Elvis Presley Index: The Ultimate CBS Specials (CD - MadCow, 2013)

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terça-feira, 21 de junho de 2022

The Ultimate CBS Specials (CD - MadCow, 2013)


Título:
The Ultimate CBS Specials
Selo:
MadCow [---]
Formato:
CD duplo
Número de faixas:
59
Duração:
143:00
Tipo de álbum:
Concerto
Vinculado a:
Discografia extra-oficial
Ano:
2013
Gravação:
19 e 21 de junho de 1977
Lançamento:
2013
Singles:
---

The Ultimate CBS Specials é um bootleg lançado pelo selo MadCow em 2013. Ele contém os shows completos de 19 e 21 de junho em Omaha, Nebraska, e Rapid City, South Dakota, respectivamente, gravados para o "Elvis in Concert" e nunca lançados oficialmente. O trabalho encontra-se atualmente fora de catálogo.



Em 17 de junho de 1977, Elvis começou o que seria sua última turnê.
Durante dez dias ele se apresentaria em 10 cidades diferentes, incluindo Omaha e Rapid City, nas quais gravou seu especial, e culminando com o magnífico, para aquele momento, show de 26 de junho de 1977 em Indianapolis, Indiana.

No total, Elvis passaria por um público de 117 mil pessoas e arrecadaria mais de US$ 1,5 milhões naqueles poucos dias. Em 1977, seus 59 shows renderiam em torno de US$ 7 milhões, uma soma baixa se comparada aos anos anteriores.

Claro, a saúde fraca de Elvis tinha uma porcentagem no por quê desses números baixos, uma vez que os fãs mais novos começaram a vê-lo como um "dinossauro da música". Outro ponto era o estilo musical da época que também começava a mudar rapidamente em direção ao Punk Rock e Pop, afastando plateias mais jovens. O trabalho da mídia, que difamava Elvis sempre que podia , também teve parte nisso.

Mas Elvis era Elvis e se havia coisas com que ele podia contar, eram os milhões de fãs espalhados pelos EUA e pelo mundo. Sua voz, que naquele tempo começava a soar como a de tenores, era outra coisa que nunca o abandonava. Mesmo nos piores shows de 1977, e eles foram muitos, infelizmente, sua voz permaneceu intacta e sonora - apesar de arrastada e cansada, por vezes.


Elvis em Omaha, Nebraska;
19 de junho de 1977 (©Sean Shaver)
Sem sombra de dúvidas, o show de 19 de junho de 1977 em Omaha, Nebraska, é o mais lembrado do início daquela temporada. Não somente porque é o que está registrado em vídeo pela CBS-TV e em soundboard pela RCA, mas porque é, por estes mesmos motivos, o que mais mostra como Elvis precisava de ajuda naquele momento.

Com tantos problemas na cabeça, como a chegada às lojas do temido livro dos West em pouco mais de um mês, era visível que o Rei precisava de um descanso dos palcos e da correria; sem perder sua majestade, Elvis colocava os fãs em primeiro lugar, quando se tratava de sua vida pessoal ou saúde, o que muitas vezes, como neste período, era prejudicial a ele.

Mas Omaha foi, de longe, o melhor show depois de fevereiro de 1977. Sim, Elvis estava visivelmente cansado e um tanto perdido de início, mas sua voz novamente não o deixou desamparado.

Acompanhe abaixo a resenha detalhada das apresentações.









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- 1. Also Sprach Zarathustra: Quando a banda TCB e a orquestra de Joe Guercio começam a tocar a fanfarra característica do início dos shows, a plateia se eletrifica. Os primeiros acordes da introdução trazem gritos e aplausos efusivos. A MadCow diz ter feito todo o possível para restaurar o áudio das apresentações contidas neste CD e realmente notamos que o som está um tanto comprimido, mas não muito diferente do que se ouve nas fitas originais.

- 2. See See Rider: A plateia se levanta, grita e aplaude quando Elvis põe os pés no palco. Fazendo uma cara de "o que estão todos fazendo aqui?", ele se mostra bem humorado. O Rei do Rock caminha de um lado ao outro do palco, posa para fotos e cumprimenta todos os seus colegas antes de se dirigir ao microfone. A voz de Elvis está forte, mas o sistema de som não ajuda (um problema que persistirá por toda a apresentação). De início nota-se que o mix está errado, com a voz de Elvis baixa, a de Charlie Hodge alta demais (alguns brincam que o show era de Charlie com Elvis cantando a harmonia) e a banda e backing vocals sufocados. É perceptível que o Rei não está nos seus melhores dias; se estivesse, teria parado o show e recomeçado, como faria em Rapid City, ao primeiro sinal de erro. Mas sua voz é infalível durante toda a execução.

- 3. I Got a Woman / Amen: As câmeras no local levam Elvis a um comentário engraçado: "Vocês estão todos no Candid Camera, vocês sabem disso, não é?" O primeiro "weeeelll..." de Elvis traz gritos enlouquecidos, mostrando que mesmo em meio a todos os problemas seu poder e presença ainda eram grandes. A canção transcorre bem, com Elvis fazendo algumas notas de baixo no decorrer. Durante seu diálogo usual no fim da canção, ele explica à plateia que está usando maquiagem e que aquilo não é comum em seus shows. Um rápido "striptease" leva aos dive bombs de JD e ao fim da rendição. Novamente, a voz de Charlie atrapalha um pouco a harmonia. Um fã grita "vire-se!" (o concerto foi dado em uma arena com plateia por todos os lados) e Elvis atende ao pedido, brincando: "É Deus me chamando? Sim senhor, filho!" (uma espécie de previsão sombria, se pararmos para pensar).

- 4. That's All Right: "Eu gostaria de apresentar a primeira música que gravei... That's All Right Mama... E eu era um mero bebê de colo - ainda sou! 
Uma fã grita "Elvis!", ao que o Rei do Rock, mostrando estar ligado ao que acontece ao redor e pensando rápido, responde imediatamente: "Querida, eu disse para esperar até depois do show..." Ele então continua a introdução da música: "Tudo que tínhamos eram um baixo, uma guitarra e um violão... Eu só sei três acordes... Sem bateria nem nada." Elvis dá o seu melhor e felizmente Charlie Hodge não está cantando por precisar segurar o microfone para o cantor, mas o mix continua errado e o violão de Elvis é ouvido muito á frente dos outros instrumentos.

- 5. Are You Lonesome Tonight: Entre uma música e a outra, um ruído elétrico chama a atenção de Elvis. "Eu fiz uma música chamada 'Are You Lonesome Tonight'." Talvez o ruído o tenha atrapalhado durante o primeiro verso e ele recomeça a canção. Claro, a cena do "casal gay" entre Elvis e Charlie durante o verso falado traz risos da plateia. Em geral, rendição é boa, mas não tanto quanto a de Rapid City. Mais um diálogo com o público se segue e Elvis pergunta se o áudio está bom na parte traseira da arena (a resposta dos fãs é mista).

- 6. Love Me: "Obrigado, muito obrigado, senhoras e senhores. Obrigado. Eu gostaria de dizer que é um prazer estar aqui. Faz quanto tempo que viemos aqui? Um ano!? Não é engraçado como o tempo passa?" Em um especial de televisão como seria o In Concert, a canção não podia faltar. Ela era um dos pontos altos de suas apresentações desde 1969 e o primeiro momento em que Elvis entrava em contato direto com o público e entregava lenços. A versão é rápida (com a voz de Charlie atrapalhando de novo) e leva a plateia à loucura. Depois da rendição, Elvis explica ao público que estão tendo dificuldades técnicas com o som antes de continuar sua apresentação.

- 7. Fairytale: "Esta próxima canção é a história da minha vida, se chama 'Fairytale'", Elvis introduz. Não há muito diálogo entre uma canção e outra, provavelmente porque a filmagem custava caro, e o Rei do Rock parece estar se divertindo em cantar algumas músicas de sua preferência e/ou com a ideia de voltar a um meio mais abrangente como a TV. O som do local não ajuda, mas Elvis consegue atingir notas bastante altas e se superar.

- 8. Little Sister: "Eu gostaria de fazer um medley das minhas canções... Começando com 'Little Sister'." É o suficiente para aquela explicação, e Elvis já entra na música com entusiasmo. É aqui, aos 30 minutos de show, que ele começa a tentar os primeiros passos mais elaborados e a lembrar a plateia de quem era.

- 9. Teddy Bear / Don't Be Cruel: O clássico medley começa sem introduções e quase grudado ao fim da música anterior. Elvis se diverte ao entregar lenços para uma parte mais afastada da plateia, vendo as mulheres enlouquecendo e tentando agarrar umas às outras para conseguir o souvenir. Uma fã quase cai de uma barra de proteção e Elvis diz "cuidado". Na transição entre "Teddy Bear" e "Don't Be Cruel" ele olha para Charlie e sorri, como se não acreditasse no que via - toda a empolgação dos fãs.

- 10. And I Love You So: "Esta próxima canção é uma que colocamos em um 'álblum'... 'Álblum'? Se chama 'And I Love You So'." É difícil não pensar que Elvis remetia seu pensamento naquele momento para março de 1975, quando estava muito bem em sua relação com Sheila Ryan e oferecera a música a ela durante a gravação. A rendição é perfeita para o período e Elvis até mesmo inclui algumas notas baixas em seu canto.

- 11. Jailhouse Rock: "Meu terceiro filme foi 'Jailhouse Rock'" é a única introdução. A canção arranca aplausos efusivos da plateia e anima Elvis a dar uns passos mais ousados.

- 12. How Great Thou Art: "Eu gostaria de cantar uma música Gospel que fizemos - e vocês já nos ouviram cantá-la antes -, mas apresenta The Stamps Quartet. 'How Great Thou Art'." Sem dúvida a melhor rendição da noite, ela é recebida com respeito pelos fãs. É incrível ver Elvis ganhar vida através desta canção Gospel que era uma de sua preferidas. Todos os seus problemas parecem estar longe naquele momento, sua voz, alma e corpo dedicados ao canto religioso em uníssono. Por várias vezes Elvis atinge seu alcance vocal total de 3 oitavas, principalmente no final triplo da canção. Tanto a plateia quanto a banda, orquestra e backing vocals vibra, com a execução perfeita.

- 13. Band introductions: Aproveitando para descansar a voz por algum tempo, Elvis apresenta The Sweet Inspirations, JD Sumner, The Stamps (de forma individual, "porque eles se irritam se eu não o fizer"), Kathy Westmoreland e Sherrill Nielsen.

- 14. Early Morning Rain: O solo de John Wilkinson traz Elvis cantando uma das músicas mais preferidas de seu especial no Havaí em 1973.

- 15. What'd I Say: 
James Burton faz seu solo de guitarra com Elvis cantando partes da canção.

- 16. Johnny B. Goode: Na sequência, James mostra suas habilidades tocando a guitarra colocada atrás de sua cabeça. Elvis canta durante esta que é outra de suas preferidas.

- 17. Drum Solo: 
O solo de bateria é bastante comemorado por Elvis, que acompanha com algumas notas de baixo, e pela plateia.

- 18. Bass Solo:  Scheff faz seu clássico Blues, também muito bem recebido pelo cantor e acompanhado de notas de baixo.

- 19. Piano Solo: Tony Brown faz um pequeno solo uptempo (Elvis novamente faz notas de baixo).

- 20. I Really Don't Want to Know: Em seguida, Tony acompanha o Rei do Rock na canção gravada em 1970 para o disco "Elvis Country".

- 21. Electric Piano & Clavinet Solo: Elvis apresenta o solo de piano elétrico de Bobby Ogdin e seu fiel escudeiro Charlie Hodge.

- 22.Orchestra Solo: Finalizando as introduções, Elvis apresenta Joe Guercio e sua orquestra com um breve solo.

-23. Hurt: "Uma das nossas gravações mais recentes se chama 'Hurt'", Elvis anuncia. Uma das canções mais emocionantes do período, a plateia ouve em silêncio. Elvis estava preocupado de início, comentando que achava que não ia conseguir alcançar as notas certas e sendo incentivado por Charlie e as Sweet Inspirations, mas no final suas 3 oitavas não falham e ele parece legitimamente surpreso.

- 24. Hound Dog:  A voz de Elvis começa a soar cansada, talvez pelo esforço com a canção anterior, mas ele ainda dá um bom show. A plateia vibra enquanto o Rei do Rock faz alguns de seus famosos movimentos pélvicos.

- 25. O Sole Mio / It's Now or Never: "Em 1960 nós fizemos uma música chamada 'It's Now or Never', e ela foi tirada da música italiana 'O Sole Mio'. Eu gostaria de pedir a Sherrill para fazer a versão italiana e então faremos 'It's Now or Never'. Ouçam a voz dele, senhoras e senhores." Sherrill Nielsen usa seu conhecimento vocal em seu solo com a versão italiana, com Elvis chamando-o de "smartalec" como de costume. Pode parecer tarde para uma canção que exige muito vocalmente, principalmente depois que "Hound Dog" foi um tanto fraca, mas o poder de Elvis retorna de forma tão magnífica quanto a rendição do clássico se mostraria.

- 26. Monologue: Elvis agradece a todos os técnicos, músicos e pessoas envolvidas na produção do show antes de dar seu já famoso adeus: "Até que nos encontremos novamente, que Deus os abençõe. Adiós."

- 27. Can't Help Falling in Love: Elvis distribui mais alguns lenços durante a última canção do show.

 - 28. Closing Vamp: O público aplaude e grita loucamente durante a fanfarra de encerramento, querendo capturar no mínimo um aceno de Elvis antes que ele parta para os bastidores e a incerteza sobre quando ele voltará a Omaha tome os fãs. No final, ouvimos Ed Hill dizer as famosas palavras: "Senhoras e senhores, Elvis já deixou o recinto. Obrigado e boa noite."

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Elvis em Rapid City, South Dakota; 21 de junho de 1977
Dois dias após se apresentar em Omaha, Elvis faria um show em Rapid City pela primeira vez. Diferente de Omaha, o Rei do Rock não havia se apresentado lá nos anos 1950 e seria o primeiro artista a utilizar as instalações do recém construído Rushmore Plaza Civic Center. A lotação foi esgotada poucas horas depois do início das vendas dos ingressos e 10 mil pessoas assistiram Elvis se apresentar com a jumpsuit Mexican Sundial.

Depois do excelente show da noite anterior, em Lincoln, Nebraska, a CBS e a RCA não perderiam a oportunidade de gravar a apresentação para incluir no LP "Elvis in Concert" e no especial de TV.

Foi decidido que ali também seria capturado parte dos bastidores, com a chegada de Elvis ao local e a entrega de prêmios e comendas a ele, os mais significativos sendo a chave da cidade, dada pelo prefeito, e um Medalhão da Vida presenteado por uma garotinha da tribo local dos índios Sioux. Cercado dos membros da Máfia, Elvis é auxiliado com seu guarda-roupa a portas fechadas e então escoltado até a traseira do palco, de onde esperaria seu momento de entrada.

Acompanhe abaixo a resenha detalhada da apresentação.

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- 1. Also Sprach Zarathustra: Como sempre, a plateia se eletrifica com a chegada do momento mais esperado da noite. O som é melhor que no CD 1, mas a fonte continua a mesma. Felizmente, a voz de Charlie Hodge não é tão evidente quanto em Omaha.

- 2. See See Rider: Elvis não demora muito a entrar no palco e os fãs gritam e aplaudem de forma ensurdecedora. A canção começa e logo percebemos que a força da noite anterior permanecia. Mais surpreendente ainda, Elvis estava totalmente ciente do que acontecia a seu redor e foi capaz de perceber que entrara errado na segunda estrofe, parando a música e recomeçando-a daquele mesmo ponto. Notas altas e baixas são emitidas com maestria durante a rendição e a finalização é perfeita.

- 3. I Got a Woman / Amen: Elvis agradece à plateia e inicia sua rotina dos "well, well, well..." enquanto troca algumas piadas internas com a banda e backing vocals. Sua voz é constante durante toda a canção e "Amen" é bastante inspiradora, com o Rei do Rock emitindo notas de baixo. Elvis faz seu famoso "striptease" de forma muito mais dinâmica, seguido dos dive bombs de JD e uma finalização fantástica.

- 4. That's All Right: "Se ainda não sabem, vocês estão na televisão, então não deixem as luzes e câmeras derrubarem vocês; e não derrubem elas, se puderem evitar." Um pequeno corte leva à introdução da música: "Eu vou realmente tocar violão; e eu sei três acordes, acreditem ou não. Mas eu fingi todos eles por muito tempo. Uma das primeiras músicas que gravei." Elvis pede um pouco de água a Charlie, e depois de beber ele acidentalmente morde a língua; tanto a secura na boca quanto a língua inchada, que o fazia arrastar as palavras, eram efeitos colaterais de suas medicações. Desde o dia 19, Elvis vinha diminuindo o consumo e sua dicção melhorara consideravelmente no decorrer daquelas 72 horas. "That's All Right" teve sua melhor rendição daquele turnê.

- 5. Are You Lonesome Tonight: "Depois gravamos uma canção chamada 'Are You Lonesome Tonight'. E eu estou... Quer dizer, estava...", introduz de forma sarcástica. Após uma breve reclamação sobre a qualidade das paletas que está usando (uma quebrara em sua mão), Elvis começa a canção. Sua voz está forte, mas a língua inchada o faz errar a pronúncia durante a parte falada da letra, o que acaba sendo uma oportunidade para que ele improvise. Mostrando ainda estar em contato com a realidade e de mente sã, ele relembra um episódio de 1969 quando riu incontrolavelmente durante a execução da mesma canção depois que fez um trocadilho com a letra devido à inusitada presença de um homem que deixa sua peruca cair em frente ao palco.

- 6. Love Me: "Boa noite, senhoras e senhores. Meu nome é Wayne Newton." Elvis parece estar de muito bom humor. "Alguém me disse que este era um prédio novo ou algo assim, e eu sou a primeira pessoa a se apresentar aqui. É verdade?" A plateia responde positivamente. Percebendo estar suando, ele diz ao público que está usando maquiagem por causa das filmagens e para não se preocuparem porque a CBS-TV pegaria qualquer coisa errada e iria "editar, cortar, censurar". A canção decorre como de costume, com Elvis entregando lenços para as fãs.

- 7. If You Love Me (Let Me Know): "Esta próxima canção foi gravada por Olivia Newton-John e se chama 'If You Love Me, Let Me Know... And if you don't then move it!" Nota-se que essa é uma das músicas de que Elvis realmente gostava, porque ele pede à plateia que o acompanhe e ensaia alguns tímidos passos recebidos com entusiasmo por todos.

- 8. You Gave Me a Mountain: "Obrigado, vocês são uma ótima plateia. 'Mountain'." A versão é a melhor do ano, com Elvis fazendo uma espetacular finalização.

- 9. Jailhouse Rock: "Meu terceiro filme foi 'Jailhouse Rock'" é tudo que Elvis precisa dizer para enlouquecer a plateia. Fica claro que o pequeno inchaço na língua dificulta a rendição, que requer uma rápida sucessão de palavras complicadas, mas Elvis tira de letra.

- 10. O Sole Mio / It's Now or Never: 
Em 1960 nós fizemos uma música chamada 'It's Now or Never', e ela foi tirada da música italiana 'O Sole Mio'. Eu gostaria de pedir a Sherrill para fazer a versão italiana de 'O Sole Mio' e então faremos 'It's Now or Never'. Ouçam a voz dele, senhoras e senhores.Enquanto Sherrill faz seu solo em italiano, Elvis faz caretas para tentar desconcentrá-lo. A versão em inglês de Elvis provaria ser uma das melhores da turnê, com uma nota alta surpreendente no final.

- 11. Tryin' to Get to You: "Esta próxima música é uma música que eu fiz, eu não sei, acho que cerca de 18 anos atrás, e meu pai gosta e minha namorada gosta, então... Você tem que esconder o cinto no lugar certo. Chama-se 'Tryin' to Get to You'... Ou 'tryin' to get to y'all', de acordo com a parte do país de onde você é. Ou 'tryin' to get to yous'..." É incrível ver que Elvis ainda tinha muito potencial se parasse de se automedicar em excesso. Sua voz brinca através das notas e atinge seu objeto sem esforços, criando sem dúvidas a melhor rendição do ano. Coincidentemente, esta seria a última vez em que ela seria apresentada.

- 12. Hawaiian Wedding Song: "Eu fiz um filme chamado 'Blue Hawaii' e nele havia uma canção chamada 'Hawaiian Wedding Song'. Foi tão real que eu precisei de dois anos antes de perceber que era só um filme, que eu não era casado com aquela garota." A versão é regular, tendo muitas melhores, mas termina em alto estilo com o Rei do Rock entregando uma lei para Kathy Westmoreland e lhe dando um beijo.

- 13. Teddy Bear / Don't Be Cruel: O medley transcorre como esperado, com Elvis entregando muitos lenços a fãs enlouquecidas na beira do palco.

- 14. My Way: "Esta próxima canção foi gravada por Frank Sinatra e se chama 'My Way'. Não sei a letra dela, então terei de ler, se não se importarem." A rendição de Elvis é feita de uma forma muito boa, como não era já há algum tempo. Notas executadas brilhantemente terminam a canção em um tom bastante alto.

- 15. Band introductions: Elvis apresenta The Sweet Inspirations, JD Sumner, The Stamps Quartet (individualmente), Kathy Westmoreland e Sherrill Nielsen. Ele se enrola durante a introdução de Nielsen, comentando: "Eu canto, não consigo falar."

- 16. Early Mornin' Rain: Como a CBS-TV cortou alguns solos da fita original, só o que temos são alguns segundos deste solo.

- 17. What'd I Say: Cortado.

- 18. Johnny B. Goode: Cortado.

- 19. Drum Solo: Cortado.

- 20. Bass Solo: Cortado.

- 21. Piano Solo: Cortado.

-22. I Really Don't Want to Know: Elvis canta a gravação de 1970 acompanhado do piano de Tony Brown.

- 23. Electric Piano & Clavinet Solo: Bobby Ogdin faz seu solo.

- 24. Orchestra Solo: Elvis apresenta Charlie Hodge, Joe Guercio e o solo de sua orquestra.

- 25. Introduction: Elvis apresenta seu pai (que é levado ao palco e aplaudido por todos) e sua namorada Ginger.

- 26. Hurt: "Uma das minhas últimas 'Hurt' foi gravações... Gravações foi 'Hurt'!" A plateia claramente se emociona com a rendição bastante significativa naquela época. Por se tratar da gravação de um especial de TV com tempo limitado, Elvis não faz a repetição costumeira da última estrofe. O próprio Elvis se mostra entusiasmado com sua rendição: "Wow! Senhor tenha misericórdia!"

- 27. Hound Dog: "Muito obrigado. Obrigado." O riff de James Burton no início da canção ressoa pela arena e faz o público vibrar. Elvis está animado desde o início e distribui lenços para a plateia. No final, ele até tento alguns passos elaborados de dança, já raros naquele ponto.

- 28. Unchained Melody: "Esta é uma música que acabei de gravar, e é uma música antiga chamada 'Unchained Melody'. Vou ter que tocar piano, então vai levar apenas um segundo." Ouvindo pedidos de fãs, Elvis diz que fará "Moody Blue" e "Love Me Tender" mais tarde, mas isso infelizmente não acontece. Outra curiosidade é que Elvis anuncia que havia gravado "Unchained Melody" recentemente e que ela seria lançada em duas semanas; como o álbum Moody Blue, que possui a versão ao vivo de 26/04/77, só foi às lojas exato um mês depois, acredita-se que Elvis estava se referindo a uma versão de estúdio que seria vendida como single, mas se ela existiu, nunca foi colocada no mercado e a RCA a tem em seus cofres, destruiu ou perdeu. A interpretação de Elvis é muito boa, mas não tão boa quanto a citada acima.

- 29. Monologue: Elvis agradece ao público, músicos, todos os técnicos e pessoas envolvidas na produção do espetáculo antes de se despedir.

- 30. Can't Help Falling in Love: 
Assim como na noite anterior, Elvis faz notas de baixo enquanto rende sua canção mais famosa e que leva ao fim da apresentação.

- 31. Closing Vamp: Durante a fanfarra de encerramento, a plateia aplaude efusivamente enquanto Elvis cumprimenta seus fãs e posa para fotos antes de se dirigir aos bastidores e sair do local às pressas em seu carro.

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