Elvis Presley Index: Elvis Sings Guitar Man (CD/LP - FTD, 2011)

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quinta-feira, 16 de junho de 2022

Elvis Sings Guitar Man (CD/LP - FTD, 2011)

Título:
Elvis Sings Guitar Man
Selo:
FTD [FTD 100] [506020 975021 2]
Formato:
CD duplo
Número de faixas:
49
Duração:
159:00
Tipo de álbum:
Estúdio
Vinculado a:
Discografia FTD
Ano:
2011
Gravação:
26 de maio de 1966 - 11 de setembro de 1967
Lançamento:
Abril de 2011
Singles:
---


Elvis Sings Guitar Man, se lançado, teria sido um LP de Elvis no ano de 1967. 42 anos depois, a FTD o lançou como seu 100º CD. Ele contém faixas gravadas entre 26 de maio de 1966 e 11 de setembro de 1967 que, depois de serem retiradas da ideia do LP, foram lançadas, em sua maioria, como extras em discos de trilhas sonoras e como singles. O trabalho encontra-se atualmente fora de catálogo.


Poucos argumentarão que os meados dos anos sessenta foram a parte mais conturbada da carreira de Elvis Presley. As muitas trilhas sonoras de filmes pareciam oferecer menos e menores sucessos, músicas que faziam mais sentido nos filmes do que nos discos e performances de pouca imaginação de Elvis e sua banda eram um problema.

Em maio de 1966, Elvis não entrava em estúdio para criar material que não fosse trilha sonora desde janeiro de 1964, uma sessão composta por dois remakes de músicas tentadas no ano anterior ("Memphis, Tennessee" e "Ask Me") e a balada subestimada "It Hurts Me". Uma vez um líder no campo da música moderna, ele aparentemente fora engolido por sua própria carreira no cinema, algo em que tinha muita esperança, mas que em vez disso se tornou um martírio.

Renovado pelo surpreendente sucesso nacional e internacional do single "Crying in the Chapel", um Master de 1960 até então inédito, lançado no ano anterior, Elvis entrou em estúdio para tentar seu trabalho mais ambicioso desde seu retorno do exército. O álbum "How Great Thou Art" foi o resultado, seu segundo LP Gospel completo e que viria a ganhar um Grammy em 1968.

A criatividade das sessões para o disco criaram a oportunidade de lapidar alguns Masters avulsos e, assim, testemunhava-se os estágios iniciais de um renascimento na carreira do cantor.

Espalhados entre as gravações Gospel universalmente excelentes, encontravam-se covers de músicas como "Down in the Alley", "Come What May" e "Fools Fall in Love", a delicada "Love Letters" e a pungente "Beyond the Reef". A mais notável, porém, era uma versão de "Tomorrow is a Long Time" de Bob Dylan, que apresenta uma das performances mais assombrosas e envolventes de Elvis enquanto ele produzia seu mais longo Master comercial até hoje.

Nenhuma dessas gravações tinha qualquer impacto significativo no mundo da música na época - Elvis sabia disso -, então tais faixas foram usadas para singles que serviriam apenas de amortecedores entre um disco e outro e usadas principalmente para aumentar os álbuns de trilhas sonoras - sendo o ato mais criminoso o de ter colocado "Tomorrow is a Long Time" no péssimo LP de "Spinout".

Em junho, uma curta sessão produziria "Indescribably Blue", "I'll Remember You" e "If Every Day Was Like Christmas", todas delegadas a singles inexpressivos ou extras em álbuns. Das gravações avulsas de maio e junho de 1966, somente "Beyond the Reef" permaneceria sem lançamento até 1980, apesar de ter sido vítima dos overdubs exagerados de Felton Jarvis em 1968.

Mais de um ano se passaria antes que qualquer tentativa fosse feita para capturar mais material que não fosse de trilha sonora. Depois que uma sessão planejada para agosto de 1967 em Los Angeles acabou sendo cancelada por motivos pouco claros na época (o guarda-costas de Elvis, Richard Davis, acidentalmente matou um jardineiro enquanto dirigia um dos carros do cantor), o Rei do Rock voltou a Nashville em setembro para sessões que ofereceram mais do mesmo: Muito potencial, mas material de qualidade insuficiente.

Porém, revigorado pela energia do cantor e compositor Jerry Reed, cujo single "Guitar Man" Elvis amava, o cantor o convidou para gravar um cover dela e de "Big Boss Man", músicas que foram um grande passo em relação às águas inertes em que ele nadava nos meses anteriores. Infelizmente, Parker e pressionou Reed a liberar os direitos de publicação de "Guitar Man" e ele recusou, encerrando sua participação nas sessões.

Jerry acabaria retornando em janeiro de 1968 para mais gravações, mas, enquanto isso, a promissora "Guitar Man" desceu ladeira abaixo. Fora uma releitura atrevida do clássico R&B "High Heel Sneakers" e um remake um tanto normal do country "You Don't Know Me" - uma música gravada no início do ano para o filme "Clambake", mas aqui tratada com um arranjo mais comovente -, a questão da falta de originais de qualidade surge novamente ameaçando desfazer uma sessão de Presley.

Cansadas baladas como "Mine" e "Singing Tree" encontrariam casas (talvez apropriadamente) como músicas bônus nos discos de trilhas sonoras. "Just Call Me Lonesome" oferecia esperança no meio do mundano, mas também resulta em um Master que passaria despercebido.

Sem perceber, a RCA tinha 16 Masters em mãos - incluindo "We Call OIn Him" e "Youll Never Walk Alone", das sessões de setembro de 1967 - que bem poderiam compor um disco de novidades que não fizessem parte de trilhas sonoras.

A gravadora havia feito isso antes com "Pot Luck with Elvis" (1962) e "How Great Thou Art", obtendo ótimos resultados, mas também já havia tido diversos Masters em mãos e recusado o lançamento de um disco com eles, caso de "Elvis Sings Memphis Tennessee" (1963). Depois de desperdiçar o potencial de tais gravações em singles e como extras em LP enfadonhos, a RCA decidiu - acertadamente - deixar o projeto do disco de lado, mesmo após já ter até trabalhado um tracklist e uma capa.

Em 2011 a FTD trouxe pela primeira vez ao público o disco original como fora planejado pela RCA. O áudio remasterizado das faixas nos conta a história de um álbum que nunca foi e que, se tivesse existido, talvez mostrasse ao mundo que Elvis ainda era relevante em meados dos anos 1960 e não apenas um astro de filmes medíocres. Os outtakes trazidos pela gravadora evidenciam uma vontade de produzir conteúdo de qualidade mesmo que seu próprio agente fosse contra e que o material oferecido a ele fosse de qualidade duvidosa.

Finalizando a edição da FTD, a gravadora disponibiliza um booklet com memorabilias, fotos e fatos sobre o disco, as músicas e suas sessões de gravação.

Abaixo segue resenha do trabalho.
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CD 1 - O ÁLBUM ORIGINAL

- 1. Guitar Man: Master como lançado no single de 1968 e em "Clambake" (1967).

- 2. Tomorrow is a Long Time: Master como lançado em "Spinout" (1966).

- 3. Big Boss Man: Master como lançado no single de 1967 e em "Clambake" (1967).

- 4. Love Letters: Master como lançado no single de 1966 e em "Elvis' Gold Records, Volume 4" (1968).

- 5. Indescribably Blue: Master como lançado no single de 1967 e em "Elvis' Gold Records, Volume 4" (1968).

- 6. Fools Fall in Love: Master como lançado no single de 1967.

- 7. Hi-Heel Sneakers: Master como lançado no single de 1968.

- 8. Down in the Alley: Master como lançado em "Spinout" (1966).

- 9. Come What May: Master como lançado no single de 1966.

- 10. Mine: Master como lançado em "Speedway" (1968).

- 11. Just Call Me Lonesome: Master como lançado em "Clambake" (1967).

- 12. You Don't Know Me: Master como lançado no single de 1967 e em "Clambake" (1967).

- 13. Singing Tree: Master como lançado em "Clambake" (1967).

- 14. I'll Remember You: Master como lançado em "Spinout" (1966).

*As faixas acima são apresentadas exatamente como no CD "Tomorrow is a Long Time" (1999), mas sem os Masters de 1968.

MÚSICA BÔNUS

- 15. Beyond the Reef (Overdubbed Version): Master inédito gravado em 27 de maio de 1966, com overdubs adicionados em 9 de agosto de 1968. Esta edição mostra o estrago que os overdubs de Jarvis podiam fazer em uma música. Apesar de as vozes de Charlie Hodge e Red West incomodarem no Master original, isso se torna um mero detalhe aqui. Com tantos backing vocals adicionados, a voz de Elvis fica quase inaudível.

PRIMEIROS TAKES

- 16. Guitar Man (Takes 1, 2, 5): Felton Jarvis avisa: "Rodando! Essa é 'Guitar Man', take 1." Jerry Reed, Elvis e os músicos procuram o jeito correto de iniciar a música. Uma tentativa falha aos 40 segundos da tomada 2. Depois de mais dois takes de ensaios - omitidos aqui -, a tomada 5 é a primeira completa. Embora tenha um ar refrescante de uma jam session, ainda não é algo que se possa considerar para lançamento.

- 17. Tomorrow Is a Long Time (Takes 1, 2): Às seis horas da manhã do dia 26 de maio de 1966 Elvis fecha a sessão com um dos sucessos de Bob Dylan. A primeira tomada desmorona em 20 segundos, apesar de começar muito bem. O novo mix apresentado no take 2 valoriza as guitarras e traz mais claridade aos vocais de Elvis, enquanto a tomada em si ainda soa como uma jam session apenas para descontrair e não é tão elaborada quanto o Master (Take 3).

- 18. Big Boss Man (Take 2): Depois de trabalhar algumas horas nos takes e no overdub vocal de "Guitar Man", Elvis e lança em mais uma de suas preferidas. Aqui Jerry Reed também empresta seu espetacular manejo da guitarra ao take, produzindo uma tomada limpa e já próxima do Master (Take 11).

- 19. Love Letters (Take 2): Elvis começa a trabalhar a canção às 10 da noite de 26 de maio de 1966. Enquanto o take 1 é apenas um false start, o segundo se apresenta como uma versão ainda não lapidada, mas bem próxima ao Master (Take 9).

- 20. Fools Fall in Love (Takes 1, 4): Três false starts compõem o take 1 e, uma vez que as tomadas 2 e 3 estão perdidas, vamos à quarta tentativa - a primeira completa e única antes do Master (Take 5). Um take bastante diferente do originalmente lançado, traz a guitarra apenas dando leves toques na primeira estrofe e o trompete só é introduzido no segundo verso.

- 21. Hi-Heel Sneakers (Take 5): Tanto o cantor quanto os músicos soam leves e descontraídos neste take, produzindo quase que uma jam session. Elvis bate palmas e cantarola junto com a banda por quase 5 minutos nesta tomada quase perfeita, enquanto o Master (um corte do Take 7) seria editado para pobres 2 minutos e 47 segundos.

- 22. Down in the Alley (Take 1): Animado com as músicas Gospel que gravara antes na mesma sessão, Elvis faz um trabalho excelente nesta que é uma de suas preferidas. O R&B é contagiante e tem uma dinâmica acima fantástica se levarmos em conta que esta é apenas a primeira tomada e já está saindo completa. Antes de cantar, ele faz questão de lembrar a todos que a inflexão correta do nome da garota à que a música se refere é "Janey", e não "Jane".

- 23. Come What May (Take 2): Gravado logo no início da sessão do dia 28 de maio de 1966, às 7 da noite, este take é uma verdadeira gema rara por ter sido lançado em estéreo em "So High". Aqui ela inclui um pouco da dinâmica de estúdio e vem com som mono original. 

- 24. Singing Tree (Take 1): Elvis precisou trabalhar muito nesta música para obter um resultado satisfatório na madrugada de 10 para 11 de setembro de 1967. Este primeiro take é muito meigo e simples, com pouca instrumentação e priorizando a voz do cantor.

- 25. I'll Remember You (Vocal Overdub, Take 2): Em 12 de junho de 1966 Elvis retornou ao RCA Studio B para fazer overdubs. Aqui ele coloca sua voz na trilha gravada dois dias antes e cria uma versão encantadora, com a harmônica e a guitarra mais altas no mix. É uma pena que a RCA tenha feito uma edição tão ruim no Master (um splice dos take 3 e 1 dos overdubs) lançado como bônus em "Spinout".


CD 2 - SESSÕES DE GRAVAÇÃO

SESSÕES DE MAIO DE 1966

- 1. Down in the Alley (Takes 2, 3, 4): A segunda tomada desanda em segundos e Elvis continua lembrando a pronuncia do nome da garota na música. O take 3 é quase completo, mas Elvis começa a rir perto do final quando Charlie Hodge erra. Isso leva a uma crise de riso na quarta tentativa, que acaba não saindo.

- 2. Down in the Alley (Take 6): Embora não tenha muitas diferenças para com o Master (Take 9), o sax de Boots Randolph aparece mais proeminente no mix, assim como a harmônica de Charlie McCoy, e o clássico final com o rufar de tambores não é usado.

- 3. Love Letters (Takes 3, 4, 5, 6, 7): A banda tenta fazer uma versão mais lenta no take 3, mas Elvis a condena: "Muito lenta." Uma correção traz o mesmo veredicto na tomada seguinte: "Ainda está muito lenta." O cantor erra o tempo na quinta tentativa e pede para ouvir a demo - que acaba por contar como o sexto take.  A sétima tomada é completa e já soa exatamente como no Master (Take 9).

- 4. Love Letters (Take 8): Felton Jarvis avisa: "Vamos fazer mais um, ainda estamos rodando." Podemos ouvir as backing vocals Millie Kirkham, June Page e Dolores Edgin conversando por alguns segundos. Não há muito o que se falar sobre o take, uma vez que ele é, novamente, exatamente igual ao Master.

- 5. Beyond the Reef (Takes 1, 2 - Undubbed Master): O final da sessão de 27 de maio de 1966 foi usado por Elvis para gravar outra de suas preferidas. O take 1 é bastante romântico e o cantor está mais presente no mix, deixando Charlie Hodge e Red West mais ao fundo, mas ele ri e se desconcentra. A tomada 2 é o Master sem overdubs.

- 6. Come What May (Takes 3, 4): Um false start na tomada 3 leva a um take 4 completo. O mix privilegia a guitarra e a versão soa sensacional.

- 7. Come What May (Takes 5, 6): O finalzinho do take 5 nos leva a mais uma versão completa na tomada 6. Nesse ponto, já era certo que o Master (Take 8) soaria parecido. O mix enfatiza os backing vocals aqui.

- 8. Come What May (Take 7): Outro take sincero se segue, certificando que era hora de criar o Master.

SESSÕES DE JUNHO DE 1966

- 9. Indescribably Blue (Vocal Overdub, Take 1): Embora o Master (Vocal Overdub, Take 2) seja superior em instrumentação, aqui o feel é mais desesperador e claustrofóbico. Elvis usa sua voz para passar a mensagem de dor magnificamente.

- 10.  I'll Remember You (Vocal Overdub, Takes 3, 1 - Unedited Master): Aqui temos o Master original sem edições. Ele foi obtido a partir de um overdub vocal de Elvis sobre um splice dos takes 3 e 1 e tem duração de 4 minutos e 11 segundos, tendo sido lançado pela primeira vez em 1993 no lendário box "From Nashville to Memphis: The Essential 60's Masters".

SESSÕES DE 1967

- 11. Guitar Man (Takes 7, 9): Depois de mais um ensaio no take 6 - omitido -, Elvis e Reed fazem mais alguns ajustes. Cinco false starts na sétima tentativa levam à tomada 9 - apenas a segunda completa. O feel da gravação é de total diversão e de uma jam session, evidenciada pela forma com que Elvis espontaneamente adiciona parte da canção "What'd I Say", de Ray Charles, ao fim da gravação, embora Felton corte a tomada precocemente (ela aparece completa na décima, no entanto). Em partes, soa melhor do que o Master (Take 12).

- 12. Guitar Man (Take 10): Felton se dirige a Elvis: "Cante com a alma, Elvis." E é isso que o cantor faz pela primeira vez em 10 tentativas. Não muito diferente de seu Master, ela também traz um trecho de "What'd I Say" no final. Uma canção que remete ao Country que Elvis gostava, foi usada, em nova versão orquestrada, em vários trechos, incluindo a abertura, do"'68 Comeback Special" no ano seguinte.

- 13. Guitar Man (Takes 11, 12 - Unedited Undubbed Master): Elvis canta uma linha de "High Noon" logo no início, parecendo preparado para fazer seu melhor trabalho na música. O take 11 falha quando os músicos perdem o tempo. A décima segunda tomada finalmente sai perfeita e isso é perceptível pela animação na voz de Elvis. Aqui o Master vem sem overdubs e sem edições, se estendendo por 3 minutos e incluindo a parte de "What'd I Say" no final que foi cortada para lançamento.

- 14. Big Boss Man (Takes 1, 3, 4, 5): Dois false starts dão início aos trabalhos na música. Elvis confessa: "Quando estou começando a me sentir bem, a coisa desanda." Os take 3 a 5  trazem mais uma pequena coleção de false starts.

- 15. Big Boss Man (Takes 7, 9): Depois de outro false start, Jerry Reed avisa Felton Jarvis que irá tocar de forma mais gentil e simples para tentar ajudar no feel da música. Elvis está tendo problemas com o tempo, mas aqui ele já começa a se achar e o take 9 - o último completo antes do Master (Take 11) - sai de forma satisfatória.

- 16. Singing Tree (Takes 2, 4): Um pequeno ensaio e um false start na tomada 3 nos levam ao take 4. Elvis canta com mais confiança, mas o fade no final nos diz que algo aconteceu para que ele fosse abandonado.

- 17. Singing Tree (Take 8): Depois de 7 tomadas inexpressivas, Elvis parece ter encontrado o jeito mais satisfatório de cantar. O feel já se aproxima ao do Master.

- 18. Singing Tree (Takes 10, 13): Pelo menos, Elvis parece estar se divertindo entre as tomadas sem sucesso. Depois de um false start em que ele ri e acaba com a décima tentativa, o take 13 sai completo e é sensacional. É uma pena que as tomadas 3, 5, 6, 7, 9, 11 e 12 estejam perdidas atualmente, pois nos ajudariam a ver uma maior evolução no andamento da sessão. O take 13 foi eleito um Master alternativo, mas a solução final foi colocar a voz de Elvis em overdub já no amanhecer do dia 12 de setembro de 1967. O Master seria obtido juntando o Take 5 do Vocal Overdub ao Take 13 do Instrumental Track.

- 19. Just Call Me Lonesome (Takes 3, 4): Às quatro da manhã de 11 de setembro de 1967 Elvis inicia os trabalhos na última música daquela sessão, que havia começado às 6 da tarde do dia anterior. É interessante notar que estes dois são outros takes pós-Master (Take 1) e que, enquanto a terceira tentativa é apenas um false start, a tomada 4 soa quase totalmente diferente da lançada. Elvis está testando um novo arranjo, o qual funciona bem até que os músicos deslizem um pouco antes do último verso.

- 20. Just Call Me Lonesome (Takes 5, 6): Novamente vemos uma diferença para com o Master tanto no false start do take 5 quanto na sexta tomada completa.

- 21. Hi-Heel Sneakers (Takes 1, 6): É o início da sessão do dia 11 para 12 de setembro de 1967 e Elvis está de muito bom humor, mesmo que seja apenas seis da tarde e os quatro primeiros takes - somente o 1 é ouvido aqui - tenham sido apenas false starts. Elvis faz uma boa tentativa, mas acaba sendo interrompido por Felton Jarvis: "Não acha que podemos fazer um pouquinho mais rápido, Elvis?" O cantor concorda. Depois da maravilhosa tomada 5, ele faz um outro false start que já se assemelha ao que viria a seguir.

- 22. Hi-Heel Sneakers (Take 7 - Unedited Master): Um ensaio leva ao melhor take da música, usado em partes para o Master

- 23. You Don't Know Me (Take 2): Outro take pós-Master (Take 1), é mais uma tentativa de melhorar os trabalhos na música e traz resultados positivos. A RCA resolveu usar o último acorde desta tomada no splice com o take 1 que gerou o Master.

- 24. Singing Tree (Remake - Takes 1, 2, 3): Sem sucesso nos trabalhos do dia 11 de setembro de 1967, Elvis finaliza a sessão do dia 12 com vocal overdubs sobre o Master instrumental (Take 5). Os takes 1 e 2 são apenas false starts e Elvis cantando uma linha de "Danny Boy". A tomada 3 é bem produzida e muito sensível, mas provavelmente o fato de Elvis se empolgar e falar durante a rendição tenha impedido que este fosse o Master.
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Título:

Elvis Sings Guitar Man
Selo:
FTD 296 [506020 975022 6]
Formato:
LP duplo
Número de faixas:
25
Duração:
78:00
Vinculado a:
Discografia FTD
Ano:
2011
Gravação:
26 de maio de 1966 a 11 de setembro de 1967
Lançamento:
Outubro de 2011
Singles:
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No mesmo ano a gravadora lançou um LP duplo contendo 25 outtakes, Masters e undubbed Masters. No trabalho constam as faixas:

LP 1
LADO A
1. Guitar Man (Takes 11, 12 - Unedited Undubbed Master)
2. Big Boss Man (Takes 7, 9)
3. Love Letters (Take 8)
4. Just Call Me Lonesome (Takes 5, 6)
5. Come What May (Take 6
6. Mine (Master)
7. Fools Fall in Love (Master)
LADO B
8. I'll Remember You (Vocal Overdub, Unedited Master)
9. High Heel Sneakers (Take 7 - Unedited Master)
10. Down in the Alley (Take 6)
11. Indescribably Blue (Vocal Overdub - Take 1)
12. Tomorrow is a Long Time (Takes 1, 2)

LP 2
LADO A
1. Big Boss Man (Take 2)
2. Just Call Me Lonesome (Takes 3, 4)
3. Down in the Alley (Takes 2, 3, 4)
4. Come What May (Takes 3, 4)
5. We Call On Him (Take 8)
6. Singing Tree (Remake - Takes 1, 2, 3)
7. Guitar Man (Take 10)
LADO B
8. Love Letters (Take 2)
9. Fools Fall in Love (Takes 1,4)
10. Singing Tree (Takes 10,13)
11. You Don't Know Me (Take 2)
12. Come What May (Take 7)
13. High Heel Sneakers (Take 5)
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