelos backing vocals em quase toda a execução e, aparte das desafinadas deles, o que mais se ouve é a plateia que aproveita todos os momentos.

- 6. You Gave Me a Mountain: Por ser uma das showstoppers mais pedidas, é claro que a histeria toma conta do lugar. Isso parece ajudar com o som, pois ficam menos evidentes todos os erros no áudio enquanto ouvimos uma versão mais do que boa para a época. Claro, para isso é preciso ignorar as meninas fazendo backing. Até Elvis percebe que há algo errado na finalização, pedindo para que se repita o último verso.

- 7. Trying to Ger to You: Elvis branca com uma fã que tenta chamar sua atenção a todo custo: "Você quer permissão para ir ao banheiro, é isso?" O cantor mostra toda sua positividade nesta versão, cantando com todo seu poder vocal. Depois de tudo que passamos, é ótimo ouvir algo onde somente Elvis canta e os backing vocals são muito sutis para conseguirmos apreciar sua interpretação.

- 8. All Shook Up: É hora dos medleys de hits dos anos 1950 e tudo corre como o esperado. A versão é descartável, com Elvis se dedicando aos fãs. Parece haver alguma melhora nos backing vocals.

- 9. Teddy Bear / Don't Be Cruel: Outra descartável, com Elvis entregue à plateia e deixando de cantar em várias partes. Os backing vocals voltam a dominar o áudio.

- 10. Heartbreak Hotel: Elvis apresenta um entusiasmo grande para época nesta versão. Estando preso a um setlist invariável, ele parece se soltar bastante com a rendição de uma música um tanto rara em suas apresentações depois de 1973.

- 11. America the Beautiful: "Senhoras e senhores, uma vez que é o ano do nosso bicentenário, eu gostaria de cantar nossa versão de 'America the Beautiful'." Os Estados Unidos completavam 200 anos e essa versão de Elvis parece realmente que tem essa idade. Ela é arrastada, com o cantor esquecendo várias partes da letra ou deixando de cantar por ter sua atenção chamada para outras coisas. Mesmo assim você pode sentir a sinceridade de Elvis, que nos maravilha nas notas finais.

- 12. Polk Salad Annie: Esta poderia bem ser uma das melhores versões de 1976, mas o mix novamente cobra um preço alto de nossos ouvidos. As Sweets soam muito alto e alguns instrumentos somem. Elvis dá tudo de si, no entanto.

- 13. Introductions: "Deixe-me andar um pouco e recuperar o fôlego." Durante 11 minutos, Elvis apresenta os membros de sua banda. The Sweet Inspirations, Sherrill Nielsen, Kathy Westmoreland, JD Sumner e os Stamps e John Wilkinson vêm primeiro. James Burton, Ronnie Tutt, Jerry Scheff, Tony Brown e David Briggs fazem seus solos. Por fim, Charlie Hodge, o maestro Marty Harrell (substituindo Joe Guercio provisoriamente) e a orquestra encerram as introduções.

- 14. Hurt: Depois de uma breve interação com os fãs, Elvis inicia a rendição de seu já clássico número. Fazia pouco mais de um mês que a música havia sido incluída no setlist e o cantor ainda a interpretava com o mesmo ritmo da gravação de estúdio. Há um fade rápido no final, indicando que a fita foi cortada por algum motivo - provavelmente um dano irreparável-, mas pode-se supor que Elvis fez a reprise da última estrofe como de costume.

- 15. Hound Dog: A rendição inicia já na metade da versão, mas é audível que Elvis está se divertindo e esta é uma ótima interpretação.

- 16. Help Me: Causa estranheza que o tempo desta rendição seja mais lento do que de costume na época, mas ainda assim Elvis e seu conjunto fazem uma ótima versão mesmo que os backing vocals fiquem muito altos no mix por vezes.

- 17. How Great Thou Art: Elvis segue em ritmo Gospel. Ao contrário de praticamente todas as outras vezes em que a rendição desta música causou prazer a nossos ouvidos, aqui os "gritos" de Kathy Westmoreland são quase insuportáveis. As meninas realmente deveriam estar em uma noite ruim, pois JD e os Stamps soam razoavelmente bem.

- 18. Little Darlin': Elvis fazia desta música seu escape para descontrair durante a apresentação, embora ela seja rara. Aqui ela serve exatamente para isso e ainda bem que é apenas algo para rir, pois os backing vocals soam totalmente desconexos.

- 19. It's Now or Never:  "Antes de cantar, gostaria de dizer que li o jornal de hoje e eles diziam que eu casei com uma garota no Alabama ontem à noite! Eu estava dormindo e não sabia de nada. A garota ainda está esperando no Alabama!" Elvis corta o solo de Sherrill Nielsen para entrar diretamente em seu hit de 1960. A rendição é muito parecida com a gravação de estúdio em andamento, mas novamente temos sérios problemas no volume do mix.

- 20. Funny How Time Slips Away"Gostaria de agradecer a todos por terem vindo. Ainda não acabamos, ainda não. Faz muito tempo que não trabalhamos juntos, não ensaiamos nem nada. Simplesmente viemos para cá." Uma mentirinha branca, pois eles haviam se apresentado na noite anterior. "Gostaria de acender as luzes da casa e dar uma olhada em vocês, agora que vocês já nos viram." Depois de um "well" bem pronunciado, Elvis interrompe e pergunta: "Em que nota fazemos essa? Errei a nota ontem e não dormi a noite toda. Uma nota destruiu toda minha carreira!" A música começa e Elvis se diverte ao interagir com a plateia.

- 21. Can't Help Falling in Love: "Obrigado, senhoras e senhores. Vocês são uma plateia fantástica. Vamos para casa." Como sempre, Elvis atende aos fãs e canta em partes. A música tem um fade longo e acaba antes mesmo de ser completada.

- 22. Burning Love: Dois bônus de 27 de abril de 1976 em Spokane se seguem. Apesar de um erro ou outro na letra, a versão é muito boa e satisfatória.

- 23. My Way: A versão ouvida aqui é uma das melhores dos últimos três anos, talvez, sendo um mix entre a rendição do "Aloha From Hawaii" e a do "Elvis in Concert".
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