Elvis Presley Index: Madison Square Garden, 1972: 50 Anos de Elvis em Nova York

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quinta-feira, 9 de junho de 2022

Madison Square Garden, 1972: 50 Anos de Elvis em Nova York

Elvis se apresenta no Madison Square Garden às 20:30 de 10 de junho de 1972


Em 1972, Elvis já era famoso há 18 anos. Apesar dos eventos em sua vida pessoal, que culminariam no divórcio no ano seguinte, sua carreira ia muito bem. O retorno aos palcos havia sido magnífico, "That's The Way It Is" foi bem sucedido, "Elvis On Tour" já estava gravado e prometendo prêmios, e o Havaí o receberia novamente em novembro daquele ano para o "Aloha From Hawaii"- posteriormente adiado para janeiro de 1973.

Mas ainda faltava se apresentar em um local de imenso prestígio: o Madison Square Garden em Nova York.

The Beatles, Elton John, John Lennon, e muitos outros, já haviam se apresentado lá. Dez anos antes, Marilyn Monroe cantara "Happy Birthday, Mr. President" para John F. Kennedy no local.

Elvis tinha feito algumas apresentações na TV em Nova York e gravado em estúdios da cidade nos anos 1950, mas nunca havia feito um show aberto ao público lá. Agora ele finalmente se apresentaria no auditório mais famoso dos EUA. Seriam 4 shows em 3 dias, todos com um recorde nunca antes alcançado por nenhum artista que tenha se apresentado ali: 20 MIL ESPECTADORES - A LOTAÇÃO MÁXIMA.
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9 DE JUNHO DE 1972 - 20:30 - SHOW DE ABERTURA


Elvis Presley finalmente chegava a Nova York na sexta-feira, 9 de junho, para se apresentar pela primeira vez na cidade como artista solo. No decorrer da tarde, ele daria uma conferência de imprensa para falar sobre as apresentações e o disco planejado, além de sua vida pessoal - tudo enquanto tentava se esquivar de perguntas que poderiam ferir sua imagem.




O show das 20:30 daquela noite fora planejado com o gerenciamento do poderoso Coronel Tom Parker. The Sweet Inspirations apresentariam uma sessão de boa música como abertura e Jackie Kahane faria seu número de comédia. Em seguida, um breve intervalo e então, finalmente, as luzes se apagariam para que o público visse Elvis sair detrás das cortinas em seu macacão branco com um lenço dourado no pescoço.

Essa seria a entrada mais longa de seus shows - Elvis ficaria quatro minutos desfilando para a plateia enquanto uma explosão de flashes capazes de ofuscar até mesmo as luzes estroboscópicas do palco o receberia.

A apresentação ocorreria sem contratempos, com poucas brincadeiras com a plateia e em ritmo acelerado - era simplesmente uma apresentação profissional, que ele podia fazer melhor do que qualquer pessoa no mundo, com o lema "tempo é dinheiro" de Parker.

A canção mais esperada da noite, "Hound Dog", iniciaria com um false start intencional e, por fim, surpreendentemente, seria cantada com o tom forte que tinha dado a ele sua tamanha notoriedade no início da carreira. Elvis variaria dos padrões musicais da época com clássicos como "Bridge Over Troubled Water" e "Proud Mary", entre outros, cantando também seus sucessos antigos como "Love Me Tender" e "Heartbreak Hotel".

O show acabaria por ser um programa com um menu bastante rico. Depois de 58 minutos, Elvis partiria sem um encore. O efeito seria um tanto decepcionante para os fãs que esperaram quase 20 anos para vê-lo em sua cidade, mas era o suficiente para confirmar a magia eficaz e costumeira de um show do Rei do Rock.
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Título:
Elvis at Madison Square Garden
Selo:
FTD [FTD 218] [506020 975113 2]
Formato:
CD
Número de faixas:
23
Duração:
57:30
Tipo de álbum:
Concerto
Vinculado a:
Discografia FTD
Ano:
2017
Gravação:
9 de junho de 1972
Lançamento:
Julho de 2017
Singles:
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Elvis at Madison Square Garden foi um livro acompanhado de CD da FTD. Ele cobre o show completo de 9 de junho de 1972, o primeiro no Madison Square Garden e na cidade de Nova York, lançado aqui de forma oficial pela primeira vez.

O livro contém centenas de páginas com textos e fotos em detalhes sobre a chegada de Elvis à cidade e seu primeiro de 4 shows no famoso anfiteatro. O trabalho encontra-se atualmente fora de catálogo.

Abaixo segue resenha e áudio do concerto.

- 1. Also Sprach Zarathustra: Já no começo da fanfarra, percebemos que o áudio não vem de uma fita boa. A FTD tentou amenizar os problemas e melhorar o que pôde, mas mesmo assim o som de Elvis e da banda soa longe do microfone do gravador por vezes.

- 2. That's All Right: Elvis entra no palco e rapidamente inicia a rendição do clássico que fez seu nome em 1954. A versão é forte e a voz de Elvis soa magnífica. O público concorda.

- 3. Proud Mary: "Obrigado." O clássico do Creedence Clearwater Revival é o próximo número no setlist. Elvis soa entusiasmado e até pede para que a banda execute a música por um tempo maior do que o normal. Seus golpes de karatê no final levam a plateia à loucura.

- 4. Never Been to Spain: "Obrigado. Vocês são uma plateia fantástica! Boa noite, senhoras e senhores." Relativamente nova na setlist, a música agrada a plateia e Elvis retribui entregando alguns lenços e beijando algumas fãs. A rendição em si é muito potente e muito bem executada.

- 5. Until it's Time For You to Go: "Obrigado. Obrigado, senhoras e senhores." A primeira canção da noite diretamente usada para atender às fãs ensandecidas se inicia. Enquanto canta, Elvis é rodeado de mulheres em busca de qualquer coisa que ele possa lhes dar. Os fãs próximo ao gravador comentam e riem de tudo. A rendição é padrão.

- 6. You Don't Have to Say You Love Me: Esta é a primeira vez que Elvis a apresenta em 1972. Executada desde 1970, a música já tinha caído em uma espécie de rotina, mas a versão aqui é muito boa. As fãs gritam por mais um pouco de atenção de Elvis.

- 7. You've Lost That Lovin' Feelin': Mais uma de 1970 e também retornando neste show, é mais uma que levanta as fãs. Um fato interessante é que ela parece ser executada em um ritmo um pouco mais lento do que o normal - ou talvez seja a velocidade da fita que está errada.

- 8. Polk Salad Annie: Uma versão padrão de 1972, mas com um solo de baixo arrebatador. A sequência de golpes de karatê no final soa fenomenal. A plateia aplaude efusivamente.

- 9. Love Me: Mesmo esta música rotineira deixa os fãs enlouquecidos. De qualquer forma, inicia-se o medley de sucessos dos anos 1950 e é hora de entregar beijos e lenços às fãs.

- 10. All Shook Up: Uma versão rotineira com menos de 1 minuto de duração.

- 11. Heartbreak Hotel: Elvis põe um pouco de esforço na rendição, mas mesmo assim a versão é bem rotineira.

- 12. Teddy Bear / Don't Be Cruel: Outro momento descartável de entrega de lenços e beijos.

- 13. Love Me Tender: Ao perceber que Elvis vai cantar um dos clássicos que recentemente havia voltado ao repertório, uma fã grita: "Ele vai fazer 'Love Me Tender'!" A versão é bastante aproveitável, com Elvis cantando como se realmente estivesse interessado na música - diferente de versões dos anos seguintes. Ele até brinca com a letra no final: "Por que, minha querida / Eu te amo / Porque você toma a pílula".

- 14. Blue Suede Shoes: Empolgado, Elvis adiciona um verso extra de improviso nesta música que já se tornava rotineira.

- 15. Hound Dog: "Eu estive no The Ed Sullivan Show em 1956, senhoras e senhores, aqui em Nova Iorque, e a televisão me filmou da cintura para cima. Eu cantei essa música. É a minha música de protesto de hoje, cara." Elvis faz um false start para brincar com a banda e atiçar os fãs. A rendição é excelente e faz a plateia aplaudir efusivamente.

- 16. Bridge Over Troubled Water: Quando se tratava de músicas de seu gosto, Elvis sempre dava tudo de si. E aqui não é diferente. Esta é uma versão sólida, vocalmente forte e fantasticamente executada.

- 17. Suspicious Minds: O público bate palmas ao ritmo da música durante a execução do clássico de 1969. Quando Elvis se aproxima da parte da plateia em que o gravador está, há uma pequena confusão com xingamentos - não se pode saber a quem eram direcionados - enquanto o cantor interage com as fãs.

- 18. Introductions by Elvis: Elvis apresenta rapidamente JD sumner e os Stamps, The Sweet Inspirations, Kathy Westmoreland, James Burton, John Wilkinson, Ronnie Tutt, Jerry Scheff, Charlie Hodge, Glen Hardin, Joe Guercio e sua orquestra.

- 19. For the Good Times: Outra nova no repertório,  faz com que a plateia se acalme e ouça a suave melodia por algum tempo.

- 20. An American Trilogy: A plateia aplaude o início da música em reverência. Presente no repertório desde janeiro, ela ganhou notoriedade e adoração a partir do single de abril. Esta versão tem melodia e arranjos diferentes que são simplesmente sensacionais.

- 21. Funny How Times Slips Away: "Senhoras e senhores, agora que vocês me viram, gostaria de acender as luzes da casa para dar uma olhada em vocês." A versão é boa, com Elvis se concentrando nos últimos adeus à plateia.

- 22. Can't Help Falling in Love: "Obrigado. Vocês são lindos, senhoras e senhores. Uma música de 'Blue Hawaii'." Pelos comentários que ouvimos na fita, as fãs realmente estão brigando por um lenço ou beijo - e até mesmo se xingam - enquanto Elvis rende seu clássico de 1961.

- 23. Closing Vamp: Elvis dá os últimos adeus e agrada os últimos fãs enquanto a fanfarra final é ouvida.
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10 DE JUNHO DE 1972 - 14:30 - 2º SHOW

Na matinée do dia 10, Elvis apresentaria um show tão vibrante quanto o da noite anterior. A plateia reagiria com histeria a cada movimento, palavra e música.

A apresentação teria uma rendição fantástica de "Reconsider Baby", ouvida pela última vez em 23 de agosto de 1969. Além dos costumeiros flashes que explodiam a cada segundo, câmeras de filmagem profissionais estariam na beira do palco, o que indica que aquele show, e possivelmente todos os outros três no Madison Square Garden, pode ter sido gravado para "Elvis On Tour" ou outro projeto qualquer da RCA junto a estúdios de cinema.
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Título:
An Afternoon in the Garden
Selo:
BMG / RCA [07863 67457 2]
Formato:
CD / Cassette
Número de faixas:
24
Duração:
61:00
Tipo de álbum:
Concerto
Vinculado a:
Discografia FTD
Ano:
1997
Gravação:
10 de junho de 1972 AS
Lançamento:
25 de março de 1997
Singles:
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An Afternoon in the Garden foi o primeiro trabalho oficial a cobrir o show completo das 14h30 de 10 de junho de 1972 no Madison Square Garden. O CD ainda encontra-se em catálogo.

Abaixo segue resenha e áudio do concerto.

- 1. Introduction - Also Sprach Zarathustra: A fanfarra anuncia o início do show.

- 2. That's All Right: A voz de Elvis soa forte e constante, mas o mix do áudio dá mais ênfase à banda - um erro, pode-se dizer. Por vezes, a voz do cantor é afogada pelos instrumentos. A rápida versão do hit de 1954 anima a plateia. Elvis joga seu violão para Charlie Hodge que, pelo som, não estava preparado para a ação. O cantor comenta brincando: "Ele acabou de morrer, não foi?"

- 3. Proud Mary: Embora o problema do áudio persista, podemos ouvir que Elvis está entusiasmado e dando tudo de si. Esta é uma versão muito boa.

- 4. Never Been to Spain: Por algum motivo, Elvis soa extremamente cansado e sem fôlego nas partes calmas. Talvez seja pelo esforço na música anterior ou outro fator, mas mesmo assim a versão é muito gostosa de se ouvir.

- 5. You Don't Have to Say You Love Me: Comparando com outras versões, inclusive com a da noite anterior, parece que esta é executada em uma velocidade muito acima do normal - ou talvez ela tenha sido digitalmente acelerada. A bateria é o instrumento que mais se sobressai, seguida do baixo, mas em geral a experiência auditiva é ótima.

- 6. Until it's Time For You to Go: Embora a plateia possa ser ouvida um pouco mais do que o desejado, esta versão está bem mixada e a voz de Kathy Westmoreland ficou no volume correto para que esta possa ser eleita como a melhor mixagem do disco até aqui.

- 7. You've Lost That Lovin' Feelin': Elvis faz uma rendição rotineira, mas com muita alma. Em certo ponto, o címbalo que soa alto demais o faz rir, mas ele se recompõe rapidamente para uma finalização espetacular. A bateria de Ronnie Tutt soa excelente por todo o seguimento.

- 8. Polk Salad Annie: Embora estejamos praticamente na metade da apresentação, é estranho que Elvis ainda não tenha se dirigido à plateia com mais do que um "obrigado" aqui e ali. Mas, conhecendo o Coronel, provavelmente isso tenha sido ideia dela para poupar alguns segundos. Elvis parece esquecer da letra em dado ponto, mas mesmo assim esta é uma versão magnífica onde o baixo de Jerry Scheff brilha magistralmente. "Obrigado. Bem, isso me acordou."

- 9. Love Me: O medley dos anos 1950 começa e Elvis passa a atender seus fãs com beijos e lenços. A versão é mediana.

- 10. All Shook Up: Dirigindo-se a uma fã que o beijou, Elvis brinca enquanto masca um chiclete: "Espero que seja chiclete, querida." Talvez o mix tenha ajudado este música rotineira a soar mais interessante aqui.

- 11. Heartbreak Hotel: Elvis soa entediado, o que é de se esperar de uma música que está em quase todos os shows por quatro anos. Ele tenta mudar algumas notas aqui e ali, mas a versão é bastante rotineira.

- 12. Teddy Bear / Don't Be Cruel: Elvis se diverte um pouco aqui, trocando partes da letra. No geral, ele usa a versão para entregar mais lenços e dar beijos.

- 13. Love Me Tender: "Meu primeiro filme, senhoras e senhores." As fãs enlouquecem em busca de um pouco de atenção de Elvis durante este clássico de 1956. Elvis, no entanto, soa como se quisesse acabar logo com aquilo - o que, pelo encerramento corrido, ele conseguiu.

- 14. Blue Suede Shoes: Elvis realmente parece gostar desta música, interpretando-a com vontade e dedicação. Seus incentivos para que a banda continue e o acompanhe soam sensacionais.

- 15. Reconsider Baby: Interpretada pela última vez em 1969, esta é uma música realmente rara e que pega os fãs de surpresa. Elvis trabalha bem nela e o mix privilegia corretamente o piano, dando um fantástico toque de legítimo blues à performance.

- 16. Hound Dog: "Então eu estava no The Ed Sullivan Show e fiz essa música aqui." Quando as fãs começam a gritar, Elvis brinca: "Vocês não sabem o que vou fazer ainda, esperem um pouco!" Por algum motivo, a RCA resolveu adicionar um eco estranho a esta faixa. No geral, tanto a parte lenta quanto a mais pesada e rápida levam a plateia apo delírio.

- 17. I'll Remember You: Esta é apenas a segunda vez em que Elvis interpreta esta música ao vivo, sendo que a primeira fora seis meses antes. Ele faz uma versão séria e comprometida que soa muito gostosa e bem mixada.

- 18. Suspicious Minds: "Obrigado. Vocês são uma plateia linda, muito obrigado. 'Suspicious Minds', Baby!" Esta talvez seja a faixa mais bem mixada de todo o disco. Tanto a voz de Elvis quanto os instrumentos e os backing vocals têm seus espaços garantidos e a plateia não afoga o som de nenhuma das partes. Elvis se diverte com alguns golpes de karatê durante a execução e uma sequência fenomenal no final.

- 19. Introductions by Elvis: Elvis apresenta rapidamente JD sumner e os StampsThe Sweet Inspirations, Kathy Westmoreland, James Burton, John Wilkinson, Ronnie Tutt, Jerry Scheff, Charlie Hodge, Glen Hardin, Joe Guercio e sua orquestra.

- 20. For the Good Times: Esta é definitivamente outra das preferidas dos fãs à época, pois dava uma nova chance a Elvis de se dedicar aos fãs. O mix aqui não é muito bom e os backing vocals quase não são ouvidos em algumas partes, mas ainda assim é uma versão bastante forte.

- 21. An American Trilogy: É impossível saber o que a BMG quis fazer com o mix de cada música, pois há muitos altos e baixos. Felizmente, este é um momento alto, com uma mixagem perfeita. Elvis dá seu tudo em uma versão fenomenal e com muita emoção, o que só é um tanto atrapalhado pela reação exacerbadas das fãs que gritam como se ele estivesse fazendo um número de striptease e uma microfonia no solo de flauta.

- 22. Funny How Times Slips Away: "Muito obrigado, senhoras e senhores. Eu gostaria de dizer a vocês que é realmente fantástico estar de volta a Nova York. Um público muito bom, obrigado. E agora que vocês nos deram uma olhada eu gostaria acender as luzes da casa e dar uma olhada em vocês." Uma versão muito semelhante à de Greensboro em 14 de abril - vista em "Elvis On Tour"-, traz Elvis mostrando toda sua capacidade vocal ao mudar algumas oitavas no final.

- 23. I Can't Stop Loving You: Uma ótima versão com um mix satisfatório que privilegia o magnífico trabalho de James Burton. Elvis também dá tudo de si nesta rendição espetacular.

- 24. Can't Help Falling in Love: "Obrigado. Vocês são fantásticos. Vamos para casa!" Com um mix perfeito, esta versão fantástica é um ótimo encerramento para o show. Embora o CD não especifique, o "Closing Vamp" está incluso em sua totalidade no final da faixa, inclusive com o aviso de que "Elvis já deixou o recinto" por Ed Enoch.
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10 DE JUNHO DE 1972 - 20:30 - 3º SHOW

Este é o show mais conhecido daquele final de semana no Madison Square Garden. Ele é o único gravado pela RCA a ter sido lançado na época.

A gravadora faria uma edição - retirando apenas alguns segundos de interações com a plateia ou "silêncios" - e a disponibilizaria ao público meros oito dias depois, em 18 de junho, em um LP intitulado "Elvis: As Recorded at Madison Square Garden".

Neste show está outra das raridades, a versão ao vivo de "The Impossible Dream", cantada aqui pela última vez.
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Título:
Elvis as Recorded at Madison Square Garden
Selo:
RCA Victor [LSP 4776]
Formato:
LP
Número de faixas:
22
Duração:
53:00
Tipo de álbum:
Concerto
Vinculado a:
Discografia oficial
Ano:
1972
Gravação:
10 de junho de 1972 ES
Lançamento:
18 de junho de 1972
Singles:
"American Trilogy / The First Time" (04/abr/1972)


Elvis as Recorded at Madison Square Garden foi o 81º LP de Elvis e 185º trabalho (incluindo singles e EPs). Ele contém o show completo das 20:30 de 10 de junho de 1972 no Madison Square Garden, em Nova York, a penúltima das únicas quatro apresentações de Elvis naquela cidade nos anos 1970. O trabalho ainda encontra-se em catálogo.

Abaixo segue resenha e áudio do concerto.

- 1. Also Sprach Zarathustra: Como de costume, a fanfarra anuncia o início do show. Provavelmente por estarmos acostumados a ele, o mix original do LP é o que mais nos apetece.

- 2. That's All Right: Logo de início podemos perceber que a velocidade da execução é mais rápida - seja por ter sido feita assim ao vivo ou por ter sido acelerada para que um LP simples pudesse conter o show inteiro. A interpretação de Elvis é cheia de entusiasmo.

- 3. Proud Mary: Há uma pequena microfonia no início da faixa, mas nada que estrague alguma coisa. Preste atenção nas repostas melodiosas da guitarra de James Burton e dos backing vocals e você estará no paraíso. Talvez por estar cansado, esta versão é um pouco menos fantástica do que a da tarde.

- 4. Never Been to Spain: Embora o mix geral não seja o melhor, ainda  assim essa versão tem seu valor por conter um baixo bem pronunciado, uma guitarra fenomenal e uma boa participação da orquestra e dos backing vocals. Elvis dá tudo de si, como sempre.

- 5. You Don't Have to Say You Love Me: A orquestra é a estrela nesta faixa, com os violinos soando magníficos no início e então sendo substituídos lentamente pelos metais e backing vocals enquanto Elvis faz uma rendição quieta, mas impressionante.

- 6. You've Lost That Lovin' Feelin': "Obrigado. Vocês são uma plateia linda, muito obrigado." Com uma seção de baixo bem colocada no mix, esta versão se assemelha às de 1970 em muitos aspectos. Elvis entrega uma rendição solida e com alma.

- 7. Polk Salad Annie: A voz de Elvis soa extremamente cansada enquanto ele agradece ao público. No geral, a versão é muito boa, mas não tem a mesma coesão da feita apenas algumas horas antes. O mix privilegia a voz de Elvis, parte da orquestra e os backing vocals, mas o baixo - que faz toda a diferença nesta faixa - não está lá. No fim, a força com que Ronnie Tutt atinge sua bateria parece indicar que Elvis está fazendo uma de suas melhores exibições de golpes de karatê. 

- 8. Love Me: Iniciando seu medley de hits dos anos 1950, Elvis parece entediado com a música.

- 9. All Shook Up: Uma descartável apenas para agradar e atender fãs.

- 10. Heartbreak Hotel: Há um bom mix aqui e Elvis se diverte.

- 11. Teddy Bear / Don't Be Cruel: Nada de especial aqui, apenas mais uma música rotineira para entregar lenços e beijos.

- 12. Love Me Tender: "Meu primeiro filme, senhoras e senhores." As fãs tomam conta da faixa, mas ainda assim se pode notar que Elvis soa extremamente entediado e cansado.

- 13. The Impossible Dream: "Gostaríamos de fazer nossa versão de 'The Impossible Dream'." O clássico que fechou a maioria de seus shows em 1971 é interpretado aqui de maneira excepcionalmente fantástica. Até mesmo o mix ficou perfeito. Não há um erro que se possa notar e Elvis exclama corretamente no final: "Minha nossa!" É uma pena que ele nunca mais cantaria essa música em sua carreira.

- 14. Band Introductions: Elvis apresenta rapidamente JD sumner e os Stamps (Rich Sterban, Ed Enoch, Donnie Sumner, Bill Baize) The Sweet Inspirations, (Estelle Brown, Sylvia Shemwell, Myrna Smith), Kathy Westmoreland, James Burton, John Wilkinson, Ronnie Tutt, Jerry Scheff, Charlie Hodge, Glen Hardin, Joe Guercio e sua orquestra.

- 15. Hound Dog: "Esta é uma música que fiz no The Ed Sullivan Show, em 1912." Diferente da versão da tarde, não há eco na faixa. A voz de Elvis soa cansada, mas ainda assim ele dá um bom tratamento à música.

- 16. Suspicious Minds: Embora seja levemente melhor do que a versão da tarde, não há muito o que acrescentar aqui. O mix privilegia corretamente a bateria e os backing vocals nos lugares corretos e a finalização é muito boa.

- 17. For the Good Times: Aqui é o baixo que dirige a faixa. Elvis canta suavemente enquanto atende suas fãs e a banda faz um ótimo trabalho.

- 18. An American Trilogy: Esta é uma versão mais descontraída do que a da tarde, com Elvis brincando e até assustado as fãs que gritam ensandecidas com seu "what?" no início. Sem instrumentos abafados no mix, esta é uma ótima versão.

- 19. Funny How Times Slips Away: Por algum motivo, toda a fala de Elvis sobre "agora que vocês nos viram..." soa distante. A rendição em si é muito boa e Elvis não brinca muito no final nem faz seus costumeiros comentários engraçados.

- 20. I Can't Stop Loving You: Esta é uma prova de que Elvis sempre estava pensando em seu público e em como melhorar suas performances. Ele faz uma rendição sensacional, mas mesmo assim se sente na necessidade de melhorar sua finalização e a repete para o delírio da plateia.

- 21. Can't Help Falling in Love: "De 'Blue Hawaii', senhoras e senhores." Elvis faz uma finalização de show um tanto às pressas, sem nem mesmo agradecer à plateia. A versão aqui é a de rotina.

- 22. Closing Vamp: Como sempre, é o fim do show.
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11 DE JUNHO DE 1972 - 14:30 - SHOW DE ENCERRAMENTO

Elvis apresentaria o show padrão, sem adição de raridades. Este que é um dos shows mais raros - possuindo poucas fotos e fontes de áudio - foi o último do Rei do Rock em Nova York.
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Título:
From New York to Chicago
Selo:
SR Records [---]
Formato:
CD duplo
Número de faixas:
50
Duração:
122:00
Tipo de álbum:
Concerto
Vinculado a:
Discografia extra-oficial
Ano:
2010
Gravação:
11 e 17 de junho de 1972 AS
Lançamento:
2010
Singles:
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From New York to Chicago foi um bootleg da SR Records lançado em 2010. Ele contém os shows completos de 11 e 17 de junho de 1972 em Nova York e Chicago, respectivamente. O trabalho encontra-se atualmente fora de catálogo.

Abaixo segue resenha do show do dia 11 e áudio de ambos concertos.

- 1. Also Sprach Zarathustra: Embora o CD marque esta como uma parte da fanfarra inicial, na verdade ela inexiste. O que ouvimos já é o começo de "That's All Right", com Elvis entrando no palco.

- 2. That's All Right: O áudio desta fonte não é dos melhores e há muito ruído, deixando as faixas extremamente abafadas e ininteligíveis por vezes. Elvis está em ótima forma e, pelo que podemos ouvir, faz uma excelente rendição.

- 3. Proud Mary: A atmosfera é eletrizante durante a rendição, embora ela se assemelhe muito a tantas outras já feitas.

- 4. Never Been to Spain: Elvis começa suas interações com os fãs com essa música mais lenta. A velocidade de execução provavelmente está muito lenta e a culpa disso pode ser da velocidade da fita. No geral, é uma versão muito boa.

- 5. Until it's Time For You to Go: As fãs gritam durante a rendição e parece que Elvis as está atendendo. A versão é a padrão da época.

- 6. You Don't Have to Say You Love Me: Elvis faz um false start e então recomeça a música. Não há nada de novidade aqui, além de mais uma versão muito bem interpretada.

- 7. You've Lost That Lovin' Feelin': A velocidade da fita prejudica esta versão, mas nada que seja insuportável - a não ser um corte bem no meio dela. Podemos ouvir Elvis dando tudo de si e os backing vocals acompanhando magnificamente.

- 7. Polk Salad Annie: Em 1972 Elvis já havia mudado a duração e o arranjo desta música. Esta nova versão é bastante dependente do baixo, que faz um trabalho fenomenal no solo. A finalização também soa excelente.

- 9. Love Me: O medley dos anos 1950 começa. Elvis soa mais entusiasmado do que na noite anterior e, no geral, a versão realmente é melhor.

- 10. All Shook Up: Descartável, mas bem executada.

- 11. Heartbreak Hotel: A velocidade da fita prejudica a rendição, fazendo-a se parecer em muito com as versões pós-1975.

- 12. Teddy Bear / Don't Be Cruel: Elvis faz uma boa versão, mesmo que esta seja uma das que ele já encarava como tediosas.

- 13. Love Me Tender: "Meu primeiro filme, senhoras e senhores." Elvis soa entediado, mas as fãs mesmo assim gritam ensandecidas à espera de um lenço ou beijo. Há uma leve distorção na fita, mas nada que incomode.

- 14. Blue Suede Shoes: Infelizmente, só podemos ouvir poucos segundos da rendição porque a fita acaba. Quando o som retorna, Elvis está terminando a música.

- 15. Hound Dog: O hit de 1956 começa sem que Elvis o introduza, como de costume nesta temporada. A versão é muito boa e tem uma finalização ligeiramente diferente.

- 16. I'll Remember You: Por ser uma música relativamente nova na setlist, Elvis se perde um pouco com a letra - embora seja quase imperceptível. A joia que seria a versão do Aloha começa a ser moldada.

- 17. Suspicious Minds: A rendição começa com uma leve microfonia - o que se já tornara uma marca dos shows de Elvis no Madison Square Garden. A versão tem um bom ritmo e Elvis se entrega a ela. Enquanto faz suas poses, ele faz o comentário que se tornaria praxe: "Espero que essa roupa não rasgue, baby!"

- 18. Band Introductions:  Elvis faz as apresentações de JD sumner e os StampsThe Sweet Inspirations, Kathy Westmoreland, James Burton, John Wilkinson, Ronnie Tutt, Jerry Scheff, Charlie Hodge, Glen Hardin, Joe Guercio e sua orquestra.

- 19. For the Good Times: Uma versão lenta, mas bastante boa.

- 20. An American Trilogy: Apesar de ter entrado no repertório em janeiro, esta música já estava se transformando em uma das mais esperadas dos shows pelo tremendo sucesso do single de abril. Elvis faz uma versão forte e coesa que empolga a plateia. Os aplausos efusivos tomam conta da arena no final.

- 21. Funny How Times Slips Away: "Foi muito bom estar aqui, vocês foram uma plateia fantástica." Os assobios e gritos das fãs são ensurdecedores a quase afogam a rendição de Elvis. No geral, é uma versão boa que serve para avisar a plateia de que o show se aproxima de seu fim.

- 22. Can't Help Falling in Love: "Vocês são uma plateia linda. Esta música é de 'Blue Hawaii', somente para vocês." O clássico de 1961 avisa a plateia do fim iminente do show enquanto Elvis entrega os últimos beijos e lenços.

- 23. Closing Vamp: A fanfarra, ouvida por poucos segundos, oficializa o final do último show de Elvis em Nova Iorque em sua carreira.

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BÔNUS: CHICAGO STADIUM - 17 DE JUNHO DE 1972 AS

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